quarta-feira, 7 de novembro de 2018

To Freddie, with love

It's been days since I watched 'Bohemian Rhapsody' on its opening day and I can't shake it off.

For several reasons, it messed up with me. Good movies or books or songs are supposed to do that, don't they? And why do I need to speak up about it? I've been mulling about this for these days, why would I blog about how Fred Mercury influenced my teenage years. And, after all, here I am.

Growing up in a small town in Rio de Janeiro, Brasil, in pre-internet era, it was very hard to keep up to date with the world. We had a few glimpses of what was happening in the cosmos through TV and radio, and - in my case - my English course teachers. Two guys who lived in Rio and worked in my small town during the week. Really cool guys over their 35's, they had lived abroad at some point, gays (I know now), and guess what? Both looked liked this:
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Really, I swear. 
Tight jeans, tight t-shirt, black belt, moustache.

We're in the middle of a political maelstorm (I suspect our left politicians here are envying Trump resistance, only they are far- faaaaar- from Obama. Let me not start here talking about the biggest embezzlement in our history.) with the election of a new president and the discussion of several changes. One is 'politics free school'. Left-right inclinations aside, a teacher DOES HAVE a lot of power over students. He/she can influence likes and dislikes, how one aprehend the view of a different reality. 
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That's what they did to me. Like Sidney Poitier played in 'To sir with love' and Robin Williams in 'Dead Poets Society'.

I liked them, a lot. Respected, looked after their knowledge of the English language. So, the way they looked - very, very different from the other guys in my small city - was... ok. It was just the way they were. So what? Big Deal.
The music they liked, the books they recommended, the movies... We were prone to like as well. They were cool guys.

That's where Fred Mercury comes in. 
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There was no effort to love Queen, the songs are awesome to this day. 'Don't stop me now', 'I want to be free', 'Hammer to fall'. 
Nowaday, my 9 yo son likes some of them, can sing 'We will rock you'.
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But only by watching the movie, soooo many years later, I realized how much Fred Mercury and my teachers shaped me. I had the wrangler jeans, loved them. Guess I even still have a wrangler denim jacket... The sneakers, I use them because I really think they're cool - even if my plantar fasciitis scream when I spent time in flats. 
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So, in a cool, twistedly aged and weirdly up-to-date way, Fred Mercury impersonated my teachers in the 80's and I'm sorry I was so young when he was around. Didn't get to attend a concert live, didn't know about his cats, never learned his B sides, science was slow for him, but I also didn't care about his affairs.
But he is in several of my books. The Magical Tour - the very last - is in '45 days in Europe with Mr. Darcy', the teacher's influence is in 'The Prince of Pemberley'.
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Now, I do what I can - and have been doing since I watched the movie: watch again the Live aid concert.


BTW, that opening sequence on 'Bohemian Rhapsody' ... OMG!!!

disclaimer: all images came from google search 'bohemian rhapsody' 'to sir with love' and 'fred mercury'

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Bizarra confeitaria de Christine McConnell é Barbie MasterChef

Olá,
esse ano, entrei na vibe do Halloween. 
Bem, nem tanto. 
Fomos convidados para uma festa à fantasia e acabamos amarelando por questões de trabalho, mas enfim, curtimos o clima.
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Como não fui, resolvi encher a cara de chocolate e assitir 'A Bizarra Confeitaria de Christine McConnell' no Netflix. De novo, como no Pitch Perfect, parece que eu era a única pessoa no mundo que não conhecia essa pessoa... *suspiro de culpa* Não conhecia, assumo. Então, imagina meu susto!

*** aviso - spoilers - aviso *** spoilers - aviso - spoilers ***

Pela promo e trailer no app, eu achei que fosse um seriadinho de fantasia, coisa hihihi macabra, mas gente... É um programa de culinária com um monte de Louros Josés toscos e receitas complicadíssimas! E ela, Christine, linda de morrer o tempo todo! Barbie Master chef na veia! 
Morri!
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hisssssss
Deixa explicar:
Comecei vendo o episódio 1, e como ainda íamos à festa, pensei: ah, seriado que dá receita de comida de verdade. Que... diferente! 
E a receita é de um osso de manteiga de amendoim com palito de pretzel. Tudo bem, ia precisar fazer algumas modificações, talvez não uma tíbia de adulto, mas quem sabe de criança, ainda mais éca de Halloween, né... Porque como a gente não tem pretzel fácil como no EUA, ia usar aquele salgadinho Elma Chips de saquinho... Tá, dá para fazer... ôpa! Ela usa várias ferramentas de esculpir, como artista plástico... Aerógrafo. Vários banhos de chocolate. Textura. Pintura extra. Hmmm, se eu fizer, talvez não fique assim igualzinho, pensei.
Aqui em casa, quando faço um bolo de caixinha que não sola, meu filho diz: 'Mamãe, esse deu certo!' E bate palmas... Coitadinho.

Daí, parece que Christene ouviu meus pensamentos, a danada, e ela fez um bolo... 
Ahahahaha, o bolo! Veja:
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Sim, ISSO é um bolo confeitado!
Buahahahaha
E lobisomenzinhos, o personagem da série, comestíveis, para decorar já que a festa era para ele.
Olha, nessa hora eu pensei que o programa não era o que eu pensei, talvez fosse um show culinário. As receitas são apresentadas da mesma forma que o Great British Bake Off que eu amo.
British bake off
Mas as receitas não são dadas nos mínimos detalhes, tipo Martha Stewart ou Ana Maria Braga. Quando ela fez donuts de pata de lobo (nas unhas, de amêndoas, ela usou lixas elétricas para fazer as garras... aff!), a receita diz: 'boa massa de brioche'. Tá, Barbie-perfeita-na-cozinha-toda-pin-up, mas os ingredientes dessa massa gringa? Ah, não importa.
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Mas ela leva os donuts para sua avó (totalmente vestida de chapeuzinho vermelho gótica) que é falecida e claro, zumbi, vive a 7 palmos como zumbi. 
Lá, na cova, a vovó põe a mãozinha para fora para se servir de donuts e conhaque enquanto Barbie conhece um bonitão que é... *spoiler* serial killer. Ha! Mas, cool, todos são weird.
O gato egípcio também é zumbi (meu favorito). Tipo.
A racoon tarada também.
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O lobisomem é bem vivo. Acho.
O polvo e a coisa do sótão, não sei...
As minhas receitas favoritas, são as casas vitorianas. O bolo de cima e a de biscoito de gengibre. Essa fica claro que é cenário. Bicho, não dá para montar aquilo!!

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Tem vidro de isomalte nas janelas!!!
Quando ela costura um vestido de noite em uma tarde eu amei, achei que a fábula chegou ao auge!
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Saca a torta de frango! O penoso, todinho de massa folheada!
E ela, depois de passar o dia cozinhando e costurando?
Lindja e dadivosa!
Bem, fui ficando abobalhada com o desenrolar da série e abri o Google. Achei uma torrente de gente que tenta as receitas usando massas semi-prontas (como eu faria se tivesse coragem e o povo daqui de casa nã fosse tão crítico) e, o melhor, vestidas como ela! Hahahaha! Isso é o melhor! Cozinhar como uma uma Barbie pin-up linda e maravilhosa! Quem nunca sonhou com isso?
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Bem eu, essa vibe. Descabelé moderne, o estilo.
Mas achei essa foto tb... Por trás dos panos, ninguém é perfeito. 
E as criações, bicho, NÃO PODEM SER COMESTÍVEIS. Né? Ou sou eu quem é uma NEGAÇÃO NA COZINHA???
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não precisa responder...
No fundo, é uma curtição, mesmo! 
Tipo hahaha. 
Recomendo.

aviso: todas as imagens vêm da pesquisa Google 'Christine Macconnel netflix'

sábado, 27 de outubro de 2018

A a Z mortes na Literatura Nacional

Olá, estamos quase no Halloween!
Festa gringa que já fazemos nossa, né?

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Que tal essa dança para a festa? Valsa de Arsênico?
Era sobre a coloração das roupas... Um dia falo disso.

Vi esse artigo muito bacana do Masculinidade Vitoriana (sic) listando mortes trágicas na literatura e resolvi abrazucar! Nem tudo que reluz é ouro, assim como nem todas as obras em Português aqui citadas são Brasileiras. Mas, Suassuna que me desculpe, Eça é fundamental!

Vamos lá?
>> Olha, 
TODOS OS SPOILERS DO MUNDO! 
Siga por sua conta e risco! <<


A é para Arundel, o Condado de onde vêm o Norfolk que em CARTAS À DORA gera um quiquiqui com seu falecimento intrigante

 B é para Bolívar Cambará, filho de Bibiana Terra e Capt Rodrigo Cambará de O TEMPO E O VENTO cuja falta aumenta a inimizade entre a mãe a vó. 

C é para Capitu, minha heroína favorita (rival de Lizzy Bennet) e totalmente injustiçada em DOM CASMURRO.

D é para Diadorim, personagem majestoso e complexo e difícil que faz a gente querer ler GRANDE SERTÃO VEREDAS de novo depois de descobrir seu segredo. Esse spoiler, não conto. Se é que vc não sabe...

E é para D. Emília, mãe de Aurélia de SENHORA. Bonita quando moça, sofrida pelo desdém do sogro e fraqueja do marido, viu a vida degringolar miseravelmente.

F é para a fagueira IRACEMA, índia e poesia e perfeição no romance de mesmo nome. Amor e tragédia perseguem as mulheres, é algo a se aprender: sempre se castiga o feminino que se atreve a amar...

G é para o Galo-da-Serra, vítima do ESCARAVELHO DO DIABO que tem suas penas lindas retiradas uma a uma. Maldade! tsk, tsk

H é para o Homem da roça de todos os nossos corações, Tio Barnabé que na grande imaginação e histórias animadas do Sítio do Pica-pau amarelo acaba sendo devorado por rabicó em A CHAVE DO TAMANHO. Veja só, aquele porquinho preguiçoso, o Marquês.

I é para o Imortal da ABL Euclides da Cunha que ironicamente sucumbiu ao duelo com o amante de sua esposa, Dilermando. Autor de obras importantíssimas como Os Sertões

J é para Juliana, a criada rabugenta e rancorosa e poderosa de PRIMO BASÍLIO que além de achar sua morte, leva Luísa, a patroa com ela.


K é para kkk, a risadaria que no AUTO DA COMPADECIDA é feita em 'ra ra', mas que é igualmente eloquente e nos lembra que há esperança até na morte -  para onde seguem todos os personagens na hora do julgamento. 

 L é para LUCÍOLA que no romance de seu próprio nome encontra a morte tantas vezes quanto se pode contar. Maria da Glória, Lúcia, cortesã, mãe, mulher. Outro feminino punido pelo amor e erotismo.


M é para o marido nº 1 Vadinho, de DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS e um dos cafas mais famosos da literatura. Nem o carnaval aguentou com ele.

N é para o noivo da melhor amiga, primo e mais um tanto da ENGRAÇADINHA, o pobre Sílvio. Vendido, ludibriado, enganado.

O é para a oprimida Macabea de A HORA DA ESTRELA. Datilógrafa, amante traída, amiga traída, morta pela previsão da cartomante. 

P é para os pobres do Lazareto na Bahia, para onde iam os que não tomavam vacina no CAPITÃES DE AREIA. Tantos e por motivo tão bobo. 

Q é para QUINCAS BERRO D'ÁGUA, morto e morto ou nem tão morto e por fim suicidado? Quem não aceitaria a companhia de amigos em momento tão inquietante?

 R é para Runa, Maria Eduarda, mãe do tchuco-tchuco cafa de OS MAIAS, Afonso. Sem a mãe ele fica aos cuidados de Tia Fanny na Inglaterra e daí, quando encontra outra Maria Eduarda... Ah, como eu gosto desse romance onde as mulheres são tão punidas. Por que, por que??

S é para o soldado desconhecido amante da bela Pauline Hopkin de ECLIPSE DO CORAÇÃO que lhe faz propostas irresistíveis e muda o curso de sua vida para sempre.

T é para o Titanic que levou consigo mais de 1500 pessoas e quase mata a sensível e mediúnica heroína de A ÚLTIMA CARTA.

U é para UBIRAJARA índio guerreiro do romance que, almejando casar-se com a mulher que ama, precisa se oferecer em sacrifício.

V é para o querido Vô Ministro de PRECONCEITO, ORGULHO & CAFÉ que mesmo falecido é muito presente na trama desse Mr. Darcy classe média e Lizzy Bennet milionária

X é para Xavier Machado, o pai erudito e dono de livraria cult de BIBLILOVE que precisa partir para unir a bela e seu fera.

Y é para... 

W é para... 
Z é para zombaria, fruto da indiferença, da ausência imensa e mãe dos horizontes sem estímulo ou recompensa do poema de CECÍLIA MEIRELES.

Com essa pérola, termino essa ode ao Halloween!
Como se Morre de Velhice
Como se morre de velhice 
ou de acidente ou de doença, 
morro, Senhor, de indiferença. 

Da indiferença deste mundo 
onde o que se sente e se pensa 
não tem eco, na ausência imensa. 

Na ausência, areia movediça 
onde se escreve igual sentença 
para o que é vencido e o que vença. 

Salva-me, Senhor, do horizonte 
sem estímulo ou recompensa 
onde o amor equivale à ofensa. 

De boca amarga e de alma triste 
sinto a minha própria presença 
num céu de loucura suspensa. 

(Já não se morre de velhice 
nem de acidente nem de doença, 

mas, Senhor, só de indiferença.)

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Já tenho fantasia para o dia 31!
Que tal vampira vitoriana?
buahahahaha

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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Salão Real de Brighton

Olá,
o romance histórico bacanão e cheio de reviravoltas CARTAS À DORA está no ar concorrendo ao Prêmio Kindle de Literatura. 



Eu de Lucy Dib, minha miga e co-autora, traz um lugar muito especial no romance: 



Como os jardins de Vauxhall, este é outro destino popular da Regência Inglesa, período pré-vitoriano quando tudo era menos rígido socialmente. Sob comando do Príncipe beberrão e comilão que teve infância de ferro e por isso, dizem, se rebelou contra tudo e todos, se vivia uma época em que a nobreza gostava mesmo era de 

Sei lá se deixaram de gostar.
Eu gosto, com licença. Agora mesmo deveria estar trabalhando nos próximos volumes da série CUPIDOS EM DEVON, mas estou de papo com minha migs Lucy sobre esse lugar fabuloso.
Enfim...

Vamos com ela nessa viagem rumo ao Sudeste da Inglaterra. Eu, Moira, comento em itálicos.

Quiridonas... minha parceira no crime, Moira, me pediu para contar para vocês sobre um dos cenários mais loucos de CARTAS A DORA.... 



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 O PAVILHÃO REAL DE BRIGHTON

Quiridonas, sou Lucy!... 
Minha parceira no crime, Moira, me pediu para contar para vocês sobre esse lugar que é um dos cenários mais loucos de CARTAS À DORA...

Pensando um pouquito sobre o que contar , decidi começar da escolha... 


COMEÇANDO DO INÍCIO
Nosso Misterioso M tem uma pegada náutica, e seu "special place" é Brighton, então quando precisávamos de um lugar bapho para acontecer uma cena lacradora, fui pesquisar (algo que escritores quase não fazem kkkk) e descobri o lugar mais fascinante e inusitado da Inglaterra, conhecido também como Taj Mahal do Reino Unido.

Deu para ver pela imagem da fachada que colocamos aí em cima, um escracho! Enorme e magnífico.

Então, O pavilhão real é obra da cabeça maluquinha do rei George IV, aquele mesmo, gorduchinho que adorava uma festança regada a muita comida e bebida principalmente. Em 1756 , ele ainda era só príncipe, e morou lá no balneário; depois, em 1786, por ordens médicas, porque doutores achavam que a água do mar poderia melhorar o problema de gota do beberrão, ele arrendou um palacete na zona de Old Steine.
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Desde então, começou a matutar sobre um palácio bem extravagante para um local onde os pescadores costumavam secar as redes de pesca (nada glamoroso por sinal).


Mas por que ele curtia tanto Brighton? 

Londres era agitada e populosa demais, no balneário ele podia esconder sua amante,  Mrs. Maria Anne Fitzherbert, sem muitos fofoqueiros de plantão (ah, se madame Lushington, a fofoqueira-mor de CARTAS À DORA, soubesse desta indiscrição do rei com uma católica!... Vixe!) Dizem que eles chegaram a se casar, mas foi desconsiderado e seu corpo está enterrado em uma capela de Brighton.

Entre 1815 e 1822, John Nash redesenhou o palácio, sendo o resultado dos seus trabalhos o que podemos ver hoje, mas parte da riqueza sofreu alguns desfalques. 
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o arquiteto
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o projeto














Porém, depois que o Rei George morreu , seu sucessor Willian IV ainda usou o pavilhão algumas vezes, mas quando a sobrinha Vic ( para os íntimos) assumiu , resolveu se livrar da lembrança do fanfarrão e botou à venda o palácio! Na verdade ela queria colocar "na chon" tudo aquilo, mas os aradores de Brighton fizeram uma petição publica e impedirão esse pecado, a cidade comprou toda a construção em 1849, tornando o pavilhão o único palácio real que não pertence a coroa. 
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Rainha Victoria te despreza!
Quando isso aconteceu, saíram de lá 143 vagões carregados de móveis e objetos decorativos. Mais tarde alguns itens foram devolvidos pela coroa, mas nunca saberemos como realmente era estar naquele ambiente excêntrico e extravagante.


Agora imagine para nossa Srta. Dora Reuben

Em um baile em um lugar como esse? Fascinante não é?
Sim! Para uma colona vinda da América, foi mesmerizante. Ela já havia lido sobre o lugar, visto ilustrações, mas chegar no Pavilhão em um momento tão periclitante para o seu futuro, com o pescoço a prêmio por suas próprias tramóias, foi enlouquecedor!
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Ah, meus nervos!
Existem vários pontos que se encaixam perfeitamente em nosso romance, tentaremos não dar spoilers. Muitos. Vamos lá.


DECORAÇÃO

Apesar do palácio ser de inspiração indiana por fora, e chinesa por dentro , são referências ocidentais que guiaram o trabalho dos decoradores, visto que o rei George nunca foi visitar o oriente, diferente de certas pessoas que circulam pelas paginas de CARTAS À DORA, que têm bastante familiaridade com terras distantes do sol nascente.
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Outro fator que enlouquece nossa protagonista são os diversos animais escondidos na decoração, o lustre da sala principal é sustentado por um imenso dragão, serpentes fazem parte da decoração , assim como o clima misterioso de tudo que a cerca. 
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Alguém muito estimado por nossa heroína também tem certo fascínio por animais exóticos, paixão compartilhada e incentivada na época da regência pelo rei George IV.
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E por falar no rei, os banquetes e bailes que este costumava dar em seus salões fantasiosos eram bem diferentes dos costumeiros em Londres. 
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Pois é, o clima praiano deveria encorajar os maus hábitos kkkkkk nobres eram bem vindos, mas eram aceitos outros tipos de convidados, uma parcela endinheirada, porém vista com maus olhos pela preconceituosa TON Londrina. 
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as caricaturas o desenhavam assim...
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Mas ele mandou ser retratado assim ao fim das Guerras Napoleônicas!
Isso é um prato cheio para presenças divertidas e inusitadas em nosso romance. Não falamos muito da situação política, mas os personagens ensaboados sabem ir e vir em meio aos conturbados tempos das Guerras Napoleônicas.
Piratas, mercadores, amantes, contraventores, parceiros de jogatina...Talvez nossa Dora se sinta mais bem acolhida em um ambiente como esse... será?


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Quem, eu?
Tão inocente criatura vinda de longe!...
Sequer sei desenvolver situações complicadas...

Veja por fora, por dentro e por trás de portas fechadas

Dora também circula por outros lugares mara, né?
E como! kkk
Bailes de Almack's
Castelo de Arundel, casa de ooops, olha o spoiler!

Se você leu CARTAS À DORA e resenhou, ou vai, avise 
e receberá cartinha do Misterioso M

Até nossa próxima parada nessa 
viagem à Inglaterra Regencial!
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bjs de Moira e Lucy


aviso: todas as imagens achadas no google sob procura: 'victorian lady' e 'salão real de brighton'