& Moira Bianchi: Trindade
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Amor de verão em Paraty - parte final

Olá! 

Ainda no clima olímpico? Eu estou!

Tudo muito legal, muito empolgante... Até tenho me esforçado mais no meu jogging matinal. A gente torce pelos nossos atletas, mas acabo torcendo por todos os atletas, tanto esforço, tanta coisa deixada de lado para estar lá...

Mas da próxima vez, é nossa a parada! Falou, brother?

 

Nós vamos arrasar! Vai ser o máximo ver a cidade em festa! Mal posso esperar!




Aí bicho, a gente vai dar show de bola! Tudo bem, temos um monte de trabalho pela frente, mas tá no papo!

Em tempo: reviso isso durante a RIO 2016. Ta tudo lindo, o Boulevard Olímpico arrasando, Museu do Amanhã e MAR de babar. Ainda tem muito a ser feito, mas estamos curtindo! ;)


Em clima de festa também estão Sr Darcy e Lizzy... Vamos à sua festança de Réveillon?


Como William Darcy poderia ter conhecido Lizzy Bennett

última parte (unbeataed)
clique aqui para 3ª parte
classificação Adulto (+18)/relacionamentos homossexuais são mencionados 


Cenas do capítulo anterior: Will e Lizzy estão a caminho do resort de luxo para a festa de Réveillon com seus amigos. E o feriado de Ano Novo está chegando ao fim...
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É força antiga do espírito
Virando convivência
De amizade apaixonada
Sonho, sexo, paixão
Vontade gêmea de ficar
E não pensar em nada ¹



Às dez da noite, chegaram ao resort para uma festança comandada pela Timbalada.

A festa era maravilhosa com excelente buffet e música incrível. O salão muito bem decorado e recheado de pessoas bonitas, caipirinhas deliciosas, tambores contagiantes que pareciam bater dentro do peito das pessoas e o cara lindo abraçando sua cintura por trás enquanto ela dançava, o conjunto deixou Lizzy extasiada.


À meia noite, quando os fogos começaram, ela gargalhava e abraçava os amigos de infância desejando um Ano Novo feliz e sucesso e paz e saúde e tudo mais.

‘Um pouquinho alta, gata?’ Darcy perguntou vendo graça quando ela veio abraça-lo alguns segundos depois da meia noite.

‘Tô!’ Ela riu se pendurando no seu pescoço para lhe dar o melhor beijo que ela poderia, como se a magnitude desse beijo decidisse o futuro do seu ano que estava começando. ‘Vai querer reclamar, gato? Feliz Ano Novo!’

‘Você nunca vai me ver reclamando de um beijo como esse, nunca!’ Ele disse rindo pela primeira vez adorando ter uma ficante. Esses dias com ela haviam sido sensuais e divertidos como todos os encontros deveriam ser, ele pensou sentindo uma pontada de pena por ver que o tempo andava contra eles, mas espantou o pensamento e se inclinou para beijá-la de novo.

Depois de uma longa sessão de abraços e desejos de feliz Ano Novo, Lizzy voltou para os braços de Darcy.

‘Vamos ver os fogos da praia?’ Ela pediu, ele concordou imediatamente.

O barulho ensurdecedor de dez minutos de fogos a fez Lizzy ainda eletrizada. Seu coração batendo acelerado, ela achava que esse sem dúvida estava sendo o Réveillon mais empolgante que já tinha tido na vida. Darcy era um cara lindo, romântico e sexy; mesmo com seu jeito caladão ele sabia exatamente o que falar para ela. Na sua cabeça, tinha só uma coisa faltando nessa noite (quase) perfeita. Quando ele a convidou para um passeio na praia sob a luz da lua, Lizzy teve certeza que ele sentia a mesma coisa.

Darcy estava conseguindo controlar sua excitação bem,  era mestre nisso já que tinha horror de deixar alguém perceber o que sentia. Desde que sua mãe morreu e todas as pessoas que conhecia se acharam no direito de consolá-lo, aos doze anos ele concluiu que o melhor era manter seus sentimentos para si mesmo. Mas Lizzy estava tão feliz, entusiasmada com a festa, girando seus quadris na frente dos dele enquanto dançava, rindo... E os beijos dela, ah...


Ela era perfeita, só uma coisa estava faltando, mas não tinha nada que ele pudesse fazer. Se ela ainda dissesse ‘não’, ele teria que se contentar em acariciar suas curvas gostosas sobre o provocante vestidinho branco. Ela devia saber o seu poder sobre ele, ele pensou.

Acharam uma tenda de massagem com uma sunbed em uma ponta recolhida da praia exclusiva do resort, um cantinho tão bom quanto poderia ser. 



Ela chegou perto e abraçou a cintura dele subindo nas pontas dos pés para alcançar sua boca. Apesar de nunca ter gostado disso, ele sempre achou que cinturas eram para ser abraçadas por homens, ele gostou. Quando ela beijou seu queixo colando seus corpos para não perder o equilíbrio, ele decidiu que era maravilhoso ter sua cintura abraçada pela Lizzy.

Do queixo dele, ela passou a beijar os cantos da sua boca, seu rosto, seus olhos e enquanto isso as mãos dele estavam livres para explorar o corpo dela. Depois de passear pelas costas nuas, Darcy achou lugar no seu bumbum.

A partir daí, foi como se eles tivessem ensaiado. Ensaiado fazer amor.

Mãos acariciaram e despiram roupas, bocas beijaram e morderam, estavam prontos e desesperados um pelo outro. Darcy deitou Lizzy na sunbed e observou hipnotizado ela tirar o vestido sobre a cabeça em um movimento só para deixa-lo ver o conjunto de lingerie vinho muito sexy. Sua boca ficou seca, suas mãos tremeram – ela era linda.
 
‘Posso?’ Ele perguntou depois de pigarrear para limpar a garganta. Ela concordou sem ter muita certeza do que ele estava pedindo, mas concordando de qualquer maneira.

Ele esticou os braços e tirou a calcinha dela, ainda hipnotizado só que agora pela depilação desenhada. Ela tirou o bustiê e de repente ele tinha diante dos seus olhos a visão que vinha ansiando desde que a tinha visto pela primeira vez.

 ‘Agora é a sua vez, gato.’ Ela murmurou.

Ele arrancou a roupa em um segundo jogando a camiseta e o short para os lados. Depois foi direto beijar os joelhos bonitos, as coxas, quadris, barriga e gastou tempo em seus seios. Ela já tinha permitido que ele beijasse seus seios antes,  mas agora ele podia devorá-los. 


Os gemidos dela que já o haviam tirado do sério, agora estavam o levando à loucura. Também ela estava enlouquecida, puxou-o pelos cabelos até que colaram as bocas e abriu as pernas para ele se acomodar. Ele colocou somente uma das pernas entre as dela, temendo que perderia o controle se assumisse posição.

‘Por favor, me diz que você trouxe camisinha...’ Ela implorou.

‘No bolso da minha bermuda.’

‘Pega?’ Ela sussurrou nos lábios dele.

Ele tremeu enquanto colocava a camisinha, a visão dela assim nua, iluminada pela luz da lua e pronta para ele era exatamente o que vinha sonhando esses últimos dias. Quando deitou sobre ela devagar para aproveitar todos os momentos, ela suspirou fundo e ele gemeu.

‘Diabo de mulher gostosa!’ Ele murmurou e ela riu.

Ela riu outras vezes, e ele riu com ela. Algumas vezes ele a calou com sua própria boca, outras ela o calou, até que as três camisinhas que ele tinha foram gastas.

O sol nascente os encontrou chamegando abraçados, sussurrando carinhos um para o outro, assim como todos os amantes fazem quando não querem se separar. Até que Lizzy teve uma idéia.

‘Você já viu um filme chamado ‘Antes do amanhecer’?’ Ela perguntou fazendo carinho no peito dele com o nariz.

‘Não. ’ Darcy sacudiu a cabeça com os olhos fechados, sorrindo.

‘Filme de mulherzinha, muito romântico, eu adoro. ’

‘Estou curioso por que de alguma maneira esse filme deve estar conectado com nosso paraíso.’ Ele disse em voz rouca, beijando os olhos dela.

‘Um Americano conhece uma Francesa no trem perto de Viena e eles passam um dia juntos – é o último dia dele na Europa. Passam a noite juntos também... ’

‘Já estou vendo a semelhança…’ Ele disse fazendo graça e esticando a mão para acariciar um dos seios dela.

‘Espera, tem mais!’ Ela riu e se contorceu. ‘Eles decidem não trocar números de telefone, nem sobrenomes. Mas concordam em se encontrar em Viena no ano seguinte. Tipo ‘Tarde demais para esquecer’. Muito romântico.’ Lizzy terminou com um suspiro teatral.

‘Muito romântico. ‘ Darcy concordou e ficou mudo olhando para o nascer do sol.

‘Pensei que a gente podia tentar uma coisa assim... ’ Ela quebrou o silêncio alguns minutos depois. Como ele continuou calado, ela confundiu seu pesar em saber que ela não queria encontrá-lo de novo como sinal que ele não queria vê-la nunca mais. ‘Quero dizer, só se você quiser... A gente poderia marcar de se encontrar em Nova York ou qualquer coisa assim quando você vier da Inglaterra... Ou a gente poderia tentar marcar alguma coisa pelo Facebook... ’

Precisou ainda de algum tempo para que ele respondesse. ‘Claro, se você quiser. No mirante do Empire State?’ Ela deu uma risadinha sem graça, ele suspirou. ‘Topa um banho de mar?’ Ele perguntou se apoiando no antebraço para beijar seus seios. Ela sorriu e balançou a cabeça.

No mar morno e calminho, totalmente isolados, eles fizeram amor mais uma vez apesar de estarem um pouco doloridos. As camisinhas já tinham acabado, Lizzy teve que fazer um esforço para calcular seus períodos e chegou a conclusão que era seguro, ele confiou nela. Estava muito apaixonado para duvidar, ainda mais com ela enrolada nele e movendo tão deliciosamente. A última camisinha tinha sido usada num sexo desesperado e rápido, estavam intoxicados um com o outro e gozaram muito rápido. Dessa vez foram bem devagar, aproveitando que as pernas atléticas dele podiam suportar os dois contra o balanço delicado do mar manso.


Para ambos, foi uma despedida agridoce.

Voltaram à sede do resort abraçados e andando bem devagar pela beira d'água quando o sol já brilhava alto. Os outros do grupo – agora um grupo grande de americanos – esperavam no jardim em uma mesa grande resguardados sob um grande ombrelone tomando café da manhã.

Darcy e Lizzy, evitando se separar de qualquer forma, sentaram juntos em um sofá para tomar café.

Mas era hora, primeiro de Janeiro era o último dia no Brasil para todos e eles então só tinham a viagem de volta para Trindade para ficar juntos. Darcy segurou a mão da Lizzy durante todo o caminho de volta e não soltou até que se despediram no portão do camping.

Seu amor de verão estava oficialmente encerrado. Doce e fugaz. Inesquecível por algum tempo, mas irrelevante em suas vidas. 


Ficaram com um gosto amargo, mesmo assim.



Nem duas horas depois, Darcy voltou ao camping gritando por Lizzy e olhando dentro de todas as barracas pelo caminho. Quando ela ouviu e preocupada procurou de onde vinham os gritos por seu nome, ele já havia incomodado várias pessoas. ‘Liz, eu não quero droga de filme romântico nenhum. Isso é asneira! Eu quero te ver em casa assim que chegarmos. Eu quero te ver antes de ir para Inglaterra e quero que você vá me visitar lá.’ Ele falou com a voz alterada pela urgência inclinado para frente ficando ainda mais perto do seu rosto compensando a considerável diferença de altura.

‘Will...’ Lizzy olhando para cima sorriu de lado a lado.

‘O que você me diz?’ Darcy perguntou ansioso, esperançoso com o sorriso lindo dela.

‘Claro!’ Ela riu. ‘Achei que você tinha namorada e que não quisesse me encontrar de novo. ’

‘Não tenho. E a partir de agora, você também não tem. A não ser que seja eu. ’ Ele disse e roubou um beijo na boca. ‘Você não tem, tem?’ Perguntou com medo da resposta.


‘Não, terminei há dois meses... ’ Ela respondeu encantada com o entusiasmo dele.

‘Agora tem, eu.' Sorriu deixando os minutos de tristeza com a despedida sumirem da sua memória, só havia espaço para alegria. 'Agora me dá seus endereços, números de telefones, eu quero tudo. ’

Eles trocaram endereços, números de telefones, até CEP. Do alojamento dela em Yale, da casa dos pais dela e da avó, da casa do pai dele, do apartamento em Cambridge e até da fazenda dele. Sse beijaram de novo, demorado e intensamente e depois roubaram beijinhos – muitos.

Finalmente os caras de Seattle buzinaram no portão do camping e ele teve que ir.

Ao caras de Seattle voltaram ao resort e de lá pegaram um helicóptero até o aeroporto do Rio. Os amigos de Meryton foram rumo à rodoviária do Rio e depois pegaram seu voo para casa.

Mas, apesar da diferença nas maneiras de viajar, tanto Lizzy quanto Darcy levaram muito mais na bagagem do que haviam trazido.

... Isso é o que poderia ter acontecido, mas não aconteceu. 


Dashwood nunca visitou o Rio, apesar de sempre ter sonhado com essas férias. Um namorado o levou às ilhas Phi Phi na Ásia e ele ficou encantado com a beleza do lugar.

Sem a sua viagem, a rede de propaganda boca-a-boca nunca foi iniciada, os amigos dos amigos nunca falaram sobre Trindade, Gerard nunca conheceu Diego e o Trinity Babel nunca existiu.

E Darcy só conheceu Lizzy mais de dez anos depois, em um restaurante mexicano, uma semana antes de 4 de Julho em Meryton. Mas isso são outros quinhentos.





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E aí? Gostou?

É um conto, one-shot. Curtinha, sexy e fofa. Quando escrevia, para o alívio da minha Beta Enid, eu mantive curta e sem angústia. Só uma estorinha para passar o tempo e colocar um sorriso em nosso rosto. Quem não teve um amor de verão?

Já visitou Trindade? Eu adoro!
Paraty então? O máximo!
Muito obrigada por acompanhar. Eu adoro feedback... Comenta, vai?

Até,


Aviso: imagens do Google, fanfic minha.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Amor de verão em Paraty - terceira parte

Oi, Gente Fina!

Ainda no clima de verão fora de época por causa da estória do Sr Darcy e Lizzy em Paraty, estou preparando minhas malas para tão sonhadas - e merecidas - férias.

Poolga é o máximo!

Tão difícil arrumar mala... No fundo, queria levar meu armário todo para não sentir falta de nada e poder trocar de roupa 50 vezes antes de sair do quarto do hotel. Já sei! Não preciso de mala, preciso da bolsa da Mary Poppins!

Bom, a planta da varanda não preciso levar. Sobra mais espaço para os sapatos.

Tá bem, chega de bla, bla, bla... Você quer saber como foi a rave que Lizzy convidou Darcy para ir na praia, né? Lá vai.


Como William Darcy poderia ter conhecido Lizzy Bennett

classificação Adulto (+18)/relacionamentos homossexuais são mencionados 


Cenas do capítulo anterior: Will e Lizzy se encantando um com o outro, quase 'ficando'. Um cara lindo, alto e caladão. Uma garota linda, corpão e lingua afiada. Tinham tudo para dar certo. Certo?
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Vem cá meu bem, me descola um carinho

 Eu sou neném, só sossego com beijinho 
E ve se me dá o prazer de ter prazer comigo ¹

Naquela noite, Lizzy e Darcy acharam um ao outro assim que chegaram à rave. Os dois grupos tinham feito planos de ficar juntos e acabaram escolhendo um canto menos barulhento na praia para ficar. 

Darcy ofereceu uma bebida para Lizzy, ela recusou álcool e só aceitou uma coca zero, e ele riu disso. Mesmo não sendo um dançarino muito bom, ele fez esforço para acompanhá-la quando ela quis dançar. A maneira como flertaram e dançaram um para o outro foi como um esquenta. Comportado, mas um esquenta sem dúvidas.


Quando o dj mudou para músicas mais lentas, Darcy sugeriu que aproveitassem a brisa do mar e Lizzy aceitou. Ele era lindo demais, ela estava cansada e com calor, era uma noite quente de verão carioca – ela tentou juntar justificativas na sua cabeça para evitar contrariá-lo em qualquer coisa.

Começaram andando lado a lado à beira d´água, logo estavam de mãos dadas e quando ele beijou a palma da sua palma, Lizzy tomou a iniciativa. Ela se virou e abraçou o pescoço dele, olhou em seus olhos e sob a luz da lua cheia, achou a desculpa que precisava.

Se beijaram primeiro timidamente e depois com vontade, a química entre eles era perfeita. Os beijos logo cresceram e em alguns minutos a rave estava esquecida. Encontraram um cantinho retirado perto de algumas pedras onde Darcy se recostou acomodando Lizzy entre suas pernas.

Por causa do calorão, Darcy tirou a camiseta na festa e agora Lizzy tinha total acesso para acariciá-lo. Ele fazia o mesmo nas costas dela, o quanto o top frente única bordado de lantejoulas permitia. Quando ela sentiu arrepios com a mão dele na cintura dela dentro da roupa, ele também tremeu.

Lizzy deixou que ele desamarrasse as alças do seu top e Will teve que parar para recuperar a respiração: eram os seios mais bonitos que já tinha visto. Pesados, enchiam suas mãos grandes perfeitamente, mamilos cor de vinho saudando o céu, perfeitos.

‘Perfeitos. ’ Ele sussurrou na sua boca roubando mais um beijo. ‘Você é perfeita. ’

‘E você é lindo. ’ Ela disse no ouvido dele em um beijo de liquidificador.

Darcy teve que se concentrar para não perder uma gotinha, estava a ponto de explodir. Lizzy não estava muito diferente, mas estava decidida em ficar neste limite. Uma coisa era ficar e dar uns amassos nesse cara lindo na praia, outra bem diferente era transar. Ele queria mais, mas não a desrespeitaria em hipóstese alguma, então  aproveitou ao máximo o que lhe era permitido.

Beijaram, lamberam, mordiscaram. Também riram e sussurraram elogios um ao outro sem fazer promessas, mas adorando estar juntos.

Infelizmente Lizzy ainda estava cansada da ressaca da noite anterior, então quando não pode aguentar mais, Darcy a levou até o camping por volta das três da manhã. No portão, ele lamentou ter que se despedir dela, mas não tanto quanto vê-la rearrumando seu top antes de saírem da praia.


‘Amanhã a gente se encontra às dez para tomar café e pegar o passeio para as ilhas, certo?’ Ele perguntou nos lábios dela quando se despediam. ‘Como vocês combinaram com Jane. ’

‘Onze… ’ Ela pediu.

‘Dez e meia. Te encontro na padaria. Posso pedir um espresso para você?’ Ele perguntou em um beijo de esquimó e um abraço bem apertado.

Ela concordou com a cabeça sorrindo. ‘E um queijo quente com suco de laranja. ’

‘É por isso que seu estômago é tão cruel com você!’ Ele riu. Ela franziu as sobrancelhas, torcendo o corpo para trás para olhar nos olhos dele. ‘De manhã, eu tomo um café com um bagel, no máximo. ’

‘Não tem bagel no Brasil… ’ Ela riu beijando-o no pescoço.

‘Mas aqui eu descobri pão de queijo!’ Ele comemorou.



No dia seguinte, ela chegou à padaria antes dele. Ela já estava terminando seu café da manhã quando ele veio da pousada em passadas largas, afoito e muito fofo aos olhos dela.

‘Desculpe, Lizzy. Dormi demais. ’ Ele disse e sorriu para ela muito charmoso. ‘Bom dia. ’ Cumprimentou os amigos de Meryton, lembrando um pouco tarde que ela não estava sozinha.

O restante do grupo de Seattle veio logo atrás e depois que os atrasados comeram alguma coisa rápida, foram em bando para a praia pegar as traineiras que os levariam até as escunas ancoradas perto da praia. 

Com pelo menos oitenta pessoas de diferentes grupos, o passeio oferecia muitas possibilidades de fazer novos amigos. Mas só que agora Lizzy estava ocupada. Ela e Darcy ficaram juntos o máximo possível, trocando beijocas aqui e acolá, nada quente demais ou intenso como na noite anterior, mas gostosos o suficiente para alimentar o encantamento de um com o outro.

Nas paradas, mergulhavam da escuna no mar azulzinho e quando subiam para respirar roubavam um beijo como um comercial de pasta de dente. Quando chegaram a das praias e saíram do mar para encontrar com os outros, Lizzy brincou com Darcy. Ele riu e respondeu que queria continuar usando essa marca. Ela riu de volta e esticou o braço para tirar o cabelo molhado da frente dos olhos dele.

Para os amigos, tanto os de Meryton quanto os de Seattle, ver os dois nesse chamego – Lizzy falando com Darcy através de um sorriso, o riso de resposta dele e o carinho de resposta dela – eles pareciam estar apaixonados de verdade. Não foi uma surpresa para ninguém já que haviam ficado de olho um no outro desde que se viram pela primeira vez. 

Como Thorn obviamente tentava ficar com Charlo, Dennie propôs trégua entre os Sox e os Mariners para que ela e Ricky pelo menos pudessem conversar evitando ficarem isolados.

Quando as meninas se aninharam na rede da proa para tomar sol, Darcy sentou com Bingley nos bancos laterais, procurando o ângulo perfeito para melhor admirar o corpão de Lizzy e seu biquininho listrado que estava o levando à loucura. Bingley se divertia com a situação do amigo sisudo se apaixonando pela bonita morena de quem ele não sabia nada, não conhecia a família ou suas origens, que era engraçada e tinha bom humor, que andava descalça e bebia o suficiente para ter ressaca no dia seguinte. Bingley estava certo que ela seria ótima para seu amigo.


Aquela tarde e noitinha, nem Darcy, nem Lizzy passaram com seus amigos; passaram juntos na Praia do Meio curtindo o mar, conversando e conhecendo a vida e o corpo um do outro.

‘Eu adoro esse seu biquíni, gata.’ Elogiou quando ela sentou ao lado dele na areia depois de devorá-la com os olhos enquanto ela vinha da água. Estavam usando o apelido em Português substituindo o ‘Babe’ em Inglês desde que ouviram um casal meloso chamado um ao outro assim no passeio das cachoeiras. O que mais gostaram foi que assim como babe, gata podia ser usado para os dois, gata para ela e gato para ele. Felinos, que fofo.

‘Obrigada!’ Ela sorriu procurando algo na bolsa. ‘É brasileiro, eu comprei aqui. Depois do primeiro dia de praia eu achei que o meu era tão feio, grandão... ’ Deu de ombros.

‘Esse é perfeito para você, fica deliciosa nele. ’ Mal disfarçando a cara de lobo mau.

‘Eu ia adorar te ver numa sunga brasileira… ’ Ela provocou.

Ele sacudiu a cabeça. ‘Aquelas coisas apertadas? Não. Especialmente se é para ficar do lado desse seu biquíni. Shorts largos são os mais indicados para minha privacidade. ’ Ele sacudiu a cabeça de novo e ela corou. Ele também acabou corando, mas não tinha necessidade de pedir desculpas, ela já tinha sentido e acariciado seu bunchage mais de uma vez, aumentando seu prazer e desespero. ‘Você pode olhar para mim da maneira que quiser, quando quiser, mas vai ser só para os seus olhos. ’

Dividiram um sorriso maroto, sensual, privado. Praia quase vazia, sentiam-se protegidos como em uma bolha de invisibilidade. Passar tempo juntos já lhes era confortável o suficiente para ficar em silêncio.

‘Amanhã já é Ano Novo…’ Disse despretenciosamente enquanto penteava o cabelo sentada ao lado dele. Ele concordou deitado de olhos fechados enquanto acariciava as costas dela pertinho da tatuagem. ‘Você tem planos, quero dizer... O que você e o pessoal combinaram?’ Ela queria passar com ele, mas sentia-se constrangida em perguntar porque sabia que o que havia planejado e cabia em seu orçamento não era para mauricinhos como ele.

‘Quais são os seus planos? Quero passar com você. ’ Ele respondeu distraído, admirando a tatuagem dela.

‘Ver os fogos da praia. Vai ter um churrasco no camping antes da meia noite... ’

‘Gata, deita de costas, por favor. ’

Ela deitou,sorrindo e ele se inclinou sobre ela passando os dedos na sua lombar logo acima do biquíni. ‘Lizzy, vamos lá ao estúdio de tattoo reclamar. Sua tatuagem está apagando. ’

Ela riu. ‘Deve estar mesmo. É henna!’

‘Henna?’

‘É, tatuagem temporária. Quando eu chegar em casa já não vou ter nada. Daí minha mãe não vai precisar ter uma crise de nervos com minha tramp stamp. ’ Ela fez uma careta, mas estava adorando os carinhos na lombar. ‘ Desapontado?’ Ela flertou.

‘Não… ’ Darcy franziu as sobrancelhas. ‘Mas eu gosto da sua tattoo, é divertida... E espirituosa, como você. ’ Ele debruçou sobre ela um pouco mais e beijou a tatuagem a fazendo ter um calafrio tão forte que Darcy sentiu e riu satisfeito.

Ficaram em silêncio novamente, ele sentado olhando o movimento do mar, ela descansando os olhos deitada de bruços. Seus pensamentos embalados pelo barulho do mar - ora com efeito calmante, ora inquietante - Lizzy começou a ficar com medo que Darcy estivesse para lhe dar o fora e perguntou de novo sobre o Réveillon.

‘Vai ter uma festa no resort que a gente iria ficar, aquele que te contei.’ Ele deitou para olhar Lizzy nos olhos e cruzou os braços atrás da cabeça. Ela concorou, se lembrava bem da estória do resort. ‘Quero que vá comigo. Vamos?’

‘Ia adorar, mas vim com meus amigos, então...’ Ela disse desencorajada e olhou para baixo. Que droga, o cara lindo e gostoso estava escapando dela e não tinha remédio. Não que ela quisesse um namorado... depois de terminar com Bill pela terceira vez, andava de saco cheio de namorados, havia decidido dar um tempo... E Darcy estava de mudança para Inglaterra de qualquer maneira.

‘Charlo e Dennie também estão convidados, Lizzy. Quero mesmo passar o Ano Novo com você. ’ Ela ainda parecia duvidar. ‘Estava falando nisso com os caras hoje pela manhã. Podemos levar um convidado cada e eu queria convidar você, Thorn e Ricky logo se ofereceram para convidar Charlo e Dennie. Acho que não foi esforço nenhum para eles, na verdade.’

Lizzy riu, mas ficou pensativa. ‘Vou falar com eles. Adoraria. De verdade.’ Darcy se virou sobre ela para roubar um beijo, depois vários beijinhos que cresceram para beijos quentes e logo ela estava deitada sobre ele sob a luz inspiradora do crepúsculo na praia praticamente deserta. Ela teve que fazer uma ginástica para evitar que as mãos dele mergulhassem dentro da sua calcinha, mas seu joelho no bunchage dele e as mãos dele nos seios dela eram necessários, indispensáveis, essenciais.



O último dia do ano, nem Darcy, nem Lizzy conseguiu acordar cedo depois da noite longa nos bares e da pegação, então chegaram à piscina natural quando estava começando a ficar vazia para matar tempo com alguns dos seus amigos. Não haviam passeios guiados nesse dia, todos queriam se preparar para as festas de Réveillon, Cachadaço foi exclusiva deles por algumas horas.

Às nove da noite, saíram para o resort com Lizzy no carona enquanto Darcy dirigia e ele ficou maravilhado com a deliciosa sensação da mão dela na sua perna toda vez que ela virava para trás para conversar com Charles, Jane, Ricky e Dennie acomodados nos bancos de trás.

Três casais amigos prontos para romper o ano com os corações cheios de boas expectativas. E amores de verão.

continua na última parte aqui...
¹ - Lança perfume - Rita Lee 

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E eles estão juntos! O que lhes reserva essa festa de Revéillon? 
Última parte promete...

Obrigada por seguir essa fanfic. Pode comentar, vou adorar ler sua opinião!

bj

Aviso: imagens do google, com algum trabalho meu de edição. Fic minha, até registrada! Uhu!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Amor de verão em Paraty - segunda parte

Oi, oi, oi!

Estou aqui curtindo o verão, digo, inverno no Rio. Pelo menos 30º, caramba!

Darcy congela novela das oito
E quem não quer largar tudo e ir para praia, né? Nossa, nada mais gostoso que matar tempo na praia, no meio de um dia de semana. Mmmm...

Adoro ser turista... Mas como aqui no Rio de Janeiro eu sou local e não turista só posso suspirar de inveja quando vejo gringos vermelhinhos como camarão no metrô, carregando suas indisfarçáveis garrafas de água de 1,5lt. 

luggage Elizabeth Bennet
Olha a mala da Lizzy... Quero dizer, a bagagem da Lizzy... Vc entendeu, né?

Pelo menos posso escrever sobre Mr Darcy e Lizzy sendo turistas aqui pelas nossas bandas. Yay! 

Como prometi, segue a segunda parte da estória do amor de verão de Mr Darcy e Lizzy. Serão 4 partes, a primeira postada na semana passada e as outras duas nas próximas semanas. Espero que esteja gostando.


Como William Darcy poderia ter conhecido Lizzy Bennett

2ª parte (unbeataed)
clique aqui para 1ª parte
classificação Adulto (+18)/relacionamentos homossexuais são mencionados 


vacations sexy Bennet
Olha a Lizzy aí na Tirolesa, curtindo todas em Paraty e Trindade.
Cenas do capítulo anterior: Will e Lizzy acabaram de se conhecer por acaso em Trindade, Paraty -RJ. Infelizmente ele falou demais e ela ouviu, o que criou um mal estar entre eles apesar da óbvia atração que sentiram. Agora eles estão prestes a se conhecer formalmente. Será que Darcy vai conseguir desfazer mais esse mal entendido?

O grupo de Seattle está de molho na piscina natural do Cachadaço e de repente os amigos de Meryton aparecem saindo da mata às gargalhadas.

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 Luz do fim de tarde¹
Meu rosto encontra a luz
Não posso compreender
Não faz nenhum efeito


Jane, sempre preocupada com o bem estar alheio, tentou começar uma conversa. Ao ver Charlo alvo de deboches e picadas ela nunca conseguiria resistir à tamanha oportunidade de ajudar. ‘Puxa vida, sinto muito... Você está se sentindo mal?’

‘Meu orgulho está mais ferido do que qualquer outra coisa.’ Charlo respondeu franzindo o rosto numa careta quando sentou um pouco afastado de Jane na enorme piscina natural sentindo o arde e cura da água do mar no seu traseiro prejudicado. ‘Para falar a verdade, dói um pouco sim...’ Gemeu.

‘Você não viu o formigueiro?’ Jane perguntou em voz preocupada pensando em como poderia ajudar esse estranho que de alguma maneira lhe era familiar. Afinal de contas, os dois tinham a língua materna em comum nessa terra estrangeira.

‘Não, tinha um monte de folhas e eu decidi sentar numa pedra…’ Mas antes que Charlo pudesse se explicar, Lizzy chegou perto rindo e abanando o rosto com sua camiseta em uma tentativa vã de espantar o calorão.

‘Ele estava distraído, curtindo com a nossa cara!’ Falou em uma risadinha irônica sentando perto de Charlo nas pedras em volta da piscina.

‘Elas estavam fazendo corpo mole!’ Charlo reclamou igualzinho a uma criança mimada fazendo queixa dos amiguinhos para a professora enquanto Dennie explodia em riso.

Jane riu com eles também; os três amigos eram muito engraçados. Devem ser amigos há um tempão, ela pensou. Lizzy ficou contente que a loura bonitinha estava pelo menos tentando ser simpática com eles; e nessa viagem Lizzy estava disposta a fazer novos amigos, conhecer tantas pessoas novas quanto possível. O grupo de mauricinhos espalhados ao redor da piscina nem tentou falar com os amigos de Meryton, só o lourinho pelo menos sorria para eles.

‘Sou Lizzy, aquela ali tirando os tênis é Dennie, e esse bundão é Charlo. Somos Americanos. ’

‘Na verdade sou Inglês, mas Americano de coração. ’ Charlo disse num sorriso.

‘Ai, que bom! Nós somos Americanos também! De onde vocês são?’ Jane ficou encantada em descobrir que eles realmente eram mais próximos dela do que os outros estrangeiros nesse paraíso exótico.

‘Meryton, Massachusetts. Já ouviu falar?’ Lizzy perguntou sorrindo.

‘Desculpe, não. Conheço Boston. E Nova York. ’ Jane disse se desculpando.

‘Isso aí, Costa Leste!’ Lizzy tenotu ser simpática fazendo esforço para não franzir as sobrancelhas bem feitas.

‘Eu sou Jane, esse homem lindo aqui é meu namorado Charles. ’ Ela falou olhando para Bingley e acariciando seu rosto.

‘Fala, Celtics!’ Bingley disse no sorriso contagiante que era sua marca registrada se referindo ao time de basquete.

Dennie que entrava na piscina e sentava do outro lado de Charlo franziu as sobrancelhas indignada. ‘Red sox, faz favor!’ Para ela, Bingley citar basquete e não baseball era como um xingamento.

Lizzy se acomodou na pedra mesmo e tirou seus tênis e meias rindo com Jane e Charlo.

Jane continuou. ‘O moreno alto lá no fundo é Will; o fantasma pálido ao lado dele é seu irmão Ricky...’

‘Mariners aqui!’ Ricky gritou virando a cabeça para mostrar o emblema em seu boné e Darcy balançou a cabeça sem sorrir nem tirar os óculos escuros. Estava indeciso entre chegar perto e se desculpar ou se acovardar e ficar onde estava na esperança de que morena linda não o reconhecesse. Ele a reconheceu instantaneamente.


‘A gente se divertiu setembro passado, né?’ Dennie sorriu de soslaio implicando com Ricky sobre a partida que seu time ganhou do deles.

Com isso, Darcy decidiu ficar onde estava mesmo, ele é que não ia pedir desculpas para ninguém que debochava do seu amado Mariners.

‘Não cante vantagem, Sawx! Tem sempre volta!’ Ricky advertiu debochando do sotaque dela e Dennie riu.

‘Então…’ Jane disse balançando a cabeça para a besteira sobre baseball. ‘... Os gordinhos aqui são Thorn de camiseta na água... ’ Ela balançou a cabeça de novo para a vergonha de Thorn em mostrar suas banhas em público, ‘e Chris. Lá daquele lado, o magricela tentando pescar como um urso é Julius. ’

‘Olá, meninas!’ Chris as cumprimentou educadamente. ‘E amigo.’ Ele disse tocando seu boné como um cavalheiro tocava sua cartola no passado.

Julius acenou do canto direito da piscina onde os peixinhos nadavam. ‘Pessoal, vocês têm que vir aqui! A gente pode ver os peixes, mesmo sem óculos!’

Apesar de todos se mostrarem muito educados, o único que chegou perto foi Thorn que logo engrenou num papo com Charlo deixando Dennie e Lizzy para conversar com Jane. Elas descobriram que tinham amigos em comum online e que tinham souberam sobre Trindade da mesma maneira.

Bingley estava contente em permanecer giboiando de olhos fechados; acariciando as costas de Jane enquanto ela estava feliz fazendo amizade com as meninas da Costa Leste. Assim as férias estavam ótimas para ele; num paraíso com sua adorada Jane.

Darcy estava hipnotizado com Lizzy, não conseguia tirar os olhos dela. A maneira como ela balançava as pernas atraentes para molhar os pés na água, como brincava com a longa trança de cabelo escuro, o sutiã de biquíni colorido e o short que ela não tirava. Só os óculos escuros redondos tipo Lennon o aborreciam, ele queria estudar a bela expressão de seus olhos negros da mesma maneira que estudava sua boca enquanto ela falava ou ria. E ela ria à beça.

‘Distraído, general?’ Ricky perguntou usando o apelido de infância, quando Darcy era um menino sisudo lhe dando ordens.

‘É… Lembra que eu te contei do meu fora e que uma princesa tinha me ouvido?’

‘Xinxeiros!’ Ricky falou rindo e agitando água em volta dele.

‘É ela. E fala baixo.’ Darcy cochichou entre os dentes, ocupado em observar Lizzy se inclinar para frente para sussurrar alguma coisa no ouvido do Charlo, que explodiu em uma risada.

‘A loira alta ou a morena gostosa?’ Ricky perguntou, balançando as sobrancelhas.

‘A deusa de biquíni listrado. ’

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A entonação tanto quanto a expressão que Will usou fizeram Ricky virar a cabeça para olhar diretamente para ele. ‘Deusa?’ Ricky perguntou levantando as sobrancelhas. ‘Talvez você devesse oferecer um sacrifício para ganhar o perdão dela!’ Ele fez graça.

Darcy considerou a idéia.

Logo em seguida o barqueiro chegou para levar os caras de Seattle de volta e ele não gostou de deixar as belas curvas emolduradas no biquininho de dar água na boca para trás. Para seu aborrecimento ela só tirou o shortinho preto quando eles já estavam entrando no barquinho, então a única coisa que Darcy conseguiu ver foi um vislumbre dos lacinhos que seguravam a calcinha aos quadris dela.


Mais tarde naquele dia, os amigos de Meryton se juntaram aos novos amigos que fizeram no camping para um fim de tarde e noite em Paraty. O casal de Indianos tinha ouvido falar de um restaurante típico da sua terra no Centro Histórico e convidaram Lizzy, Dennie e Charlo para experimentar.

Foi um programa maravilhoso. As ruas e prédios coloniais, o passeio de charrete, as pessoas bronzeadas, boa música nas ruas, bons drinks: tudo ótimo.  E foram apresentados à caipifruta vendida em barraquinhas na rua. Primeiro Dennie provou de kiwi, Charlo de abacaxi e Lizzy de morango; na segunda rodada eles provaram uva verde, goiaba e maracujá enquanto os Indianos não saíram do limão. Todos ficaram tentados à uma terceira rodada, mas desistiram já que a vodca doce subia rápido.


Os caras de Seattle acomodaram-se no mesmo bar da noite anterior, preguiçosamente aproveitando a brisa morna vinda do mar. Mas, vendo Darcy amuado, Jane decidiu intrometer-se.

‘Você está ainda mais calado do que de costume, amigo.’ Disse na sua maneira amável.

‘Estou, amiga?’ Darcy sorriu achando graça na sua doce e leal amiga de tantos anos.

‘Tá, sim… Será que é por causa da minha nova amiga de infância, Lizzy a Yallie?’ Ela perguntou num sorriso de lado.

‘Yale, é mesmo?’ Darcy levantou as sobrancelhas surpreso (e satisfeito) em saber que sua deusa era de uma universidade tão boa. ‘Vocês conversaram à beça, pareciam mesmo se conhecer. ’

‘Ela é muito simpática; você deveria tentar falar com ela ao invés de ficar só encarando. ’ Jane implicou tomando um golinho da sua cerveja.

‘Tão óbvio assim? Você acha que ela percebeu?’ Darcy inquietou-se na sua cadeira, de repente preocupado.

‘Uma garota percebe quando um cara fica interessado, especialmente um cara alto e bonitão com você. E... Ela estava curiosa sobre você... ’ Jane sorriu.

 ‘Nem tenta ser malandra, Jayjay. Você não sabe fazer isso.’

Jane deu uma risadinha. ‘Ela me perguntou se você estava puto de estar aqui porque você está sempre de mau humor, franzindo a testa. ’ Jane deu de ombros. ‘Eu só não sei de onde ela tirou que você estava de mau humor. ’

Darcy franziu a testa realmente contrariado. Ele tinha achado que ela não o tinha reconhecido, mas parecia que sim - muito bem.

‘De qualquer maneira, eles não estão aqui hoje. ’ Jane continuou. ‘Lizzy, Dennie e Charlo. Eles foram jantar no Centro Histórico de Paraty. ’

Darcy bufou infeliz com sua má sorte, mas Thorn estava ligado na conversa deles. ‘Vamos também, então! Genial!’ Falou como se fosse uma idéia óbvia e bateu palmas alegremente chamando a atenção dos outros.

‘Vamos também para onde, Fatman?’ Darcy perguntou irritado com a intromissão, usando o antigo apelido para aborrecer Thorn.

‘Paraty! Vamos encontrar eles lá. Eles são nossos amiguinhos agora, então...’ Ele falou maliciosamente.

Thornton mal podia esconder sua excitação em encontrar Charlo novamente e Darcy achou bastante conveniente já que não estava bem certo como se sentia sobre Lizzy. Talvez estivesse interessado nela somente porque tinha sido grosseiro e ela tinha ouvido; ou talvez porque ela fosse uma gostosa. Então, pegando carona na excitação de outra pessoa, ele incentivou o grupo a passar a noite em Paraty. Pertinho, menos de vinte quilômetros, eles poderiam chegar lá em meia hora – tempo de sobra para aproveitar a noite no Centro Histórico.

Darcy e Julius assumiram os volantes já que estavam sóbrios, e o grupo de Seattle chegou a Paraty no início da noite.

Mesmo tendo visto o mesmo show na Praça da Matriz, eles não se encontraram com os amigos de Meryton. A Praça estava lotada, assim como as ruas em volta. Como não havia mesas nos bares próximos, eles tiveram que achar um recanto na porta de uma loja de artesanato e beber de pé. Os caras de Seattle raramente bebiam alguma coisa além de cerveja, talvez se ousassem teriam visto o pessoal de Meryton nas barraquinhas de caipifruta.


Só no dia seguinte, na visita às cachoeiras, foi que Darcy encontrou Lizzy de novo.

O passeio de jipe pelas trilhas durava seis horas e passava por quatro cachoeiras e uma destilaria de cachaça, mas o cheiro da mata fechada e as curvas das trilhas não estava fazendo nada bem aos estômagos e ressacas dos amigos de Meryton. As cabeças doíam, os estômagos davam piruetas e a estradinha continuava a chacoalhar o jipe.

Quando finalmente chegaram à primeira parada, a linda cachoeira Poço das Andorinhas com sua água gelada e o constante barulhinho de água caindo, Lizzy estava praticamente passando mal. Tão enjoada e suarenta que mal percebeu outros dois jipes no mesmo local. A mão que a ajudou a passar pelas pedras para chegar à água só lhe chamou a atenção porque não soltou a sua imediatamente após ela pisar em segurança no mato.

‘Está se sentindo bem? Parece meio tonta.’ Uma voz grave perguntou perto do seu ouvido.

‘Mais ou menos… minha cabeça está meio que girando.’ Só aí que ela olhou para cima e viu o Babaca bem pertinho dela. “Will, o nome dele é Will. E ele é lindo, que voz sexy.” Lizzy pensou consigo mesma. ‘Bebi demais ontem à noite.’ Ela disse fazendo careta e engoliu em seco. 

Darcy riu. ‘Consegue andar sozinha?’

‘Sim, obrigada. Will, né?’

Ele concordou com a cabeça. ‘Lizzy’. Ele disse, ela concordou com a cabeça. E se arrependeu do movimento.

Lizzy precisou gastar uns minutos acalmando seu estômago o suficiente para tirar a legging, a camiseta, tênis e meias; e finalmente entrou na água. A força da cachoeira aos poucos limpou sua ressaca e ajudou a organizar seus pensamentos. O raio de sol filtrado pelas árvores batendo direto na piscina de água fria justo onde ela escolheu para sentar e bater papo com Jane também ajudou muito, e ali elas ficaram observando os turistas dos três jipes alegremente se esbaldando na água.

Na segunda parada, quase uma hora depois, Lizzy estava se sentindo ela mesma de novo. Somente a partir dessa hora ela conseguiu observar Darcy.

Ele a ajudou de novo, duas vezes na verdade: primeiro quando ela descia do jipe e depois com seu equilíbrio. Para chegar à traiçoeira cachoeira do Tarzan eles tinham que atravessar uma ponte de cordas sobre o rio, então Darcy aproveitou para ficar o tempo todo ao lado dela e ela adorou a atenção. Riram de nervoso quando a ponte balançou e eles quase caíram, e mais ainda quando Lizzy cantarolou o tema de Indiana Jones enquanto eles continuavam com mais cuidado.

‘Você está de bom humor hoje, Will. ’ Flertou enquanto tiravam a roupa perto da água. Lizzy estava começando a se preocupar com a segurança dos lacinhos do seu biquíni, essa cachoeira parecia ainda mais forte que a primeira.

‘Eu estou sempre de bom humor…’ Ele respondeu a atacando com todo o devastador poder de seu sorriso cativante.

‘Não parece. Ah, vai ver falta a nuvem de maresia… ’ Ela levantaou uma sobrancelha e satisfeita em viu que ele corou de vergonha.

‘Lizzy, olha só… Eu quero me desculpar por aquela asneira. Eu sei que me ouviu, não queria ser grosseiro. Estava cansado da viagem e quando chegamos, fiquei surpreso com as coisas e-’

‘Tá bem. Já chega. ’ Lizzy levantou a mão para tocar o braço dele secretamente admirando seus músculos. ‘Eu já tinha desculpado com a sua primeira frase!’ Ela riu e retirou sua mão. ‘Foi engraçado ver sua surpresa. ’

Darcy corou de novo, mas foi salvo da conversa embaraçosa por um grito vindo da ponte de corda.

Depois da visita à destilaria, eles pararam para almoçar e visitaram a terceira e quarta cachoeiras. Na cachoeira do Tobogã, as pessoas se alternavam escorregando nas pedras e Darcy conseguiu arrumar um jeito de ficar perto de Lizzy mais que uma vez. Fez questão de ajudar tanto quando ela chegava à água depois da descida, quanto quando ela estava tentando começar a escorregar.

‘Vou ter que parar de te agradecer, Will! Ou então vou fazer isso o dia todo!’ Ela falou rindo.

‘De qualquer maneira, não vou parar. ’ Ele respondeu através de outro sorriso devastador que fez o estômago dela dar pinotes de novo.

Lizzy mordeu os lábios tentando pesar prós e contras rapidamente, mas acabou decidindo em num ímpeto. ‘Hoje à noite vai ter uma rave na praia. Vocês ouviram dizer? Vão?'

Darcy achou que ela estava linda assim, mordendo os lábios que para ele pareciam tão suculentos. ‘Eu vou, se você for. ’

‘Você vai, então!’ Ela disse meio sem jeito; ele era tão lindo e estava flertando com ela... Caramba, se não fosse a água gelada ela poderia ter desmaiado! ‘Te vejo lá mais tarde então. ’ Ela sorriu, ele respondeu.


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Continua...

¹ - A fórmula do amor - Leo Jaime 

E aí? O que está achando? O charme do Sr Darcy vai convencer Lizzy?

Clique aqui para ler a 3ª parte

Comentários?


Gostou do biquini da Lizzy? Eu também. Tá na Quincy.


Te vejo na próxima parte,
bj