quinta-feira, 25 de maio de 2017

Noiva em 6 pérolas - Cinderela moderna - capítulo 2

Serafina e Nicolas ainda têm muito à sua frente, e tudo-ao-mesmo-tempo-agora...
Olha só!



Série PRINCESAS POSSÍVEIS
VOLUME 2
romance inspirado em 'Cinderela'
capítulo anterior

~ 8.05 ~

Na semana seguinte, a cidade em antecipação ansiosa do frenesi da compra de ingressos inflacionados,  Serafina e Melissa foram convidadas para a festa pré-Olímpica da empresa onde a amiga Bianca trabalhava. Era uma grande companhia multinacional de exploração de petróleo, um dos grandes patrocinadores do evento que distribuiria ingressos antes e faria festas durante os dezenove dias de competições.

‘Gostaríamos de agradecê-la por sua gentileza em diversas maneiras, mas meras palavras não seriam suficientes, Bia. De mais a mais, queremos mesmo é aproveitar o open bar e torcer para ganhar algum ingresso nos sorteios!’ Serafina sorriu enquanto a irmã ria.

‘Ah, mas vou querer todas as palavras que conseguir encaixar em frases rebuscadas, senhorita!’ Bianca riu da gaiatice da amiga.

‘As meninas vêm?’

‘Ceci disse que viria, mas está atrasada.’ Levantou o telefone indicando uma mensagem de texto. ‘Ari disse que não quer encontrar ninguém do trabalho e Bele viajou com Pedro. Somos só nós por enquanto... Podemos ir ao bar. Algumas vezes. Depois você começa com a formalidade!’

‘Fui!’ Serafina se virou.

Bianca segurou-a pelo braço. ‘Fica de olho, Mel. Não deixa ela estragar o emprego novo antes mesmo de começar.’ As duas irmãs Mello se entreolharam. ‘A tal entrevista semana passada?...’ Um sorrisinho de lado.

‘Foi você!’ Serafina apontou para o nariz de Bianca e riu. ‘Por que não me falou?’

‘Não posso. Tem que vir de uma agência, coisa de protocolo.’ Bianca deu de ombros. ‘Ouvi dizer que você pediu uma grana alta. Pode esperar uma contraproposta.’ Piscou um olho.

‘Espera, estou confusa.’ Melissa levantou a mão. ‘Ofereceram a Rafí um emprego na HHO. Como você sabe-’

‘O quê?’ Bianca arregalou os olhos.

‘Não foi bem uma oferta... A mulher disse que eles precisam montar um departamento para caçar ecologistas.’ Serafina explicou.

‘Ai, quando meu chefe ouvir isso... Te indiquei para trabalhar com a gente, não com eles para nós!’ Bianca cruzou os braços no peito sacudindo o cabelo cleópatra para tirar dos olhos e procurar entre as muitas pessoas na festa. ‘Achei!’

‘Mmm... Bia, não fala nada agora.’ Serafina torceu os lábios. ‘Seu chefe é aquele gordinho carequinha? O cara bonitão conversando com ele?’ A amiga e a irmã esticaram o pescoço. ‘Ele trabalha lá na HHO.’

‘Não vou deixar essa traição passar em branco.’ Bianca suspirou tentando derreter a irritação.

‘É o Otariano que te falei, Mel.’

‘Gato, ?’

‘Sim...’

‘Otariano de que modalidade?’ Bianca apertou os olhos para analisar o espécimen com cuidado.

‘Master.’ Uma sacudida de cabeça vigorosa o suficiente para bagunçar o cabelo. ‘A tal esquisitona magrinha que me convocou saiu para almoçar na hora que marcou comigo, fiquei de castigo esperando.’

‘Que cretina!’ A amiga se solidarizou.

‘Então.’ Serafina franziu a testa. ‘Esse Otariano chegou, a recepcionista disse que a esquisitona deixou ordem para me entrevistar, mas ele disse que estava ocupado demais.’

‘Nem disse ‘foi mal’?’

‘Ofereceu café.’

‘Master otariano.’

Concordaram todas com um decisivo aceno de cabeça.

‘Mas sabe, a cretina tinha dois furos em cada orelha.’

‘Ainda acho que é coisa antiga isso, de ter vários furos.’

‘Coisa de mãe, Rafí. Nossa mãe tem três em cada.’

Serafina suspirou. ‘Ainda assim, vou fazer mais um...’

Bianca balançou a cabeça devagar, olhos ainda no chefe conversando com Nicolas. ‘Melhor esperar mesmo... Que tal um espumante?’

Durante a festa, Bianca não teve muita chance de falar com o chefe sobre o assunto e menos ainda quando pudesse fazê-lo se interessar. Tinham que dar atenção à muita gente interessante, fornecedores, coordenadores, acionistas e a festa empolgante tomava conta de todos.

Quando apresentações artísticas de modalidades olímpicas começaram no palco, Serafina de repente se achou cara a cara com o Otariano.

Tinha ido ao bar para outra minigarrafa de vinho espumante e ao se virar quase bateu nele. Um longo momento constrangido se passou quando seus olhos se encontraram até que ela corou o vendo corar.

‘Desculpe.’

Serafina sacudiu a cabeça baixa.

Ele arrumou a camisa, coçou a nuca, passou a mão no cabelo, mas não conseguiu tirar os olhos da garota bonita. O dia que ela esteve no seu escritório, ele estava muito ocupado para trabalhar para sua recrutadora. Era uma profissional tão competente quanto esperta, vivia montando esquemas para delegar suas funções para outras pessoas. Mas se arrependeu de resistir ao apelo da garota bonita, a economista excêntrica. Agora ela estava perto o suficiente para uma segunda chance.

Como o cara não saía da sua frente, Serafina precisou olhar para cima e pedir licença, mas ficou presa na horda de pessoas em busca de caipirinhas e o Otariano acabou sendo sua chance de sair de perto do bar. Bem mais alto, ele levantou o braço sobre a cabeça dela, pegou sua cerveja e gentilmente abriu caminho para ela passar na frente dele.

‘Valeu.’ Ela sorriu sem jeito.

‘Sem problema.’ Ele devolveu o sorriso.

Serafina já estava pronta para fugir quando sua impertinência falou por ela. ‘HHO, certo?’

‘Sim.’ Ficou contente de saber que ela se lembrava.

‘O cara ocupadíssimo.’ Ela levantou uma sobrancelha. ‘Deve estar ocupado agora também...’ Talvez fossem as bolhas do vinho falando por ela.

Nicolas corou e teria levantado as sobrancelhas de susto se não tivesse se contido a tempo.

Serafina estudou a reação dele com cuidado. O cara não tinha um rosto exatamente bonito, mas era muito agradável. Era charmoso, alto, atlético, carregava a camisa da Grã Bretanha e o jeans velho com muita elegância. Estranhamente ela se sentiu atraída pelo Otariano e seu olhar intenso. Corou constrangida e se surpreendeu com sua própria reação. Poderia ser o mini espumante que ela havia bebido quase todo antes de ficar quente, ou o outro congelando seus dedos enquanto ela esperava o cara responder, mas qual fosse a razão para sua impaciência, resolveu oferecer trégua. ‘Antes que seus muitos compromissos te chamem, eu sou Rafí.’ Disse esticando a mão ironicamente.

Nicolas acabou rindo baixinho. ‘Muito prazer. Nico.’ Sacudiu a mão delicada com vontade.

‘Nico...’ Ela franziu os lábios para o lado. ‘Apelido?’

‘Sim, como Rafí.’ Ele espelhou as sobrancelhas elevadas. ‘Apelido para Nicolas. Brent, sou Nicolas Brent.’

O nome lhe pareceu familiar. ‘Mas você não é Brasileiro, é? Tem um sotaque...’

Fifty-fifty. Mãe Brasileira, pai Inglês.’

Would you rather talk in English?’ Perguntou franzindo a testa.

Ele sacudiu a cabeça. ‘Tranquilo, sempre falei Português em casa; moro aqui há anos.’ Ficou satisfeito com a oferta, ela pretendia continuar a conversar com ele. ‘No escritório falamos muito Inglês, talvez por isso não tenha conseguido perder o sotaque ainda.’ Sorriu sem jeito.

Serafina fez bico para alcançar o canudinho e bebeu com olhos nele pensando que o cara tímido tentando flertar não lhe era bem vindo. Nem um cara desinibido flertando também. Ela tinha tipo um caso com Jorge e... Ah, que bobeira. Ela não tinha nada demais com Jorge que flertaria com um poste se estivesse de saias. Mas dar uma chance a esse otariano... Sua paciência estava prestes a abandonar Nicolas. ‘Sabe meu nome... Então me fala da proposta de emprego que seu escritório me fez.’

Ele prendeu os lábios. ‘É assunto para ser discutido no escritório. Os clientes sempre pedem discrição para não alertar a concorrência.’

Serafina mordeu o lábio. “Claro, Rafí. Que burrice! Dando furo na frente do otariano gato. Otária!”

‘E de qualquer forma, não tenho detalhes sobre a oferta que lhe foi feita.’ Nicolas continuou por receio de que ela encerrasse sua conversa tatibitate e não percebeu que tinha instigado sua curiosidade.

‘Achei que a tal Zara tinha deixado recado para você falar comigo... Ainda assim não sabe nada do que conversamos?’

‘Mmmm...’ Nicolas tentou achar uma saída.

‘E sei que seu escritório soube de mim porque uma amiga que trabalha na empresa que está dando essa festa me indicou, querem que eu trabalhe com ela ajudando nas ações de proteção do meio ambiente – o que é irônico, na minha opinião. Explorar petróleo e cuidar do meio ambiente. Enfim, se fui indicada por uma empresa para ser contratada pela sua agência, como me ofereceram um emprego de recrutadora? Pelo menos foi o que entendi.’ Ainda Nicolas continuava mudo e Serafina pensou ouvir o cérebro dele funcionando. ‘Mas bem, discrição, concorrência, ocupadíssimo e tal.’ Deu de ombros e bebeu de novo.

Nicolas piscou, olhou sobre o ombro direito, esquerdo e apontou para as mesas atrás dela. ‘Está vendo aquelas mesas perto da piscina?’ Serafina se virou e balançou a cabeça. ‘Srta. Mello, podemos conversar por alguns minutos?’ Perguntou mudando a expressão do rosto. ‘Uma reunião informal, se me permitir.’

‘Sabe até meu sobrenome.’ Ela levantou as sobrancelhas mais uma vez. ‘Vamos lá, Sr...’ Apertou os olhos tentando lembrar.

‘Brent.’ Ele disse apontando a direção.

Ela o acompanhou pela cobertura do hotel de luxo na praia de Copacabana sentindo-se constrangida pela camiseta do Brasil rebordada de paetês e o short jeans. Sem falar dos tênis! Quando ele entregou a cerveja pela metade a um garçom que passava, ela fez o mesmo e quase sem querer encontrou os olhos da irmã. Apontou para o cara na sua frente e fez careta, Melissa respondeu com outra e ela deu de ombros.

Em volta da piscina, Nicolas escolheu a mesa mais afastada, puxou uma cadeira para ela e sentou à sua frente.
‘Como lembra meu nome?’

‘Sua ficha.’ Ele disse, ela balançou a cabeça achando óbvio. ‘E eu sabia que tinha sido convidada para uma entrevista.’ Ele emendou uma explicação ao mesmo tempo sucinta e detalhada da história da HHO.

‘Li no seu site. Pesquisei porque achei a insistência em me entrevistar muito esquisita.’

‘Peço desculpas se Zara foi lacônica. Mas como o herdeiro vem assumindo os negócios aos poucos, estamos redefinindo alguns processos. Nossa meta é focar em profissionais jovens para oxigenar o sistema e oferecer inovação aos nossos clientes.’ Nicolas explicou que quando pesquisaram sobre ela para o cliente descobriram seu potencial para eles que ainda não dominavam a área. Desculpou-se por não tê-la atendido pessoalmente e sutilmente deixou-a entender que seria convidada para uma nova entrevista.

Em um misto de orgulho e desânimo, Serafina viu que ele flertava com ela profissionalmente e não romanticamente. Todo o tempo ele queria a convencer de que a empresa dele era um lugar maravilhoso para se trabalhar... Nenhum interesse pessoal. Foi salva de mais constrangimento pelo início dos sorteios e ambos levantaram para voltar ao restaurante onde estava o apresentador.

‘Obrigado por sua atenção, Srta. Mello.’ Ele disse educadamente a acompanhando em volta da piscina.

‘De nada, Sr. Brent.’ Sorriu. ‘Pode me chamar de Rafí. Nico?’

‘Rafí.’ Ele sorriu de volta, desta vez espontaneamente e seu rosto todo mudou; sorria como um menino. ‘Mais uma apresentação.’ Disse esticando o pescoço na direção do palco. ‘Ginástica artística, acho.’

‘É... Vamos às Olimpíadas.’ Prendeu os lábios. ‘Iupi.’ Ela olhou ao redor procurando a irmã ou a amiga, precisava de colo.
‘Não parece muito animada, Rafí…’

Ela deu de ombros deixando a alça bordada escorregar. ‘Não ligo, até evito me envolver muito. Perdemos tantas medalhas por falhas, não temos um programa bacana de incentivo ao esporte... É frustrante. Tem nadador com mais medalhas de ouro que o Brasil.’

‘Mas ele é um caso excepcional.’

Still.’ Ela deu de ombros, ele balançou a cabeça. ‘Você gosta?’

‘Adoro. Sou viciado em Olimpíadas.’ Sorriu espontaneamente de novo e esticou o braço mostrando uma tatuagem antiga.

‘Anéis Olímpicos? Nossa!...’ Ela se admirou sem se admirar pensando com tristeza no 7x1. ‘Ué, seis anéis?’

‘Bronze. Atenas, 2004.’

‘Jura?’ Agora ela se admirou realmente, levantou as sobrancelhas e um sorriso lhe escapou os lábios.

‘Juro. Em Pequim caí nas semifinais.’

‘Está brincando, não está?’

Ele sacudiu a cabeça. ‘Fencing, foil.’ Ela franziu a testa sorrindo tão linda, ele fez força para pensar em como a modalidade se chamava em Português. ‘Esgrima.’ Pensou. ‘Florete?...’

‘Espada fininha e comprida, que nem de mosqueteiro?’

Ele riu. ‘Mais ou menos.’

‘Nossa!... Que… máximo!’

Ele sorriu de orelha a orelha.

‘Era novinho.’ Ela corou, sem querer tinha perguntado a idade dele.

‘Dezessete anos. Foi incrível.’

Serafina riu. ‘Uau! Parabéns!’

‘Obrigado.’

‘Vai ver as competições aqui?’

‘Claro!’ Ele riu satisfeito. ‘Meus amigos do time já me mandaram credencial, estão hospedados comigo para treinamentos, reconhecimento do local, essas coisas.’

‘Boa sorte para Inglaterra.’

Great Britain.’ Sorriu apontando a camisa. ‘Boa sorte para o time do Brasil também!’

Trocaram ainda alguma conversa sobre competições e espírito olímpico até que ele a deixou perto da irmã e amiga a quem foi apresentado.

Ficou de olho na garota bonita e esperta, tão fora do seu alcance quanto antes de juntar coragem o suficiente para ir ao bar quando ela foi. Nem sabia dizer por que esta garota bonita dentre as muitas garotas Brasileiras bonitas mexia tanto com ele, mal a tinha conhecido, mas incrivelmente a havia visto de longe como naqueles romances açucarados de amor à primeira vista.

Andava distraído, pensando em cinderelas e mistérios intrigantes, fantasmas até e de repente lhe apareceu a bela muito real. Quão... Curioso! Pensou a observando de longe.

Serafina, nome incomum. Um anjo, se não estava enganado. Serafina Mello, linda, curiosa, esperta. Rafí.


Ela tinha noção que ele esteve sempre por perto enquanto ela ficou na festa, mas não tinha mais graça.

Bia: o cara é gato, mas mau caráter
Rafí: nem sei se é
Ceci: me esperem, tô chegando!
Mel: sei que é gato
*foto*

Serafina parou de digitar para repreender a irmã ao seu lado na festa. ‘Não acredito que fez isso! E se ele te viu tirando a foto?’ Bianca riu oferecendo a mão para um high five com Melissa.

‘Viu nada, agora é que está de olho em você!’
Serafina piscou sentindo o rosto queimar.
Ari: gato
Vai fundo
Rafí: ele só quer me contratar
Ceci: que safadeza é essa?
Pedi para me esperarem!
Bele: gente, duas horas sem celular e todas essas mensagens?
Gato safado querendo contratar quais serviços?
*emoticon de piscadela*
As três amigas riram, uma delas sem muita convicção.
Sabia que era bonitinha, tentava manter uma rotina preguiçosa de esporte na praia, estava em forma, se vestia bem (mesmo que de short, tênis e camiseta), cabelo bonito, maquiagem em ordem... Mas o cara charmoso só via a economista especializada em ecologia.

Tudo bem, ser vista como uma boa profissional era bacana. Tipo. O problema era que toda mulher bonita queria ser apreciada por um homem bonito.

Foi como se tivesse feito gol contra.



É... nem tudo é fácil.
Ou é? 

Para comprar o livro, vem aqui.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

My latest historical reading

So, every week I have 2 hours of idle wait for my 7-year-old to attend his English course. To pass time and scape mom-chat, there are books! Yay! As it's a pretty big source of historical delight, eight shelves is my limit.

These were my last companions:

- The sins of Lord Easterbrook by  Madeline Hunter : 
I got quite curious for the Portuguese speaking heroine and the scoundrel with  a tender heart and ingenious hability to read other people's emotions... *thumbs up*
 
-  Every whispered word by Karyn Monk : 
was enthralled by the archeologist heroine and (brawny) inventor... First time reading Africa set love story for me.
 
- Almost a lady by Jane Feather : 
naive heroine meets sea captain full of secrets... What's most curious is how it reminds me of my own way of writing... Am I flattering myself?...
 
- The Widow's kiss by Jane Feather:
intrigue #1: this was the first book that caught my eye, but I put it back
intrigue #2: it starts with 'Derbyshire, 1536'. Derbyshire=Darcy. Good thing for me, but 1500's?... I put it back for the second time and chose another book
intrigue #3: it was quite catchy. Impossible not to feel enraged by the cunning man who destroys the widow to feed his greed and in the end, ha!, he DOES GET IT ALL
intrigue #4: Why hasn't the author finishe the book? Why did she abruptly surrender?
- To kiss a spy by Jane Feather:
Ok, so I enjoy her writing and there are plenty of her titles available but this one... Well... To my surprise, it's a sequel to Widow's kiss. Similar cover and 'kiss' weren't enough for me to see that, I had to find Guinevere and Hugh talking about her eldest daughter Pen to realize. If I did know, would I have read it? Don't know... I don't care for character's offspring. Let me say that I'm not looking forward to the next novel, Pippa's story. 
- The Club by Sharon Page:
I found this pocket edition hidden behind several big ones and it caught my eye because of the ripped off corner - since college I've got this thing for old books. And I looooved it! Thrilling first chapter, I was enraptured by chapter three and making myself slow down by seven or else I'd finish the whole story in a day. Strongly recomend the bold story. Loved it!

To be continued...

domingo, 21 de maio de 2017

Noiva em 6 pérolas - Cinderela moderna - capítulo 1

hey, e la nave va...
As 'Princesas Possíveis' vão seguindo seu schedule, amigas de mãos dadas uma puxando a outra. Depois de Cibele encantar em sua versão de 'A bela e a fera' em BIBLILOVE, agora é a vez de Serafina e sua própria maneira de viver um romance a la Cinderela.

Quer ver como é?




Série PRINCESAS POSSÍVEIS
VOLUME 2
romance inspirado em 'Cinderela'


~ 1.05 ~

A animação das Olimpíadas já contagiava a todos no Rio de Janeiro quando Maio começou. As infinitas obras finalmente ficando prontas, a tocha caminhando pelo país, programas de TV dedicados, jornalistas correspondentes, atletas e turistas conhecendo a cidade – ninguém conseguia fugir da maior festa do esporte internacional prestes a começar. Havia protestos e a turbulência na política, mas também a excitação que a distribuição de medalhas trazia.

Apesar de se considerar razoavelmente politizada, Serafina Mello tentava manter-se sóbria frente à presente situação do país, tanto em relação à Brasília quanto ao evento esportivo tão grandioso na cidade onde morava. Sobriedade não significava frieza e ela até pensou em se inscrever como voluntária – falava línguas, era despachada e curiosa... Poderia ajudar em alguma coisa bacana como protocolo ou guia. Quem sabe?

Mas não o fez. Bem no fundo temia que o fiasco da Copa do Mundo, ainda estava fresco na sua memória, fosse repetido. Na época, recém-chegada de um sabático longo que interrompeu sua faculdade de Economia por dois anos, andava insegura com a escolha de curso que havia feito. Apostava na ênfase em Ecologia, mas receando ter se equivocado contava que o esperado hexa campeonato de alguma forma significasse que tudo ficaria bem.
Lá veio o humilhante 7x1.

Para ela foi especialmente dolorido – aterrorizante até. Seus pais riram de sua ansiedade, a irmã e o grupo de amigas queridas muito próximas tentaram acalmá-la naqueles dias que sucederam o tetra campeonato da Alemanha. Como todo feitiço do mal, a sensação de falência custou a passar.

Para as Olimpíadas, Serafina estava emocionalmente mais protegida de seus próprios devaneios esperançosos. Muito bacana ter a cidade cheia, os novos museus, mais metrô, etc., etc.; fazia planos de ver uns jogos nas arenas, ia encontrar as amigas para ver outros na TV e esse seria todo o poder que essa nova festa do esporte ia ter na sua vida.

Ponto final.

Bem, havia seu emprego que a mergulhava nas Olimpíadas quase literalmente. Formada a pouco, trabalhava como terceirizada no Instituto Público de Rios e Lagoas em uma função (que ela achava) relevante, gostava do que fazia, dos projetos onde estava inserida e por isso ficou muito surpresa quando recebeu a surpreendente paquera de um renomado escritório internacional de recrutamento.

Sim, porque a insistência do Head Hunting Office só poderia ser definida como ‘paquera’.

Foi em uma terça-feira comum, daquelas que vem depois de uma segundona enfadonha e precedia uma quarta modorrenta; em uma terça dessas, Rafí - como era chamada pelos amigos e família - seguia sua rotina de se esgueirar da cama cedinho para ir à praia, na volta engolir um iogurte e uma fruta, tomar um banho rápido, bater papo com quem ainda estivesse em casa e correr para o metrô. 
Tudo absolutamente corriqueiro, nada fora do padrão, mas naquele dia houve a ligação de uma mulher educada, seca e muito insistente a convidando para uma entrevista. Serafina fez perguntas que não foram respondidas e desconfiada agradeceu já declinando, mas como a mulher insistiu com muita veemência, acabou concordando em uma reunião rápida.

Precisou planejar sua hora de almoço; uma saladinha, duas estações de metrô, passo apertado – ia dar tempo. O imponente prédio onde o HHO ocupava um andar inteiro não era longe do seu trabalho.
Com alguns minutinhos para perder, deu tempo até para caçar monstrinhos no celular! Que sorte: a praça em frente ao prédio imponente também era um hotspot fantástico. ‘Quantos conseguiu?’ Ela perguntou a outro ‘caçador’. ‘Seis? Qual deles perdi?’ Distraída, Serafina não notou dois rapazes charmosos passarem pelo grupo de pessoas envolvidas nos seus próprios celulares.

Para quem considerava a mania uma grande besteira, essa obsessão mundial estava perigosamente saindo do controle. Nicolas e Oswald Brent preferiam se dedicar às Olimpíadas. Após quase serem atropelados por dois caçadores andando atrás de um monstrinho virtual, continuaram em direção ao seu restaurante favorito para almoçar.

Os primos haviam sido descobertos pela HHO no último ano de faculdade na Inglaterra – Administração para um e Finanças para outro – e foram contratados antes mesmo de pegarem seus diplomas. A empresa que acompanhou suas especializações e MBAs os lapidou para cuidar do futuro escritório Brasileiro de olho em todo o potencial do país em franca ascensão. Nicolas era filho de Brasileira, tinha dupla nacionalidade, por isso caberia a ele a responsabilidade de manter a excelência do HHO contando com o auxílio de outras jovens mentes Europeias igualmente brilhantes e promissoras como o primo.

Apesar de sua origem aristocrática, os dois abraçaram a experiência de estabelecer a filial da empresa no Brasil assim que lhes foi oferecida. Não somente por ser uma façanha notável no âmbito profissional, mas também pessoal: viveriam sozinhos por anos.
Escolheram Copacabana, a praia famosa, apartamentos vizinhos, em frente ao mar: estariam no Brasil a trabalho, sim; mas também aproveitariam o que a cidade tinha de melhor. Nos Réveillons e na Copa, seus pequenos flats no apart-hotel ficaram lotados de amigos. Agora que os Jogos estavam próximos, seria ainda melhor já que os amigos do antigo time competiriam. Como tinham saudade da vida em Vilas Olímpicas...

Haviam feito parte do time de esgrima – Nicolas como atleta de competições individuais e Oswald da equipe técnica. Precisaram se desligar quando a vida profissional exigiu que se dedicassem mais à faculdade que ao esporte, mas a experiência os acompanharia para sempre.

Tinham orgulho de sua participação no time de sucesso e seu orgulho por vezes poderia ser confundido com arrogância. Nicolas por sua personalidade reservada – não tinha tanto de sangue Brasileiro a ponto de ser socialmente destemido; o primo por ser bonachão e assertivo.

Depois de um almoço leve e rápido, voltaram ao escritório discutindo relatórios e compromissos daquela tarde, também os preparativos para receber o dono da empresa em sua iminente visita que possivelmente perduraria até os Jogos. Evitar se deixar distrair pelas Olimpíadas já seria difícil, muito mais tendo que ciceronear seu chefe.

Esperando na longa fila para os elevadores, Nicolas deixou os olhos vagarem pela praça do lobby de seu edifício enquanto o primo checava o telefone, os pensamentos tão distraídos quanto seus olhos que focaram em uma garota bonita. Também concentrada no celular, ela precisou dar vários passinhos para o lado, saltitou graciosamente como uma ginasta para deixar um senhor muito gordo sair do elevador. Mesmo de longe Nicolas viu que ela deixou o celular cair, levou as mãos aos quadris reclamando e aceitou quando alguém abaixou para lhe devolver; agradeceu e entrou por último no elevador lotado. Mais uma caçadora de monstrinhos, provavelmente por isso levou o encontrão... Sorriu com ironia.

Mais de quinze minutos depois, Serafina ainda esperava na recepção luxuosa do HHO quando o elevador bipou. De novo. Para um edifício tão movimentado, os elevadores eram incrivelmente lentos e barulhentos, pensou irritada sem tirar os olhos de sua coleção de monstrinhos. Precisava colocar mais uns dois ovos para chocar e cuidar dos que já estavam prestes a eclodir.

Os dois homens entraram na recepção ainda conversando e cumprimentaram a recepcionista deixando escapar um leve sotaque. Um deles seguiu pela porta de vidro enquanto o outro perguntou se havia recados.

‘Só da Dona Zara. Quando ela saiu para o almoço deixou recado para o senhor atender essa moça se ela não chegasse na hora.’ Apontou para Serafina. ‘Já está esperando faz um tempinho.’ Cochichou.

Nicolas franziu a testa virando para ver quem seria, nunca marcavam entrevistas àquela hora. Lá estava ela, a garota bonita do elevador, a caçadora graciosa. De perto era ainda mais bonita, fã de jogos de celular e... Tentou lembrar o que sua recrutadora-chefe havia repetido incessantemente na reunião daquela manhã. A economista ecologista promissora, deveria ser ela.

Impaciente com a demora e a falta de educação, Serafina checou o relógio. Logo seu almoço estaria no fim, ela não procurava outro emprego, por que por em risco o que já tinha e gostava? Quando levantou os olhos contrariada, o cara ainda encarava com a testa franzida.

Ao encontrarem os olhares, Nicolas levantou as sobrancelhas discretamente, suas pupilas dilataram. Uau. Ele pensou. Serafina apertou as pálpebras.

Durou pouco mais do que se esperaria para duas pessoas que se encontravam pela primeira vez, três ou quatro segundos a mais.

Ele meneou a cabeça, ela estranhou com o cumprimento.

Havia ficado irritada quando a recepcionista disse que a mulher insistente não a estava esperando, deveria ter dado meia-volta e partido sem perder nem mais um segundo. Estupidamente se rendeu à sua curiosidade e sentado para esperar. Também estupidamente achou que o cara tão bonito iria se desculpar e a chamar para entrar. Mas não! Ele permaneceu plantado ao lado do balcão da recepção a encarando e... A cumprimentou silenciosamente!

Tomada por ironia e incredulidade, ela meneou a cabeça de volta forçando um sorriso de lábios presos. Otariano. Serafina apertou os olhos de novo.

‘Boa tarde.’ Ele a cumprimentou seca e inesperadamente, por um momento pensou em fugir para esconder suas bochechas coradas na sua sala.

Serafina foi mais uma vez pega de surpresa pelo cara bonito. Por alguns momentos achou que ele a ignoraria.

‘Estou com a tarde cheia.’ Nicolas virou-se para a porta na intenção de esconder o rosto aquecido. ‘Zara marcou essa entrevista na hora do almoço?’ Perguntou e a recepcionista balançou a cabeça. ‘Liga para ela, manda voltar imediatamente.’ Disse se recompondo. ‘Peço que desculpe o contratempo, logo será atendida.’ Explicou à Serafina. ‘Já lhe serviram água ou café?’ Nicolas ofereceu e esperou estoicamente.

‘Obrigada.’ Mal respondeu e sentiu o pescoço aquecer com a reação dele: balançou a cabeça uma vez, deu meia volta e sumiu pela porta de vidro. Francamente! Paciência tem limite!

Muito constrangida, a recepcionista se desculpou vendo Serafina se levantar. Esticou um tablet com um e-formulário para que fosse preenchido de modo a comprovar que ela esteve lá. Pediu por favor indicando com o polegar sobre o ombro a porta por onde Nicolas havia sumido; ela própria teria que dar explicações à auditoria caso Serafina não deixasse provas.

Mais uma vez estupidamente, Serafina sentou com pena da recepcionista e pegou o tablet. Pensou em digitar ‘Serafina Otariana’ no espaço ‘nome’ ouvindo o elevador bipar de novo e uma loura magra vagamente parecida com Lady Gaga em um bom dia, fortemente cheirando a cigarro entrou na recepção em passos decididos.

A recepcionista suspirou aliviada. ‘Dona Zara, Serafina Mello está esperando.’

‘Brent não chegou, por que não começou a entrevista?’ A mulher franziu a testa unindo as sobrancelhas negras e se virou para Serafina esticando a mão. ‘Serafina, boa tarde. Mando te chamar já, já.’ Apertaram as mãos em um cumprimento curto e energético antes que a mulher sumisse pela porta tão rápido como apareceu.
Que titica de lugar esquisito é esse? Serafina sacudiu a cabeça rearrumando os pensamentos, abaixou os olhos para o formulário em suas mãos e não conseguiu pensar em sequer uma razão para preenche-lo. Estava feliz no seu emprego, tinha um salário decente, carga horária confortável, não precisava procurar outra colocação. Havia porém a razão que a tinha movido, seu pecado: curiosidade.

Finalmente foi levada a uma pequena sala de reunião no final de um corredor longo cheio de pequenas salas de reunião. Eram especialistas em entrevistas concomitantes, aparentemente. Também em atraso e frieza.

‘Você foi indicada por um parceiro.’ Zara disse olhando para seu tablet pousado sobre a mesa. ‘Economista especializada em ecologia com ótima formação, cursos no exterior... Muito incomum.’ Continuou sem levantar os olhos. ‘Aqui no Head Hunting Office temos grande demanda para esta vaga. Não para um cliente, para trabalhar conosco em nossa divisão focada em Ecologia. É um departamento novo, em formação.’ Por fim olhou para Serafina. ‘Vários clientes estão aprimorando políticas de desenvolvimento sustentável, greenwashing não é mais aceitável.’

‘Um parceiro?’ Serafina inclinou a cabeça. ‘Quem?’ Zara desconversou dizendo que falavam com várias fontes diariamente, seria quase impossível lembrar quem a indicou primeiro. ‘Vários parceiros falaram de mim?’ Insistiu achando muito intrigante ser assim tão famosa. ‘Que companhias estão focando em ecologia com seriedade? Terceiro setor, um tipo de WWF ou Greenpeace?’ Mais respostas evasivas. ‘Olha, como te falei ao telefone, não estou interessada em outro emprego. Mas agradeço de qualquer forma.’ Disse decidida a levantar e partir.

Ainda assim a mulher continuou a entrevista pedindo que o tal formulário fosse preenchido e de repente, para surpresa de Serafina, ela levantou, apertou sua mão e a deixou sozinha na pequena sala de reunião. Estupefata, Serafina decidiu parar o formulário onde estava – mas não antes de pedir salário anual cinco vezes maior do que tinha no momento por pura irritação. Apertou os olhos pensando em adicionar mais um zero. Save. Send.

Assim que saiu do elevador na plaza do térreo, carregou ‘Só as princesas’, o grupo de mensagens das amigas.


Rafí: *mensagem de voz* Gente, acabo de sair da twilight zone. Uma pessoa misteriosa me indicou para ser entrevistada por gente bonita e mal educada para um emprego perfeito em uma companhia fantasma. Acham que é pegadinha de programa humorístico, meninas? Riu.



terça-feira, 16 de maio de 2017

Regency love alternative - part 3

And then, there's curiosity...

Love in acts

3rd act

LOVE INSIDE AND OUT

sweet loving, humor, rated M, short, P&P alternative from Hunsford on


Chapter 3
He had barely slept and his humor was as sour as it could get. Rosings had the worst beds in all England; dusty, too soft to hold his big frame, drapes too thin that let the first sunrays wake him too early, too big washing room that made his bath water cool too soon.  Aside from all the impracticalities of his Aunt’s estate, he kept wondering what it was that damned Caroline Bingley had on the fetching Elizabeth Bennett to blackmail her.

And to top it all, he had been wandering the grounds for three quarters of an hour and still the fetching vixen was nowhere to be found. His valet said she walked every morning after breakfast and that she received a letter sealed with a coat of arms. That kept him on his toes. Caroline Bingley wanting to tie his vixen to her brother – former friend of Darcy if Bingley thought he could steal her from under his nose. Coat of arms, letter, hot weather, sweat running down his back, sun shining on his eyes and making it difficult to look ahead, a morning dress that let her light figure’s silhouette show him all the loveliness inside-

‘Mr. Darcy!’

‘Oh, Miss Elizabeth.’ He bowed and tipped his hat. ‘How are you doing this morning, miss?’

‘Fine.’ She curtsied. ‘Taking a stroll to survey the park, sir?’ He nodded still with the unnerving pressed smile on his face. She sighed to herself. ‘Let me not disturb you. Good day, sir.’

‘Miss, may I accompany you?’ He immediately started to walk alongside her when she passed him by.

‘I thank you, but there is no need.’ She pressed her hands together behind her back so he would understand she didn’t want his arm in any form.

‘A lady alone in the park is not safe, may someone come upon you I could defend your honor.’

She stopped short, he raised his brows and she frowned at him. ‘Pray, sir, this should not happen here for the great Lady Catherine de Bourgh would not have cads wandering her park!’

‘Indeed!’ He laughed openly unable to curb his amusement.

Elizabeth blushed violently, realizing too late she had repeated a silly joke she had been using to mock Charlotte’s husband. ‘I beg you forgiveness, sir, I didn’t mean to offend-’

‘You didn’t, miss!’ He was still chuckling and offered his arm to her. ‘If I may be so bold, I would like to ask your permission to tell my sister of this new law our Aunt has decreed. You see, we have a list of all the orders she has ever set upon her estate and family.’

Vanquished, Elizabeth giggled and took the crook of his arm. ‘You may.’ She gave him one of those devilishly fetching side looks with her fine eyes smiling. ‘But only if you tell me some of them.’

‘Let me see…’ He took the path leading up the hill towards the lake. ‘There was a time when the swans couldn’t swim around the lake. She used to say they made the view from the dining room too white.’ Satisfied with her giggle, he decided to try his hand. ‘I believe in reciprocating, Miss Elizabeth.’

‘Oh, dear! What the evil swans did to vindicate their denied area?’

He chuckled shaking his head. ‘I meant us, Miss.’ He said and she twisted her head to him so her bonnet would let her look at his eyes. ‘An information for an information. May you trust me?’

She frowned prettily. ‘But I already did, sir, and you paid with information of more value than mine. I am grateful.’

‘Touché.’ He smiled, she smiled back and they walked in silence for a few minutes.

‘Have you seen Mr. Bingley lately, sir?’ She asked after curbing her curiosity for as long as she could and saw the question took him by surprise. ‘My sister is in London, she wrote saying she called on Miss Bingley but he was not in town.’

‘Are you interested in Bingley, Miss Elizabeth?’

‘Well, yes. He seemed to be very partial to my sister when you visited…’

‘His sister knows more than me, I am afraid. Perhaps she sent word to him speaking of your sister.’

She snorted. ‘Perhaps not.’ Elizabeth mumbled.

They arrived at the top of the hill; gallantly he extended his handkerchief over a flat rock and smiled. ‘So you can rest, madam.’ She nodded her gratitude and sat with his help. ‘There.’ He pointed. ‘The lake where the swans only could occupy the hear.’

As she smiled craning her neck to look, he lost his sight on her loveliness, face and bosom flushed from the exertion, the few tendrils of hair escaping the bonnet, the small hands, small feet inside boots, the clasped knees. Could all this belong to a man out of wedding lock? How else could damned Caroline Bingley ruin her?

‘Miss Bingley can be a trifle too opinionated sometimes.’ He said following his line of thought but for her it didn’t make much sense. ‘I know so, Bingley has been my friend since Cambridge and we have discussed our siblings occasionally.’

She blinked looking up at him and raised her hand to shade her eyes. ‘Pray, sir, come closer.’

He smiled gladly walking towards her, chuckled when she directed him a little more to the side so he’d stand between her and the sun. ‘Opinionated how?’

‘She seems to believe her views are good enough to direct people’s lives.’

Elizabeth considered that for a few moments. ‘You imply she is directing her brother’s life?’

He eyed her carefully. ‘Miss, you can trust me. I can solve a problem you feel to be trapping you.’

‘Sir?’

‘Miss Bennett.’ He leaned and caught one of her hands for a tender squeeze. ‘Let me help you.’

Her face reddened, her ears burned. ‘You overheard me and Charlotte…’ She bit her lip.

‘Please, let me help you.’

She withdrew her hand from his and shook her head. ‘It is nothing, sir.’

‘Miss Elizabeth, I won’t let Caroline Bingley or anyone ruin you.’

‘Ruin me?’ Her face and bosom grew impossibly more crimson, it was the second time that morning he implied her virtue was at risk. ‘Whatever do you mean, Mr. Darcy?’

‘If Miss Bingley has proof a gentleman engaged you in any sort of activities, I can vouch to save-’

She stood in a jump. ‘Stop, sir. Miss Bingley is a silly little spiteful woman who thinks she can profit from me, but I can handle her. It is nothing, really.’

‘Your friend seems to think you need help.’

‘Charlotte- Mrs. Collins is of the idea I used to be as spiteful as Miss Bingley.’ She huffed. ‘I am not.’ She raised her small nose petulantly and he smiled wishing with all his bones he could place a kiss on its tip. ‘You need not waste your time with it.’ She brushed her dress thinking Charlotte did manage to make things worse.

‘I am obliged to comply, Miss.’ He collected his handkerchief and stored it in his pocket. ‘But I want to make it clear my offer stands. Whenever you consider it time, I am ready to aid you.’

She sighed. ‘Shall we return?’

Silent for the time it took for him to walk her until the Parsonage came into view, both brooded the situation trying to find a solution. Unfortunately for Elizabeth, fortunately for Darcy, Mr. Collins was hurrying back home to tell his wife they had been invited to dine at Rosings that night.

Wings

Maidsgossips

‘Good Lord, the ladies are arguing like pussycats!’ Agatha giggled carrying a bucket of water downstairs while Ashton had Elizabeth’s dress over her arm. ‘Do you know why?’ Ashton shook her head. ‘Come on, girl, you can talk. It wasn’t me going through Miss Elizabeth’s letters!’


‘It was so low of you two, I know you tried to distract me so Hannah could open Miss Elizabeth’s trunk. What letter did she want?’

Agatha looked around her and stopped in the middle of the stairs to lean forward and whisper. ‘Rodgers, the handsome valet of the pompous rich gentleman who was at Meryton, remember?’ Ashton nodded. ‘He was very interested in Miss Elizabeth. He asked all kinds of questions and wanted to see the crested seal of the letter she got last week.’

‘Why?’

‘Why?’ Agatha sneered. ‘His master wants to know, that is why!’

‘He can’t have any design on Miss Elizabeth, can he?’

‘She is a gentleman’s daughter, handsome, lively… He would be a fool not to. Except that he has an understanding with Miss Anne…’

‘So his intentions to Miss Elizabeth are not proper, you think?’

‘Hannah said she is sure he heard Mrs. Collins say Miss Elizabeth is ruined-’ Ashton gasped, Agatha nodded. ‘And so he can be thinking to hire her as his mistress.’

‘Dear Lord!’

‘He may say something to her tonight at dinner.’

Ashton’s legs wobbled. ‘Miss Elizabeth is not ruined. She is proper and virtuous. I know she is.’


Agatha shrugged, got a hold of the bucket and continued down the narrow servants’ stairs.

Didn't it?

chapter 4

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Musical Post 9 - I choose you

Sara Beirelles is like Colbie Caillat to me, I like amost anything they sing. And sometimes, depending on the stage of effort I am in my run, I'm not sure which voice is coming from my ipod.

And both have inspired me on my writings more than once. It's like my muse dreams of their muse as companion.



This Sara song - I choose you - is so lovely, it has everything to do with the last book I wrote, the closing romance for my first series - the modern fairytales.

Let just enjoy the soft voice and romantic lyrics.

Let the bough break, let it come down crashing
Let the sun fade out to a dark sky
I can't say I'd even notice it was absent
'Cause I could live by the light in your eyes
I'll unfold before you
Would have strung together
The very first words of a lifelong love letter
Tell the world that we finally got it all right
I choose
you
I will become yours and you will become mine
I choose
you
I choose
You, yeah
There was a time when I would have believed them
If they told me that you could not come true
Just love's illusion
But then you found me
And everything changed
And I believe in something again
My whole heart
Will be yours forever
This is a beautiful start
To a lifelong love letter
Tell the world that we finally got it all right
I choose
You
I will become yours and you will become mine
I choose
You
I choose
You
We are not perfect we'll learn from our mistakes
And as long as it takes I will prove my love to you
I am not scared of the elements I am underprepared,
But I am willing
And even better
I get to be the other half of you
Tell the world that we finally got it all right
I choose
You, yeah
I will become yours and you will become mine
I choose
You

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Regency love alternative - part 2

Secrets can be so dangerous... 

Love in acts

3rd act

LOVE INSIDE AND OUT

sweet loving, humor, rated M, short, P&P alternative from Hunsford on


Chapter 2
‘Is anything the matter, Fitzwilliam?’

‘No, madam.’

‘The letter you received, any problems at Pemberley? I can help you solve anything you might have trouble dealing with.’

‘I thank you, but everything is under control. Georgiana wanted my opinion on a sojourn in Bath, that’s all.’

As Lady Catherine started a monologue about the place, Darcy walked to the tea tray glad Elizabeth was the only one near it. Albeit there were footmen close, she felt obliged to serve him; it would be terribly impolite to move far from the tray solely because the man was coming her way.

‘Tea, sir?’

‘I thank you, Miss Elizabeth.’ He bowed slightly; she pressed an excuse of a smile offering him the cup. ‘You are very kind.’

‘I’m afraid it is rather cold, you’ve been gone for quite a while. Maybe I could ring for more?’ She offered hoping for a plausible excuse to move far from him.

He understood she wanted to please him. ‘It’s fine, miss.’ He smiled charmingly and observed with a certain amount of happiness that his expression took her by surprise. ‘Are you in good health?’ She nodded. ‘You’ve been far from Hertfordshire since Michaelmas?’

‘I’ve been to London visiting my uncle and aunt.’

He nodded sipping tea. ‘And may I offer assistance in anything you might need?’ She frowned. ‘If there are any inconveniences you need to have solved, miss, all you have to do is confide in me.’ She gasped.

Rewarding his chivalry, he saw her press her hands to her delectable bosom and sigh and jump on his neck hiding her pretty nose in his cravat whispering how much she appreciated his gesture and would forever be in his debt. In reality, it was his aunt who called him rather rudely demanding to know what was he talking to Miss Bennett at one side of the parlor while they were all conversing at the other.

He sighed and saw with sadness Elizabeth not only move away from him but also make obvious effort to avoid his company for the rest of the afternoon.

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‘Deuce take these servants.’ Darcy complained throwing the dusty cover of the carom billiards table to the floor.

‘I wager they hope Deuce take our Aunt first. She certainly makes them work overtime.’ Colonel Fitzwilliam opened a cupboard to get balls and cues. ‘It is already amazing how she commissioned this table in the first place.

They set and broke the game in silence.

‘Richard, what you think it is?’ Darcy asked, eyes on his ball as he leaned over the table.

‘She is someone’s mistress!’

Darcy’s cue hit the ball sideways and it twirled around itself. ‘Deuce!’

Colonel Fitzwilliam laughed.

‘If that vixen is to be a mistress, she is to be mine.’ Darcy walked to the side table and emptied his tumble of brandy. He winced as his cousin was still laughing. ‘Didn’t I tell you she was very handsome in an unconventional way?’

‘I think she is handsome as most ladies. The unconventional comes from you.’

‘Fine eyes, they sparkle.’ He mused out loud. ‘But of course she wouldn’t show it to you because she showed it to me.’ He pressed his eyes looking at the window. ‘She is no one’s lover, she is proper and elegant. I watched her walk from the Parsonage today, so handsome…’

‘That is why you kept behind us, you scoundrel!’

Darcy grinned. ‘I wanted to offer her my arm, but you jumped in front of me.’

Colonel Fitzwilliam shook his head. ‘This year you’ll have to shop for a wife, the season is about to start. If you’ll insist on a lady that doesn’t belong to the ton, be prepared to fight my mama and Aunt Catherine.’ He leaned over the table to play.

‘I don’t have to fight anyone; I am master of my own estate.’ Darcy raised his nose. ‘And I won’t shop for anything; I’ll wait to marry after you.’ He sniggered.

‘If you won’t, I may shop for a bride here… The vixen? If I free her from Bingley’s horrid sister, she’ll be grateful to me…’

‘Only if you want me to challenge you.’ Darcy snorted. ‘I can’t fathom why I didn’t see that damned Caroline playing me for a fool. When she spoke of how Jane Bennett was unfit for Bingley, I thought she meant his family needed people of sensibility and not Mrs. Bennett who is obviously an older and poorer version of herself.’ He walked to the table observing the balls move as his cousin played. ‘Mostly I wanted to escape Elizabeth’s eyes. But if Caroline wanted to push Jane away from her brother so Elizabeth would have him…’

‘Maybe she saw through you.’ Colonel Fitzwilliam straightened up. ‘Allow me to point you are not very inconspicuous when it comes to Bennett, cousin. You stare at her.’ He raised his shoulders and Darcy snorted again. ‘Anyway, we have a mystery in our hands: what a vicious ugly unmarried lady knows about another unmarried but handsome lady that could ruin her?’

‘Indeed…’


Awww, he's curious.
You'll need Persuasion, Mr. D. Better call Fred. ;)

chapter 3