& Moira Bianchi

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Valentines day Vitoriano

Olá!
Feliz dia de São Valentim dos Namorados!
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romancing the victorians
O Valentine's day é igual só que diferente do nosso Dia dos Namorados, por isso posso te enviar esse cartão virtual e meu hubs não vai ficar grilado!

Como tenho falado aqui no blog e nas demais redes sociais, estou dedicada aos romances históricos, em especial minha série CUPIDOS EM DEVON que, como PRINCESAS POSSÍVEIS (minha série de romances contemporâneos inspirados nos contos de fadas), entrelaça as histórias apesar de mantê-las independentes. Nas Princesas, se você ler a Branca de Neve, vai saber spoilers da Cinderela, mas vai conseguir curtir sem amarras. Assim será a família das tretas dos CUPIDOS.
Esses romances se passam na Era Vitoriana Inglesa - Vitoriana vem da Rainha Victoria do Reino Unido da Inglaterra e Irlanda - e por pesquisar bastante para escrever, tenho aprendido bastante sobre...

inutilidades úteis

Enquanto leitora de romances históricos/de época, eu tinha a ideia romântica de que 'naquela época' as pessoas eram semi-medievais com vestidos bonitos e cartolas. Mas ao estudar os mais variados assuntos como a quantidade de pratos servidos em um jantar, o surgimento da máquina de costura, perfume de gavetas, esportes ou remédio para dor de garganta, aprendi que os Vitorianos eram muito civilizados. Vários costumes que seguimos hoje já eram populares há dois séculos.
Como scrapbooking - adooooro -  e o
Valentine's day
O que fez pesquisar de onde veio isso... Senta que lá vem pesquisa!
Victorian Valentine Card, 1870
cartão de 1870 - five minute history
O que é mesmo?
Valentine celebra muitos tipos de amor: Eros, Philia e Agape, como São Paulo magistralmente explicou em sua carta ao Coríntios; Mamãe-papai, Irmã-Irmão, Esposa-Marido e Namorada-namorado.
Acima de tudo, Dia dos Namorados é uma celebração anual de  amor sentimental, companheirismo e profundo respeito. As pessoas enviam mensagens  e presentes a seus cúmplices, familiares, amantes e acompanhantes. 
Assim como nosso dia dos Namorados, Valentine's não é feriado; tudo funciona normalmente.
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history extra
De onde veio?
Dia dos Namorados é uma convenção extremamente antiga, provavelmente de uma celebração romana. Os romanos tinham uma celebração chamada Lupercalia em fevereiro, de 13 a 15, o início de sua primavera. Esse tinha conexão com um mais antigo ainda, o grego Arcadian Lykaia ou festival do lobo, daí o nome.
Durante o antigo festival de fertilidade, homens romanos sacrificavam cabras e com suas peles chicoteavam mulheres, na crença de que isso as tornaria férteis. *Moira não comenta essa parte.* Tem outra descrição do sacrifício aqui no wiki, mas não quero me deter nisso. Sorry.
Dizem que, como um componente dos festivais, os jovens tiravam nomes das moças de uma urna formando casais por aquela celebração e, com alguma freqüência, eles se casariam.
Foi no século V, ano 496, que 14 de fevereiro foi proclamado Dia dos Namorados. A essa altura, Roma havia se tornado cristã e a Igreja Católica estava determinada a eliminar qualquer paganismo remanescente. O Papa Gelasius I aboliu este festival e proclamou o dia de São Valentim em 14 de fevereiro, incluindo assim no calendário católico.
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the graphics fairy
E o santo nisso?
As lendas divergem ...
Havia dois santos, ambos compartilham a dedicação desta festa e ambos foram martirizados em Roma; Valentine de Terni por volta de 197 dC e Valentine de Roma por volta de 496 dC. Muitas lendas foram registradas sobre este último Valentine, mas estas são provavelmente apócrifas (de autenticidade duvidosa, embora amplamente divulgadas como sendo verdadeiras). 
Vamos à mais famosa...
São Valentim, um padre católico que viveu em Roma no século III, foi executado em 14 de fevereiro de 270. Na época da vida de Valentim, muitos romanos estavam se convertendo ao cristianismo, mas o imperador Claudius II era pagão e criou estritas leis sobre o que os cristãos eram autorizados a fazer. Cláudio acreditava que os soldados romanos deviam ser completamente devotos a Roma e, portanto, aprovaram uma lei que os impedia de se casar. 
Soldados casados se distraiam com as esposas, deveriam se dedicar somente ao serviço. 
São Valentim começou a casar esses soldados em cerimônias cristãs secretas e este foi o começo de sua reputação de acreditar na importância do amor.
Eventualmente, Valentim foi descoberto e preso por seus crimes contra Claudius. Preso, Valentim cuidou de seus companheiros de prisão e também da filha cega de seu carcereiro, por quem ele se apaixonou. Diz a lenda que Valentim curou a cegueira da garota e que seu último ato antes de ser executado foi escrever para ela uma mensagem de amor assinada "do seu Valentim".
Era o nome dele!
Oldest known Valentine's message
uma MUITO antiga carta de Valentine's day, aprox 1470 - BBC
Era essa carta um bilhete de amor?
Uma carta de despedida?
Só um alô, alô, Terezinha?
Não se sabe. Mas ele assinou, ué, com seu nome...
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dumiela

e daí que é
Valentine's day
e não
Valentines' day
porque é o dia do santo e não o dia dos enamorados.
Entende a diferença?

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dale fournier
Do século XIV ao XIX, chegamos à era Vitoriana
Mesmo com controvérsias, acredita-se que foi Chaucer na Idade Média, 1382, o primeiro a conectar São Valentim com amor sentimental em seu poema Parlement of Foules.  Foi o começo da tradição do amor cortês, um ritual de expressar amor e admiração, geralmente em segredo; a convenção do amor digno, um costume de comunicar adoração e estima, frequentemente em mistério.

Na França do século XV, o dia 14 de fevereiro tornou-se um dia de festa anual que celebra o amor romântico, há relatos de banquetes luxuosos com canto e dança eram realizados para marcar a ocasião.

Deste século vem a primeira saudação a namorados que se tem notícia, hoje parte do acervo da Biblioteca Britânica. O Duque de Orleans, francês, escreveu à sua esposa enquanto preso na Torre de Londres, 1415:
 Je suis desja d’amour tanne, Ma tres doulce Valentinée. 
Eu já estou doente de amor, minha Valentine tão adorada.

Shakespeare faz menção ao Valentine's em Hamlet, por volta do século XVII, quando Ophelia diz
Tomorrow is Saint Valentine’s day, All in the morning betime, 
And I a maid at your window, To be your Valentine.
Amanhã é dia de São Valentim, Tudo de manhã se faz,
E eu estou a dispor em sua janela, Para ser sua Valentina.

No século XVIII a rima famosa que até Pernalonga conta apareceu em 1784:
The rose is red, the violet’s blue, The honey’s sweet, and so are you.
 A rosa é vermelha, o violeta é azul, O mel é doce e você também.
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Os primeiros cartões dos namorados começaram a ser enviados no século XVIII, inicialmente feitos à mão. Cada pessoa escolhia como decorar sua cartita, valia tudo! Símbolos românticos, flores e nozinhos (simbolizando união), quebra-cabeças e poesia. Para quem tinha pouca inspiração, valia comprar um manual com orientações e dicas de palavras e imagens apropriadas para agradar seu amante ou familiar. Esses cartões eram então enviados ou colocados secretamente sob uma porta ou amarradas à aldrava.

Foi na Grã-Bretanha georgiana que os cartões impressos começaram a aparecer, embora só se tornassem realmente populares com a revolução industrial Vitoriana. A industrialização do início do século XIX trouxe consigo rápidos avanços nas tecnologias de impressão e manufatura. Tornou-se mais fácil do que nunca produzir em massa os cartões de Valentine's.
Ficou fácil e rápido agradar o mozão!
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linda wallace
Ajudou muito a criação do Penny Post [serviço postal oficial do Reino Unido, que como diz o nome, custa um penny] em 1840.

Muitas cartas vitorianas de Valentine's ainda sobrevivem, muitos podem ser vistos no Museu de Londres e em coleções particulares.
Como hoje, os cartões Vitorianos tinham vários tipos para todos os bolsos e necessidades. A indústria de gráficas era muito diversificada e moderna para a época. Oops, quase dei spoiler dos CUPIDOS EM DEVON...
Enfim, haviam os cartões com rendas de papel, relevo e desenhos intrincados de flores respeitando a linguagem das flores, cupidos, e ocasionalmente corações que hoje em dia são tão característicos. Quanto mais caro fosse o cartão, mais elaborado seria o design e significava o tamanho e o ardor do amante. Alguns eram em 3D, com gavetinhas! Em cada uma haviam um raminho de flores secas, um poema escrito a mão, e, quem sabe, poderia ter uma aliança...
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le cinema dreams
Em Far from the madding crowd, Longe deste insensato mundo, de 1874, cartões de Valentine's tem grande importância no plot... Era para ser uma brincadeira, só que mal interpretada, a gracinha vira um problema.

O que nos traz aos  "Vinegar Valentines" que funcionavam como os 'Inimigo oculto' de Natal. Já participou de algum? Deu problema? Claro, né?... Então, imagina a confusão se uma dama recebesse um cartão lindinho para "Miss Nosy" - 'Senhorita abelhuda'.
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kiss png
Do UK para o USA
Em meados do século XIX, o cartão dos namorados atravessou o Atlântico - tanto o costume de trocar amabilidades quanto de separar 
Porém, somente em 1913, a famosa, fofa, idolatrada Hallmark Cards produziu seu primeiro cartão de Valentine's.
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spooky vegan
Hoje em dia...
Cada cultura tem sua maneira de celebrar o Dia dos Namorados, mas de uma forma ou de outra, todo mundo tem esse costume. Se é um costume puramente comercial hoje em dia, essa mudança começou da era Vitoriana.
Atualmente é comum dar doces às crianças, bombons e flores às namoradas, usar lingerie para agradar os namorados, preparar ou planejar um jantar bacana. Ou, um pedido de casamento!

Valentine's, Dia dos Namorados aqui, é mais comumente associado ao amor romântico, especialmente aqui no Brasil.

E aí, inspirada (do)?
Ainda tem uns dias para fazer seu cartão, aqui tem 8 receitinhas.
Também pode comprar um, migles, mandar gratuito online, ou planejar algo especial.
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buzz feed
Se neste 14 de fevereiro não rola boa companhia, espera o 12 de junho...
Se nem assim rolar quem te mereça, coloco o calendário dos próximos anos.
#ficadica

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willow and thatch


Para escrever esse post, pesquisei aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

O piano, damas e cavalheiros!

Olá,
Sigo na pesquisa para escrever romances históricos e a cada nova fonte descoberta, mais interessada fico nas sobras esquecidas dos meandros da sociedade.
Aqui, nesse mundinho indefectível, não poderiam faltar elas, as amigas Janeites que, entendidas dos parangolés do passado, têm sempre uma carta na manga para oferecer. Foi num teretetê de whats com Fran do Adaptações de Jane Austen que apareceu ele, o...


PIANO
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promo do filme 'O piano' de 1993
fimlinc
Claro que fiquei com a pulga atrás da orelha!
Quanto já havia lido sobre, conversado, ouvido?
Mil vezes. Mas agora tinha um fundo de pesquisa.


Sempre que falo 'o piano' me lembro desse filme da imagem, me marcou - nem foi pelo primeiro nu frontal masculino, tsk, tsk, mas pela fotografia e tema tão denso. 
Passado na década de 1850, uma dama solteira com filha bastarda é vendida em casamento a um cavalheiro na Nova Zelândia. Ela é muda e se comunica com o mundo através da filha e da música que produz em seu piano - e que o novo marido larga na praia onde ela aporta dizendo que a casa não tem espaço para a monstruosidade. Um amigo do marido fica com o piano e aceita devolver à mulher, tecla por tecla, em troca de aulas de, daquilo... Ela aceita o trato aceitando como preço somente as teclas pretas.
Se você ainda não viu, veja. É muito legal. Nada erótico doido. Muito bom, mesmo.

Mas, afora o caso do filme em que a pianista era muda, o instrumento tinha papel diferente do que tem hoje em dia. Em tempos que ainda não havia rádio, vitrola, tv, cd, nada, quem fazia música em casa eram parentes que sabiam tocar.
Em bailes, poderia-se contratar músicos profissionais, talvez em jantares especiais, mas no dia-a-dia, recebendo vizinhos e tal, era o pessoal de casa que enchia o ambiente com som.
Isso gerava um mercado enorme de professores de música, instrumentos musicais, livros de cifras. Revistas para ladies continham encartes com novidades em músicas (no volume de dezembro de 1807 de La Belle Assemblée, por exemplo, constava uma cópia de 'A original Waltz de Mr. Kollmann', música composta exclusivamente para ser vendida com a revista, com três furos de modo a ser guardado no álbum musical da mocinha.)
Talvez seja similar ao mercado fonográfico atual.
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feminema
Vamos fazer uma conta especulativa simples...
Um pianoforte custava 30 guinéus em 1808, foi o que Jane Austen disse à Cassandra em carta; 
Um volume da revista La belle assemblée custava 1/2 coroa (2 xelim e 12 1/2p);
Uma aula de música custava 10 xelim, e se faziam 60 por ano mais ou menos

A grana da época era muito difícil... mas era assim:
Sixpence - 2½ p
Um xelim (ou 'bob') - 5p
Meia coroa (2 xelins e seis pence) - 12 ½ p
Uma guinéu - £ 1,05

Donde se conclui que não era qualquer um que tinha um piano em casa... Bem depois, da década de 1830, o pobrezito Oliver Twist foi vendido por £ 5,00... 1/6 de um piano. Veja só!

Enfim... o instrumento gera muita discussão bacana, inegável símbolo de refinamento e feminilidade, até extravagância somente perdoável aos gênios.
Liberace, o inesquecível - daily beast

Related image
Mozart quando criança, já um virtuoso compositor e músicista - ionart

Diz que não?
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Elton John, forever and ever - pinterest

Acho tudo muito interessante, daquelas coisas que pesquiso por uma semana e incluo uma pitada na história, que nem pimenta calabreza na pasta ao pomodoro.

Então resolvi dividir em 4 posts.


Este é o 1º 
Dear ladies and gentlemen,
com vocês,
sua excelência, o piano!
Neste, conto e mostro tipos de pianos usados na Regência e era Vitoriana e seus antepassados. Falo de alguns virtuosos e faço uma brave introdução ao que será discutido.
Related image
portrait of a lady at the piano, Madrazo y Garreta
pictorem

O 2º que tem o artigo que originou tudo:

com comentários.

Depois vem 

e por fim,


A coisa começou a mudar de figura quando resolvi falar que, para mim, tudo que tem tecla ebony & ivory é piano. Só que Noé...


antes vieram... 
o virginal
File:Johannes Vermeer - Zittende Klavecimbelspeelster (1673-1675).jpg
lady seated at a virginal, 1670/72, JVermeer
pic do wiki commons
O virginal tem sua origem no saltério medieval, provavelmente no século XV. A primeira menção da palavra está em Paulus Paulirinus de (1413-1471) Tratado de música por volta de 1460- Praga: O virginal é um instrumento em forma de um clavicórdio, tendo cordas de metal que lhe dão o timbre de um cravo . Ele tem 32 cursos de cordas em movimento, golpeando os dedos nas teclas projetadas, dando um tom doce em ambos os passos inteiros e meio. 
É chamado virginal porque soa como uma voz gentil e imperturbada. 
Sua primeira menção em inglês em 1530, quando o rei Henrique VIII comprou cinco instrumentos assim chamados. 
O auge dos virginals foi a última metade do século 16 para o final do século 17 até o alto barroco, quando foi eclipsado pelo espinet bentside na Inglaterra e na Alemanha pela clavicórdio. wiki


o clavicórdio
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lady playing the chlavichord, 1665, GDou
dulwich picture gallery
O clavicórdio é um instrumento retangular de cordas europeu que foi usado em grande parte no final da Idade Média, através das eras renascentista, barroca e clássica. Historicamente, foi utilizado principalmente como instrumento de prática e como auxílio à composição. O clavicórdio produz som por meio de metais ou cordas de ferro com pequenas lâminas de metal chamadas tangentes.  wiki
o nome deriva da palavra latina clavis = "chave" e da palavra grega stringορδή = "corda", especialmente de um instrumento musical. Um nome análogo é usado em outras línguas européias (Clavicordio, Clavicord, Clavicorde, Klavichord,  Clavicordium, Clavicórdio,  Clavicordio). Outras línguas derivadas do latim manus, que significa "mão" (Manicordo, Manicorde manicordion, Manicordion, manucordio). 
Também usado sordino, uma referência ao seu som tranquilo.
O clavicórdio foi inventado no início do século XIV . Em 1404, o poema alemão "Der Minne Regeln" menciona os termos clavicimbalum (termo usado principalmente para o cravo) e clavichordium, designando-os como os melhores instrumentos para acompanhar as melodias.
O clavicórdio era muito popular do século XVI ao século XVIII, mas floresceu principalmente em países de língua alemã, na Escandinávia e na Península Ibérica, na parte final deste período. Ele havia caído em desuso em 1850.


o cravo
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interior with a lady at a hapsichord, FFieravino
Pinterest
O termo 'harpsichord' (harp + chord ou seja, harpa + acordes) denota toda a família de instrumentos semelhantes de teclado, incluindo os virginals menores, muselar e spinet
O cravo provavelmente foi inventado no final da Idade Média, amplamente utilizado na música renascentista e barroca. No século 16, os fabricantes de cravo na Itália estavam fazendo instrumentos leves com baixa tensão nas cordas.
Lentamente desapareceu da cena musical. No século XX, ressurgiu em encenações históricas,  novas composições e em certos estilos de música popular. wiki

o spinet
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the new spinet, GGoodwin
brushwiz
Um tipo de cravo, porém menor.
spin= rotação
bent= dobrado
bentside= de lado
O spinet bentside tem a maior parte do instrumento de tamanho real, incluindo ação, tampo e construção de caixa. Porém, em um cravo de tamanho normal, as cordas estão em um ângulo de 90 graus em relação ao teclado. wiki

No caso de um espinet bentside, a posição é triangular. O lado à direita é geralmente dobrado de forma côncava (daí o nome do instrumento), curvando-se do jogador para o canto traseiro direito. O lado mais longo será paralelo às cordas graves, indo da direita para a esquerda. A parte da frente do espinete contém o teclado. Normalmente, há lados muito curtos para a direita e o lado esquerdo, conectando a lateral do corpo ao lado longo e o lado longo à frente.

e ele, il piano
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Clara Wieck, virtuosa desde criança. desenho de J Giere. 
Pic de decoded
O mundo da música lembra de Clara (1819-1896) como pianista de concerto que passou sua vida promovendo o trabalho de seu marido, Robert Schumann (1810-1856). 
Poucos sabem é que ela também era uma compositora, com um talento comparável, se não superior ao do marido.

Você sabia?...

A origem da palavra ou termo piano?

wiki, modernoso pai dos burros, explica que a palavra 'piano' é uma forma abreviada de 'pianoforte', o termo italiano para as versões do início do século XVIII do instrumento, que, por sua vez, deriva do gravicembalo col piano e forte e fortepiano


Os termos musicais italiano piano e forte indicam "suave" e "alto" respectivamente, referindo-se às variações de volume (ou seja, intensidade) produzidas em resposta ao toque de um pianista ou pressão nas teclas: quanto maior o velocidade de um pressionamento de tecla, quanto maior a força do martelo batendo nas cordas, e mais alto o som da nota produzida e mais forte o ataque. 
photo 1
Rosewood pianoforte, 1830 
O nome foi criado em contraste com o cravo, um instrumento musical que não permite variação de volume. Os primeiros fortespianos nos anos 1700 tinham um som mais baixo e um alcance dinâmico menor.
the piano lesson, 1896, EBLeighton
pinterest
Em carta à irmã Cassandra, Jane Austen diz: 
'teremos um pianoforte, tão bom quanto for possível adquirir por 30 guinéus, (aprox 30 libras hoje em dia, R$ 145,00) e eu vou praticar danças locais para que possamos ter divertimento com nossos sobrinhos e sobrinhas, quando tivermos o prazer de sua companhia.'
“Yes, yes, we will have a pianoforte, as good a one as can be got for 30 guineas, and I will practice country dances, that we may have some amusement for our nephews and nieces, when we have the pleasure of their company.” 1808 letter to Cassandra

Então, 'piano' veio depois, com a modernização trazida no período entre 1790 e 1860, quando o piano da era Mozart sofreu mudanças tremendas que levaram à forma moderna do instrumento. Sugiro visitar a página e clicar nas duas músicas postadas para comparar o som, é impressionante a diferença. aqui.

Related image
google sites
Um evento de classe com esse, além das moças animadas com seus leques em primeiro plano, vejo matronas e senhores na porta, além dos indianos ao fundo, certamente haviam músicos profissionais. Mas as moças em idade casadoira poderiam ser convidadas a mostrar seus dotes caso houvesse um guapo dando sopa...

Isso discutimos em outro post.
O piano e a música para Jane Austen


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para escrever esse artigo, além dos links postados, pesquisei aqui, aqui, aqui, aqui, aqui. ufa!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Exoskeleton

Olá,
o blog esteve fora do ar alguns dias devido a grilos de host, mas agora já está tudo bem.

Nestes dias, por acaso, caí em um poço de esquisitices Vitorianas muito úteis na época, como toda invenção, suponho.
Toda oferta vem de uma demanda, afinal de contas.
Related image
ilustração do esqueleto de um feto, circa 1832
devianart
Então, fiz uma seleção de próteses e acessórios que não estão mais em uso - um até anterior ao século XIX, que hoje em dia são chocantes por sua antiguidade ou por sua morbidez.

Chamei de exoesqueleto porque são usados por fora do corpo. Wiki diz: um exoesqueleto (do grego εξω, éxō "outer" e σκελετός, skeletós "skeleton") é o esqueleto externo que suporta e protege o corpo de um animal.  Exemplos de animais com exoesqueletos incluem insetos, como gafanhotos e baratas, e crustáceos, como caranguejos e lagostas, conchas de certas esponjas e vários grupos de moluscos incluindo caracóis e nautilus. wiki


próteses
~pernas~
No incrível Curiosities of London life, 1857, Charles Mamby fala especificamente de pernas mecânicas porque, além de ex-combatentes das Guerras Napoleônicas, havia muitos amputados devido à Revolução Industrial e aos perigos do uso de maquinário.
Um soldado, ele diz, 'curou os males que assolavam a carne com aplicações de madeira e aço, e couro e osso de baleia e cortiça, tudo tão elaboradamente feito e tão perfeitamente simulando o trabalho prático da natureza, que sua reputação (do artesão), embora amadora, superou a dos primeiros professores do dia.' Tradução livre.
untitled-21
modelo Anglesey, circa 1800, batizada em honra ao Marquês que a utilizava
tinha movimento de joelho e tendões
queered science
Para os menos afortunados ou com menos fundos, haviam as peglegs, ou as pernas de pau de pirata de histórias infantis.
wiki
~braços~
gizmo, twitter
Tinha molas para mexer cotovelo e dedos, mas o London Science Museum não diz se realmente segurava algum objeto. Parece um ancinho de jardim... ou algo mais macabro. 
Esse outro era para uma little lady de 16 anos além de articulações tinha um ganho para carregar sacolas, bolsinha, etc. Útil.
victorianachronics

~dentaduras~
Se segura que essa é de doer... 
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dr fitzharris
Depois da batalha de Waterloo, digo LOGO DEPOIS, a terra ainda banhada em sangue, larápios invadiram o campo para tirar o que pudessem. Tesouros como medalhas, fardas de gala, botas, provisões, e... dentes. 
Lembra de 'Os miseráveis' quando Fantine vendeu os dentes para ter o que comer e mandar dinheiro para a filha? Era para fazerem dentaduras e, eca, enxertos.
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museum of health care
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bbc
Ou... se compraria uma esculpida em marfim. 
Peça única para cada mandíbula.
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bbc

~olhos de vidro~
Edwardian blown glass eyes dating from the early 1900s are up for sale at auction
independent
Soprados em vidro, no formato da cavidade ocular, na cor escolhida...
E se o parente querido morresse, ainda se poderia carregar a lembrança de seu belo olhar consigo...
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twitter, research gate

A era vitoriana não fez abismais avanços no campo das próteses, mas tudo é um passo após o outro, certo? Quando ao perigo das cirurgias - em especial de amputação com serrote normal até ser criado um de cerdas mais largas e espaçadas-, isso falo depois em outro post.

coluna de suporte para fotos
The stand
hubpages, pinterest, twitter
fotos de mortos ou de vivos? Vintage everyday diz que, apesar da existência inegável das fotos post-mortem vitorianas, elas nunca foram tiradas em uma pose em pé usando um suporte porque ele não suportaria o peso de um cadáver, nem mesmo de uma criança. Em rigor mortis não poderia ser posicionado e, 'fresco', seria flácido e pesado. 
dá para ver a base do suporte atrás dos pés da garota
pinterest
Os suportes eram usados apenas para ajudar uma pessoa VIVA a ficar parada durante longas exposições de obturador que podem durar até um minuto. 
Li diversas fontes, algumas dessas fotos dizem que são fake...
mas que são mórbidas, são.

rédea de repreensão
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twitter
Às vezes chamado de freio de bruxa,  era um instrumento de punição,  forma de tortura e humilhação pública. 
O dispositivo era um focinho em uma estrutura de ferro que envolvia a cabeça (embora alguns freios fossem máscaras que mostravam sofrimento.) Um freio com cerca de 5 cm de comprimento e 2,5 cm de largura, deslizava para dentro da boca e pressionava para baixo no topo da língua, evitando a fala e resultando em muitos efeitos colaterais desagradáveis para o usuário, incluindo salivação excessiva e fadiga na boca. wiki
wiki
Era para as esposas faladeiras ficarem quietinhas!... Veja só.
Apesar de muito usado em escravos, aqui no Brasil também, essa forma de punição era diferente da atribuída à imagem da Escrava Anastácia que era (somente) uma máscara de ferro.
wiki
cinto de castidade
É uma piada um item de vestiário de bloqueio projetado para impedir relação sexual ou masturbação. Tais cinturões foram historicamente projetados principalmente para mulheres, ostensivamente com o propósito de castidade, para proteger as mulheres de estupro ou para dissuadir as mulheres e seus potenciais parceiros sexuais da tentação sexual. wiki
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não vou fazer piada com planta carnívora, não vou fazer...
rockautisme, debate org, pinterest
Museu de Praga
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oops! Fiz! ahahaha
giphy
Atualmente são populares na comunidade BDSM.

Cinto de castidade masculino do século XVI
5.) 16th century male chastity belt.
viralnova
Penso para quê a corrente... Para ser conduzido?
hahaha.
Desculpe.
Dá para comprar esse on line...
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dhgate

Tento ir para longe do macabro na era vitoriana, mas minha história na série CUPIDOS EM DEVON me traz de volta toda hora, e bem, os pessoal caprichava em maluquices lá em 1850 e tals, né?
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já falei dos corsets... lembra?
pic to pinterest
Até...

Pesquisei aqui, aqui, aqui, aqui, aqui. e no google para imagens do que eu já conhecia.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Orgulho e Preconceito e grana apertada

Bem, grana apertada?... Nem tanto.
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huffington post
Faz tempo que venho discutinho esse tema com minhas amigas Janeites, o quanto Lizzy era uma underdog. Acho que é um erro de leitura, na verdade
Por que lemos Austen dizer que 
Jane era a irmã mais bonita, 
não quer dizer que Lizzy era feia.

"-Desejo que não faça tal coisa. Lizzy não é melhor do que as outras. Estou convencida de que não tem metade da beleza de Jane. E nem sequer metade do bom humor de Lydia. Mas você não cessa de manifestar a sua preferência por ela."
O&P, cap 1- Mrs. Bennet respondendo à implicância do marido e nos confundindo a vida toda!

"Naquele momento (a dança no baile de Netherfield) Sir William Lucas se aproximou, com a intenção de atravessar a sala. Vendo porém Mr. Darcy, parou e, inclinando-se, cumprimentou-o pelo fato de estar dançando e pelo seu par.
— Acredite que fiquei muito satisfeito. Não é comum ver-se dançar tão bem. O senhor é um perito. Permita dizer-lhe, porém, que o seu belo par não lhe fica atrás. Espero que esse prazer se repita, especialmente quando um certo acontecimento muito desejável tiver lugar, minha cara Miss Eliza.
E, dizendo isto, olhou para Jane e Bingley.
— Como afluirão os parabéns! — continuou ele. — Apelo para Mr. Darcy. Mas não quero interrompê-los. E além disso, Mr. Darcy, não desejo privá-lo da conversa agradável desta moça, cujos belos olhos estão também me censurando."
O&P, cap 18 - Aqueles belos olhos no rosto de uma bela mulher...

Por que Darcy era rico, 
não quer dizer que Mr. Bennet era pobre.

"Mas o amigo, Mr. Darcy, atraiu desde logo a atenção da sala, pela sua estatura, elegância, traços regulares e atitude nobre, e também pela notícia que circulou, cinco minutos depois da sua entrada, de que possuía um rendimento de dez mil libras por ano. Os cavalheiros declararam que ele era uma bela figura de homem, as senhoras foram de opinião que era muito mais elegante do que Mr. Bingley."
O&P cap 3 - o locutor conta intere$$e das moças em Mr. D

"A fortuna de Mr. Bennet consistia quase que exclusivamente de uma propriedade que lhe rendia duas mil libras por ano. Infelizmente para as suas filhas, esta propriedade estava legada a um parente distante, pois não havia herdeiros masculinos diretos; e a fortuna da mãe, embora suficiente para a sua situação na vida, mal bastava para suprir as deficiências (quando da falta) da fortuna do pai."
O&P cap 7 - a grana de Mr. B

Nas várias adaptações podemos ver diversas interpretações das palavras de Austen. Veja a cena das batatas (um momentinho para sorrir para as melhores batatas na região!...)


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na versão BBC, a sala de jantar tem papel de parede, lareira acesa, quadros, muitas vela$, muita comida.
Mas não é grande.
P&P 1995 - appleapricot


Related image
Repare como é apertada a sala de jantar principal de Longbourn, mal cabe a família. Animais andam entre eles.
P&P 2005 - jimandellen


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Veja a decoração, cortinas, sol indica como a casa é bem localizada no terreno de forma a economizar em vela$.
Espaçosa com mesa bastante ampla.
P&P&zombies - fanpop
Comparando com outras obras
Lizzy x Fanny Price

Bennets x Morlands

Fora do universo de O&P vemos a maneira como Austen se explica no tocante a situação financeira. Isso comprova minha ideia de que os Bennets eram classe média-média. Claro, procuro comprovação para o que acredito... Quem nunca?
Daí, achei esse esquema do Shmoop que faz sentido para mim, fiz as contas para real desse mês.
twitter


Dessa forma, Mr. Bennet teria 'salário' de R$ 57.000,00 por mês. Um desembargador com (alguns) de seus auxílios. Talvez Juiz Federal ao longo da carreira, funcionário público, senador, deputado federal, executivo de alto escalão. 

Depois da repercussão do bate-boca no Jornal Nacional durante a campanha presidencial ano passado, o salário de âncora do jornal virou assunto, né? Então: A repórter e editora executiva ganha, em média, um salário acima dos R$ 200 mil. O âncora e editor-chefe um montante no valor de R$ 2 milhões, diz o site 'Tv O foco' meu amiguinho desde os tempos da novelinha Austen. Penso: será por mês isso? É a renda anual de Bingley!
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O nosso Mr. Darcy da novelinha - Darcy Williamson - em 2016 foi indicado como o ator mais bem pago do mundo com 96 milhões de dólares em rendimentos. Anuais. Uau... Penso: será que fizeram as contas do Darcy original corretamente?
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austenprose


vida de Bennet
Enfim, acho que a vida de Bennet se encaixa como suposto alto funcionário público de cargo comissionado, função que considero super adequada à personalidade dele.

Como... Carlos Drummond de Andrade, funcionário público  de Minas Gerais no cargo de oficial de gabinete (entre outros em sua carreira burocrática), por mais de 40 anos, muitos na Secretaria do Interior do Estado. leia aqui.


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olha a carinha de : Vai, Lizzy, me conta desse 'seu Mr. Darcy'...
pic de nilson sa
ou poético como Cartola, o mestre que 'não existiu, foi um sonho que a gente teve', que nos explicou que as rosas não falam, que foi funcionário público no cargo de contínuo do Ministério da Indústria e do Comércio, aqui no Rio. 
 e tem quem diga que falta de educação formal é barreira para inteligência...
os poemas que esse cara fez e musicou, vixe!
pic RARA to twitter


Bem, vamos especular: 
Antes de tudo, lembro que o salário mínimo em vigência é R$ 998,00 ou seja, R$12.974,00 anuais. Um professor ganha em torno de R$ 32.000,00 anuais e um gerente de loja de shopping R$ 38.000,00 com comissões. 
Sempre em meus cálculos considero 13 salários por mês.

Vamos aos Bennets cariocas que é onde vivo. Já os coloquei aqui no blog em fics e em meus livros inúmeras vezes.

Com R$ 57.000,00 mensais, ele precisaria manter casa, esposa dona-de-casa, 5 filhas. Certo?
>apartamento próprio no Rio de Janeiro, zona Sul. IPTU+condomínio+gás+luz+1 carro-Nelly, aquela eguinha pocotó que levou Jane na chuva, lembra?- (gasolina, IPVA, seguro)
200,00+1500,00+400,00+600,00+500,00= 3200,00 mensais/40.000,00 ano
>comida - verba mensal de R$1.000,00/12.000,00 ano
>empregada doméstica (Mrs. Hill) - piso regional RJ
R$ 1.194,00 + passagens+encargos= R$ 2.500,00 mensal/32.200,00 ano
>escola particular para Mary, Kitty e Lydia - desconto de irmãs
1500,00 x 3= 4.500,00- 10%= 4.100,00/49.000,00 ano
>faculdade particular para Lizzy e Jane - curso barato, faculdade pouco badalada. Nada de medicina da católica!
R$ 1.500 x 2= 3.000,00/36.000,00 ano
>plano de saúde - subsidiado. Mas...
4.000,00 verba mensal/48.000,00 ano
>miudezas como mesadas, passagens, netflix, tv a cabo, celulares, aulas de piano, salão de beleza das moças
R$ 600,00 x 5 + 2.000,00 + 2.000,00 = 7.000,00 mensal/ 84.000,00 ano
O que soma... R$ 301.500,00 ano
Daí temos roupas, joias, livros, música, viagens, quais outros luxos?
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nosalty
Mesmo assim ele teria algum fôlego financeiro. É o que venho falando, entende?
Fora o prestígio social - esse ponto seria uma ótima discussão... 
O quanto Mr. Bennet era influente na sociedade de Meryton, todas aquelas 24 famílias?


"— Certamente, meu bem, ninguém disse o contrário. 
Mas quanto ao pequeno número de pessoas que moram nesta redondeza, creio que existem poucas regiões mais habitadas. 
Sei que nos damos com vinte e quatro famílias."
Mrs. Bennet, em Netherfield, dando um fora em Mr. Darcy ao explicar a Lizzy como sua aldeia é, tsk, tsk, grande.
O&P, cap 9

melhor parar ou já, já começo uma nova fanfic...
bj