domingo, 18 de outubro de 2020

Maquiagens, perfumes e outras coisas adoráveis

 Olá, 

o título deste post poderia ser um romance, não é mesmo?

devaneio meu, obra de J Caraud - La toilette, 1858

.

Adoro o assunto, tenho pesquisado bastante sobre cosméticos, o acesso que as mulheres tinham aos produtos e até receitas. Havia muita coisa perigosa, chumbo e arsênico eram ingredientes comuns. Também a cultura de que quanto mais pálida, mais bonita a moça. Tinha quem recomendasse banhos de imersão em solução de arsênico, cobrir o corpo de pó branqueador e até pintar veias nos braços para parecer translúcida.

Moda que fala, né? Nem sempre é bacana, mas sempre é seguida por muitas.

cartoon famoso do sec 18 mostrando o passo-a-passo de maquiagem feminina, pinterest

Note que, para a dama de sociedade, a moda era parecer PÁLIDA; já para as damas mudernas, do teatro ou da vida fácil (tsk, tsk), a moda era colorir a face, parecer saudável, bochechas rosadas.


Quero falar de marcas famosas que ainda existem, ainda são famosas e respeitadas, que evoluíram os métodos segundo a ciência.

BULY, 1803

art recherche industrie

Francesa, linda, maravilhosa, vintage, dá-vontade-de-ter-tudo, a Buly mantém o visual antiguinho e produtos prá lá de charmosos como Poudre de fleurs de lavande (pós de flores de lavanda, para exfoliação no banho) e Gomme de chios (o mais antigo chiclete do mundo). Fundada no início do século 19 na Rue Saint-Honoré, ela continua firme e forte até hoje. O site oficial conta: 'Conhecido por seus talentos como destilador, perfumista e cosmético, Jean-Vincent Bully em 1837 inspirou Honoré de Balzac no personagem de César Birotteau, um dos romances de Scènes de la vie Parisienne em A comédia humana. Ao longo da época de ouro da beleza que viu a invenção das primeiras fórmulas na cosmética e na perfumaria moderna, a farmácia consolidou-se como referência.'

PEARS, 1807

art prints on demand

O sabão transparente Pears é uma marca de sabonete produzida e vendida pela primeira vez em 1807 por Andrew Pears, em uma fábrica perto da Oxford Street em Londres, Inglaterra. Foi o primeiro sabonete translúcido do mercado de massa do mundo, eventualmente distribuído mundo afora. A marca adquirida pela Lever Brothers, agora Unilever, em 1917, e os produtos sob a marca Pears são atualmente fabricados na Índia. 

Ainda disponíveis fora do Brasil.

BOURJOIS, 1863

bourjois . com
Começou na França fazendo 'batons' - barras de maquiagem - para o teatro e a 'little round pot blusher' ou latinha de blush que foi marca registrada da empresa. Em 1879 já atingia o grande público. Daí para frente, a marca ganhou força.

E o little round pot ainda está disponível hoje em dia! aqui

GRANADO, 1870

propagandas históricas

Brazuca, bacana e vintage, a Granado é carioca da gema. O site oficial conta a história do fundador. 'Quando adquiriu a botica de Barros Franco, em 1870, José Coxito Granado buscou incrementar o comércio farmacêutico nacional trazendo representações de várias empresas da Europa e cercando-se dos melhores profissionais da área. Em 1899, uma farmácia da rua Primeiro de Março (no centro do Rio de Janeiro) já era uma das mais respeitados da cidade, e José Coxito viu a necessidade de montar um laboratório para atender a pedido de pedidos. Com 15 anos de funcionamento, tornou-se insuficiente novamente. Em 1912, então, Faith adquirido um “grande” predio na rua do Senado, nº 48, para que ali fosse montado um laboratório modelo. O “Laboratorio Chimico-Pharmaceutico de Granado” fé equipado com uma tecnologia mas avançada de sua época, sendo considerado um dos maiores e melhores da América do Sul.' Granado Antisséptica foi a primeira linha de Granado, hoje tem desodorante, talcos para os pés e sabonete facial. 

Disponível até hoje, ainda bem! Aqui.

SHISHEIDO, 1872

site oficial

Começou com a fundação da primeira farmácia ao estilo ocidental em Ginza, região de Tóquio. O site oficial nos conta assim: 'A origem do nome Shiseido vem de um texto chinês clássico, o“ Yi Jing ”(“ Livro das Mutações ”), que diz:“ Elogie as virtudes da grande mãe Terra, que nutre uma nova vida e traz novos valores ”. O nome da empresa expressa uma forma de pensar de “estilo oriental, aprendizado ocidental” que inclui a determinação de criar uma nova cultura, construir um novo negócio baseado na medicina ocidental e um nome inspirado na filosofia oriental. Reunir medicamentos de alta qualidade com essa forma inteiramente nova de administrar uma farmácia foi difícil no início. No entanto, a ideia de produtos de alta qualidade, avançados e autênticos veio a ser entendida, e o nome da Shiseido tornou-se conhecido entre as pessoas e confiável como uma farmácia.' A grande inovação foi o lançamento de pasta dental, fina e delicada que não estragava os dentes como os pós dentifrícios que eram mais ásperos. Até a marinha japonesa gostou porque fazia menos sujeira. 

'A Shiseido entrou no mundo dos cosméticos em 1897 com o lançamento da Eudermine. Embora outros cosméticos no mercado na época usassem nomes japoneses, Eudermine foi feito do grego eu, que significa bom, e derma, que significa pele. Veio em uma bela garrafa de vidro e foi carinhosamente apelidado de “Água Vermelha da Shiseido” por causa da cor viva da loção que lembra o vinho tinto. Embora a fórmula do Eudermine tenha sido aprimorada com avanços científicos e sua embalagem reprojetada inúmeras vezes, é um produto de longa data que ainda é o favorito entre muitas pessoas desde seu lançamento, há mais de cem anos.'

Olha ela aqui.

NIVEA, 1911

daily vanity

Neste ano, dois médicos se uniram para criar o primeiro creme estável à base de óleo em água do mundo que pudesse ser replicado para produção em massa. Sua fórmula foi ajustada minimamente para acompanhar os avanços científicos e permanece praticamente a mesma desde seu início. Ele vinha originalmente em uma lata bege com design floral, mas em 1925, foi alterada para uma lata azul com letras brancas simples - o mesmo design que ainda é uma visão familiar em nossas farmácias hoje!

Sempre bom e sempre útil, ele está aqui.


PHEBO, 1930

cariri das antigas

Brazuca e Paraense, a Phebo ainda é uma referência para nós. O famoso e cheiroso sabonete preto Odor de Rosas de pau-de-rosa, sândalo, cravo da Índia, canela e mais um monte de ingredientes foi o primeiro produto e o mais famoso até hoje. O site oficial diz que ele fez muito sucesso porque o comum na época era o retangular sabonete de coco e o deles foi revolucionário. O Cariri das antigas explica bem, diz que a fábrica se dedicava a produtos de limpeza da pele, dentes, higiene pessoal  e que o 'otto de rosas' foi baseado no famoso PEARS SOAP.  Já 'em 1946, em um passeio pelos Alpes Suíços, Mario Santiago ficou admirado com a beleza local e particularmente atraído pelo perfume de uma florzinha roxa, a Alfazema. A Perfumaria voltaria a inovar com o lançamento da Colônia Seiva de Alfazema. Apesar da flor não ser cultivada no Brasil, devido às condições climáticas, a fragrância tornou-se uma das preferidas entre os brasileiros.'

Deu saudade, o sabonete preto delicioso está aqui.

pinterest

Bacana, né? 

As Vitorianas eram modernas, cuidavam da beleza, faziam depilação e banhos de hidratação. Sempre que entro nesse assunto, me perco descobrindo que elas eram como nós, tão avançadas e vaidosas como podiam ser.

Acho essa pesquisa muito legal!

Até mais,

M.

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pesquisei aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, e meus arquivos pessoais.




quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Quantos Duques e Condes existiam de verdade?

 Olá, td blz?

Aqui ando na hype do lançamento de um novo projeto, 'LORDS IMPERFEITOS'. Eu e minha bestie Lucy Dib criamos uma série de romances sobre homens nobres perfeitamente estragadinhos.

Historical Hottie: Nathaniel Hawthorne, autor de 'A letra escarlate', 1841 - pic do wiki

Os homens de título são os queridinhos do romance de época, vamos assumir logo. Todo mundo quer ler & sonhar com um Duque, um Conde, até um Baronete quebra o galho. 

Austen gostava muito de Baronetes, tinha em O&P (De Bourg) e Persuasão (Elliot). Até fiz um quadrinho inspirado naqueles lindos-de-morrer do The Guardian - Austen em números



Nas obras, Austen menciona poucos nobres, menos ainda como possíveis maridos, talvez porque não convivesse com a nobreza. Tem o anônimo que casa com a irmã de Mr Tilney em Northanger Abbey, e o primo escroque herdeiro do pai de Anne Elliot de Persuasão.

Mas uma rápida pesquisa no Google ou na Amazon, vemos que herói de romance de época quase sempre é um nobre. De preferência Duque. Eu mesma tenho um romance recheado de Duques, um monte!

ebook e brochura


Em All those Dukes, por conta de uma fofoca antiga de família, a heroina - uma cientista dos primórdios da antropometria - precisa listar e visitar todos os duques do reino. O ano era 1855, e eu pesquisei um monte para saber quem e quais eram esses.

No livro entraram com outros nomes, eu sempre faço mudanças porque não faço biografias.

Wellesley, o Duque de Wellington, que empresta o nome a Kin de CUPIDOS EM DEVON era um historical hottie. Huba, huba! pic do wiki

Quando menciono personalidades, como no 'DILEMAS EM LEILÃO' da série CUPIDOS EM DEVON, escrevo e reescrevo mil vezes. Imagina dar falas à Rainha Victoria?!

chezzburger


Kin, o mocinho de Dilemas em Leilão tem títulos de nobreza, recebidos de forma extraordinária, que me levou a meses e meses de pesquisas, infinitas discussões com amigas sapientes da nobreza do século 19.

Mas vamos aqui ao que interessa.

QUANTOS DUQUES EXISITAM NA ERA REGENCIAL?

&

QUANTOS CONDES EXISTIAM NA ERA VITORIANA?

Por que Condes e Duques, e porque nessas datas?

É a nossa série LORDS IMPERFEITOS! Em cada romance há um nobre (cheio de defeitos) e Lucy gosta de ficar na era de Jane Austen - a Regencial (primeiras décadas do século 19), já eu sou vidrada (por enquanto) no ano de 1855.

A maravilhinda Geri Walton já fez uma pesquisa de responsa sobre os duques na era Regencial, listados por idade casamenteira, quantos eram solteiros, quantos eram amigados, estavam em ménage e etc. Um mimo de post!

Pessoalmente, adoro saber quem & quantos poderiam estar disponíveis no ano que eu loco minhas histórias, mas para o que eu quero comentar, basta o número geral: 

31 DUQUES em 1815

Bastante, não é mesmo? 

Esses guapos tinham filhos, herdeiros, primos olho-grande, etc, etc. Três dezenas de possibilidades. O 'Duque de Shropshire' do 'O DUQUE MUQUIRANA' se passa na era Regencial e por isso, ele é um piteuzinho mal-humorado, solteiro e órfão, que faria 32. Falei que ele é gato?

169 CONDES em 1853

Uma galera!

Nesse grupo enorme, certo que tinham vários em idade casadoira, portadores de grande fortuna em busca de uma esposa. E falidos também... 'O CONDE SOVINA' se passa em 1855, o que faz do 'Conde de Itsdale' o nobre nº 170  - solteiro, avesso a casamento, mão fechada, bem-humorado e guapo.

Você imaginava que havia tantos?

Imagina todas essas famílias endinheiradas, cheias de poder, frequentando a corte, ditando ordens... Seria mais ou menos como ter centenas e centenas de deputados e senadores? Devia ser brabo viver nesses dias...

Interessa saber certinho quais eram solteiros? De certo que não eram os 612 duques que achei na Amazon... 



O que nos interessa mesmo é ler esses homens maravilhosos e suas agruras conquistando a mocinha acanhada, né?

Termino com a primeira imagem do Duque e do Visconde da nova série da Netflix baseada na série de Julia Quinn que sai no dia de Natal.

twitter

Ho, ho, ho!


Até mais,

M.

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segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Preto, inspiração no século 19

 olá!

Hoje falo de uma cor que adoro, uso todos os dias, é um must:

O preto que representa poder, sexualidade, sofisticação, formalidade, riqueza, mistério, profundidade e, o melhor de tudo, estilo puro. 

PRETO

Rainha Victoria no Jubileu de Diamante - pic de Museum of New Zealand

Quando penso no século 19, sempre imagino logo que preto era cor somente para o luto - o que não era verdade! 

Olha esse vestido de corte em veludo preto leiloado pela Christie's:

gogsmite net
A descrição diz: vestido de corte, 1810-1820, veludo preto adornado com renda prata e dourada, cauda curta, decote reto, cintura alta (empire). Lindo de morrer!

O assunto 'luto' no século 19, especialmente na era Vitoriana, foi muito complexo especialmente porque ela, a rainha Victoria, carregou luto por seu amado Príncipe Albert de 1861 (quando ele faleceu aos 42 anos) até sua morte aos 81 anos em 1901. Então, ao invés dos 3 ou 4 anos de luto, ela manteve-se de preto por 40 anos.

Analisando as fotos dela com Albert, eu imagino que ela já usava preto antes do falecimento dele. 

Rainha Victoria e seus nove filhos (9!!!) circa 1860. pic de wttw

São fotos preto-e-branco dos primórdios da arte da fotografia, ela poderia estar usando vermelho, azul, verde. Mas comparando com as casacas do marido Príncipe Albert e do filho Albert Edward, parece que ela veste preto também.

HOMENS

Autoridades na arte do bem vestir, revistas e manuais, diziam que para os homens, preto era mesmo o certo. Routledge's Manual of Etiquette (for gentlemen) diz que 'Pela manhã, (cavalheiro) use sobrecasacas, coletes trespassados ​​e calças de cores escuras ou claras, de acordo com a estação. 

À noite, embora apenas no seio de sua própria família, vista apenas preto e seja tão escrupuloso ao colocar um paletó como se estivesse esperando visitas. Se você tem filhos, ensine-os para fazer o mesmo. É a observância dessas ninharias menores na etiqueta doméstica que marca o verdadeiro cavalheiro.

Para festas à noite, jantares e bailes, use paletó preto, calça preta, colete de seda ou tecido preto, cravat branca, luvas de pelica brancas ou cinza e botas finas de couro envernizado. Uma cravat preta pode ser usada em ocasiões de gala, mas não é tão elegante quanto uma branca. Um colete de veludo preto só deve ser usado em um jantar.'

pinterest

O LUTO

Vamos ao assunto que domina a cor.

Estudei bastante o luto vitoriano para escrever um dos romances da série CUPIDOS EM DEVON e menciono na série LORDS IMPERFEITOS, mas confesso que é tanto detalhe & ordem & regra que só tendo uma colinha para seguir sem errar.

lady in mourning, H Thorell 1896 - pic de gallerix org

Para os homens, tudo era simples. Antes da metade do século, usavam uma casaca de luto. Depois, já vestiam bastante preto e quando não usavam a cor, bastava uma banda preta no braço, no chapéu e luvas pretas - o que devia ser bom porque sujava menos. E, claro, tinham a benesse de não precisar se isolar do mundo, podiam seguir com seus afazeres, visitando clubes, teatros, negócios.

Crianças não precisavam usar luto, meninas às vezes usavam branco.

Para as mulheres, luto era uma dureza. Em notas gerais, mostrar luto era feito em fases - LUTO PROFUNDO a LUTO LEVE. 

Dependia da relação do (a) falecido (a) com a mulher. Fontes variam muito, manuais específicos tinham mais regras, mas não é errado seguir que para:

- marido, o luto era de 2 anos (todo o processo, do negro ao branco)

- pais ou filhos, 1 ano

- avó, irmãos e primos, 6 meses


Havia moda para o luto como para vestidos de passear, ficar em casa, casar. E lojas especializadas em roupas de luto, joias (as poucas permitidas), mementos morris, chapéus, luvas, etc. 

burials and beyond

Jay's merece um posto só para ela, é uma referência no assunto.

E os tecidos também variavam, do bombazine e crepe pesados à seda fina e delicada. Parece-me claro que simbolizava a dureza da perda (lembre que a mulher dependia totalmente do seu homem - pai, irmão, marido, filho) até a volta à vida normal. Mas imagina que foi pega de surpresa, não tinha roupa de luto preparada e precisou TINGIR?

Tingimento era o assunto desse post, mas preto dá tanto pano pra manga, que virou um detalhe. Na Encyclopedia of practical receipts, aprendemos várias formas: 

Preto comum: Mergulhe os itens em um preparo de sumagre quente e deixe descansar de um dia para o outro. Torça e mergulhe em água de cal, e por fim uma solução de cobre. Daí os itens podem tanto ser lavados, ou trabalhado novamente em água com cal por 10 minutos; então trabalhe-os em um preparo quente de eucalipto (corymbia opca), adicionando lixívia de câmara e por fim cobre em solução. Depois lave e seque.

Preto profundo (Jet Black): Os itens são tingidos da mesma forma que o última receita; objetivo junto com eucalipto adicione tatajuba. Ao invés do cobre, use licor de ferro para um tom mais rico de preto. Ao menos uma mistura de  metade de cada um.

Preto azulado:  Tinja primeiro os itens em um bom tom de azul e então proceda como para o preto comum. E se o azul é muito profundo, então metade da quantidade de tingimento preto é suficiente.

Imagine-se em choque por uma morte inesperada e precisando consultar um manual para juntar ingredientes e tingir metros e metros e metros de tecido de um vestido. Ainda bem que haviam os criados, não é mesmo?

retrato de criada sentada descancando fruta - 19th century. pic de mutulart

Tentei achar um tweet bacana de Mrs. Finnegan, governanta de 1830 falando como o preto tingido descoloria miseravelmente, mas não consegui. Se achar, incluo depois. 

Menciono isso no 'O Conde Sovina', como era difícil manter roupas, lavar, guardar, etc.

Noivas de preto na Espanha e Alemanha

Vestido de noiva branco foi uma 'invenção' de Victoria na ocasião de seu casamento com Albert em 1840, antes disso a moça usava vestidos bonitos, mas nada tão específico. Muitas usavam o vestido da apresentação na corte, que era caro, elegante, rebuscado. Falo disso em dois livros da série CUPIDOS EM DEVON: uma noiva é simples e a outra é apressada, casamento forçado que mal deu tempo para fazer um bolo!

Mas aqui quero falar dos vestidos de noiva pretos!

vintag es


Preto é uma cor de elegância, classuda. Em alguns países como China, Espanha e Alemanha, preto nas noivas era tradição. Na Espanha se dizia que o negro significava a dedicação da mulher ao marido a partir do casamento.

vestido de casamento seda preta com bordados em renda - 1885, Rijkmuseum, Holanda


Em Baden-Wurttemberg, na Alemanha, a convenção ditava que todas as mulheres deveriam usar vestidos pretos para ir à igreja, mesmo em um dos dias mais memoráveis ​​de suas vidas. No entanto, puderam iluminar o vestido preto com acessórios brancos, como véu, luvas e buquê.

E havia o caso das viúvas que recasavam antes do final do luto. Ou por simpatia ao momento em que viviam.

the met

Este de seda, franjas de algodão e couro é da coleção do Met, veja: 'De acordo com a história da família, Amelia Jane Carley (1844-1892) usou este vestido em seu casamento com William Edward Chess (1842-1926) em 1868 na Virgínia Ocidental, as cores de meio luto escolhidas em homenagem aos que morreram durante a Guerra Civil. A noiva e o noivo tiveram a sorte de não ter perdido nenhum parente próximo durante a guerra, embora o irmão da Sra. Carley e o Sr. Chess tenham servido no Exército da União. Essa narrativa familiar sugere que a noiva escolheu tons de luto em resposta às perdas generalizadas sofridas durante a guerra, em vez de homenagear um indivíduo. Uma paleta suave de cinza e preto pode ter parecido mais respeitosa do que um vestido de noiva mais vistoso, enquanto tantas famílias ainda sofriam. 

Manuais de etiqueta e revistas femininas frequentemente ofereciam orientação para noivas cujos casamentos cruzavam com um período de luto, embora a escolha do vestido em tais circunstâncias muitas vezes refletisse o julgamento pessoal de uma mulher, em vez de conselhos prescritivos.'


bolo de noiva negro, que tal?

Tudo tão bacana e interessante...

Dava para ficar falando disso forever!

lisa's history room

Para encerrar, um must dos musts é esse figurino coisa-linda-de-morrer-vou-copiar do filme 'Bonequinha de luxo' de 1961. Obra magnífica de Givenchy (para Holly) e Edith Head (supervisora geral).



e...
 meu novo livro da SÉRIE CUPIDOS EM DEVON, o volume 3
'DILEMAS EM LEILÃO' já está disponível em ebook! 
Aproveite do  guapíssimo Kin!

Não foi à toa que enrolei tanto para postar esta cor!
Até a próxima!
M.

Mais estudos dos antigamentes apaixonantes aqui.

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sábado, 10 de outubro de 2020

Halloween vem de onde, como era, significa?...

olá,
Feliz Halloween! 


Morcego, fantasia de 1892:
 bata de gaze preta sobre base preta, manto de cetim preto estruturado com osso de baleia
para representar asas (forma semelhante ao topo de guarda-chuva). 
Fichu de gaze preta e touca de morcego.
Luvas compridas, meias e sapatilhas, todas negras.
Uma máscara de asa de morcego pode ser usada, se desejado.

Nem comemoramos aqui no Brasil? 
Mal sabemos o que é além de fantasia de bruxa, abóbora e vampiro? 
Sei um tanto e pesquiso mais um bocado por conta de um dos meus livros da série VICTORIAN MEN que se passa no Halloween, e olha, como os Vitorianos eram peculiares nisso também... Conto o que sei:

Vem comigo!
cartão vintage, pic deHeritage Lodge Foundation


O que é mesmo HALLOWEEN?
Parece que tudo vem do antigo festival da colheita celta de Samhain e da observância espiritual da véspera de All Hallows. Como Jack, o estripador, vamos por partes: (ha, essa piadinha velha fica bem aqui!)
Samhain é um festival gaélico de origem pagã (muito, muito antigo, medieval) que marca o final da temporada de colheita e o início do inverno ou a "metade mais escura" do ano; é comemorado com fogueiras ritualísticas, advinhações, sacrifícios. Tradicionalmente, é comemorado de 31 de outubro a 1 de novembro, já que o dia celta começava e terminava ao pôr do sol. Ou seja, meio caminho entre o equinócio de outono (fim de março) e o solstício de inverno (fim de junho).
Na época do Samhain, como o gado havia sido trazido das pastagens de verão, era abatido para guardar carne para o inverno; com isso os sacrifícios e rituais pagãos.
O contato com os mortos, espíritos malignos e etc me parece muito interligado, já que lidavam com morte de animais em celebração com duração de uma semana com dança, música, comida e brincadeiras - porque se todos estavam embriagados e felizinhos, iam mesmo fazer graça.

o nome HALLOWEEN
Do gaélico, a celebração foi Cristianizada no século 1 d.C. na forma de All saintsdia de Todos os Santos. Hoje é uma celebração Cristã ocidental do dia 01 de novembro seguida do dia de Finados - 02 de novembro (All souls' day).
Então, a véspera (eve) do dia de todos os Santos (hallow) é Hallows' eve. 
Desta forma...
Halloween ou Hallowe'en (uma contração de Hallows 'Even ou Hallows' Evening), Allhalloween, All Hallows 'Eve, All Saints' Eve. 
Tous la même chose.
vintage holidays tumblr

A celebração cristã, também chamada de 'Dia de Todas as Relíquias', faz parte dos três dias de Allhallowtide (All saint's eve + All saint's day + All soul's day), o tempo no ano litúrgico dedicado a lembrar os mortos, incluindo os santos (santuários), mártires e todos os fiéis que partiram.  
Allhallowtide também pode ser: Hallowmas.

Apesar de amplamente aceito que a origem vem dos antigos festivais pagãs de colheita celtas, particularmente Samhain; alguns acreditam que o Halloween começou apenas como um feriado cristão da Igreja primitiva, separado de festivais antigos como o Samhain.

Imigrantes escoceses e irlandeses (terras celtas, gaélicas) levaram a festa para a América do Norte em meados do século 19, onde era frequentemente celebrado com elaboradas festas em casa.

Doces ou travessuras
Essa tradição começou somente no século 20, por volta dos anos 1930, nos Estados Unidos. Mas só pegou mesmo lá pelos 1960.

Lá no século 18, havia tradição de pedir soulcake (tipo um biscoito, um disco fino). 

SOULCAKE

'Bolo das almas', segundo o wiki, é um pequeno bolo redondo tradicional de Halloween, Dia de Todos os Santos e Dia de Todas as Almas feito para comemorar os mortos na tradição cristã. Diz-se que a tradição de fazer esses bolinhos (ou biscoitinhos) vêm dos druídas; na idade média eram benzidos e dados a pedintes em mosteiros. Podem ser simples, cobertos de açúcar, recheados... Tão antigo que tem mil variações.

Aqui e aqui tem várias além desta receitinha básica:
Ingredientes:
1 pedaço de manteiga amolecida
4 colheres de sopa de açúcar
1 1/2 xícara de farinha
Modo de fazer:
Bata junto, a manteiga e o açúcar. Use uma peneira para adicionar a farinha à tigela e misture até ficar homogêneo. Divida a massa em duas partes e modele cada metade em um disco com 3cm de espessura. Coloque-os em uma assadeira untada e marque cruzes no topo. Asse por 25 minutos ou até dourar a 350 graus.

E o Halloween com isso?
Lá pelo século 17, as crianças iam de casa em casa cantando hinos religiosos ou recitando orações em troca desses soulcakes. 
"Alma! Alma! Pedimos um bolo de alma!
Rezo, boa fidalga, dê um bolo de alma!
Uma maçã ou pêra, uma ameixa ou uma cereja.
Qualquer coisa gostosa para nos alegrar.
Um para São Pedro, dois para São Paulo,
Três para Ele que nos fez a todos.
Venha da chaleira ou venha da panela.
Pequeno Jack na cerca, implorando por manteiga para esse bolo

Dê-nos boas esmolas e vamos logo embora."
tradução livre minha, Moira

SOULING
Era o nome disso, de sair pedindo na vizinhança

Até Shakespeare fala disso, chama de Hallowmas.
Era mesmo uma prática comum, se pediam bolos de almas, dinheiro, frutas em nome das almas no purgatório. A cada doação (em nome de um ente querido falecido ou não), o doador estaria salvando uma alma em sofrimento no pós-morte.
Não havia nada de travessuras até então, era boa vizinhança na data importante. Por volta do século 19 começaram as brincadeiras, garotos levados com lanternas feitas de vegetais, sustos nos outros, etc. 

Os vitorianos adoravam doces, a industrialização fazia tudo mais fácil e acessível, e os naturebas nozes e maçãs ocuparam o centro das atenções no Halloween. 
As nozes eram assadas, e as maçãs eram polvilhadas em um xarope de açúcar, água e manteiga antes de serem douradas em uma fogueira. 

Mrs Beeton no seu popular livro de receitas (de comer e de viver) tem uma receita para 'Maçãs Amanteigadas'
Archive org

(1390.) INGREDIENTES: 
Marmelada de maçã (receita nº 1395), 
6 ou 7 maçãs boas para ferver, 
1/2 litro de água, 
180gs de açúcar, 
60g de manteiga, 
um pouco de geleia de damasco.
MODO DE FAZER: 
Corte as maçãs e retire os caroços; ferva o açúcar e a água por alguns minutos; em seguida, coloque as maçãs e cozinhe delicadamente até ficarem macias, tomando cuidado para não quebrá-las. Prepare bastante marmelada, feita pela receita nº 1395, e temperada com limão, para cobrir o fundo do prato; arrume as maçãs com um pedaço de manteiga colocado em cada uma e, entre elas, algumas colheradas de geleia de damasco ou marmelada; leve ao forno por 10 minutos e polvilhe com o açúcar peneirado; doure-o antes do fogo ou com uma salamandra e sirva quente.
Tempo. - De 20 a 30 minutos para refogar as maçãs delicadamente, 10 minutos no forno.
Custo médio, 1s. 6d.
Suficiente para 1 sobremesa.
Nota: - A calda em que as maçãs foram fervidas deve ser guardada para outra ocasião.

Nas festas, convidados solteiros se esbaldavam de 'Halloween dump cake' - bolo fácil de Halloween. Falo abaixo das tradições e simpatias para arranjar marido.
tumblr


Daí, já nos Estados Unidos no século 20, depois da I Guerra Mundial, a coisa degringolou e as travessuras ficaram violentas e traziam prejuízo para as pessoas. Por isso, nos anos 30 começaram uma campanha educacional do 'TRICK or TREAT'  que era uma volta à tradição dos soulcakes para desfazer a ideia de que no Halloween todo mundo deveria infernizar os outros.

Foi de pouco a pouco, o Pato Donald em 1952 foi quem sacramentou o DOCE ou TRAVESSURA neste desenho:
Credo, como ele era cruel! Adoro!

E no século 19?
o must eram as Simpatias para arranjar marido
Na era vitoriana, época puritana que os solteiros eram super vigiados (especialmente as moças), as festas eram a oportunidade de socializar. Adoramos ou adoramos um baile? Então, nas festas de Halloween quando se flertava com o além, o obscuro, os pecadilhos, eles esperavam encontrar o amor, em uma noite de dança, comida e Fantasias eram obrigatórios, mesmo no século XIX. As escolhas populares incluíam bruxas, fantasmas, morcegos, gatos e demônios.
O demônio pode vestir vermelho ou preto, com asas de ambas as cores.
Pode carregar lança ou tridente em forma de garfo

Casas eram decoradas no esmero
As anfitriãs vitorianas caprichavam nas decorações elaboradas no tema de colheita e portas decoradas com maçãs e ferraduras (símbolo de boa sorte) penduradas. Também usavam imagens mais familiares para nós hoje como gatos pretos, morcegos, bruxas, fantasmas e demônios.

No meu livro 'O Conde Sovina' há uma loja de pianos do tipo 'fazemos qualquer negócio' que alugava instrumentos só para impressionar azamigas. Bacana mesmo!

E nenhuma festa de Halloween vitoriana estaria completa sem a abundância de luzes de velas assustadoras e lanternas cintilantes - batizado em homenagem a um trapaceiro irlandês preso entre o céu e o inferno depois de ofender o Diabo e Deus. 
5min history

Acho que vale um post sobre as lendas de Halloween, que tal?

Mas vamos às simpatias casamenteiras 
que é o que a gente gosta de ler nos romances de época, né non?

1- Vista chapéu e capa de bruxa, e gentilmente acarinhe um gato preto e velho, então observe as chamas bruxuleantes das velas, e espere que soletrem o nome do seu amor verdadeiro.
deviantArt
2- Halloween dump cake tinha presentes escondidos, como os bolos de Santo Antônio, sabe?  Eram: um anel, uma moeda e um botão. 
Quem quer que encontrasse o anel se casaria primeiro. 
Encontrar a moeda era ter um futuro de riqueza.
Já o botão estava destinado a permanecer solteiro.
Socialmoms tem várias receitas bacanas aqui.
Os melhores bolos de Halloween estão na série surreal Christine McConnel. Credo!
pinterest
3- No Halloween, olhe para o espelho e veja passar o rosto do seu futuro marido.
nellie bly
Promissor, não?
ocean grove


Então, vamos organizar festinhas online, totalmente vestidas no tema VITORIANO DARK, para esse Halloween de 2020 que, cá para nós, já está sendo um ano totalmente bizarro!


bjs
nellie bly


um livro mega fofo que começa com uma festa de Halloween,
GATAS & CILADAS


Amazon quer que te fale que os anúncios são comissionados. Tá certa, falei!
pesquisei aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, e nos meus arquivos pessoais.

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Uma real Florence da era Vitoriana

Olá,

em minhas andanças pelo YouTube, dei de cara com uma joia! Uma entrevista de uma mulher Vitoriana da vida real! Que graça!

liveleak

Mrs. Florence Pannel tinha já 108 anos quando deu essa entrevista ao programa 'Money-go-round' (que era sobre consumo e proteção ao consumidor). Achei uma fofura, assisti duas vezes, e daí, já sabe, fui pesquisar...

Primeiro vamos a Florence.

Florence Pannell 

e sua perspectiva da vida feminina no século XIX


Florence Pannell nasceu em Kensington, Inglaterra, em 26 de dezembro de 1868. Quando adulta, ela abriu uma empresa de cuidados de beleza e trabalhou por muitos anos em Paris e Londres.

Em maio de 1971, aos 102 anos, Pannell foi relatada como o eleitora mais velha de Kensington e Chelsea daquele ano. Em 1977, aos 108 anos, Pannell foi entrevistada por Joan Shenton para o programa Money-Go-Round, no qual disse que a maior mudança que ela viu foi... "tudo".

Pannell morreu em 20 de outubro de 1980 com a idade de 111 anos e 299 dias.

Eis a entrevista traduzida: Achei essa tradução no Tudor Brasil do Facebook.

Entrevistadora: Agora vamos conhecer alguém que pode trazer um pouquinho de história para nós. Seu nome é Sra. Florence Pannell, e ela tem 108 anos de idade. Ao contrário da maioria das mulheres de sua época, Pannell conseguiu montar seu próprio negócio de produtos de beleza. Ela trabalhou por muitos anos em Paris e em Londres e sabe muito sobre moda. Florence, diga-me, era comum uma dama mostrar seu tornozelo?

Florence: Em Paris nada importava, mas eu estou falando de anos antes disso [antes dela viver em Paris] … Anos… Quando, creio eu, eu tinha cerca de 10 anos de idade.

E: Sim…

F: Havia uma charge na (revista) Punch, sobre um ônibus antiquado, com assentos paralelos e todos ocupados por homens, eles estavam assim [Florence gesticula como alguém que olha com curiosidade e certo espanto]

wikiwand

E: Sim…? [Sorrindo] O que eles estavam olhando?

F: Havia uma mulher atravessando a rua e segurando seu vestido, mostrando o tornozelo aqui [Florence se abaixa e mostra com o dedo, uma medida de mais ou menos um palmo acima de seu próprio tornozelo].

E: [Emite um ruído que, em inglês, conota desaprovação]. Florence?

F: Sim?

E: Me conte um pouco sobre como conseguiu dar início ao seu próprio negócio de beleza?

F: Naqueles dias nenhuma mulher trabalhava. [Ela] Poderia ser apenas uma acompanhante, professora ou uma enfermeira do hospital. Mas nada privado.

E: Então foi difícil?

F: Oh… Para as mulheres, incrivelmente difícil! Eu posso lhe contar uma história a respeito, que também estava, creio eu, na Punch… hmmm… Havia uma mulher madura sentada; uma pequenina e desajeitada menina, com cerca de quatro anos, estava sentada no chão, e um horrível homem estava desse lado da poltrona. 

‘Mãe, quando eu crescer, preciso me casar?’

‘Sim, querida’’. 

‘Eu terei que me casar com um homem como o papai?’

‘Sim, querida’’.

‘E se eu não me casar com ele, eu serei uma velha solteira como a tia Eliza?’

‘Sim, querida’

… Silêncio … 

‘Diga mãe, é um mundo difícil para nós mulheres, não!?’

cartoonstock
E: - suspiros - Você já esteve em um avião?

F: Nunca. 

E: Você gostaria?

F: Eu poderia agora, mas não o fiz quando eles apareceram. Eu nunca… Eu nunca fantasiei sobre isso. Mas eu, eu iria agora, porque sou mais aventureira! (risadas)

E: Eu acho que você foi muito aventureira em sua vida. Qual a maior mudança que você viu? 

F: A maior mudança? TUDO! Nada é o mesmo. Tudo está mudado!


Eu faria um milhão de perguntas diferentes, gostaria de saber do negócio dela (era loja, era fabricação de produtos de beleza, era salão de esteticista). Procurei bastante, não achei nenhum detalhe do negócio dela. Sei que Helena Rubinstein, nascida em 1872) começou sua marca em 1905 em NY, e Elizabeth Arden (nascida em 1881) em 1910, também NY. 

A entrevistadora fraca é um consenso, btw.

Open culture lista os eventos que Florence viu e viveu:

-Os cinco monarcas que sucederam a Rainha Vitória: Eduardo VII, Jorge V, Eduardo VIII, Jorge VI e Elizabeth II 

-Jack, o Estripador, aterrorizando Londres

-O naufrágio do Titanic

-Ambas as guerras mundiais

-A grande Depressão

-O telefone

-Televisão

-O movimento hippie

-O pouso na lua

-Guerra das Estrelas (Star Wars)

isso me fez pensar no que eu vi e vivi até agora...

-fax

-telefone celular

-ebooks

-autopublicação

-tv a cabo

-internet

-youTube

-computadores, smartfones, etc

-videogame

-carro a álcool

-carro elétrico

-pandemia... ah, para!

Tenho uma personagem FLORENCE, o livro leva o nome dela logo no título 'O CLUBE DE FLORENCE' que fala de mulheres que precisam encontrar força no fundo do poço que a sociedade as jogou - sejam ricas, criadas, lésbicas, grávidas, traídas. Claro, e como um amor inesperado ajuda nessa trajetória difícil.



O que achei lindinho foi ouvir a pessoa da era vitoriana falar, contar. Claro, bem velhinha, o raciocínio nem sempre rápido, mas muito legal.

Continuo aqui nas pesquisas, nos escritos, nas tramoias e nos lançamentos vindo por aí!

Fica ligado!!!

bj, M,


outras pesquisas históricas, aqui