segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Minha VIDA de GATA com CILADAS

olá,
Meu livro sobre amores & gatos & amores por gatos está nos preparativos finais para sair em versão brochura - YEAHHH!! ADÓÓÓGO! - e nesses acertos eu me pequei pensando sobre minha vida com Almirante Nelson, meu gatito. 
Ou o gatíneo que habita nossa casa. 
Acho que é melhor assim.
Em dia de gala.
Desde o finde, estou enfrentando uma virose braba e a pura tortura física só tem algum alívio nas reações de Nelson. Ele está indignado comigo! haha

Meu marido diz que ele me reconhece como 'a tia do pote' porque sou eu quem cuida dele - claro, já que meu hubs e filho são braço curto. Ia mesmo sobrar para mim. Então, sou eu quem chacoalha e abre o pote de ração de manhã e de noite, corta unhas regularmente, dá banho de vez em quando, usa a luva de pelos, enfia as pílulas de vermífugo goela abaixo.

Mas também sou eu quem deixa que ele passeie pelo corredor do prédio, brinque com água na pia enquanto tomo banho, dou aquela membrana nojenta do filé de frango e troco a areia por uma novinha do saco pesadão.

Nelson chegou lá em casa depois que escrevi o Gatas&Ciladas. Já falei isso aqui. Fiquei tão apaixonada por gatos que comecei um processo de convencimento com meu hubs que sempre gostou mais de cães, como eu. Mas eu caí de quatro pelo charme felino e quando apareceu oportunidade, aceitamos a doação do frajolinha com máscara de Batman filho da gata de uma amiguinha de escola do meu filho.

Ele, claro, é uma babaca. 
desculpe o termo erudito, porém acurado

Como disse, estou doente, o que quer dizer que não estou cuidando dele porque mal consigo ficar de pé, me arrasto desde sábado. Ele? Me lançando os olhares mais escabrosos, acusatórios, como quem diz: 'Pára de bobagem, sua pateta!'
Juro.

Na hora da pia que, por força maior ainda consigo deixar pingar no potinho onde ele brinca, advinha o que o cafajeste fez? Me mordeu! Olha só... Perguntei a causa da grosseria, ele fez 'Uau.' sem a menor entonação. Entendi assim: 'Tá chato essa doença que já dura 3 dias, pára com essa p**rra.'

Primeira vez que fico de cama desde que ela chegou um ano atrás. Nossa vidinha teve algumas mudanças com ele...

1- Copos esquecidos estarão babados por lambidas roubadas, seja água, refri, cerveja, remédio. Esqueceu, Nelson provou. É uma verdade universalmente conhecida.

2- Os esquecidos - bebidas ou comidas - que você reclamou que ele provou, ele vai jogar no chão. Ou no sofá. Ou no telefone. Só porque ele PODE, entendeu?
Putz, seeempre!
nem sempre fotogênico, mas seeempre curioso com o que estou comendo.
3- Quando me esqueço e deixo levarem ele para dormir no ar condicionado, e fico envaidecida por ele escolher minhas pernas para ficar (coisa de boboca, pq tenho que dormir toda torta para não incomodar o gatíneo... *face palm*), me arrependo: ele acorda antes das 5 da matina e me chama. Eu reclamo pq só acordo às 6. Ele mia de novo. Eu empurro. Ele sobe na minha penteadeira e começa a jogar minhas bijus e maquiagens no chão, uma a uma. Plin! Poin! Tum! 
Como que esse bicho sabe que um relógio é meu e outro do hubs? Porque só minhas coisas vão para o chão, uma a uma, até eu levantar...

4- Companhia no computador é para sempre! Às vezes trabalho com dois e ele fica no meio para marcar território. Fofo... E meus laptops estão cheios de pelo... Quando o técnico pega para fazer manutenção, vixe... Reclama um monte.

5- Amo viajar, mas agora fico culpada. Tem sempre alguém para visitar, brincar, trocar água, comida, areia. Mas... Culpa é grande.

6- Confesso que deixo meu filho feliciar Nelson de vez em quando só por vingança! buahahahaha Meu filho é um grude! 
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mega curioso
Quando o menino chega perto, o gato corre, o menino corre atrás, o gato se esconde (mal), o menino pega, o gato mia, o menino aperta, eu reclamo, o menino solta e vai jogar videogame. O gato? Senta na porta do quarto do menino e mia alto pácas chamando para recomeçar.
Casa de loucos? É lá mesmo!

7- Gato aprende a abrir fechadura de porta. Uma coisa isso... Acabou a privacidade, acabou para sempre.

o malandro entre marcadores que tentava fotografar para um sorteio...
8- Malandro também aprende onde não pode mexer por risco de vida. Meu estoque de livros para venda continua na parte baixa da prateleira - a estante toda é safe zone na verdade. É babaca, mas não é burro. É gato, né?

9- Tem que rolar um sintonia, uma maneira de comunicação. 
Quem estava no encontro da Bezz aqui no Rio me viu LOKA com xixi em lugares errados, LOKA. Usei tudo que me indicaram lá: tangerina, pimenta, vinagre. A casa ficou cheirando a salada. Urgh!
Quando não aguentei mais, levei Nelson no Vet com cara de choro: 'Doc, me ajuuuuuda!' Conversamos por horas até que desconfiamos da areia natureba feita de farinhas que eu usava. Devia ter apodrecido e Nelson tinha nojo. Veja só...
Troquei como Doc mandou pela areia de gato mais barata do mercado. Advinha? Nunca mais xixi fora da caixa! hahaha
Voltei lá e falei: 'Doc, você é craque! Descobriu a solução!'
Ele me olhou de lado: 'Até parece que sou veterinário, né?'
Cruzes, até achei que fosse o Doc da Mulher gato da lovestory 3 do Gatas&Ciladas... Corei até. Acho que o vet ficou achando que dei mole para ele quando era só felicidade xixi free e déjà vu literário.

CONCLUSÃO:
>> Livros fazem bem à saúde. O Ministério dos Felinos adverte.

Gatas&Ciladas em brochura está lindo 
O e-book já está disponível.
tá ficando pronta a versão impressa... Que lindeza!
Ele conta 3 romances independentes de pessoas que amam 
ou (como eu) aprendem a amar gatos enquanto descobrem o 
grande amor humano de suas vidas. 3 casais + 3 gatas siamesas. 
No fim, quem sabe, podem estar interligados. 
Depende da sua interpretação...
A vida da gente está sempre misturada com tudo, a gente que demora a ver a purrrfeição do destino.


beijos e lambeijos

sábado, 19 de janeiro de 2019

Anatomia Vitoriana do corpo feminino

Olá,
em minhas pesquisas sobre a era Vitoriana Inglesa para criação da série 'CUPIDOS EM DEVON', vira-e-mexe me deparo com modelos anatômicos do corpo feminino.
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Autópsia, 1890, de E. Simonet
Pode ser coisa dos algoritmos malignos que sempre me mostram mais do mesmo, porém, a quantidade de tipos e fontes me faz pensar como nosso corpo era um mistério para os gentlemen


Hoje ainda somos, né non?

Os Vitorianos têm uma pitada de morbidez, acho que por conta da evolução tão rápida por que passaram, ou por causa de Jack o estripador que aterrorizou Londres no final da década de 1880, ou talvez, para mim, pela mania de copiar a realidade com artigos artificiais. Sei lá, algumas coisas me dão nervosinho.
Vou listar aqui modelos anatômicos do corpo feminino (alguns) usados por estudantes de medicina, aprendizes de apotecários, parteiros (sim, homens parteiros. Os da família Chamberlen eram bem famosos, p.e. Inventaram o fórceps e mantiveram segredo por décadas dizendo que tinham maneira mágica de trazer crianças ao mundo.), etc.
Parteiros sempre enfrentaram desconfiança por serem homens cuidando de mulheres na hora H, pela falta de decoro da ação, resistência das parteiras senhoras donas do ofício, pela charlatanice. Ainda hoje há preconceito com enfermeiros na ala de maternidade, imagine no século XIX.

algumas parteiras notáveis


Bridget "Biddy" Mason, nascida em escravidão, foi parteira.
Processou seu dono pelas liberdades de família incluindo a dela própria em 1856
Uma das primeiras mulheres afro-americanas a possuir 
propriedade em Los Angeles, CA.

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Angélique Marguerite Le Boursier du Coudray 
ou, Madame du Courdray,
foi uma parteira influente e pioneira durante, ganhou fama 
quando os homens assumiram o campo. 
Em 1759 publicou livro sobre partos.
Saiu da classe média para ser notada e contratada pelo próprio rei Luís XV.

Charlotte Heidenreich von Siebold, a parteira que participou do nascimento da rainha Vitória em 1819
no Palácio de Kensington e também do Príncipe Albert, seu futuro esposo, no mesmo ano no Palácio de
Rosenau em Coburg. Coincidência, né?
Eram primos, ela era parteira famosa e competente...

O parto era um mistério domado, pero no mucho. O caso desastroso do parto mau sucedido orquestrado por Sir Richard Croft, baronete médico, que não conseguiu garantir a vida da Princesa Charlotte e seu bebê em 1817 foi tão falado, tão estudado, que gerou um avanço na tecnologia de partos.
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Princesa Charlotte Augusta, filha de George - o infame Príncipe Regente, futuro Rei foi George IV
Ela era a esperança de uma nação que vinha sofrendo com reis esquisitos, rainhas inférteis, intrigas. Jovem, bonita, apaixonada por seu marido alemão, foi um júbilo quando anunciou sua gravidez. Sir Richard controlou a gravidez, lhe fez uma dieta rígida e sangrias constantes, tudo foi bem até que, com 42 semanas, a probrezinha ficou 50 horas em trabalho de parto. Nasceu um bebê do sexo masculino natimorto. O futuro rei já veio ao mundo de saída... Fraca, com hemorragia e triste, ela seguiu logo depois.

Na série Victoria, Prince Leopold, o tio de Albert marido de Vic, conta dessa tristeza volta-e-meia... Um horror.


"Duas gerações se foram - em um momento! 
Eu senti por mim mesmo, mas também senti pelo príncipe regente.
Minha Charlotte foi embora do país - ela a perdeu. Ela era boa, ela era uma mulher admirável. Ninguém poderia conhecer minha Charlotte como eu a conhecia. 
Era meu estudo, meu dever, conhecer seu caráter, mas também era meu deleite."
Príncipe Leopold para Sir Thomas Lawrence após a morte dela.
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Estátua de mármore em honra da princesa Charlotte na Capela de São Jorge, no Palácio de Windsor
Repare que todos choram ao pé da falecida, anjos carregam o bebê em direção ao céu.
Tão triste esse monumento... Financiado pelo povo, tamanha foi a comoção.
pic de pinterest


Essa tragédia ocorreu com a herdeira do trono, imagina com o povo comum o que não ocorria?

Por isso os modelos eram tão populares.

Estudar no corpo humano era pecado
Na série Crônicas de Frankenstein se discute muito a lei 'Anatomy act'. Isso é uma coisa que adoro em romances e produções de época, a chance de mostrar fatos reais! Nos CUPIDOS EM DEVON tem um mooooonte disso! 
Segundo o Wiki, a 'Lei da Anatomia' de 1832 do Parlamento do Reino Unido deu licença a médicos, professores de anatomia e estudantes de medicina para dissecar corpos doados. Foi promulgada em resposta à repulsa pública no comércio ilegal de cadáveres. Bicho, eles eram beeem mórbidos...
Então, estudar o corpo humano era tabu enorme - especialmente o feminino. Saber as partes da vulva, como funcionava útero e ovários, trompas! Oh, as safadas trompas!

Daí porque haviam tantos modelos artificiais. Se não era um corpo real, não era pecado, era só ciência. O tabu moral deixava de existir...

E alguns eram tão belos, chamadas de Vênus, deusa do amor da beleza em Roma... Li em algum lugar (que não consegui achar agora) que haviam cientistas que tinham relacionamentos com suas bonecas. É isso mesmo... dureza de ler e pensar. 

Cruzes! Mórbidos, não disse?


Vamos aos modelos:
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A 'máquina' de Mme. du Courdray. sec XVII
wiki
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Também da francesa Courdray
4synapses
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Vênus anatômica, tão bela... Usavam até cabelo real.
do Josephinium Museum de Viena
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de outro ângulo

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mais uma, de vários modelos juntos, cada uma em sua caminha... Virge em Cruz!
Tb de Vienna, sec XVIII
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Museu Semmelweis, Budapeste. sec XVIII

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tb de Budapeste, Hungria. Sec XVII
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marfim, 20cm, século XIX
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Japão, séc XIX
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papier marchê, séc XIX
Body of evidence … the Anatomical Venus.
Univ Montpellier, França

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Florença, Itália
séc XVII
Não falei? Dá nervosinho...
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Princesinha Charlotte do nosso tempo, que com certeza
terá mais sorte com a ciência do parto.
bj

Fontes:
Pesquisei aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Imagens sem fonte vieram de pesquisa no Google.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Mapas de Jane Austen

Olá,
estou fazendo um (outro) curso on line sobre Jane Austen, tem sempre algo a mais para aprender sobre a Diva, né?

Além de insights em cantinhos escuros das obras - adoro!!! - no curso se discute como ela estava inserida e se relacionava com seu tempo e espaço. Parece óbvio, mas depois que a gente mergulha na vidinha de Jane, a gente entende melhor as ações das personagens. Daí a mudar sua percepção de Emma ou Anne Elliot, é outra estória. 
Mas olhe que bacana vi logo no início: mapas das obras!
É um post da JASNA, nem é novidade, mas tão interessante...
eu fiz a união de mapas da JASNA. PI das migas Janeites gringas

Podemos especular que ela localizava as obras somente no Sudeste porque era onde ela conhecia e morava, ou era onde ela mais gostava, ou isso ou aquilo. 
Especulações a parte, é bacana ver como o buchicho é concentrado ali. Só O&P e Mansfield Park saem do círculo mais fechado. R&S vai quaaase nas viagens aventureiras, porém nem tanto quanto as outras.
viajar para longe nem sempre cai bem...
Nos mapas originais, podemos analisar as áreas de cada obra, mas adorei juntar as bolinhas coloridas para ver Austen como um todo.






No post AUSTEN EM NÚMEROS, há um card sobre as viagens, o quanto os personagens se afastam de casa. Já viu?


Para ver os mapas no site da JASNA e ler os artigos massa que eles listaram em cada obra, vem aqui.
bj

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Dark romance

Olá,
eu hoje descobri a roda. Acho.
Explico.
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eita, que tá quente aqui no Rio!... Nem te conto.
Jenn LeBlanc
Romances históricos focados em personagens principais negros.
Não escravos que se escondem no mato fugindo do dono, 
não amantes fazendo a vida heroica no quilombo, 
não o barão branco rico que se encanta pela escrava negra bonita, 
não a moça branca que cai de amores pelo bonitão de pele chocolate: 
o casal é negro e pelo que vi, quase nunca o romance gira em torno da senzala.

Me permita falar, logo de cara, que detesto essa estória de nós x eles; somos todos iguais, bicho. Aqui no Brasil, TODOS têm sangue negro nas veias. Eu sou um mix daqueles de dar gosto: avô paterno descendente de indígenas, avó materna branca, avó paterna de cabelo pixain, avô paterno branco. Sou cor de canela, qualquer solzinho fico preta, não sei sambar, faço escovinha no cabelo, adoro cachaça, mas não aguento com dobradinha. Sou tudo junto.
Digo isso porque acredito que tanto aqui quanto no EUA, a escravidão construiu uma nação miscigenada. Somos assim, tenho orgulho disso e não gosto quando ouço 'os africanos', 'afro-descendentes' porque entendo que exclui os outros tantos da nação.
Sei, papo longo e espinhoso que não cabe nesse post de romance boddice ripper.


Então vamos lá.
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aff que nesse verão tem dois sois aqui, viu? Nem sei de onde vem esse calorão que sinto...
Jenn LeBlanc
Descobri que existe, nos Estados Unidos, um mercado para romances de época negros. Pensei: olha, que novidade! Será que só eu nunca vi isso antes?

Fui pesquisar. O assunto muito me interessa, tenho escrito sobre a condição do negro nos EUA e Inglaterra na Era Vitoriana e essa É A MAIOR RAZÃO para me manter afastada de romances de época no Brasil Colônia, Reinados e 1ª República. Ela, a temida e odiada escravatura era a via de regra no mundo todo; um dos comércios de maior rentabilidade, cheio de meandros e detalhes, bolsa de valores e custos de perdas (oh, meu Deus) e etc. 
Mas, eu sei porque pesquisei MUITO MUITO MUITO que haviam as exceções à essa regra. Homens e mulheres de pele negra que furaram o bloqueio social e constuíram vidas produtivas nos mais diversos níveis: comerciantes classe média, aristocratas, milionários. Alguns? Cito. Todos gringos, tá?
- Antonio, the negro
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Anthony Johnson, angolano, é dito como o primeiro negro a cruzar a fronteira sul dos EUA, sec XVII. Conquistou a liberdade na colônia da Virgínia em  depois de cumprir seus anos de servitude em um regime usado pelos colonizadores Europeus para seus compatriotas. Ele se tornou um proprietário que possuía escravos legalmente. Mais tarde ele se tornou rico produtor de tabaco em Maryland e é referido como "o" patriarca negro "da primeira comunidade de donos de propriedades negras na América. Wiki
- Gustavus Vassa, the african

Olaudah Equiano conhecido como Gustavus Vassa, escritor e abolicionista da região Igbo (Nigéria hoje em dia) foi escravizado quando criança, levado para o Caribe e vendido várias vezes até que eventualmente ganhou a liberdade em 1766 por meio de negociações inteligentes e economias cuidadosas. Em Londres, lidando com sua vida difícil, atormentado por pensamentos suicidas, ele encontrou a paz na fé quando se tornou cristão protestante. Equiano (identificando-se como Peter Duley) fez parte dos Filhos da África, um grupo abolicionista composto de africanos que moravam na Grã-Bretanha, e atuou entre os líderes do movimento anti-escravo na década de 1780. Ele publicou sua autobiografia, A narrativa interessante da vida de Olaudah Equiano (1789), que retratava os horrores da escravidão.  Depois de se estabelecer em Londres, Equiano se casou com uma inglesa chamada Susannah Cullen em 1792 e eles tiveram duas filhas. Ele morreu em 1797 em Middlesex. A morte de Equiano foi reconhecida em jornais americanos e britânicos. Placas comemorativas de sua vida foram colocadas em prédios onde ele morava em Londres. 
Estudiosos sugerem que Equiano nasceu na Carolina do Sul e foi renomeado Gustavus Vassa por um comerciante britânico quando estava a caminho da Inglaterra. wiki Nem sempre as raízes de escravos são claras, os comerciantes faziam questão de apagar qualquer laço para desumanizar a 'peça'.
- Dido Belle
Painting of a young women
Dido Elizabeth Belle nasceu como escrava filha natural de Maria Belle, uma mulher africana escravizada nas Índias Ocidentais Britânicas, e Sir John Lindsay, um oficial naval de carreira britânico que estava estacionado lá. Seus pai levaram Belle à Inglaterra em 1765, confiando-a aos seus tios Conde e Condessa de Mansfield que a educaram como uma dama livre em Kenwood House, sua propriedade, juntamente com outra sobrinha-neta, Lady Elizabeth Murray, cuja mãe havia morrido. Belle viveu lá por 30 anos e só em seu testamento, 1793 - 28 anos depois , Lord Mansfield confirmou sua liberdade juntamento com uma anuidade fazendo dela uma herdeira. Enquanto ela recebeu 500 libras + 100 libras anuais, a outra sobrinha branca recebeu cujo pai estava na linha de sucessão do título recebeu 10.000 libras. 
Belle se casou com o Francês John Davinier, um capataz de propriedade rural, e teve 3 filhos. wiki
Essa imagem dela, tão famosa, é parte do retrato das duas primas.
- Sara Bonetta
Sara Forbes Bonetta (15 September 1862) (cropped).jpg
Sara Forbes Bonetta, princesa egípcia Egbado do povo iorubá que ficou órfã na guerra intertribal, vendida como escrava e, em uma reviravolta notável, foi libertada da escravização por ter sido dada como presente para a Rainha da Inglaterra, Victoria, então jovem com 31 anos, Sara tinha 7 aninhos -era 1850 e o reinado completava 12 anos. A menina se tornou uma afilhada da rainha, batizada com o nome Bonetta por ser o navio que a levou para Inglaterra. A rainha ficou impressionada com a inteligência excepcional da jovem princesa, a quem ela chamou Sally, e ordenou que fosse criada como sua afilhada na classe média britânica. Em 1851, Sara desenvolveu uma tosse crônica, atribuída ao clima da Grã-Bretanha. Seus guardiões a enviaram para a escola na África em maio daquele ano, quando ela tinha 8 anos, e ela retornou para a Inglaterra em 1855 aos 12 anos. Ela casou com o Capitão James Pinson Labulo Davies, um rico filantropo vitoriano de Lagos e teve 3 filhos. Morreu na Ilha da Madeira. wiki

Dito isso, fica claro que houveram pessoas de sucesso apesar da crueldade socio-econômica da escravidão. E o que mais me impressionou nos romances históricos black, vou chamar assim, é que eles parecem focalizar nesses nichos.


gente engolida pela história
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pinterest
Muito já foi escrito, muito bem e definitivamente, na Cabana do Pai Thomás, Escrava Isaura, etc. Então, esses bodice rippers mostrando outro lado da vida no século XIX é muito bacana, não acha?
Eu adorei!

Uma das autoras, Beverly Jenkins, diz que tem quem desconfie do valor histórico do que ela se baseia, por isso ela inclui notas bibliográficas - na série CUPIDOS EM DEVON tenho algo similar, já viu? Curiosidades & Explicações - e ela gosta de dar voz a quem ficou esquecido pela história.


Eu também!
Debutante da Florida, entre 1885 e 1910
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Por isso falo dos criados, das pessoas de classe média! Já me perguntaram assim: 'Mas isso vende?' Respondi: 'Isso dá mó tesão escrever! Para mim, está bom demais!'

Olha o que a Jenkins disse no site Shondaland: ''Quando a Avon comprou meu primeiro livro, e tinha dois personagens afro-americanos, não fazia sentido que eu os colocasse contra a maioria. Eu sabia que a história afro-americana neste país é muito ampla, havia base suficiente para construir uma história. ... Tendo trabalhado em bibliotecas a maior parte da minha vida adulta até aquele ponto, a pesquisa foi muito, muito fácil. ... Colocamos uma bibliografia nas costas [dos meus livros] para os que duvidam e para aqueles que queriam pesquisar um pouco mais sobre coisas como o Êxodo de 1879, que deu origem àquelas pequenas cidades nas planícies do Kansas e Nebraska e Iowa. E estou aprendendo também. Ainda estou aprendendo, ainda estou encontrando coisas que me fascinam. Eu ainda estou colocando as pessoas na frente que eu chamo de "anônimo" - aqueles que já tiveram lugares na história e fizeram a diferença, mas que agora foram esquecidos. Porque, você sabe, você os traz de volta à vida [quando você escreve sobre eles], e eles vivem novamente. Muitas pessoas não sabem sobre a história e as partes que as pessoas de cor desempenharam na formação deste país e na construção deste país. É um estudo fascinante daqueles que são o que eu chamo de "anônimo". '  Ela usou o termo unsung, ao pé da letra, 'não cantado'. Bacana, né?

Então, pelo que vi nos blurbs de seus muitos livros, os personagens são médicos, filhos de médicos, oficiais do exército, damas da sociedade, noivas por correspondências, proprietários rurais. Estão no nicho de pessoas que, no século XIX, desbravaram os EUA no limiar do fim da escravidão - pós Guerra da Secessão. 
Veja esses:


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shondaland
Captured: Capturada
linda escrava e corsário patife vivem paixão proibida em alto mar
Midnight: Meia-noite
bela espiã disfarçada - notória "Lady Midnight" ajuda rebeldes a lutar pela independência de uma nação em relação aos britânicos - com um aventureiro imprudente e arrojado em uma missão de vingança pessoal.
Wild Sweet Love: Selvagem doce Amor
Teresa teve vida difícil, mas agora ela tem a chance com um novo emprego como cozinheira para uma das famílias de elite da Filadélfia apesar do filho do patrão: lindo e nariz em pé. Madison está cansado de ver sua mãe comprar suas pretendentes, por isso ficar de olho em Teresa. Mas quando alguém do passado dele  ameaça o futuro dela, os dois amantes relutantes devem unir forças.

Gostou tanto quanto eu? Tem muitas outras autoras... Mulheres, é...


Bora começar o ano com leitura nova?

Pourquoi, pas?
Marie S Williams, primeira estrela soprano negra a se apresentar na Casa Branca em 1878.
upworthy

bj

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Corset, espartilho, personal de cintura, mulheres enlaçadas

olá,
Feliz Ano Novo!
Logo de cara, resetando os trabalhos, dei de cara com imagens impactantes!
esquerda: esqueleto feminino deformado (provavelmente) pelo uso de corset
direta: esquema de esqueleto normal
twitter
Olha que situação desse esqueleto tão deformado pela moda.

fashion victim
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Sara Howard do seriado The Alienist tentando respirar
gfycat 

CORSETS
definição básica: 
-sinônimo de feminilidade, 
-forma fisicamente constritiva 
-imposição social rígida 
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e quando ela tira o espartilho... a pele dela está assim
frock flicks
Os espartilhos ou corsets foram praticamente obrigatórios no guarda roupa de pessoas elegantes – homens e mulheres - do século XVI até o início do século XIX. Não só para mulheres de origem aristocrática, as peças também eram adotadas por trabalhadoras; todas queriam estar na moda.
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Eram feitos de tecido robusto com inserções de osso ou metal, fixação na frente com ganchos, a parte de trás fechada com atadores ajustáveis. Ilhós de metal para atadura de espartilho foram introduzidos na França em 1828. Esta inovação técnica permitiu que a cintura ficasse bem apertada, às vezes até 17 polegadas – 43cm -, criando a figura de ampulheta da moda popular durante o século XIX.
Eram usados sobre uma camisole para proteger o corset da pele e não o contrário (!!!). Imagine o suor aqui no Rio de Janeiro usando o corpete apertando o tórax sobre camisole e sobre eles camadas de vestidos?... Na Europa, ao menos, a temperatura é mais amena...
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devianart

Gaiolas de costela 
As mulheres eram muitas vezes atadas com tanta força que sua respiração era restrita, levando a desmaios. Os médicos rotularam esses sintomas como clorose ou "doença verde" e anemia. Contagens de sangue foram tomadas e pacientes receberam pílulas para tratar os sintomas.
A compressão dos órgãos abdominais pode causar má digestão e, com o tempo, os músculos das costas podem atrofiar. A longo prazo, o aperto leva a caixa torácica à deformação. 
Durante os anos, muitos médicos escreveram sobre os efeitos negativos de espartilhos. Em 1793, Von Sommerring publicou Uber die Wirkungen der Schnirbruste ("Sobre os efeitos do espartilho") para mostrar que o espartilho apertado constituía um perigo para a saúde ao comprimir as costelas e outros órgãos internos. Outros itens nas coleções da faculdade sobre este assunto são Os efeitos nocivos do exercício insuficiente, posições restritas e permanências apertadas em mulheres jovens (1833), Vestido e saúde: um apelo à antiguidade e bom senso (1896) ou Em distorções voluntárias do figura humana por compressão artificial (1832).
The Lancet publicou uma série de cartas sobre o assunto: "Morte de corset apertado" (14 de junho de 1890), "Efeitos do corset apertado" (16 de janeiro de 1892) e "Civilização e o espartilho" (11 de dezembro de 1909). 
Alguns dos comentários menos científicos notaram que havia sintomas menos graves entre as mulheres casadas, teorizando que...

"o macho, uma vez capturado, 
não era mais necessário encantar seus olhos com a cintura fina ..."
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reddit

As modas mudam e, após a 1ª Guerra Mundial, os novos vestidos introduziram uma forma mais andrógina que exigia diferentes roupas íntimas. Mais tarde artigos no BMJ, "Duas doenças devido à moda em roupas" (23 de maio de 1925), e The Lancet, "Espartilhos e Clorose" (22 de março de 1952), discutem o desaparecimento da clorose ligando-o firmemente com as mudanças de moda as mulheres já não usam espartilhos bem amarrados.

vaidade e vontade de agradar
É degeneração feminina! 
Elas merecem sofrer com gestação e parto pagando por sua estupidez!
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pinterest
Tanta incompreensão!

Elegância também é uma forma de bondage, de atadura.

Tightlacing é a prática de usar um espartilho que foi firmemente atado para moldar o corpo a uma figura desejada. Esta prática está em vigor desde os primeiros anos do espartilho, muitas vezes deplorada por moralistas e objeto de lendas urbanas e contos de advertência em muitos séculos. Pela mesma quantidade de tempo, os médicos falaram contra a prática, citando riscos dramáticos para a saúde do usuário. No entanto, muitas alegações foram baseadas no conhecimento médico incompleto do dia, bem como suposições incorretas e crenças sobre o corpo feminino.
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pinterest
Fiquei curiosa, pesquisei o que os 'Moralistas' diziam: o livro 'Patriots Against Fashion: Clothing and Nationalism in Europe’s Age of Revolutions' de A. Maxwell compara crueldade com animais com crueldade com mulheres. 

E que efeitos reais essa roupa tão apertada tem no corpo?
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wiki
Coração
Não há evidência real de autópsias específicas citadas que apóiem a noção de que o coração é danificado por espartilho. Mas no século XX ligou-se o aumento da pressão arterial quando o tórax está apertado.
Pulmões
Dor ao respirar.
A constrição do espartilho, se muito apertado, impede que pulmões se expandam completamente ao respirar. Antes que o bacilo a tuberculose fosse descoberto, argumentava-se que a pressão extra e trabalho adicional dos pulmões fazia as mulheres mais vulneráveis à doença.
Circulação
Dor nos movimentos constritos
No século XIX, acreditava-se que o uso de corset acarretava palpitações cardíacas no coração e na espanemia, ou a falta de oxigênio no sangue. Essa alegação foi desmentida já que não há evidências para apoiar o dano circulatório causado pelo espartilho. 
Peitos
O uso de espartilho não pode causar câncer de mama, talvez ocorra redução do tamanho dos mamilos. Mulheres Vitorianas acreditavam que o espartilho causava abscessos mamários, uma inflamação comum do tecido conjuntivo na mama; no entanto, a mastite é causada por bactérias e, portanto, não há provas de que roupa de qualquer tipo possa ter levado à condição. 
A mastite é uma inflamação mamária que ocorre com ou sem infecção. A mastite com infecção pode ser lactacional (após o parto, ao amamentar) ou não lactacional (por exemplo, dilatação do duto mamário). A mastite não infecciosa inclui inflamação como por exemplo, reação a um corpo estranho. Abscesso mamário é uma área de infecção localizada com um acúmulo de pus como proteção, podendo ou não estar associado à mastite.
Estômago
Mal estar, má digestão
Os médicos vitorianos acreditavam que, em um espartilho bem amarrado, o estômago seria incapaz de se agitar corretamente, dificultando a digestão completa dos alimentos. Essa condição é chamada de dispepsia, mais comumente conhecida como indigestão. Pode causar constipação e dificultar a ingestão de uma refeição considerável para o usuário. 
Fígado
Os médicos vitorianos acreditavam que o fígado sofria muitas complicações, ficando cortado devido à localização das costelas como resultado do estreitamento, e que o fígado se tornava aumentado ou deslocado. Outra possibilidade era congestão mecânica, o resultado da pressão colocada na veia cava inferior, obstruindo assim o fluxo de sangue. Hoje em dia se acredita que o câncer de fígado é muitas vezes o resultado dessa veia bloqueada pois não é capaz de filtrar o sangue ruim no fígado, resultando em uma infecção cancerosa.
No entanto, os espartilhos não teriam tido um efeito drástico no fígado, meramente espremendo e alongando-o, e pesquisas modernas mostram que grande parte da função hepática pode ser perdida sem causar problemas de saúde. Estudiosos avaliam que a grande variação na aparência do fígado pode ter confundido os anatomistas que realizavam autópsias no passado.
Cólon
O espartilho pode ter ajudado uma dieta pobre em causar constipação que, se grave o suficiente e não tratada, pode eventualmente levar à morte. 
Entende-se então que caso a dieta fosse rica em fibras, o risco seria consideravelmente menor.
Útero
O útero, acreditavam que os médicos vitorianos, sofria mais com a contração, não se desenvolvendo adequadamente devido à inatividade dos músculos abdominais. Outros acreditavam que toda vez que a bexiga ou o reto se esvaziavam, o útero era incapaz de ser içado de volta devido a ligamentos fracos, causando dor na cabeça e nas costas, incapacidade de ficar de pé ou andar e menstruação imprópria.
No entanto, essa linha de pensamento se baseava em muito poucas evidências e na suposição de que o útero era um dos órgãos mais importantes no corpo de uma mulher, e é improvável que o útero realmente sofresse de espartilho. 
Vesícula biliar
Médicos vitorianos acreditavam que havia uma relação entre cálculos biliares e tightlacing, o espartilho causando extrema perda de peso. 
No entanto, os portadores de cálculos biliares mais comuns são mulheres até hoje, e é improvável que o espartilho tenha muito a ver com a doença. 
Músculos
Dor muscular
Usar um espartilho por um período de tempo muito extenso pode resultar em atrofia muscular e dor lombar. Os músculos peitorais também se tornam fracos depois de um aperto estreito. Esses músculos enfraquecidos causam uma dependência maior do espartilho. 

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strange remains
moldar o corpo para uma forma mais "civilizada" que a natural

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royal college of surgeons
Curiosamente, vários esqueletos disponíveis para estudo no Musée de l'Homme no Museu Nacional de História Natural de Paris e no Centre for Human Bioarchaeology no Museum of London mostram que as (aquelas) mulheres viveram vidas longas enquanto passavam por essa transformação esquelética forçada pelo uso contínuo do corset (mudar a forma do corpo de uma mulher para a figura de ampulheta deformando as costelas e desalinhando a coluna). A expectativa de vida ao nascer na França e na Inglaterra nessa época, Vitoriana, era entre 25-50 anos, e a idade da morte era entre 50-60 anos para as mulheres, mas as mulheres analisadas atingiram ou excederam sua expectativa de vida. Isso não é indício de qualidade de vida, mas evidências de longo prazo de corsamento, o que confunde a noção que o espartilho era somente prejudicial, a crença médica antiga de que causava morte precoce.

Apertar não é perder, seu corpo não aprende assim

As famosinhas chamam de instrução de cintura, que tal? Waist training. Aprende, tá, fofy. Tem que ser fina, não importa meus chocolates e cervejinhas.
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Especialistas modernos – médicos, nutricionistas, esportistas - dizem que realmente não funciona. Duh! A redução de centímetros não existe apertando o corpo. Se você não queimar a gordura alguma área particular do seu corpo, ela vai ficar quietinha lá. Pode empurrar seu estômago para dentro com os pneuzinhos junto, mas toda a gordura voltará para onde estava quando soltar o corset, não importa quanto tempo você usa o espartilho. 

espartilhos x feminismo

Todos os dias, lidando com novos desafios, mulheres continuam descobrindo novas maneiras de adquirir seu poder. A roupa é a casca exterior com a qual nos armamos todos os dias, algumas vezes é imposta por razões sociais, religiosas, culturais. 
O corset foi ‘obrigatório’ por séculos, hoje é... escolha. Moda. Um dia podemos querer nos vestir como princesas extremamente femininas, outras de calça e camisa como um homem, outras de vestidão largo esconde tudo. E tem os dias, benditos, de camisola. 
Antes da 1ª Guerra, qualquer mulher respeitável tinha que usar espartilho em público, era roupa para mulheres de elite, até as mulheres trabalhadoras se esforçavam para usar. A estrutura que define a forma da cintura e prende a liberdade da respiração tornou-se um padrão de vestimenta e a pressão social é o grande problema. 

Figurativamente e fisicamente opressivos. 
Tudo para parecer "apresentável" em público. 

Agora a questão é: 
você se veste para você mesma ou para agradar outras pessoas? 
É uma vítima da moda?
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gizmodo
bj

para escrever isso, pesquisei aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Leia na fonte.