& Moira Bianchi: era georgiana
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sexta-feira, 24 de julho de 2020

Amarelo, inspiração no século 19

Olá!
Existe um ditado assim: 'O que seria do mau gosto se não fosse o amarelo?' 
Já ouviu? Sempre me faz rir, que petulância desqualificar a cor do sol, da riqueza, da alegria!


AMARELO

Manuais Vitorianos dizem que 'amarelo é a cor mais próxima da luz e mais brilhante, sozinha ou em combinação com outras cores. Via de regra, amarelo vivo deve ser pouco usado em um vestido; dê preferência aos tons ouro, primrose, maize. É especialmente belo em trajes de primavera e início da verão.
Amarelo simboliza inveja e outras paixões malignas, mas o efeito na mente é de alegria, luminosidade, agradabilidade. A cor também é usada para expressar a riqueza outonal e a própria estação em suas matizes de marrons.'
INVEJA!
tinha até me esquecido disso!...


Na cromoterapia, amarelo significa felicidade na vida, está ligado à maneira como nos relacionamos com outras pessoas e é conhecido por ter efeitos positivos sobre os músculos, fortalecendo-os. E cromoterapia vem sendo estudada desde o ano de 1025!
Segundo a milenar medicina ayurvédica, amarelo está ligado ao chacra do plexo solar, cuida de órgãos internos como fígado, estômago e intestinos. Também reduz dor muscular e inflamações.
Mas tem gente que detesta roupa amarela...
E no réveillon, a calcinha amarela traz riqueza para o ano novo, né?
Corset amarelo será que conta também?...
Amarelo é cor da moda desde sempre, possivelmente desde a Idade do Ferro (500-322 aC). Tem tantas fontes quanto o vermelho e azul como já falei, muitas naturais e fáceis como cebola, açafrão, romã. Dois corantes amarelos brilhantes tiveram grande importância comercial na Europa do século 18, ambos com origem no Novo mundo - as Américas: quercitrônio da casca interna do carvalho preto oriental (Quercus velutina), e fústico da amoreira do tintureiro (Maclura tinctoria ). Depois, corantes sintéticos foram descobertos e produzidos em larga escala, como já mencionei em outro post de cores - a anilina amarela começou a ser comercializada em 1864, por exemplo - mas ainda os naturais tinha grande peso. Até hoje é fácil encontrar receitas de passo a passo para tingir em casa usando produtos natureba.

Falando dos antigamentes, na moda rococó do século 18, a popularidade das roupas amarelas estavam intimamente ligadas à influência da China em muitas áreas da vida e da cultura. Lá a cor era ligada à felicidade, glória e sabedoria; também à quinta direção 'o meio'. Sob a influência da corte francesa, os trajes amarelos também eram uma manifestação do estilo de vida porque era então associada ao otimismo e aos prazeres terrenos, chama atenção e por isso é usada para diversão. Ou seria o inverso? 
Da influência da China também veio o tecido 'Nankeen' de algodão simples, amarelado e muito durável. Calças (breeches) de gentlemen eram feitas de nankeen que de tão popular ganhou genéricos: tecido de algodão comum tingido de amarelinho.

Portrait of the Marquise D'Aguirandes, 1759. FH Drouais. Cleveland museum of art 

Durante a Era Vitoriana no século 19, o amarelo era muito popular pela luminosidade. Nas tonalidades variavam principalmente dos tons manteiga, amarelo limão, mostarda, ouro era usado em vestidos diurnos, de noite e trajes para a beira-mar. Revistas de moda e especialistas em cores da época recomendavam restringir o amarelo claro e brilhante à primavera e verão. No entanto, tons de amarelo podiam ser vistos em roupas da moda durante todo o ano, geralmente na forma de luvas, leque decorativo, um guarda-sol com babados ou um chapéu impressionante.
O manual Vitoriano 'Color in dress' dita as seguintes possíveis harmonias:
- amarelo com vermelho e preto
- amarelo com escarlate e azul 
- amarelo com escarlate e roxo
- amarelo com escarlate, azul e preto
- amarelo com escarlate, branco e preto
- amarelo com escarlate, verde e azul
- amarelo com escarlate, azul e marrom
- amarelo com roxo/violeta/lilás
- amarelo com azul - mas é uma combinação fria
- amarelo com castanho, marrom ou chocolate
- amarelo com vermelho
- amarelo com escarlate
- amarelo com branco - mas é uma combinação pobre
- amarelo com preto
- amarelo com verde
the attic Jezebel

Historical Sewing me contou que: 
'as ilustrações de moda do século 19 eram pintadas à mão 
pelas leitoras das revistas em suas casas e 
cada uma escolhia as cores que ela gostava. 
É por isso que você verá o mesmo modelo apresentado em cores diferentes.' 
Eu não sabia disso!!



Corantes amarelos
Corantes minerais
Corantes minerais são encontrados na superfície da terra e em minas, para amarelo é a limonita. As rochas são pulverizadas para serem usadas dissolvidas em água ou óleo. Por serem de natureza inorgânica e não degradarem ao longo do tempo, como corantes de plantas ou animais, têm vida longa se forem protegidos.


Corantes vegetais
Corantes vegetais são feitos de folhas, cascas ou raízes de árvores e plantas. Eles eram os mais usados na antiguidade, pois eram os mais fáceis de encontrar e desenvolver. Os corantes mais comuns eram feitos de açafrão. O amarelo é talvez um dos corantes mais fáceis de obter naturalmente de uma variedade de fontes, incluindo casca de cebola, atum, chá frio, ruibarbo, erva-de-São-Marcos (tanaceto, atanásia, Palminha), camomila tintureira e de tintureira verde.
Os principais corantes para tingir de amarelo são a casca de árvores, o fústico (mais permanente) e o quercitrônio (que dá as tonalidades mais bonitas), mas sempre precisam de mordentes. O pano, portanto, antes de ser tingido de amarelo, deve ser imerso em alumina, óxido de estanho, tártaro, sulfato de cal e até mesmo sulfato de ferro. 


On line, hoje em dia conseguimos receitas para tingir em casa os mais diferentes tipos de tecido: lã, seda, algodão e linho. Como as técnicas são simples, são bastante parecidas com as do século 19. Para extrair o corante amarelo das plantas, elas devem ser picadas e colocadas de molho por 24 horas, depois fervidas. Só então as roupas devem ser mergulhadas por várias horas na solução resultante.


Algumas técnicas que consigo ver as criadas fazendo, lá na propriedade do Duque, do Conde e tal:

Açafrão
O açafrão é um gênero da família da íris. A maioria floresce como prenúncio da primavera durante os meses finais do inverno. 
O açafrão amarelo, que é abundante, produz um banho de corante quando as pétalas são fervidas com água.

Alfafa, sementes 
A alfafa, parecida com trevo, é uma leguminosa com um sistema radicular profundo.
As sementes podem ser colhidas fazer criar um banho de corante amarelo quando fervidas em água.


Bardana
As plantas têm folhas verde-escuras que são lanosas por baixo. As rebarbas de sementes dessas plantas capturam a pele de animais e roupas humanas; foi ela que inspirou a criação do velcro!
Essas mesmas rebarbas quando fervidas com água tornam-se um banho de corante amarelo.

Bérberis, casca
Bérberis tem folhagem muitas vezes vermelha escura, mas estão disponíveis variedades de folhas verde-limão. O arbusto tem espinhos que devem ser manuseados com cuidado.
Para obter um corante amarelo, adicione a casca de bérberis em um banho de água fervente.

Cebola
A cebola amarela é saborosa e usada na alimentação de muitas culturas. As cascas são de um amarelo dourado e, quando fervidas em quantidade com água e inseridas em alúmen, produzem um corante amarelo a laranja escuro.

Erva-de-São-Marcos
Erva-de-São-Marcos é uma planta herbácea perene da família aster, conhecido como botões amargos, vaca amarga, artemísia ou botões dourados. Tornou-se uma erva invasora em muitas áreas.
As flores produzirão um banho de corante amarelo quando combinadas com água fervente.

Girassol
O girassol é assim nomeado por sua capacidade de acompanhar o sol no decorrer de um dia. 
Para criar um banho de corante amarelo, use toda a cabeça da flor enquanto estiver fresca. Misture com água fervente para extrair o corante. Não espere até as sementes de girassol secarem.

Louro, folhas 
 O loureiro era muito importante em muitas mitologias antigas que glorificam a árvore como um símbolo de honra. As folhas de louro são usadas frescas ou secas na culinária por seu sabor e fragrância distintos. 
As mesmas folhas podem ser usadas para produzir um banho de corante amarelo com água fervente.

Narciso
Narciso é um bulbo de flores da primavera na família Amaryllis. A tradicional flor de narciso do folclore, da poesia e do campo é amarela a amarela dourada. 
Para produzir um corante amarelo, use as cabeças das flores depois que elas secarem com um mordente de alume em água fervente.

Nogueira, folhas 
As flores de nogueira são pequenos amentilhos verde-amarelo produzidos na primavera. A fruta é uma noz oval envolvida em uma casca de quatro válvulas, que se abre na maturidade.
As folhas produzem um espetáculo amarelo brilhante no outono e, se cozidas em grande quantidade com água salgada, produzem um corante amarelo brilhante.

Pessegueiro, folhas 
Enquanto o fruto do pessegueiro costuma ser o prêmio, são as folhas que produzem um banho de corante amarelo quando fervidas na água.

Salsão
O aipo/salsão é amplamente cultivada para saborear sopas, ensopados e comer crus. As folhas de aipo faziam parte das guirlandas encontradas no túmulo do faraó Tutancâmon (morto em 1323 aC).
Essas mesmas folhas de aipo podem ser fervidas com água para criar um banho de corante amarelo.

Uma rápida pesquisa e você encontrará várias outras fontes e receitas para tingir, como essa mandala bacana aqui. 
E muitas fontes históricas comprovando a popularidade do tom. 
Ainda mais, grande surpresa para mim, foi receber a capa do meu novo livro da SÉRIE CUPIDOS EM DEVON, o volume 3 'DILEMAS EM LEILÃO'. Tão bela capa com o guapíssimo Kin em mangas de camisa admirando um céu... amarelo!

Não foi à toa que enrolei tanto para postar esta cor!
Até a próxima!
M.

Mais estudos dos antigamentes apaixonantes aqui.

 










































terça-feira, 9 de abril de 2019

O piano e música para Jane Austen

Olá,
E minha saga ao piano chega ao fim neste 4º post, mesmo que as fontes de pesquisa e curiosidade sejam infinitas.
Para moças a caminho do matrimônio, grande objetivo feminino nas eras Regencial e Vitoriana (e muito antes, e muito depois e até hoje, tsk, tsk.), o piano era fundamental. Já falei do valor social de ter um instrumento em casa, do que significava uma dama dominar a arte da música, da adequabilidade do piano para mulheres elegantes. 
Minha comparsa Fran, Darcy friend da Adaptações de Jane Austen, nem imaginava a confusão que ia gerar quando puxou papo sobre a importância do piano na educação feminina na Regência, época da diva. Mas nossa parceria deu samba! Ou valsa que fica melhor ao piano. 

A young lady playing piano - Velazques
Bom mesmo é pirar na batatinha!
Muito pesquisei, achei fontes contemporâneas e históricas, anúncios de época, manuais de etiqueta e foi tanta coisa interessante que dividi em 4 partes... 


Esse é o 4º e último
O piano e a música para Jane Austen
Artigo MARAVILHINDO da 
JAWORLD que estuda Austen a fundo e 
nos ensina a entender e admirar ainda mais a Diva.
Eu incluí meus comentários abaixo e recheei com quotes e curiosidades.

O 1º artigo foi: O piano, damas e cavalheiros
Neste, conto e mostro tipos de pianos usados na Regência e era Vitoriana e seus antepassados. 
Falo de alguns virtuosos e faço uma breve introdução ao que será discutido.

O 2º foi: O piano na preparação de moças casamenteiras na Regência
Nele está o artigo original com vários links de CDs e MP3 de músicas para pianoforte da época de Jane Austen - Regência Britânica -  e claro, meus comentários.

O 3º foi: O piano, instrumento ideal para moças
Neste, o artigo traduzido fala em que ótica era visto o instrumento, as implicações eróticas e as pirações da arte.

Todos têm parceria com a Fran, a quem muito agradeço!
Vamos ao último artigo 'editado' com meus pitacos em itálico.


Jane Austen e a Música
de 12 de Julho de 2010 por Vic
LEIA O ORIGINAL inteiro AQUI.
Tradução: Francielle Souza 22 de Fevereiro de 2019
S Berter - Piano girl

Este post discute a música que era popular na época de Orgulho e Preconceito (circa 1813). 
Tecnicamente considerada habilidosa, Mary Bennet era pedante se comparada com sua irmã Elizabeth, cujo estilo musical era mais animado e que cantava com mais expressão. Uma noite na era Regencial, poderia se resumir a uma família reunida na sala de estar, com as mulheres preocupadas com tarefas domésticas como costurar, os homens lendo, ou um grupo jogando. Como não havia rádio ou caixas de mecânicas de música que começam a aparecer em meados do século (espere CUPIDOS EM DEVON), era comum alguém tocar um instrumento musical ou cantar uma música popular para entreter o grupo, esta era função feminina como vimos em artigos anteriores da série piano. Em reuniões maiores, grupos grandes poderiam se formar, seria deixa para abrir espaço na mobília, enrolar o carpete e dançar um jig ou a reel, como teriam feito moçoilas animadas do tipo de Lydia, por exemplo. Excelente oportunidade de expor suas muitas qualidades femininas, oh-lá-lá!


uma jig
uma reel

Algumas vezes profissionais se misturavam a amadores. Em 1811, Jane Austen contou à irmã Cassandra de um encontro na casa do irmão Henry em Londres. “Cerca de 80 pessoas estão convidadas para a próxima noite de terça, e haverá muita música boa – cinco profissionais, três deles cantores de coral, além de amadores. Um dos contratados é o harpista principal, por quem tenho grandes expectativas.”
Assim como Anne Elliot em Persuasão, Jane Austen com frequência tocava piano para o entretenimento de sua família. Ela praticava horas seguidas todas as manhãs, antes que outras pessoas de sua família começassem o dia. Sua sobrinha Caroline, recordava que sua tia tinha um gosto natural pela música. Jane estudou por anos seguidos com Dr. Chard, um organista da Catedral de Winchester. Foi dito que sua voz era doce tanto falando quanto cantando, e que ela só cantava para sua família. Um local em Chawton Cottage era reservado para o pianoforte, mas
algumas das maiores casas na época da Regência podiam ter uma sala dedicada somente para música.

Em Razão e Sensibilidade, Marianne Dashwood teve seu presente do Colonel Brandon colocado na sala de desenhos de Barton Cottage.
curiouspianoteacher

Em Orgulho e Preconceito, Georgiana Darcy tocava tão bem, que seu irmão lhe deu um instrumento novinho de presente e havia uma sala inteiramente feita para música dela. 
janeaustencouk

Em Persuasão, cabia à solteirona Anne Elliot a função de entreter os outros já que ela era a que não tinha par.
jane austen summer

Em Emma, o presente de um maravilhoso e caro piano Broadwood para a garota apagada Jane Fairfax gera o maior tititi que carrega boa parte da trama.
book rat

Em Mainsfield Park, 'pianoforte' é mencionado apenas 5 vezes. Fanny Price em uma se lamenta e se indigna com a opinião que os outros têm dela que não sabe tocar.
austenmansfield

Estas salas poderiam conter uma variedade de instrumentos, incluindo harpas, flautas, violinos e pianofortes.
“Durante a maior parte do século 19, a linha entre o “popular” e a música clássica era mais confusa do que é hoje. A música regencial ou a popular de salão podia incluir um ar tradicional irlandês popularizado por Thomas Moore, uma sonata de piano por Pleyel, uma música favorita de uma ópera balada ou um cenário de uma música de dança popular. ”- Anthea Lawson
As preferências musicais de Austen circulavam ao redor de músicas em danças que eram populares em seu tempo. O fato de algumas músicas do passado terem se tornado músicas clássicas de hoje (Haydn, Mozart e Beethoven) aconteceu por acaso, pois muitos dos compositores cujas músicas e canções Jane Austen preferira desapareceram na obscuridade. Jane preferia Ignaz Pleyel a Haydn, e incluiu em sua coleção de músicas 14 de suas sonatas. Ela
tocava músicas populares, escocesas e irlandesas (muitas com arranjos de Haydn e Beethoven), e músicas de cunho popular de compositores como Dibdin, Arne e Shiled. Ela também colecionava trabalhos de Piccinni, Sterkel, e J.C. Bach, e teve o "Grande Concerto" de Steibelt, Haydn’s English Conzonets, música de John Wall Callcott e Che Faro do Orfeo ed Euridice de Gluck.
CADERNOS DE MÚSICA MANUSCRITOS ORIGINAIS NA FAMÍLIA AUSTEN -
archive org - jane austen house museum

Em Orgulho e Preconceito, Mary Bennet toca uma seleção de músicas escoceses e irlandeses (airs) que eram bem populares em sua época. Jane Fairfaix em Emma toca Robin Adair, uma música de G. Kiallmark que Jane Austen também deve ter executado com diversas variações da canção em sua coleção musical.

“Às vezes ela cantava à noite, para seus próprios acompanhantes, algumas músicas antigas simples, cujas palavras e ares, que não ouço mais agora, ainda permanecem na minha memória.”
Memória de Jane Austen por James Edward Austen Leigh
Enquanto Jane viajou para Londres em visita ao seu irmão Henry, ela visitou com frequência as lojas, sem dúvida à procura de novas músicas, novos tecidos, livros e presentes para sua família e isso ela mostra em suas obras, não é mesmo?

Muitas das músicas que eram populares durante a Era da Regência, eram mais abertas do que os assuntos que as damas podiam abordar em suas conversas civilizadas. Marcados por uma voz de soprano, essas cantigas populares falavam de amor e perseguição, convite sexual e pessoas declarando seu amor abertamente – Algumas eram sexuais, algumas sobre castrações, algumas doces, algumas cômicas, algumas sentimentais, algumas melodramáticas - Algo bem “avançando” para damas mencionarem em conversas, mas que eram aceitáveis se musicadas.
Moças solteiras e castas cantavam músicas com sotaque ou imitando sotaques como o escocês, por exemplo, sem que ninguém pensasse o pior dela. Essas músicas permitiam uma liberdade de expressão e desempenhavam um papel que Jane Austen podia incluir em seus livros. 
portrait of a laid with a fan, WP Frith, 1885-1895
O turco de turbante 
(The Turban'd Turk) 
O pessoal de Londres se iludiu.
E eles se aproveitam do estilo da capital
E deixe que perguntem enquanto cruzam as ruas
De qualquer moça virgem que possam encontrar
E eu sei que ela dirá por trás de seu leque
Não há ninguém que possa amar como um Irlandês
Como um irlandês.

(The British Minstrel and National melodist, p. 265-266, Sherwood, Gibert, e Piper, 1827)

Assim como os produtores e compositores de discos de hoje, os editores musicais lançavam milhares de novas músicas para performance vocal e música para danças por ano. Campbell, Fentum, Birchall, e Andrews, e outros publicaram seus livros e fizeram fama como virtuosos e mestres de dança em lugares famosos como o Almack's. 
Com o passar dos anos, a cultura musical sofria mudanças. Orquestras amadoras em tavernas ou em clubes de cavalheiros competiam com os consertos profissionais que começaram a brotar em lugares públicos. Músicos locais eram contratados para bailes em pequenas cidades. Músicos com mais experiência profissional, poderiam ser recrutados para tocar em eventos melhores, como o baile de Netherfield em O&P. A dama solicitada a liderar um grupo escolheria a música e os passos, e transmitiria seu pedido ao Mestre de Cerimônias. A maioria das jovens moças disponíveis para casamento preferiam versões de música moderna, do que as já casadas que não precisavam mais demonstrar suas qualidades ou angariar a atenção masculina (assim deveriam se comportar...). Isso significava que muitas das escolhas feitas para cenas dos bailes nas adaptações
dos filmes de Jane Austen estão completamente erradas!... No começo do século dezenove, os adolescentes nunca estariam dispostos a dançar um Mr. Beveridge's Maggot, não importa o quanto os espectadores de hoje gostem das cenas em que esta música é apresentada.


Artigo bem bacana, não é?
Dele parti para 'Jane Austen behind closed doors', algo como 'Jane Austen na intimidade' que fala como ela sempre ligava música a livros nas suas meninas, como elas dividiam músicas como fofocas, comunicação de parceria. 
O piano era música e 
da música vinha dança, 
da dança vinha flerte, 
do flerte vinhas os boys... 
Êta, que ficou bom!

E como ela no fim da vida tocava todos os dias no fim da vida... Olha isso... Seria por já estar doente? Por finalmente ter estabilidade financeira? Por ter estabilidade emocional?
O que vimos do piano até agora? 
Era sinônimo de refinamento da educação feminina, símbolo de status social para a família, item caro de ter e manter, haveria de se ter tempo para apreciar a música. Quando pulando de casa em casa precisando dos favores de parentes, Jane, a mãe e a irmã não deveriam mesmo ter chance de se dedicar às artes...
De novo, a carta que ela mandou para a irmã Cassandra em dezembro de 1808 (ela faleceu em julho de 17, 8 anos depois):
"Sim, sim, teremos um piano, tão bom quanto possível por trinta guinéus, e praticarei danças campestres para que possamos nos divertir com nossos sobrinhos e sobrinhas, quando tivermos o prazer de sua companhia."
'Yes, yes, we will have a pianoforte, as good a one as can be got for thirty guineas, and I will practise country dances, that we may have some amusement for our nephews and nieces, when we have the pleasure of their company.'


Um instrumento desses seria mesmo um bom investimento, poucas famílias poderiam arcar com essa despesa. Por ignorância deste detalhe, da primeira vez que li - e até que vi a adaptação para cinema - de Emma, não entendi porque o furdúncio em torno da transparente Jane Fairfax. Emma é tudo aquilo (chata, pedante, bonita, rica, inteligente, etc, etc) e Jane é pobre órfã que toca bem, mas que ganha um piano. So what?
grand Broadwood - Met NY
AGORA, depois de fazer esses posts, eu entendi o que Austen enfiou ali, como o tal do Churchil é um ardiloso horroroso mesmo, como é o pior vilão de todos como sempre suspeitei!
Um Broadwood custava uma fortuna! Imagina enviar um deles de presente secreto para sua noiva secreta enquanto debocha dela em público! Que safado!
pinterest

Claro que ela não tinha dúvida... Seria como dar um camaro amarelo de presente para a noiva. Cretino esse cara... Urgh!
Veja o preço de um Broadwood de segunda mão em 1780 em anúncio na revista 'The Harmonicon, a journal of music'

Entende agora, como eu, porque tamanha generosidade criou tanta especulação na vizinhança? 

Emma, capítulo VIII
tradução livre minha, Moira
'...Emma tinha tanta razão para estar satisfeita com o resto do grupo quanto com o Sr. Knightley. Ela foi recebida com um respeito cordial que não podia deixar de agradar, e recebeu todas os respeitos que poderia desejar. Quando os Weston chegaram, os olhares mais bondosos de amor, a mais forte de admiração foram para ela, tanto do marido quanto da esposa; o filho aproximou-se dela com uma ansiedade alegre que a marcou como seu objeto peculiar e, no jantar, encontrou-o sentado ao lado dela - e, como ela acreditava firmemente, não sem alguma destreza a seu lado.


O grupo era bastante grande, pois incluía uma outra família, uma família rural adequada e inquestionável, a quem os Coles tinham a vantagem de nomear entre seus conhecidos, e a parte masculina da família de Cox, o advogado de Highbury. As mulheres menos dignas viriam à noite, com Miss Bates, Miss Fairfax e Miss Smith; mas já, no jantar, eram numerosos demais para que qualquer assunto de conversa fosse geral; e, enquanto a política e o Sr. Elton eram discutidos, Emma conseguia renunciar toda a atenção à simpatia de seu vizinho. O primeiro som remoto ao qual ela se sentiu obrigada a comparecer foi o nome de Jane Fairfax. A sra. Cole parecia estar relacionando algo dela que esperava ser muito interessante. Ela ouviu e achou que valeu a pena ouvir. Essa parte muito querida de Emma, ​​sua curiosidade, recebeu uma oferta divertida. A sra. Cole dizia que estivera visitando a srta. Bates e, assim que entrou na sala, ficou impressionada com a visão de um piano - um instrumento de aparência muito elegante - não um piano grande, mas de grandes dimensões; e a substância da história, o fim de todo o diálogo que se seguiu de surpresa, e indagações, e parabéns do lado dela, e explicações sobre a Srta. Bates, foi que esse piano havia chegado de Broadwood no dia anterior, para grande surpresa de tia e sobrinha - totalmente inesperada; que, a princípio, pelo relato da Srta. Bates, a própria Jane estava bastante perplexa, bastante desnorteada ao pensar em quem poderia tê-la ordenado - mas agora, ambas estavam perfeitamente satisfeitas de que poderia ser de apenas um quarto; Seja do coronel Campbell.'

> Perceba que a FOFOCA é que ao entrar na casa, ela se deu conta do grande piano, era uma presença tão pungente como de uma pessoa! Não foi convidada a conhecer o piano, entrou lá e bum! Deu de cara com o convidado especial.

No canon: "Emma had as much reason to be satisfied with the rest of the party as with Mr. Knightley. She was received with a cordial respect which could not but please, and given all the consequence she could wish for. When the Westons arrived, the kindest looks of love, the strongest of admiration were for her, from both husband and wife; the son approached her with a cheerful eagerness which marked her as his peculiar object, and at dinner she found him seated by her—and, as she firmly believed, not without some dexterity on his side.

The party was rather large, as it included one other family, a proper unobjectionable country family, whom the Coles had the advantage of naming among their acquaintance, and the male part of Mr. Cox's family, the lawyer of Highbury. The less worthy females were to come in the evening, with Miss Bates, Miss Fairfax, and Miss Smith; but already, at dinner, they were too numerous for any subject of conversation to be general; and, while politics and Mr. Elton were talked over, Emma could fairly surrender all her attention to the pleasantness of her neighbour. The first remote sound to which she felt herself obliged to attend, was the name of Jane Fairfax. Mrs. Cole seemed to be relating something of her that was expected to be very interesting. She listened, and found it well worth listening to. That very dear part of Emma, her fancy, received an amusing supply. Mrs. Cole was telling that she had been calling on Miss Bates, and as soon as she entered the room had been struck by the sight of a pianoforte—a very elegant looking instrument—not a grand, but a large-sized square pianoforte; and the substance of the story, the end of all the dialogue which ensued of surprize, and inquiry, and congratulations on her side, and explanations on Miss Bates's, was, that this pianoforte had arrived from Broadwood's the day before, to the great astonishment of both aunt and niece—entirely unexpected; that at first, by Miss Bates's account, Jane herself was quite at a loss, quite bewildered to think who could possibly have ordered it—but now, they were both perfectly satisfied that it could be from only one quarter;—of course it must be from Colonel Campbell."

Então...
Depois de 4 posts, de vasculhar as obras de Austen, de reler o que eu achava que tinha entendido, digo... Há que ser ter cuidado ao ler um romance histórico ou um clássico. Entrelinhas há muito dito que transcende nosso pobre entendimento.

Dominar a arte do piano era ser bem educada (no sentido da erudição e da cortesia), significava estar pronta para a alçar níveis mais altos na vida adulta e angariar um bom casamento. 
Quem como Fanny Price não tocava estava fora do mercado. 
Quem como Lizzy Bennet tocava mal, dependia do conto de fadas.
Quem como Emma reconhecia que outras tocavam melhor, precisava lidar com a dor de cotovelo.
redisthenewblack

Piano era tudo, amiga!
Até!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Valentines day Vitoriano

Olá!
Feliz dia de São Valentim dos Namorados!
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romancing the victorians
O Valentine's day é igual só que diferente do nosso Dia dos Namorados, por isso posso te enviar esse cartão virtual e meu hubs não vai ficar grilado!

Como tenho falado aqui no blog e nas demais redes sociais, estou dedicada aos romances históricos, em especial minha série CUPIDOS EM DEVON que, como PRINCESAS POSSÍVEIS (minha série de romances contemporâneos inspirados nos contos de fadas), entrelaça as histórias apesar de mantê-las independentes. Nas Princesas, se você ler a Branca de Neve, vai saber spoilers da Cinderela, mas vai conseguir curtir sem amarras. Assim será a família das tretas dos CUPIDOS.
Esses romances se passam na Era Vitoriana Inglesa - Vitoriana vem da Rainha Victoria do Reino Unido da Inglaterra e Irlanda - e por pesquisar bastante para escrever, tenho aprendido bastante sobre...

inutilidades úteis

Enquanto leitora de romances históricos/de época, eu tinha a ideia romântica de que 'naquela época' as pessoas eram semi-medievais com vestidos bonitos e cartolas. Mas ao estudar os mais variados assuntos como a quantidade de pratos servidos em um jantar, o surgimento da máquina de costura, perfume de gavetas, esportes ou remédio para dor de garganta, aprendi que os Vitorianos eram muito civilizados. Vários costumes que seguimos hoje já eram populares há dois séculos.
Como scrapbooking - adooooro -  e o
Valentine's day
O que fez pesquisar de onde veio isso... Senta que lá vem pesquisa!
Victorian Valentine Card, 1870
cartão de 1870 - five minute history
O que é mesmo?
Valentine celebra muitos tipos de amor: Eros, Philia e Agape, como São Paulo magistralmente explicou em sua carta ao Coríntios; Mamãe-papai, Irmã-Irmão, Esposa-Marido e Namorada-namorado.
Acima de tudo, Dia dos Namorados é uma celebração anual de  amor sentimental, companheirismo e profundo respeito. As pessoas enviam mensagens  e presentes a seus cúmplices, familiares, amantes e acompanhantes. 
Assim como nosso dia dos Namorados, Valentine's não é feriado; tudo funciona normalmente.
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history extra
De onde veio?
Dia dos Namorados é uma convenção extremamente antiga, provavelmente de uma celebração romana. Os romanos tinham uma celebração chamada Lupercalia em fevereiro, de 13 a 15, o início de sua primavera. Esse tinha conexão com um mais antigo ainda, o grego Arcadian Lykaia ou festival do lobo, daí o nome.
Durante o antigo festival de fertilidade, homens romanos sacrificavam cabras e com suas peles chicoteavam mulheres, na crença de que isso as tornaria férteis. *Moira não comenta essa parte.* Tem outra descrição do sacrifício aqui no wiki, mas não quero me deter nisso. Sorry.
Dizem que, como um componente dos festivais, os jovens tiravam nomes das moças de uma urna formando casais por aquela celebração e, com alguma freqüência, eles se casariam.
Foi no século V, ano 496, que 14 de fevereiro foi proclamado Dia dos Namorados. A essa altura, Roma havia se tornado cristã e a Igreja Católica estava determinada a eliminar qualquer paganismo remanescente. O Papa Gelasius I aboliu este festival e proclamou o dia de São Valentim em 14 de fevereiro, incluindo assim no calendário católico.
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the graphics fairy
E o santo nisso?
As lendas divergem ...
Havia dois santos, ambos compartilham a dedicação desta festa e ambos foram martirizados em Roma; Valentine de Terni por volta de 197 dC e Valentine de Roma por volta de 496 dC. Muitas lendas foram registradas sobre este último Valentine, mas estas são provavelmente apócrifas (de autenticidade duvidosa, embora amplamente divulgadas como sendo verdadeiras). 
Vamos à mais famosa...
São Valentim, um padre católico que viveu em Roma no século III, foi executado em 14 de fevereiro de 270. Na época da vida de Valentim, muitos romanos estavam se convertendo ao cristianismo, mas o imperador Claudius II era pagão e criou estritas leis sobre o que os cristãos eram autorizados a fazer. Cláudio acreditava que os soldados romanos deviam ser completamente devotos a Roma e, portanto, aprovaram uma lei que os impedia de se casar. 
Soldados casados se distraiam com as esposas, deveriam se dedicar somente ao serviço. 
São Valentim começou a casar esses soldados em cerimônias cristãs secretas e este foi o começo de sua reputação de acreditar na importância do amor.
Eventualmente, Valentim foi descoberto e preso por seus crimes contra Claudius. Preso, Valentim cuidou de seus companheiros de prisão e também da filha cega de seu carcereiro, por quem ele se apaixonou. Diz a lenda que Valentim curou a cegueira da garota e que seu último ato antes de ser executado foi escrever para ela uma mensagem de amor assinada "do seu Valentim".
Era o nome dele!
Oldest known Valentine's message
uma MUITO antiga carta de Valentine's day, aprox 1470 - BBC
Era essa carta um bilhete de amor?
Uma carta de despedida?
Só um alô, alô, Terezinha?
Não se sabe. Mas ele assinou, ué, com seu nome...
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dumiela

e daí que é
Valentine's day
e não
Valentines' day
porque é o dia do santo e não o dia dos enamorados.
Entende a diferença?

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dale fournier
Do século XIV ao XIX, chegamos à era Vitoriana
Mesmo com controvérsias, acredita-se que foi Chaucer na Idade Média, 1382, o primeiro a conectar São Valentim com amor sentimental em seu poema Parlement of Foules.  Foi o começo da tradição do amor cortês, um ritual de expressar amor e admiração, geralmente em segredo; a convenção do amor digno, um costume de comunicar adoração e estima, frequentemente em mistério.

Na França do século XV, o dia 14 de fevereiro tornou-se um dia de festa anual que celebra o amor romântico, há relatos de banquetes luxuosos com canto e dança eram realizados para marcar a ocasião.

Deste século vem a primeira saudação a namorados que se tem notícia, hoje parte do acervo da Biblioteca Britânica. O Duque de Orleans, francês, escreveu à sua esposa enquanto preso na Torre de Londres, 1415:
 Je suis desja d’amour tanne, Ma tres doulce Valentinée. 
Eu já estou doente de amor, minha Valentine tão adorada.

Shakespeare faz menção ao Valentine's em Hamlet, por volta do século XVII, quando Ophelia diz: 
Tomorrow is Saint Valentine’s day, All in the morning betime, 
And I a maid at your window, To be your Valentine.
Amanhã é dia de São Valentim, Tudo de manhã se faz,
E eu estou a dispor em sua janela, Para ser sua Valentina.

No século XVIII a rima famosa que até Pernalonga conta apareceu em 1784:
The rose is red, the violet’s blue, The honey’s sweet, and so are you.
 A rosa é vermelha, o violeta é azul, O mel é doce e você também.
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Os primeiros cartões dos namorados começaram a ser enviados no século XVIII, inicialmente feitos à mão. Cada pessoa escolhia como decorar sua cartita, valia tudo! Símbolos românticos, flores e nozinhos (simbolizando união), quebra-cabeças e poesia. Para quem tinha pouca inspiração, valia comprar um manual com orientações e dicas de palavras e imagens apropriadas para agradar seu amante ou familiar. Esses cartões eram então enviados ou colocados secretamente sob uma porta ou amarradas à aldrava.

Foi na Grã-Bretanha georgiana que os cartões impressos começaram a aparecer, embora só se tornassem realmente populares com a revolução industrial Vitoriana. A industrialização do início do século XIX trouxe consigo rápidos avanços nas tecnologias de impressão e manufatura. Tornou-se mais fácil do que nunca produzir em massa os cartões de Valentine's.
Ficou fácil e rápido agradar o mozão!
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linda wallace
Ajudou muito a criação do Penny Post [serviço postal oficial do Reino Unido, que como diz o nome, custa um penny] em 1840.

Muitas cartas vitorianas de Valentine's ainda sobrevivem, muitos podem ser vistos no Museu de Londres e em coleções particulares.
Como hoje, os cartões Vitorianos tinham vários tipos para todos os bolsos e necessidades. A indústria de gráficas era muito diversificada e moderna para a época. Oops, quase dei spoiler dos CUPIDOS EM DEVON...
Enfim, haviam os cartões com rendas de papel, relevo e desenhos intrincados de flores respeitando a linguagem das flores, cupidos, e ocasionalmente corações que hoje em dia são tão característicos. Quanto mais caro fosse o cartão, mais elaborado seria o design e significava o tamanho e o ardor do amante. Alguns eram em 3D, com gavetinhas! Em cada uma haviam um raminho de flores secas, um poema escrito a mão, e, quem sabe, poderia ter uma aliança...
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le cinema dreams
Em Far from the madding crowd, Longe deste insensato mundo, de 1874, cartões de Valentine's tem grande importância no plot... Era para ser uma brincadeira, só que mal interpretada, a gracinha vira um problema.

O que nos traz aos  "Vinegar Valentines" que funcionavam como os 'Inimigo oculto' de Natal. Já participou de algum? Deu problema? Claro, né?... Então, imagina a confusão se uma dama recebesse um cartão lindinho para "Miss Nosy" - 'Senhorita abelhuda'.
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kiss png
Do UK para o USA
Em meados do século XIX, o cartão dos namorados atravessou o Atlântico - tanto o costume de trocar amabilidades quanto de separar 
Porém, somente em 1913, a famosa, fofa, idolatrada Hallmark Cards produziu seu primeiro cartão de Valentine's.
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spooky vegan
Hoje em dia...
Cada cultura tem sua maneira de celebrar o Dia dos Namorados, mas de uma forma ou de outra, todo mundo tem esse costume. Se é um costume puramente comercial hoje em dia, essa mudança começou da era Vitoriana.
Atualmente é comum dar doces às crianças, bombons e flores às namoradas, usar lingerie para agradar os namorados, preparar ou planejar um jantar bacana. Ou, um pedido de casamento!

Valentine's, Dia dos Namorados aqui, é mais comumente associado ao amor romântico, especialmente aqui no Brasil.

E aí, inspirada (do)?
Ainda tem uns dias para fazer seu cartão, aqui tem 8 receitinhas.
Também pode comprar um, migles, mandar gratuito online, ou planejar algo especial.
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buzz feed
Se neste 14 de fevereiro não rola boa companhia, espera o 12 de junho...
Se nem assim rolar quem te mereça, coloco o calendário dos próximos anos.
#ficadica

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willow and thatch


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