Today we celebrate the Bicentenary! Yay! Somehow this post feels like a deja vu... Anyway, 200 years of death seems like a sad thing to celebrate but like Austen said herself:
'Let other pens dwell on pain and misery.'
I've already said countless times here and everywhere that I met her through S&S and the Dashwood's sweet disposition killed me. Maybe because I don't have a good relation with my sister, I could never understand them - neither how they interact between them nor with their half brother. But then, when I read Lizzy Bennet it was love at first line! I loved the character so much that it was possible for me to appreciate Austen's witt and irony. I do think we - women - all have a touch of Emma in us that we let come to life at one point in our lives and frequently are embarassed to admit. Same as Lady Susan, ha! Love that woman. And there is Tilney and Wentworth, Churchill and Bertram, so many people we consider relatives already... I can only say,
Thank you, Jane Austen,
for the inspiration that comes with the adoration and admiration.
hello! So, here's an update of the troublesome project I've been struggling with. In case you may be interested... People usually are very protective of the best things in their lives - even if it's shitty for others. And some people can't stand being in the wings. Well, all that together boiled up to two very unstable girls fighting to take charge. Obviously it went south and the project - as it was - is dead.
Sad little me feeling bad for the very sad celebration of Ms Austen's 200th death anniversary.
But, some bad things do come for the best. And it takes a push for you to notice your tank is too confined.
always loved this image... Wanted to use it for my first book...
Funny how I'm always inclined in seeing my sins mirroed in other people's silliness. Guilt, I guess. But these wayward girls were so thick, so clueless I got myself thinking if ever I was so narrow minded in my life. From now on, will make sure I'm not caught in their sins.
yep, that's me!
Good things come to those with a true heart! Get it? ;) See ya!
And it's been a while since this gorgeousness showed up here. Ah... Bova!
And I keep discussing Pride and Prejudice’s female characters. How appropriate!...
So after discussing Charlotte, I’d like to explain my ideas on Lizzy and
how I see their friendship.
After mulling over all the stuff I posted previosuly, I came to the
conclusion that Lizzy and Charlotte are opposite to each other in many ways.
At first I only saw Jane as Lizzy’s opposite - or complement. Kinda of a
‘Yin and Yang’ thing. Jane is calm and lovely while Lizzy is witty and
petulant. In my opinion it was the reason they were so close, a lot closer to
each other than to the other Bennet sisters.
Def by Wikipedia: In Chinese philosophy, the concept of yin-yang, is used to describe how seemingly opposite or contrary forces are interconnected
and interdependent in the natural world; and, how they give rise to
each other as they interrelate to one another. Many natural dualities
(such as female and male, dark and light, low and high, cold and hot,
water and fire, life and death, and so on) are thought of as physical
manifestations of the yin-yang concept.
Lizzy is impetuous, fast tongued, quick to misinterpret people and
situations although she congratulates herself on being a shrewd observer.
Charlotteisthe good observer: she’s the one who sees stuff - or
foresees the consequences - and advises Lizzy on best ways to act. She does
that several times concerning Wickham, Darcy, Bingley. Lizzy waves off her
comments with a sarcastic joke about making jest of neighbors learned from her
father.
Last post I talked about ‘emotional intelligence’ and how little Lizzy
had IN MY POINT OF VIEW. Lizzy was young - around 20 years old - while
Charlotte was already 27. Not that age is the determinant measure of maturity
and emotional balance but one have to concede that being older a person has had
more opportunities to live different situations and learn how to deal with the
world. Not to mention deal with our own mistakes.
does maturity always murder dreams?
So in this subject of emotional balance Charlotte is Lizzy’s complete
opposite. Her choice in taking action to dig a marriage proposal out of Collins
who, aside from Lizzy’s prejudice, was a really difficult fellow to swallow
shows just how much self-control and determination she had. Charlotte was a
woman with a plan and strong-willed enough to put it to action.
collins x DARCY
Lizzy let her hurt pride and her petulant prejudice towards the handsome
rich fool blind her and she refused a marriage offer that was irrefutable at
the time. Not only Darcy was rich and well-connected, he could provide for her
whole family of females who didn’t have much of a perspective in life after Mr
Bennet’s demise or a chance of such a profitable marriage for any of her other
sisters.
So, only
a few months ago I realized that Charlotte is the opposite of Lizzy, like
positive/negative, black/white. Charlotte is centered while Lizzy is impetuous;
Charlotte is conniving while Lizzy is passionate.
opposites attract - couldn't help it! This is is fun!
I never doubted that Lizzy and Charlotte were friends. It’s plain for
anyone to see (read) that they have a genuine friendship. Maybe young impulsive
headstrong Lizzy needed both Charlotte’s cold blood and Jane’s charming nature
to find balance.
In case you are wondering why I brought up such subjects, I have to tell
you that my new story is centered on Lizzy and Charlotte and I explore this
symbiosis.
Curious?
Take a look at my ‘Fanfics in English’ page.
Next
post is on Darcy. And my new story’s tripod will be explained and I’ll start
posting.
Boa tarde. Depois do dilúvio de ontem eu convido a conversar sobre uma personagem de importância capital no romance do Sr Darcy e Lizzy que por várias vezes é subestimada...
Bem eu ainda celebro o Bicentenário. Se Orgulho e Preconceito tem 200 anos de sucesso, eu com certeza posso celebrar por um tempão, certo Biscoito?
Então, eu venho num processo de descontruir, ou melhor, desempacotara Charlotte
Lucas.
Pelo dicionário:
verbos transitivos diretos de 1ª conjug.
1- desconstruir - Ato de desfazer o que está construído. Desmontar, desagregar, apagar, remover o que está construído;
"E o nosso relacionamento foi desconstruído pouco a pouco."
Da primeira vez que li O&P uns 10 anos atrás (para mim) Charlotte ter corrido atrás do pedido de casamento de Collins soou como traição a Lizzy. Na verdade, Charlottelaçou Collins agindo pelas costas de Lizzy e dos Bennets. Não que Lizzy quizesse qualquer coisa de Collins além de distância mas ele tinha acabado de pedi-la em casamento e antes que sua vergonha ou raiva cedessem Charlotte deu o bote.
Quando o ‘Lizzie Bennet
Diaries’ chegou a esse ponto da estória, eu achei que eles viram a situação da mesma maneira que eu: traição.
Claro que Charlotte tinha 'pressa' e não 'gosto', todos sabemos das suas razões. Ela já era considerada uma solteirona velha e na estante e não tinha nenhuma perspectiva de bom casamento. Tenho lido bastante sobre ela e achei discussões muito bacanas explicando em miúdos sua situção social: Sendo filha de um 'Sir' (um 'knight', 'commoner', um cidadão de valor reconhecido pela realeza) - mesmo que falido - que tinha sido prefeito de Meryton e homem do comércio; Charlotte não poderia casar com qualquer um. Seria uma vergonha para a família se ela casasse com um operário ou balconista de loja e a chance dela achar um marido rico sendo velha e sem graça (sem beleza que a distinguisse das outras moças) era pequena. Sua única chance era casar 'horizontalmente' no tangente à sua esfera social. Um pastor seria perfeito. Ainda mais ele sendo herdeiro de uma das propriedades da região.
Também se sabe que aceitar um emprego como 'preceptora' (um tipo de governanta/babá/professora que se ocupava do cuidado e educação das crianças) era uma opção muito pouco vantajosa. O trabalho era mal pago, mal visto, considerado 'criadagem' - alguma coisa entre dama de companhia, mordomo e camareira. Além disso, a outra opção para uma solteirona seria viver sob a tutela do pai enquanto ele vivesse e depois sua tutela, de sua mãe e irmãs também solteiras seria passada para o parente (homem) mais próximo.
A família Lucas era grande e certamente Charlotte acabaria seus dias ajudando a criar seus sobrinhos, vivendo da boa vontade de seus irmãos. Bem, pelos primeiros capítulos de Razão e Sensibilidade a gente pode ter uma boa idéia do tamanho da boa vontade de quem herdava irmãs solteiras. Casamento ERA a saída.
Charlotte viu em
Collins sua melhor chance. Rothman fala muito eloquentemente que ‘Collins, o leitor pode achar que não parecia uma pessoa real. Ele é mais como um vilão: tão horrendo que ele nos faz questionar se o plano inteligente e racional de Charlotte não era um equívoco. De maneira torta, Collins era tão horrível quanto Charlotte era prática então para fazer o pragmatismo dela parecer problemático, Austen tem que fazer Collins ser realmente horrível; e na mesma moeda para dar a medida certa para o casamento com ele ser meramente possível, ela teve que fazer Charlotte inacreditávelmente prática.' (tradução livre)
O autor deste texto, Rothman, fala em 'plano' e 'pragmatismo' e isso me chamou a atenção porquê isso reforça o que eu venho remoendo. Mais tarde vou falar sobre o 'pragmatismo de Charlotte parecer problemático'.
Outro dia tivemos um almoço super animado de amantes de JAFF (Jane Austen fanfiction) e discutimos como Lizzy não tinha 'inteligência emocional' suficiente. NA MINHA OPINIÃO Lizzy era uma princesinha de cidade do interior criada como a queridinha do pai intelectual e acostumada a ser tratada como a 'melhor dentre as irmãs'.
‘…mais de uma vez durante o jantar Mr. Bennet disse espontaneamente a Elizabeth: 'Estou feliz que você tenha voltado, Lizzy.'’
Quando de repente aparece uma turma de pessoas cujo nível social e educação eram superiores ao dela, era mais que natural que Lizzy se sentisse vulnerável. E ainda Darcy enfia os pés pelas mãos num comentário grosseiro e infeliz sem se preocupar se estava sendo ouvido por alguém no baile de Meryton: Lizzy se sentiu mortalmente ferida.
Ok, se fosse comigo eu ia 'morder minha orelha' de raiva e xingar todas as gerações de Darcys que já existiram mas, se Lizzy tivesse mais inteligência emocional, ela teria lidado com a arrogância idiota dele de maneira mais madura.
E aí provavelmente a gente não teria um livro tão delicioso quando Orgulho e Preconceito. Eu sei.
O que quero dizer é que Charlotte TEM inteligência emocional. Newark tem um texto muito legal comparando as escolhas deCharlotte e Fanny Price que diz:‘A essência da independência feminina não é poder dizer 'não' mas ter a possibilidade de tomar as rédeas de sua própria vida. É nisso que o poder da escolha está, e é nisso que Charlotte, e não Fanny, age bem. Eu gosto mais de Charlotte Lucas (que nunca recebeu uma proposta de casamento na vida) porque ao invés de ficar passivelmente resignada ao que o destino lhe trazia como uma mulher da sua épocaobediente deveria fazer, ela dá um empurrãzinho na sua sorte. É Charlotte, e não Fanny, quem assume responsabilidade por sua própria vida. Fanny, em rios de lágrimas diz 'Não!';
Charlotte, de olhos secos diz 'Sim!'. Não somente ela toma uma decisão e age de acordo como ela tira o maior proveito da situação. Srta Austen não nos diz nada que nos faça pensar que ela se arrependeu de sua escolha.' (tradução livre)
Pelo contrário, Srta Austen nos diz várias vezes como Charlotte sabe lidar com Collins. Novamente me traz a mente 'plano' e 'pragmatismo'. Eu também usaria ' objetividade', 'calculismo' e 'perspicácia'. Calculista no bom sentido, digo.
Lembra dessas passagens? Elas ilustram isso muito bem.
'As
primeiras cartas de Charlotte (após se casar) foram recebidas com uma certa ansiedade (por Lizzy),
explicada apenas pela curiosidade em saber como ela falaria do seu novo lar,
que achara de Lady Catherine e até que ponto ousaria pronunciar-se sobre a sua
própria felicidade; embora, uma vez lidas as cartas, Elizabeth sentisse que
Charlotte se exprimiria em todos os aspectos exactamente como ela o teria
previsto. O tom era animado, dizia-se rodeada de todas as comodidades e nada
mencionava que não fosse digno do seu louvor.'
‘...o
Sr. Collins convidou-os (Sir Lucas, Maria Lucas e Lizzy) para um pequeno passeio pelo jardim, que era grande e
muito bem cuidado, e de cujo cultivo ele próprio se encarregava. Trabalhar no
jardim era um dos seus prazeres mais respeitáveis; e Elizabeth admirou a
seriedade com que Charlotte se pronunciou sobre os aspectos salutares de tal
exercício, admitindo encorajar o marido nesse sentido tanto quanto possível. ’…
'...enquanto Sir
William o acompanhava (Collins) no aludido passeio, Charlotte reconduziu a irmã e a amiga
para casa, extremamente satisfeita por ter a oportunidade de a mostrar sem a
ajuda do marido. A casa era pequena porem bem construída e cómoda; e tudo nela
se harmonizava e estava disposto com uma arte e saber, que Elizabeth atribuía
exclusivamente a Charlotte. Uma vez esquecido o Sr. Collins, poder-se-ia, de
facto, gozar de um certo conforto, e, pela animação que transparecia no rosto
de Charlotte, Elizabeth concluiu que ela o esquecia frequentes vezes.'
No próximo post eu continuo a divagar sobre minha visão da relação entre de Charlotte e Lizzy.
Até mais,
Bj
Aviso:
Imagens encontradas no google, montagem de Charlottes saindo da caixa é minha, citações da obra prima da Srta
Austen's Orgulho e Preconceito, e exceto onde indicado, o bla-bla-bla é meu também.