terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Minhas pesquisas sobre o século 19 - e outras antiguidades

Olá,
vamos
CONVERSAR SOBRE ROMANCES HISTÓRICOS

Para compor um romance de época, principalmente a era Vitoriana que acho tão interessante pela modernidade arcaica deles. Máquina de fotografar? Tinham, só que chama daguerreotipo... Cinema? Tinham, só que chamava fantasmagória. Trem? Tinha, só que era a vapor. Tanta coisa legal...

Na aba lateral direita existe uma lista de todas as postagens que fiz sobre minhas pesquisas históricas relacionadas ou não aos meus romances de época. Ou históricos. Saias e anáguas com cartola e bengala. Você me entende.

Mas como muita gente acessa pelo cel, vou listar aqui também. Sempre que houver um novo post, farei updates. Aproveite!

alfabeto erótico Francês
anatomia Vitoriana Feminina
cartas no século XIX
casas de bonecas vitorianas
corsets, espartilhos, mulheres presas
dark romance
Devon # Devonshire & cupidos
empreendedorismo feminino no sec XIX
estatísticas literárias 1905
exoesqueletos & bizarrices
fallen woman,mulher-perdida
fantasias sexuais ousadas
histórias moralistas séc XVIII
idade casamentos sec 19
Jane Austen em mapas
Jane Austen em números
Jane Austen, irmãos
Jane Austen, um dia na vida
medos e erotismo no sec XIX
mimos à moda antiga
mulheres que amavam mulheres
mulheres, tipos de
para que servem os romances históricos
piano e Jane Austen
piano era ideal para damas
piano na Regência
piano, uma apresentação
rainhas, mulheres e o parto
Regent Street, um ótimo destino
regras de civilidade de G. Washington
salão real de Brighton
sintonia fina
sufragistas e feministas
valentine's day Vitoriano

Vauxhall e jardins para o deleite

Nano contos históricos - romances rapidinhos de até 500 palavras


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Idade de casamento no séc 19: nem tão novinhas assim

Olá,
andei pesquisando bastante sobre a idade que as garotas casavam no século 19 por conta de um tititi em Austen Nation sobre o novo Emma. 
VPukirev,  1862
pic de arthive

Achei uma entrevista da diretora do filme (Autumn de Wilde) com os atores principais Anna Taylor-Joy e Johnny Flyn (Emma e Mr. Knightley) na tour de divulgação do filme. Eles falavam de uma característica do personagem que são os constantes sermões que ele dá em Emma - coisa que acho chatíssimo nele. Chamam de 'mansplaining' e foi isso que gerou uma boa discussão. 

Dentre muitos protestos sobre o uso do termo e se é ou não aplicável ao herói de Austen, uma pessoa comentou isso:


"...no livro Emma tem 21 anos, 
quase uma solteirona para a época. 
Já Mr. Knightley era 16 anos mais velho que ela... "

Achei esquisito, solteirona é algo que nunca liguei a Emma; seria um adjetivo para Charlotte Lucas de Orgulho e Preconceito. Daí me lembrei de um tanto de referências e pesquisei outras tantas.

Olha só:
Nas obras de Jane Austen
Austen levou umas duas décadas escrevendo suas obras principais que retratam a realidade que ela vivia na época. Como dá para ver no quadro abaixo (que eu fiz compondo com o maravilhoso estudo 'Austen em números' do The Guardian que postei aqui) vemos as idades dos casais ordenadas pela idade das mulheres. De Lydia Bennet a Anne Elliot, vemos que a maioria fica entre 18 e 22 anos em uma época que 21 era a idade legal para uma moça casar SEM O CONSENTIMENTO DOS PAIS. 

Charlotte se considera um peso para sua família, por isso aceita a oferta do chato Mr. Collins - incentiva ele a fazer o pedido, na verdade. 
As irmãs Elliot são mais avançadas na idade (Anne tem 27 e Ms. Elliot tem 30) e por isso a mais velha faz força para encantar o futuro baronete Mr. Elliot.
Emma, como Lizzy e Jane Fairfax, só tinha 20, flor da idade casamenteira. Jane Bennet era um prêmio para qualquer cavalheiro e tinha 22... 
Lydia que fugiu com o boy (eloped) aos 15, abaixo da idade legal de consentimento, teria o casamento anulado; na Inglaterra, casamentos com/entre menores de 21  era ilegal a menos que contassem com aprovação dos pais. Por isso Mr Darcy pediu ao Sr Gardiner, tio das Bennets, para participad da União dando legitimidade. Uma opção para quem queria casar à revelia dos pais era a Escócia onde a lei permitia casamentos a partit dos 14 e a primeira cidade na fronteora era... Gretna Green!
Observe que quem fugia ou casava sem o consentimento dos pais abria mão de qualquer dote o que fazia desse 'prêmio' um incentivo pros amantes fazerem tudo certinho.
Na Colônia, EUA, a idade de consentimento era menor, mas imigrar para lá era coisa de empobrecidos, a viagem custava caro e demorava ao menos 15 dias nos melhores barcos. CUPIDOS EM DEVON vai visitar a América,  falo mais disso depois.

Wiki
EM SHAKESPEARE
A ideia de garotinhas casando vem de longe, da inocência perdida para um amor repentino, mas mesmo na idade média a coisa não era bem assim. Olha essa análise de Shakespeare que achei no Wiki: 'O drama de William Shakespeare coloca a idade de Julieta em apenas catorze anos;  a idéia de uma mulher se casar em segredo muito cedo teria escandalizado os elizabetanos.  A crença comum na Inglaterra elisabetana era que a maternidade antes dos 16 anos era perigosa;  manuais populares de saúde, bem como observações da vida de casada, levaram os elizabetanos a acreditar que o casamento precoce e sua consumação prejudicavam permanentemente a saúde de uma jovem, seu desenvolvimento físico e mental propiciando o nascimento de filhos doentes ou atrofiados.  Portanto, 18 passou a ser considerada a idade mais precoce razoável para a maternidade e 20 e 30 a idade ideal para mulheres e homens, respectivamente, se casarem.  Shakespeare também poderia ter reduzido a idade de Julieta para demonstrar os perigos do casamento em idade muito jovem;  que o próprio Shakespeare se casou com Anne Hathaway quando tinha apenas dezoito anos (muito incomum para um inglês da época) poderia ter algum significado.' Faça o que eu digo, não faça o que eu faço 

Veja só mais isso:

Revistas masculinas da primeira metade do século 19 
(que até aparece nos CUPIDOS EM DEVON)
Uma matéria maldosa da revista masculina New Monthly Magazine de 1837 trazia essa tabela de idade feminina listando qualidades casamenteiras para instruir interessados. Vejamos com olhos masculinos do século 19, primeiro ano do reinado de Victoria então, era o último suspiro da era Georgiana.
EB Leighton - signing the register - fim do sec 19

Enumeração de solteironas

17 anos: fantasia com um casamento por amor, é entusiasmada pelas músicas de Bayley e pela poesia pastoral.
18 anos: bela tez e alto astral, é viciada em arco e flecha, e revistas como 'Comic Annual' (revistas destinada a meninos de histórias em quadrinhos que contam a história por meio de cartuns) e 'Charming Women' (revista feminina que exaltava o consumismo). Disposta a aceitar todos os parceiros que aparecem em um salão de baile, dança 14 quadrilles por noite e rejeita uma proposta por dia. Acredita que um amor e um teto bastam. 
19 anos: Um pouco mais refinada em forma e gosto. O amor e um teto agora precisa ser uma bela casa na cidade.
20 anos: A timidez se foi, a falta de paciência aumentou. Uma fortuna é indispensável.
21 anos: Começa a entender o significado das palavras 'Irmão mais novo'. Ansiosa por adiar o debut de irmã caçula.
22 anos: Suavizada na tez, endurecida no coração. Aperta a cintura e pensa que é possível se casar por posição social.
23 anos: inquieta ao respeitar as regras do Almack (baile famoso). Passos graciosos substituem o passo esfuziante dos dezoito anos. Recusa um pretendente do interior, suspira por uma confortável saleta de visitas e tagarela sobre um colar de diamantes.
24 anos: a era da suprema beleza e superação da vaidade; beleza e elegância em plena floração.
25 anos: Surpresa por ainda estar solteira e começa a contar as conquistas da temporada. Aparece em quadros e charadas.
26 anos: atormenta o pai para passar o inverno em Brighton (como Dora!) e dar alguns jantares. Prefere montar cavalos vistosos do que passear com a mamma.
27 anos: cabelos e ombros afinando bastante. Conta com luncheons para fazer a social. Lê Mrs. Marcet (escritora de livros de ciência), cultiva um jardim de flores e dá opiniões decididas.

A lista continua até a idade de 55 anos, mas aqui achei que bastava ficar no 27. Mimi Mathews lista todos aqui.


O interessante é que a revista elege 
a idade de 24 como ideal na beleza e espíritos.
pinterest - uma noiva Georgiana
(mas fotografia é de meados do sec 19)

Vitorianas não casavam cedo,
nem com primos (na maioria dos casos)
O site History.com fala disso também.  
'No final do século XVIII, a idade média do primeiro casamento era de 28 anos para homens e 26 anos para mulheres.  Durante o século 19, a idade média caiu para as mulheres inglesas, mas não abaixo de 22. Os padrões variaram dependendo da classe social e econômica, é claro, com as mulheres da classe trabalhadora tendendo a se casar um pouco mais velhas do que suas contrapartes aristocráticas porque precisavam fazer dinheiro.  Mas a idéia moderna predominante de que todas as mulheres inglesas se casavam antes de deixar a adolescência está bem errada.
Tampouco elas casavam com seus primos.
Casar-se com seu primo em primeiro grau era perfeitamente aceitável no início do século XIX, até na família de Austen teve união assim (inclusive marido casando com irmã da esposa falecida) e a prática certamente oferecia alguns benefícios: era mais provável que a riqueza e a propriedade permanecesse na família, e era mais fácil para uma jovem conhecer e ser cortejada por solteiros de seu círculo social.  Mais tarde, no século 19, o casamento entre primos tornou-se menos comum.  O aumento da mobilidade devido ao crescimento da ferrovia e outras melhorias econômicas generalizadas ampliaram enormemente o escopo de maridos em perspectiva de uma jovem.  Ainda, a era vitoriana viu um aumento na consciência dos defeitos congênitos associados à reprodução entre parentes - mesmo que a classe alta mantivesse suas tradições: Charles Darwin casou-se com sua prima em primeiro lugar, Emma Wedgwood, por exemplo, e a rainha Victoria e o príncipe Albert eram primos em primeiro grau.

Na Colônia - aka Estados Unidos
Achei esse site muito bacana com uma tabela e informação bem relevante. Veja:
wives of joseph smith

Era comum no século XIX que as meninas adolescentes se casassem?
"Desde 1890, o Censo dos EUA coleta informações sobre "Idade média no primeiro casamento" para homens e mulheres. O gráfico é uma compilação do Censo dos EUA desde 1790. 

Em 1840, a "idade média do primeiro casamento" para as mulheres é estimada entre 21 e 22 anos de idade. Em 1950, a "idade média do primeiro casamento" caiu para cerca de 20 anos de idade. Em 2005, a "idade média do primeiro casamento" havia atingido cerca de 25 anos de idade."
wiki commons

Confirma o que eu tenho visto, é a partir dos 21 anos que as mulheres casam. 
Flor da idade é vinte e pouquinhos.

Na Holanda
Sorte na vida eu achei um paper maravilhoso da Universidade de Groningen entitulado Explicando as idades individuais no primeiro casamento em um mercado rural do século XVIII ! Além desde gráfico ótimo

esse paper tem explicações maravilhosas. Veja (resumido e traduzido por mim. Veja o documento inteiro aqui)
"Economicamente, em circunstâncias anteriores a 1900, o casamento significava uma enorme mudança na vida pessoal. O mais importante era a expectativa dos recém-casados ​​formarem um núcleo familiar. Meninos e meninas solteiros viviam principalmente na casa de pais ou de empregadores (no caso de criados de grandes propriedades). Criados residiam no trabalho, tinham contratos anuais e pequeno risco de desemprego, desde que fizessem seu trabalho de maneira satisfatória. Os salários aumentaram com a idade de funcionários, atingia picos na casa dos vinte anos, possibilitando economizar algum dinheiro. Rapazes e meninas que ficavam em casa poderiam trabalhar no negócio da família (uma fazenda ou loja), o que também fornecia
seguro contra a incerteza econômica. Por outro lado, o início de uma nova família envolvida grandes riscos econômicos, mas também oferecia grandes oportunidades econômicas. Para o sucesso, era necessário ter recursos para investir e garantir uma posição adequada (fazenda, oficina ou loja). Se a empresa era uma
com sucesso, alguém poderia subir na escada social, o que era quase impossível como um criado solteiro. 
Para alguns grupos sociais (esposas de trabalhadores e artesãos), uma clara desvantagem do casamento era a dificuldade em encontrar trabalho economicamente gratificante, porque não podiam mais trabalhar como criada doméstica. Socialmente, presume-se que a posição de chefes de família independentes tivesse mais prestígio do que a dos criados solteiros, filhos ou filhas. No entanto, é preciso salientar que casar não era um pré-requisito para começar um lar independente. Homens solteiros mais velhos também podiam fazê-lo, para mulheres solteiras mais velhas isso parece ter sido mais raro, mas não completamente incomum. Casar significava independência dos pais ou do empregador. No entanto, especialmente para as mulheres, isso também pode significar perda de independência, devido à norma legal e cultural de obediência ao marido e entregue de suas finanças/rendimentos/dote. As vantagens biológicas, sexuais e emocionais parecem bastante claras, sua importância, no entanto, depende em grande parte das preferências individuais."
a noiva relutante - AToulmouche - 1866

Então, concluo que solteirona era a moça passada dos 26 anos de vida. Na série CUPIDOS EM DEVON, as duas heroínas são solteironas por razões muito diferentes e ainda assim, perversamente similares. Não vou dar spoilers, mas digo que Pauline do livro 1 ECLIPSE DO CORAÇÃO e Florence do livro 2 O CLUBE DE FLORENCE têm 36 e 30 anos respectivamente. Isso faz delas personagens bem interessantes pois precisam lidar com a pressão social e o medo de se entregar a um amor - sua única chance de quebrar as amarras do preconceito. 
Única? 
não... 
a mais fácil, com certeza
As duas lutam com as armas que têm, Pauline era empreendedora, Florence era guerreira.
Os próximos livros? Ih, nem te conto... Mocinhas mais novinhas, mas viradas nas tretas. Aff!! 


Achei um estudo sobre o primeiro quadro que postei aqui, Um casamento desigual de V Purkiev. Acho que vou falar dele, sempre gosto de analisar essa cena.

abs, bjs, até mais

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Summer love or Tech Pride and Prejudice

hi, there!
I see Pride and Prejudice everywhere. Really!
The other day I accidentally caught a TV movie that resembles P&P plot and more, has uncanny coincidences with my first novel, 'Friendship of a special kind'.
imdb

The movie is called 'Summer love' and only now watching in for the sencond time I found out it's a Hallmark production. Then it gave me a certainty that it had some Austen flavor because this channel has already given us so many modern adaptations as P&P Atlanta, P&P& mistletoe, Unleashing Mr Darcy, Scents and sensibility...
Let me tell you what rang a bell to me:
hallmark channel

- The characters' names:
Maya, Will, Collin, Chantal. 
Maya is the main character, at first when she is introduced at her daughter Addison's summer camp, her name didn't remind me much of Lizzy but then she meets her new boss Colin. Huh. Colin, Collins. Ok, it's a common name. I let it pass. And in the next scene she meets the other boss, Will. Oah! Plus, she talks to her best friend Chantal. 
Ok, that's a bit too much.
Colin is a brooding guy, serious and attentive. Will is a good-humored, laid back guy who you distrust from the first moment. Chantal is the voice of reason, a practical person. The personalities match P&P's main characters, you see?
Colin - Darcy
Will - Wickham
Chantal - Charlotte
Maya... Lizzy!
Darcy and Lizzy - oops! Colin and Maya
pic from imdb
- The plot:
classical meet-hate-love
Maya needs an internship to garantee her Account school's final grades and starts a summer job at a tech company owned by partners Colin (CFO) and Will (CEO). She starts with the wrong foot when she arrives a bit lost and Colin offers to help her find her way. They chat and she babbles about the boss' fame of being harsh without knowing she spoke to the man himself. Ha! Classical P&P foot-in-the-mouth. 
Wickham and Lizzy or... Will and Maya
pic from imdb
The other boss - Will- is charming and good-humored, almost immediately makes a move on her. She resists, he insists. Meanwhile, she is obviously attracted to Colin who is obviously falling for her. But he is reserved and she is a widow. Huh... Here I stopped short. 
What? 
A widow, accountant, resisting a rich CFO?
That's so similar to my novel... and more?
The CEO hacks into her cell phone!
NO! THAT'S TOO MUCH!

imdb

Of course, these are lovely coincidences, 
but from this moment on, the movie was a bit special to me.

Check out the movie's plot
hallmark channel

‘SUMMER LOVE’ found here
Maya Sulliway is a struggling single mom who’s studying to become an accountant. When her young daughter goes off to sleepaway camp, Maya accepts a summer internship at Kizzmit, a tech company known for developing a popular social app, in order to receive college credit. There, the thirtysomething Maya feels out of place among the company’s hip millennial interns and feels even more intimidated when she meets Colin Fitzgerald, Kizzmit’s strait-laced CFO, who has a reputation for being a highly demanding boss. When she’s introduced to Will Martin, the company’s handsome and charismatic CEO, Maya learns about Pitch-Fest, an upcoming contest designed to determine who among Kizzmit’s staff can come up with the best idea for a new app.
Before long, Will and Colin both take a liking to Maya and a competition heats up between them. As she starts becoming attracted to each of them — and agrees to a date with Will — Maya
overhears a conversation revealing that Kizzmit is having financial problems and the company’s investors are threatening to cut financing unless a lucrative new app is created.
Combining her passion for outdoor activities and charity, Maya comes up with an idea for an app that would allow its users to donate to charitable organizations while they exercise. Though he
knows Kizzmit would greatly benefit from her app, Colin, having fallen for Maya, tells her to keep the idea for herself and not give it away at Pitch-Fest. He also expresses concern that Will, a known womanizer, is going to end up breaking Maya’s heart. Later, when Will unscrupulously steals Maya’s app idea — falsely accusing Colin of being the thief — and publicly declares it Kizzmit’s latest creation, Maya is devastated. Furious at Will and Colin, she quits her internship and storms off. But when she discovers that Will stole her idea and that Colin was not involved, the industrious accounting student wonders if there’s a way she can complete her internship and reclaim the app she invented. Along the way, she just might find a summer love.
oh, my! Lucas Bryant does make a charming Darcy...
pic from the book of esther
The app stealing by the Wickham-like guy 
could be Lydia subplot, couldn't it? Ha!

Check out my novel's plot

'FRIENDSHIP OF A SPECIAL KIND' more here
Elizabeth Bennett, 32, is a widow and a financial whiz, a first-class auditor husband's demise, she decided avoid relationships. Addicted to fashion, with a mania for running and pilates, she strained to stay in shape and keep sane.
William Darcy, 38, is a bachelor and CFO of his family businesses living in Seattle. Due to innumerable romantic fall outs, he preferred to avoid serious relationships. Handsome and millionaire, Darcy never had trouble wooing a woman. Until then.
When Darcy accepts the invitation of his childhood friends to spend a few days relaxing at the Netherfield farm in Meryton - Massachusetts, he could never have imagined that he would meet a beautiful girl who was going to mess him up.

It’s not a sequel, but an inspired story, modern and full of Pride and Prejudice’s standards. Here Lizzy is a young widow scared of another serious relationship fearing another unhappy marriage as she had with Collins. Darcy is a millionaire bachelor who spends his life dedicated to work and dodging the attempts of gold diggers.
They meet in Meryton, he is attracted to her pleasant figure, unintentional flirt and sharp tongue. When she escapes him, he seeks her out through her friends. Lizzy decides that if a hot guy as Darcy is making an effort to reach out for her, she could as well have some fun. Absolutely no strings attached no phone numbers or any other contacts exchanged. But she wasn’t counting on Darcy’s will and - believing himself righteous - he hacks into her smart phone to steal all her contacts. 
she is furious, he apologizes, she escapes again. Darcy is unable to forget Lizzy’s fine eyes, arts and allurements used so masterfully in that only one hot afternoon. She also misses the handsome man, enough to accept a second date. Then another one, another, one more...

In canon it’s Darcy’s lust that propels him to action ‘against his will, his family, his better judgment’ and he proposes to Lizzy. In ‘Friendship of a special kind’ she lets her lust take over as well. It’s a sexy and touching story where Ms. Austen’s fabulous characters get to have a bit of Brazil in them. They are impulsive and hot blooded; forward and a bit naughty sometimes; certainly more opened to one another and always very strong minded.

How cool is that?
summer time, widow, CFO, phone hacking, afraid of relationships,
very smart mind for her, accountant, sleaky partner...
soooo much in common!
imdb
My Lizzy doesn't have a daughter, 
but a kid sister young enough to be her daughter!

The movie is very entertaining, the actors are cute, the ending is a bit abrupt but all in all, it's nice to watch it.

My novel is here


My new JAFF novel, a Regency P&P sequel, is here


And I'll keep watching Hallmark movies sniffing for hidden Austen bits. 

See ya

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Dirty Petticoats - chapter 3

happy Valentine's!
Next to falling in love,
reading a romance is the best thing for this date!
kindle | googleplay

It's Valentine's and DIRTY PETTICOATS is available everywhere.
The ebook version has tidbits of other novels, the paperback is just fine! 
I enjoyed composing this story very much. It took me a good deal of research - even hotels Austen mentioned! - and a lot more of crazy imagining why Lizzy and Jane's marriage didn't mess with Meryton... It would, right?
Hope you enjoy this good humored tale of gossip and misunderstandings. Here you'll find more details and links. 
So, as promissed, here is the 3rd chapter.


DIRTY PETTICOATS
PG 13 - Regency - P&P continuation

~ chapter 3 ~
previously

Lady Catherine de Bourgh was a woman of determination. A widow for many years, accomplished mother who alone raised a daughter, competent ruler of her kingdom composed of a grand estate and several investments. Had she not been such an extraordinary woman, her life would be reduced to a pawn of her weak brother’s earldom or a puppet for her silly nephews’ exploits in businesses.
Of course she needed a man to – at least officially - be responsible for her dealings, that was why she put up with Darcy and Fitzwilliam’s reluctance in visiting to aid her with estate affairs and crops’ planning. Those were tedious matters, steward’s responsibilities, mundane worries; let them care for those. Men were made for that purpose, anyway. 
While they were distracted, she had time for important dealings, such as the future. The next generation was in severe risk and she was the only one capable of solving the problem. 
Anne, her daughter, neared the completion of her third decade of existence and was still single. And sickly. And childless. If only had been married, she could be a widow by her 30th birthday…
Fitzwilliam, her second oldest nephew, was also single, cavorting his way as much as the army uniform allowed him. Certainly he could be persuaded to accept the right lady, were she found and presented to him.
Darcy, her youngest nephew, married an obstinate headstrong girl who suspiciously didn’t give him an heir after the first anniversary. One might imagine that, from the obvious nature of their attachment, a brood of children would have already been in this world. But, to Lady Catherine’s surprise, not one had been born. Could Darcy be finally seeing reason?
And finally, her young parson was also childless after two years of matrimony. Mrs. Collins was by far more congenial than her husband, Lady Catherine with her tired eyesight saw her own predicament on Charlotte’s for she herself had been so much smarter than her late husband. But if the woman had accepted the man in the sacred bond of marriage, she had to do her duty and bear his heirs. All parishioners expected to see newborns and toddlers roaming the newlyweds’ parsonage, after all!
Oh, so many problems to solve!…
At least, being such a formidable mind for people’s affairs, Lady Catherine had an intricate plan already in motion. As a busy spider, she weaved her silky trends making sure every piece of this jigsaw fell into place perfectly. The winter was just about to start; next spring shall bring many blossoms…
She rang the bell that rested on her desk summoning the butler and stood to look proudly at the many letters spread over the leather top.
‘Yes, milady.’
‘Smith, take care of this morning’s mail in person.’ She pointed a crooked finger at each small pile of letters. ‘These ones shall go by Express, these by coach, these to the Post directly so you may deliver at the village office, and these are for the cook.’
‘Our cook, milady? The woman in charge of the meals?’
‘Of course! Whoever else could I mean?’ Lady Catherine shrieked. ‘Go, these are important matters!’
‘Yes, yes…’ the butler took the piles one by one stuffing them in different pockets, bowed and left.
‘Do not mix them up!’ She yelled after him.
---
Annabel Levork, née Williams, was lazily listening to china clinking and waited until the perfume of fresh tea reached her nose to stir. It was early morning, perhaps not even seven yet. Her lover, the dashing colonel Fitzwilliam had barracks’ habits which were unfortunate when he took his warm body from her side as soon as the first sun rays appeared and fortunate for her situation of unofficial guest at the Albany where he lived.
As a widow she was at some liberty to appreciate the attentions of a handsome bachelor of good breeding, a second son of an earl was an excellent choice. But she lived with her deceased husband’s uncle while her meager inheritance was engaged in business beyond her reach. Although juvenile, she used the excuse of visiting an old friend or cousin to occasionally spend nights in his company.
The Albany was a fashionable address for the society’s finest bachelors, she very well knew that. Even if not respectable, and highly forbidden, gentlemen of fortune and breeding took selected company to their particular apartments using darkened corridors and side doors. The adventure of visiting the famous building incognito was what led Annabel to a night visit one fine day. At Vauxhall gardens’ midsummer celebration, she fell prey of a charming man of fame who induced her to trust him but once inside his set at the Albany, when she realized that not even a servant was there to witness whatever befell her, she panicked. He was insistent, she was frightened, he meant to hug her, she ran away.
The problem was that she knew nothing of the place, the tacit laws of the bachelors' expensive building and as she ran the long covered corridor of rope-walk in plain sight. As much as she asked for help, no one talked to her; she seemed to be invisible! Annabel had met few men that night, but none of them answered when she whispered the urgent plead for sheltering her from the gentleman who had brought her there. Only one offered his hand and only then Annabel realized it rained. 
Drenched, Fitzwilliam returned home for a change before attending social gatherings; frightened, Annabel accepted his offer of hiding in his attic flat. There she stood, at the living room as he undressed and redressed in the bedroom, only a door and a few candles between them. That night, as the weather didn’t light up, they spent several hours conversing and sipping a bottle of Madeira wine he had available. 
That had been months before, since then their relationship grew in fondness and trust to the point of lovers. She was very aware of the precariousness of their liaison, not only because he could be sent to war again at any moment but also because being a second son he needed a profitable marriage and she had but a humble fortune.
Let time deal with their problems, she thought when in his company. Excellent company as he was, she’d better enjoy as they could. 
As soon as she heard the under butler leave, she left the bed, dressed in one of his robes and met the dashing colonel reading his mail near the sofas.
‘Good morning, pretty one, there’s tea.’
‘Morning.’ She smiled coquettish. ‘Good news?’
‘A trip, my cousin needs protection from his lovely wife’s family and I’m his knight.’
‘Isn’t he lucky? Dividing my savior with me.’
He grinned leaning in to kiss her lips. ‘Always at your disposal.’
‘Where will he ship you to?’
‘Meryton in Hertfordshire.’
‘Oh, the marriage resort!’ Annabel smiled. 
‘What?’
‘Such a lovely village, I’ve spent but a day; someone told me it’d be a good place to find a good husband if I were to spend a season there. Many respectable gentlemen have chosen wives in Meryton, it’s said to be a romantic place. But I really wanted to visit the excavations, the unearthed Roman villa and the springs coming from the ancient bath salon. It is a lovely city, two good hotels, even a pump room.’
‘Yes, much improvement in a couple of years. First time I visited the place was to witness my cousin’s wedding. One of his friends from Cambridge shared the coach with me and as he invests in construction and development, he thought he saw a possibility in signs of Roman history in the road entering the village. All it took him was a little digging.’
‘Maybe more than that!’
‘Much development, the estates’ value has increased considerably.’
‘The social events are quite famous in the summer season, this time near winter, surely it must be a lot calmer…’
‘It is a family matter that needs to be addressed.’
‘Ah. Better if there is calm weather.’
‘Yes, quite.’ He perused the other letters, read the Times first lines. ‘What hour is it? Do you need to go?’
‘If you need to give attention to these other letters...’
‘News from my mother and aunt can wait if you are here with me.’
‘Well, I must leave soon to avoid being seen going along the rope-walk...’
‘Let me help you compose yourself, pretty one.’ Fitzwilliam pointed his bedroom. 
She nodded and walked in front of him.
---
Bingleton Court had been established only one-year prior, the owners still learned to deal with every day struggles common to landowners. Charles Bingley, heir of a considerable fortune made in trade, fulfilled a dream of his father’s and sisters in the large estate. 
Two years before, the search of the property had rendered the great profit of finding the most perfect life companion Bingley could have when he leased Netherfield in Hertfordshire. Jane Bingley, née Bennet, was natural of Meryton, the small village close to the estate he considered buying and they fell in love almost immediately.  After a period of maturation when they were kept apart because he was ill advisement, he made the offer, she accepted and their marriage brought influential guests and outstanding results for the city.
After the first year of marriage residing at Netherfield, Bingley finally resolved on acquiring a Northern estate, opting to settle close to his good friend Fitzwilliam Darcy and his wife Elizabeth, Jane’s favorite sister- a couple forged alongside his eventful courtship to Jane. Bingleton Court, as the place was renamed under pressure of Bingley’s sisters, was located near the grand Pemberley. 
Up North, finally at home, Bingley and Jane could start their family. It was exactly the confinement of the first child that would keep them from traveling to aid Mrs. Bennet, Jane’s mother, in the time of distress.
The mistress of the house confused doors in her home, it was a great manor that she was still unused to possess. So, it took Jane three tries and two shouts to find her husband. 
He opened his den’s door to find her searching along the corridor, offered his arm and escorted her to the stuffed chair near the fire.
‘Shouldn’t you be in bed? Kitty was supposed to watch over you.’ He complained. 
‘She is napping upstairs; I came here to tell you of Lizzy’s letter.’ Jane sighed, moved a little to the side and took a folded paper from her pocket beside her engorged belly. ‘My sister is much agitated, Charles. Tell Darcy to bring her here, I want to see her and cannot ride the 30 miles to Pemberley. ‘
‘Absolutely not!’ He clapped his hands together.  ‘You need rest, Jane dear, you are a very fragile lady.’
‘I am not, don’t be silly. The problem are the roads you still haven’t ordered reforming.  We need to have it done by the time this baby reaches its first birthday, see that it’s arranged.’
‘Yes, dear.’
‘Lizzy is not liking this situation Charlotte is creating at Longbourn, she thinks it’s too odd, suspects something much worse behind our long time friend’s actions.’
‘Darcy also believes there are obscure motives in this.’
‘My sister says she has an inoffensive cold that is giving her the sneezes, for that they will delay their arrival in Netherfield for a few weeks, but the servants are already on their way to ready the place.’
‘They could stay at Longbourn, only Mary lives with your parents nowadays...’
‘No, they can’t. ‘Jane shook her head, eyes on Elizabeth’s words. ‘Darcy can’t deal with mamma’s antics. You have difficulty after a week.’
‘True.’
‘They took up Netherfield lease after we dropped it, the architect friend is staying there when the family isn’t residing.’
‘Furnington, good fellow.’ A chuckle. ‘We had good fun in Cambridge.’
 ‘You always say that, Charles.’ Jane frowned. ‘Let out this amused little laugh, compliment the man. Lizzy says Darcy also have this reaction to the remembrance of university years along this fellow. What is it?’
Nothing, nothing dear Jane. Furnington is merely engaging.’ Bingley shook his head. ‘Let me have Lizzy’s letter, Darcy writes too long missives filled with four syllable words. It’s very tiring to read his news.’
‘What does he say?’
‘Our mamma is upset, Lizzy is suspicious, Georgiana is too excited about the journey.’ He shook his hand. ‘What could be said in ten lines he made into two full pages.’ He read in silence for a moment. ‘See? This is a good letter. Short, concise, straightforward.’ 
‘So they are going to Meryton.’ Jane sighed and caressed her big tummy.  ‘But we are to stay here in the North.’
‘Waiting my heir.’
‘Fine.’
‘Perfect!’
‘I’ll be chained to my desk, then.’ Jane promised herself. ‘Will write to Lizzy every day.’ She held her bump wishing her child was already a strong babe and could be carried across the country. 
---
‘Aha!’ Mrs. Bennet yelled from the bedrooms’ hall at Longbourn. ‘There is no evil that shall last forever!’
There was no answer whatsoever. 
‘I am to be avenged, no one will steal the roof from over my head under my husband’s nose. This traitor Collins can very well pack her trunks and return to Lucas Lodge.’
That instigated an answer from a clear and calm disembodied voice. ‘I cannot return to my parents’ home because I did not come from there, Mrs. Bennet.  I came from Hunsford parsonage straight to Longbourn.’
‘Good you realized I was talking to you, Mrs. Collins.’ The older woman dragged the ‘s’ as a snake’s hissing. ‘This is not your house yet; you are not to stay here unless invited.’
‘You would not quick me out, would you Mrs. Bennet? I grew up with your children, you know me as much as my own mamma.’
‘None of my girls could abuse an elderly as you do coming here unannounced, not even your obsequious husband when single preying on my daughters had the nerve to do so.’
Charlotte pressed her eyes. ‘I am not unknown to the family; my stay here does not compromise the daily functions of the house.’
‘Ha! Would not if you didn’t intrude in everything!’
‘I am merely getting to know the house and the estate, it is a wise preoccupation for me to have since my husband is to inherit the property.’ 
‘You have come as our angel of death! You want to take control of the house and servants and tenants and expel us from our own home!’ Her voice reached higher pitches. ‘Oh, my nerves! No one has pity of my poor nerves!’
‘I cannot do such a thing, Mrs. Bennet. Mr. Bennet is the rightful owner of Longbourn.’
‘Then you leave, leave now before the ire of the Bennets befall you!’ The older woman gesticulated widely as if calling powers from heavens.
‘I will not.’
‘You wait Lizzy arrive here, wait to face Mrs. Darcy!’ A derisive laugh. ‘She is worth 10 thousand a year, her husband advises your husband’s employer, you shall have a lot to lose!’
‘Lizzy is my dearest friend.’ Charlotte shook her head and started to descend the stairs.
‘If you do not leave now, I will never speak to you again.’
‘You said that yesterday, Mrs. Bennet...’
‘Face Mrs. Darcy if you think capable of pairing that force of nature!’
Charlotte didn’t turn back, but she considered it would not be easy.
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see ya!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Minha Darcy friend Rita Watts, embaixadora Austen

Olá!

Hoje tenho a ótima companhia de uma amiga
huffpost
Uma amiga especial porque é
DARCY FRIEND

Foi Jane Austen quem me apresentou Rita, meu primeiro livro na verdade. Ela leu 'Friendship of a special kind', gostou, falou comigo e quando ela veio ao Rio, a gente se encontrou. Já faz um tempão, nunca perdemos contato, nos falamos sempre!
Ela mora fora há muito tempo, é Janeite desde sempre, embaixadora da Jane Austen Literacy Foundation e habitué dos festivas Ingleses.
Organizamos um papo - tipo uma entrevista - porque nunca é demais aumentar nosso círculo de amizades em Austen Nation, né non?
Rita no Jane Austen Parade for Literacy 2019

Moira: Oi, Rita! Me conta... Há quanto tempo mora fora do Brasil? 
Rita: Eu moro nos Estados Unidos desde 2001. Quase vinte anos! Credo! O tempo passa muito rápido. Morei na Inglaterra também mas somente por um ano letivo. Antes de vir para os EUA.

M: E foi morando fora que conheceu JA? 
R: Não, de jeito nenhum. Eu li Orgulho e Preconceito com uns 12 anos de idade e amei. Só que na época não tinha ideia de quem era Austen. Depois fiz Letras e a conheci "oficialmente", mas mesmo assim foi um contato rápido e decepcionante pois a professora obviamente não era fã e falou mais de outros autores do que da Jane. Claro que o fato de na época não existir adaptações ao nosso alcance fez diferença. A geração mais nova tem muita sorte.

M: Sua primeira obra de JA é sua preferida? 
R: Orgulho e Preconceito é tipo aqueles livros que você levaria pra uma ilha deserta (se só pudesse levar um). Todos são maravilhosos, claro. Se pudesse levar três, levaria Persuasão e Razão e Sensibilidade também. Emma é o mais interessante da parte acadêmica, mas não me identifico com ela. 
twitter
M: Ah, eu adoro Emma! Acho que todas nós mulheres temos uma fase de dona-da-verdade! Algumas nunca amadurecem... tsk, tsk
R: Me identifico mais com Elizabeth Bennet e Anne Elliot, apesar das duas serem muito diferentes. Igual aos signos do zodíaco. Você tem seu signo e o seu ascendente. Então sou um pouco das duas.
Rita com Caroline Knight, sobrinha-neta em 5º grau de Jane Austen
M: Eu sou Janeite fã de O&P, você é Janeite de outro nível! Dona do ALL THINGS JANE AUSTEN blog e páginas dedicadas a JA super bombadas e... Embaixadora da Jane Austen Literacy Foundation! Quanta honra, parabéns! Me fala da Fundação Jane Austen para Alfabetização. E como virou embaixadora? 
R: Eu recebi esta honra da Caroline Knight porque eu ajudo a divulgar tudo que a fundação faz na minha página do Facebook que tem mais de 45 mil seguidores. Mas qualquer pessoa pode se tornar embaixadora da fundação. Basta arrecadar ou doar uma pequena quantidade de dinheiro por ano.  


M: O passeio do vídeo (aqui em baixo), onde foi, quando? E usar vestidos de cintura alta, com bonnet e tudo?
R: Foi o Jane Austen Parade for Literacy em Chawton (da casa onde ela morou até a mansão do irmão onde tinha a biblioteca que ela usava), e teve a presença da Jane Bennet da série de 1995, Susannah Harker que também é embaixadora da Fundação. Essa foi minha segunda vez em Alton (onde fica Chawton Cottage - casa da Jane que virou museu).  A primeira foi mais emocionante porque foi no aniversário dela, 16 de dezembro. A segunda vez foi especial também porque foi durante a Regency Week, geralmente uma das últimas semanas de junho dedicada a ela e que toda a cidade participa, muita gente viaja pra lá por causa dos eventos. Tem concertos, picnics, palestras, feira onde se pode comprar coisas maravilhosas como o meu  lindo "bonnet" azul que você pode ver no vídeo com a Alison Larkin.

Anota aí: esse ano, 2020, será dia 21 de junho

M: Eita, deve ser super emocionante! Usou caleçon também? 
R: Ainda não cheguei nesse nível mas um dia... quem sabe?

M: Sei que gosta de costurar... Você fez o modelito? 
R: Eu desenhei o modelito depois de achar essa gola de crochet super antiga nos guardados da minha mãe. Fiquei encantada! Já estava querendo um vestido estampadinho como a gente vê nas adaptacões, perfeito para o picnic nos gramados de Chawton House (a mansão do irmão da Jane - Edward Knight). O vestido foi feito no Brasil onde tem mais costureiras (e com preço mais em conta também, claro). 


M: Tem o molde pra passar prazamigas? 
R: Infelizmente não tenho molde mas tem links na internet para baixar ou comprar muitos tipos de molde. Principalmente no Etsy. Amazon tem com certeza.

M: Esse ano você vai ao bicentenário do festival de Bath? Tem dicas pra quem vai daqui?
R: O plano é de ir a Bath esse ano. Já estive lá 3 vezes mas nunca durante um festival. Será maravilhoso se eu conseguir. Prometo fazer vídeos e tirar fotos prazamigas...rsrs

M: Miga, obrigadissima pela paciência e informações tão bacanas de Austen Nation. 
R: O prazer é todo meu. Eu que agraceço porque o que mais gostaria é de inspirar as Janeites Brasileiras a fazerem vestidos (sem medo de ser feliz) e dançar pelo Brasil a fora! Temos tantos lugares antigos e lindos...

Olha Rita falando sobre Austen na Parade de 2019
logo antes da caminhada começar. Como embaixadora,
ela deveria ir na frente.


transcrição:
Alison Larkin: Diga aos nossos espectadores e ouvintes quem você é.
Rita: Bem, eu sou Rita Watts, eu corro a página do Facebook ALL THINGS JANE AUSTEN, e eu também tenho a mesma conta no Twitter e Instagram. Felizmente, tenho cerca de 45 mil seguidores, foi um acidente, sério!

A: Bem, é uma página fantástica e você fala sobre tudo o que Jane Austen.
R: Tudo de Jane Austen, tudo relacionado à Inglaterra, moda da era da Regência, os livros que ela poder ter lido, tudo o que ela poderia ter feito, e também mulheres que contribuíram para nossa sociedade da melhor maneira que ela.

A: E quando conversamos, porque na verdade eu conheci Rita no evento da JASNA (Jane Austen Society of North America) em Boston. Eu estava fazendo um discurso lá e Rita era a outra embaixadora da Fundação de Alfabetização Jane Austen (Jane Austen Literacy Foundation) e conversamos sobre uma das coisas que ela adora, que é como Jane Austen é, na verdade, essas não são heroínas comuns. Elas são ... embora ... seja um particular diferente ...
R: Inovadoras.
A: Sim.
R: Eles lutam contra o status quo da época, Jane preferiu ficar solteira para poder controlar seu próprio dinheiro. O dinheiro iria para o marido e eles teriam controle sobre ele.
A: Sim.
R: E ela disse: tudo isso tem minha caneta.
QUOTEFANCY
A: Sim.
R: Eu não preciso me casar.
A: Foi mesmo.
R: É quase injusto quando as pessoas dizem que ela apenas fala de romance e casamentos. Isso não é ela, há muito mais ...
A: Sim.
R: ... em Jane.
A: Uma das coisas que mais gosto em Jane Austen é que mulheres muito fortes, brilhantes e inteligentes como você-
R: Obrigado!
A: São inspiradas pela carreira dela, quero dizer, ela realmente se auto-publicou no começo.
R: Ela fez.
A: E ela era uma mulher de negócios. Ela era uma...
R: Ela era! Quando seu irmão Henry ficou doente, ela se encarregou da publicação.

Rita e Alison falam de self publishing, auto-publicação, de AustenEm 1803, ela vendeu os direitos da primeira versão da Abadia de Northanger (chamada Susan) a uma editora de Londres, mas o primeiro de seus romances a ser publicado foi Razão e Sensibilidade, publicado às suas próprias custas $$ em 1811. Em uma época em que as mulheres não tinham poder legal para assinar contratos e precisavam  um representante masculino, através de seu irmão Henry, o editor Thomas Egerton concordou em publicar R&S, que, como todos os romances de Jane Austen, exceto Orgulho e Preconceito, foi publicado "sob encomenda", ou seja, por risco financeiro do autor.  
Ao publicar por comissão, os editores aumentam os custos da publicação que se pagam à medida que os livros são vendidos e cobram uma comissão de 10% por cada livro vendido, pagando o restante ao autor.  Se um romance não recuperasse seus custos por meio de vendas, o autor era responsável pelas cópias não-vendidas.  A alternativa era a venda dos direitos autorais, onde o autor recebia um pagamento único da editora pelo manuscrito, o que ocorreu com O&P.  
A experiência de Austen com Susan (o manuscrito que se tornou a Abadia de Northanger) foi ruim. Ela vendeu os direitos autorais para a editora Crosby & Sons por 10 libras, e o livro não foi publicado, forçando-a a recomprar a obra para publicar seu trabalho.  
Com as muitas reimpressões de R&S ela 140 libras, o que lhe proporcionou alguma independência financeira e psicológica.  Após esse sucesso, todos os seus livros subsequentes foram anunciados como escritos "pela autora de R&S" e o nome de Austen nunca apareceu em seus livros durante sua vida.  
Egerton publicou O&P em janeiro de 1813, depois de comprar os direitos autorais por 110 libras.  Wiki diz que, se Austen vendesse o Orgulho e o Preconceito 'sob comissão' ou seja, auto-publicado, ela obteria um lucro de 475 libras, ou duas vezes a renda anual de seu pai.
Uma transição significativa em sua reputação póstuma ocorreu em 1833, quando seus romances foram republicados na série Standard Novels de Richard Bentley, ilustrada por Ferdinand Pickering, e vendida como um conjunto.
wiki
Eles gradualmente ganharam elogios e caíram no gosto popular.  Em 1869, cinquenta e dois anos após sua morte, a publicação de Memórias de Jane Austen, por seu sobrinho, introduziu uma versão convincente de sua carreira de escritora e vida. Hoje sabemos que ele editou a tia, contou só coisas boas.

Assim que é, né?
Nada de ranhetice e fofocas...



 Siga a Rita 



E meus livros novos são esses...
romance de época em Português

romance continuação de O&P em Inglês