& Moira Bianchi: Abril 2022

quarta-feira, 20 de abril de 2022

Being Mr WICKHAM

 Uma peça de teatro exclusiva dele, o vilão que amamos odiar! 💖

peça de teatro online MR WICKHAM, POR ELE MESMO

Como você bem sabe, eu sou viciada em Orgulho e Preconceito. Ando bem controlada, faz tempo que não escrevo nenhuma versão ou continuação, muito por conta da tradução da Juvenília que tem preenchido minha Austen hunger.


De Wickhy, eu já falei bastante!
Veja aqui e aqui.

Mas confesso que nunca pensei em dar a ele mais do que esses posts. Nas minhas versões de O&P, ele tem, no máximo, o mesmo espaço que Austen deu a ele - protagonismo no primeiro terço + menção no final.

Admito que o Sr. Adrian Lukis sempre é muito delicado com o fandom. Vai a convenções, tira fotos, comenta. Da famosa produção da BBC de 1995, só ele e Susannah Harker que fez Jane Bennet têm esse comportamento.



Quando achei uma menção a esta peça, ela já tinha saído de cartaz, infelizmente já tinham acontecido as apresentações live on line.

Te conto o que descobri e te mostro o bacanérrimo trailer!



tradução livre:
Tendo interpretado o personagem na celebrada minissérie da BBC de 1995 de Orgulho e Preconceito, Adrian Lukis volta ao papel de George Wickham na véspera de seu aniversário de 60 anos (do personagem) para corrigir alguns mal entendidos sobre sua fama de canalha.
O que realmente aconteceu com Sr. Darcy?
O que ele sentiu por Elizabeth Bennet?
Ele e Lydia tiveram um final feliz?
A peça é escrita pelo próprio Lukis e por Catherine Curzon, e dirigida por Guy Unsworth, será transmitida online ao vivo em duas noites a partir do Refency Theatre Royal em Bury St. Edmunds, acompanhanda de uma sessão de perguntas e respostas com Lukis.
Valores de £15 a £100 - abril de 2022.


eu amei essa atmosfera de man cave vitoriana...

Se Wickhy está com (quase) 60 nesta peça, então o ano é 1845 (contando que a história se passa no ano de publicação, 1813.), primeira década do reinado de Victoria. Ele conta que foi um heroi na guerra com a França que já estava terminada e mesmo que outras estivessem esquentando (como as Guerras do ópio e da Crimeia), ele já estava longe da posição que Mr Darcy comprou para ele na milícia (que ele largou logo depois, como ele próprio diz ao Tio Gardiner em carta no cap 50 de O&P).



veja o trailer:

tradução livre:

A vida é um jogo. 🎩🎲

Aposto que você acha que conhece minha história, não é?  

Bem, por que você não? Está tudo lá em preto e branco... (no livro Orgulho e Preconceito)

O (retrato do) nobre Sr. Darcy pendurado em lugar de destaque, George Wickham na galeria dos bandidos. Essa é a história, não é?

Deixe-me dizer-lhe uma coisa: o verdadeiro valor de um homem não se está nos salões de Belgravia. Os Darcys deste mundo podem se dar ao luxo de ter moral, o que não é tão fácil quando você está sobrevivendo com inteligência e talento.

Além disso, devo ser eu o vilão da minha própria história?! Acha mesmo?  Você é?

 "É aí que a respeitabilidade nos leva, à incineração da genialidade."

---

no original:
But then you think you know my story, don't you? Well, why don't you? It's all down there in black and white...
The noble Mr Darcy hanging in pride of place, George Wickham in the rogues gallery. That's the story, isn't it?
Let me tell you something: the true worth of a man is not to be found in the drawing rooms of Belgravia.
The Darcys of this world can afford to have morals, not so easy when you're surviving on wit and talent.
Besides, am I to be the villain of my own story?! Hum?
Are you?
- That's where respectability leads us, to the incineration of genius.




E achei críticas bem bacanas...
Montei uma compilação.

VILÃO PERVERSO ou ADORÁVEL DEVASSO?

Adrian Lukis claramente aprecia o papel que está revisitando, agora como um sexagenário. Wickhy além do belo sedutor que Austen nos deixou, na terceira idade ele se mostra ainda mais irresponsável e dúbio. A peça - um monólogo - ele está no seu gabinete (então tem uma casa boa que lhe permite um cômodo particular) bebericando um bom brandy enquanto relembra o casamento com Lydia, o caos da sua vida, antros de jogos e camas de damas que frequentou. Acima de tudo ele fala em autodefesa, admite ser um cafajeste bandido vagabundo que passa a vida vivendo de sua inteligência (fazendo esquemas para se dar bem) já que não nasceu em berço de ouro.

É um texto muito natural que mantém o bom humor, a sagacidade e a sedução do vilão enquanto mostra profundidade no personagem. Conta que houve algum tipo de reconciliação com Darcy, ainda está casado com Lydia, mas enche a narrativa de mentiras: diz que foi Darcy quem o impediu de ser pastor, que ele salvou Lydia da vergonha casando com ela.
Também fala do medo infantil quando foi enviado para a escola em Dartmouth enquanto Darcy foi para Eton e de como é fã de Lord Byron!

"Lukis veste a pele de Wickham com um carisma de malandro enquanto defende sua reputação duvidosa; ele ainda é o personagem que amamos odiar, alguém por quem você fica totalmente encantada."

 Desde que o romance O&P foi publicado, Wickham tem sido descrito usando uma variedade de adjetivos negativos, dando-lhe a personalidade muito mais multifacetada do que a do frio e esnobe Fitzwilliam Darcy e a sábia e espirituosa Elizabeth Bennet. 
Embora, é claro, Darcy mais do que se redimiu de várias maneiras, Wickham fica com a culpa de ser um devasso e mulherengo de boa aparência, charme e esquemas para vencer na vida. Um personagem dissoluto desde tenra idade, ele criava travessuras e caos por onde passava, deixando um rastro de corações partidos e desgraça. 

E, no entanto, o monólogo parece sugerir que ele se comportou razoavelmente bem como tenente da milícia durante os anos da Revolução Francesa e concedido algum grau de respeito. No entanto, o posto de tenente só foi concedido a homens de um certo nível de renda, para o qual Wickham não parece ter se qualificado, então como poderia ser? Foi Darcy quem comprou para ele, enquanto os outros oficiais provavelmente eram de famílias ricas - ele com certeza enganou muitos desses! Isso não é explicado.

 Neste delicioso monólogo de uma hora de Adrian Lukis, Wickham está ficcionalmente desfrutando de uma bebida solitária na noite de seu aniversário de 60 anos, entregando-se a reminiscências de seu passado com algum ressentimento, bom humor e uma notável ausência de arrependimento, dando nos sua versão de 'o que aconteceu'.



"Ele mesmo parece surpreso por se encontrar nessa idade. 
Sua esposa Lydia está zangada com ele, mas não por culpa dele, é claro: o flerte que ela acabou de ver foi culpa da Sra. Pope, era ela quem olhava para ele! 
Essa malandragem se transforma em uma mistura entre passado e presente e suas opiniões atuais sobre ele mesmo, principalmente. 
Um show de um homem só, uma ego trip, mas o charme de Lukis é polido o suficiente para realizá-lo."



Gostou?

Eu adorei e já fiquei mordida pela abelhinha de fanfic...

De novo!


veja preços e opções de transmissão da peça BEING MR. WICKHAM aqui.


 

PS: todas as imagens vieram do Twitter - vários posts na #beingmrwickham
links para resenhas aqui, aqui  e aqui.