& Moira Bianchi: emma watson
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domingo, 30 de abril de 2017

BIBLILOVE - A bela e a fera modernos - Capítulo 1

Olá,
Minha primeira série, as 'PRINCESAS POSSÍVEIS' está indo como planejado, um novo romance a cada dois meses!
E para comemorar o lançamento do VOLUME 2 - NOIVA EM 6 PÉROLAS - Cinderela moderna, carioca e Olímpica, vou começar a publicação dos primeiros capítulos aqui.



BIBLILOVE - o primeiro volume da série, A bela e a fera modernos e carioca, já tinha os primeiros capítulos no Wattpad (aliás, me segue lá?), mas agora Cibele vem para casa - o blog!

Vamos lá?
Série PRINCESAS POSSÍVEIS
VOLUME 1
romance inspirado em 'A bela e a fera'

Princesa.

Substantivo feminino, a moça que pode se tornar rainha por ser filha do rei ou por se casar com um príncipe; alteza, mulher bela e formosa, culta e educada.

À Cibele faltava a realeza e mesmo assim desde muito cedo aprendeu a responder quando ouvia ‘princesa’. Sua falecida mãe sempre dizia ‘moya printsessa’ usando o pouco da língua dos pais que se lembrava. Era uma bonita e frágil descendente de Russos que infelizmente não resistiu à sua doença e faleceu logo após Cibele fazer treze anos.

Além da dor, restou a Xavier Machado terminar de criar com todo o cuidado e dedicação a filha querida que parecia bastante com a mãe. Cibele aos poucos se acostumou a não ouvir mais ‘minha princesa’ e, fora isso, nada lhe faltou.

Vários aprendizes de príncipes passaram por sua vida, mas a nenhum ela decidiu se unir definitivamente por lealdade ao pai que nunca a submeteu a nenhuma madrasta. Dezenove anos após a perda da esposa e ele ainda era solteiro.

‘Por que não namora ninguém, pai?’ Ela perguntou quando comemoraram o aniversário de cinco anos do falecimento.

‘Quem disse que não namoro, Bele?’ Xavier fez uma expressão divertida.

‘Está sempre em casa, nunca sai à noite...’

‘Você precisa de mim.’

Aquelas palavras ficaram gravadas na sua cabeça e coração, inconscientemente decidiu retribuir a gentileza decretando um limite para qualquer romance que tivesse.

Segundo a análise do pequeno e unido grupo de amigas que se falava quase diariamente, todas também princesas em suas muitas qualidades, Cibele era a única responsável por nunca ter sido pedida em casamento.

‘Acho que esse último ia te pedir em casamento...’ Cecília, a amiga calma e discreta pensou em voz alta, olhando sobre as lentes dos óculos escuros sob a barraca de praia.

‘Também acho.’ Ariela, a prima mais velha a quem Cibele considerava irmã, concordou mantendo os olhos na enteada de dez anos jogando frescobol na beira d’água com uma amiga. ‘Se ela tivesse aceitado morar com ele, com certeza o cara ia fazer o pedido.’

‘Coitadinho... Acham que ele queria fazer estágio?’ Serafina, que resistia a relacionamentos por temer se machucar, debochou. ‘Bem feito!’

‘Você sempre acha que os caras são todos errados, Rafí.’ Sua irmã, Melissa, sacudiu a cabeça. ‘O cara estava inseguro, é normal isso. Bele é totalmente dedicada ao pai.’

Bianca inclinou a cabeça sorrindo. ‘Pode até ser normal, mas é um corta tesão... Ele poderia ter falado antes. Se quisesse mesmo casar com ela, teria tomado uma atitude.’

Todas concordaram.

Na verdade, ele tinha dado dicas – algumas bastante eloquentes, que Cibele preferiu ignorar. ‘Pedido de casamento não houve, e se houvesse, teria recusado.’

‘Vai ficar com tio Xavier para sempre?’

‘Um dia, um príncipe perfeito vai chegar em um cavalo branco...’

‘Nesse dia me decido!’ Cibele fez graça.

Duvidava que esse homem maravilhoso e seu alazão existissem apesar de ter certeza de que havia muitos – só não calçavam seu número. Para si mesma repetia que não era fechada aos romances, vivia alguns muito bacanas, especialmente com a ajuda de aplicativos de encontros. Qual poderia ser o problema de evitar comprometer-se a longo prazo?

Bonita, loura quase natural, em forma, bem humorada, culta, educada e solteira. Feliz.

Cibele era advogada de formação como o pai e também como ele, era apaixonada por livros. Qualquer um. Letras impressas em papel, ilustrações, mapas, esquemas, orações, romances, histórias: se era encadernado, tinha título e autor poderia ser incluído no alvo de sua paixão.

Xavier abdicado do exercício da advocacia em prol de carreira no funcionalismo público, mas frustrado decidiu abrir uma pequena livraria especializada em raridades. A loja física ocupando a extensa garagem do sobrado na Urca nunca cresceu, mas o negócio prosperou muito além das estantes de madeira lustrada e torneada.

Entre primeiras edições, point de lançamentos de bibliografias badaladas, precursor do selo ‘Livraria de charme’, a BibliLove era uma seara no meio do bairro mais bucólico do Rio de Janeiro.

E sua administração era o trabalho de Cibele, ao qual se dedicava com gosto e competência.

Para manter a forma, ela havia descoberto o muay thai. Praticar boxe tailandês era excelente não só pelas 1.500 calorias gastas por aula, mas também por ajudar a quebrar o estigma da lourinha bonita, burra e fresca.

A pequena academia no quarteirão da livraria era feia, mal iluminada e às vezes fedia (dependendo, se os alunos fossem os semi-profissionais em treino pesado pré-competições). Mas era autêntica. No wellness center badalado e decorado onde a prima fazia natação, muay thai parecia uma visita ao salão de beleza. Ali na sua pequena academia de luta ela encontrava amigos, lutava admirando o pôr-do-sol na baía da Guanabara e deixava a mente voar longe.

‘Tenta não ofender esse, Bele.’ O dono da academia, testa franzida. ‘Não posso dar essa aula introdutória para esse cara novo, meu braço está muito inchado depois do tombo de hoje cedo. Vou ficar de olho do balcão, se comporta!’

‘Dou conta.’ Cibele disse distraída em trançar o cabelo para manter longe dos olhos.

‘Quero dizer, não ofenda o cara mais do que ele vai ficar tendo você como instrutora.’

‘Ôpa! Qual é o meu problema?’

‘Uma princesa linda dando uma surra nele.’ O dono prendeu os lábios. ‘Depois da sua aula qualquer cara precisa de umas injeções de testosterona.’

‘Tudo maricas!’ Riram juntos. ‘Nunca quis ofender ninguém!...’

‘Claro que não, e é ótima lutadora.’

Cibele tentou não pegar pesado com o cara levemente grisalho de nome engraçado. Calado, forte, em forma, inexperiente nas lutas e um cavalheiro com medo de machucar a moça...

‘Vamos lá, Petrônio, chuta!’ Cibele gritou com sobrancelhas unidas. ‘Tem joelho, tem pé, droga! Chuta forte!’ Ela mostrou a mão dentro do aparador de joelhadas. ‘Está cansado?’ Provocou.

Em resposta, ele se contentava em apertar os dentes e bufar, limpava o suor da testa com o braço ou o ombro tentando não perder o foco. As poucas palavras que o quarentão grunhiu mais pareciam rugidos, a voz excessivamente grave precisava de atenção para ser compreendida, e naquele momento ela queria lutar.

‘Esquece meu decote! Chuta!’ Cibele provocou mais, o homem mal havia perdido dois segundos admirando seu top e short largo. Mas era muito cru no esporte. ‘Soca! Chuta! Força!’

Do balcão da recepção o dono da academia suspirou vendo mais um cliente que nunca mais ia voltar... Somente os que a tinham como colega de treino conseguiam vencer o constrangimento e achando que poderiam ganhar um encontro com a linda fera loura marcavam mais algumas aulas. Esse, como outros dois antes dele, provavelmente carregaria a surra marcada no orgulho.

---

Definitivamente o corpo de quarenta e cinco não era nada comparado ao de trinta e cinco. Petrônio bufou esticando o pescoço para um lado e para o outro. Uma semana desde a primeira aula de muay thai, dois dias desde a segunda e havia tanto ácido lático circulando por suas veias que levantar o copo de cerveja era um esforço.

Deveria estar recompondo seus músculos com aminoácidos e comendo proteínas, mas cansado e estressado se rendeu ao apelo curativo de assistir uma partida de futebol no bar do bairro.

Estava há pouco tempo na Urca e muito desde que havia morado no Rio de Janeiro da última vez, decidiu que se daria ao luxo de curtir a adaptação reduzindo a carga de trabalho e escolhendo bem os clientes para quem daria o privilégio de agir como lobista.

Quase dez anos de Brasília pesavam no seu renome profissional, gastrite nervosa e consciência apesar da conta bancária gorda. Era hora de ganhar distância, almejar novos caminhos, desbravar novos horizontes.

Não havia volta.

O que ainda o ligava ao Planalto Central seria desligado naquela semana mesmo já que tinha conseguido o contato do intelectual abnegado indicado para trabalhar como ghost writer. Uma vez que esta tarefa estivesse encaminhada, Petrônio poderia se considerar um homem livre.

Alguém comentou na mesa ao lado alguma coisa sobre a seleção, o técnico ou expectativas para a Copa do Mundo que começaria em poucos meses no estádio Paulista que muitos duvidavam se estaria pronto.

Petrônio estava muito descrente com o time oficial de estrelas mais preocupadas com suas carreiras pessoais do que com a nação de chuteiras, tinha visto demais dos preparativos por debaixo dos panos para se animar com a competição de maneira geral.

Mesmo assim, determinado a despressurizar e adaptar-se ao novo estilo de vida apesar de frequentar a ponte aérea, ele discutia futebol esperando a partida amistosa contra o Panamá daquela tarde.

Já estavam no pré-jogo, os atletas se aqueciam no campo quando um raio louro passou na calçada seguida por dois mendigos. Passou rápido e como Petrônio já estava na terceira garrafa seus reflexos estavam lentos o suficiente para que só o perfume e a sombra do cabelo louro ficassem claros para ele.

Apertou os olhos tentando lembrar o nome da fera loura instrutora de luta e decidir se os maltrapilhos que a seguiam estavam prestes a atacá-la.

Mas no bar ao lado, um boteco pé-sujo com vitrine de ovo colorido e sardinha frita, ela parou e se virou para conversar algo com eles, apontou onde Petrônio estava, depois para o boteco e um apontou para a calçada, ela concordou e entrou no bar.

Dois minutos depois o mendigo estava de pé no meio da rua parando um taxi, abriu a porta e ela entrou sorrindo. O raio louro sumiu tão rapidamente quando apareceu.

Petrônio manteve os mendigos sob vigilância enquanto comiam voraz e constrangidamente um prato feito grande acompanhado de uma cerveja cada. Assistiram boa parte do jogo, recolheram seus pratos, copos e garrafas, também outros nas mesas vizinhas, entregaram no balcão e saíram.

Cibele, o nome era Cibele, ele se lembrou vendo os homens passarem por ele. Talvez tenha sido o cheiro que eles deixaram em oposição ao perfume que a acompanhava.

---

‘Demorou, Bele!’ Rafí reclamou abrindo a porta de sua casa. ‘Quase começando o jogo!’

‘Atrasou para se arrumar toda. Somos só nós, boba!’

‘Sabem que não saio de casa maltrapilha!...’

‘Para descer para a livraria precisa fazer escova no cabelo, maquiagem, bijuterias, acessórios...’

‘E Deus me livre se a roupa estiver amassada!’

Riram as amigas e Cibele revirou os olhos. ‘Tive que passar no bar da esquina para organizar um almoço para meus amigos.’ Cibele beijou o rosto da amiga e da prima sentada no sofá. ‘Eles queriam tomar banho na livraria e claro, comer alguma coisa.’

‘Quais amigos?’ Bianca franziu a testa. ‘Suas amigas estavam te esperando aqui! Está dizendo que existe gente mais importantes que nós?’ Sorriu irônica.

‘Coitadinhos, Bia.’

‘Achou mais um, amiga?’ Melissa gritou da cozinha arrumando copos ao redor de um prato com sal na bandeja.

‘Átila me pediu para deixar um conhecido usar o banheiro, sabia que eu não iria negar.’

‘Temos certeza que esse cara não tira vantagem de você?’ Serafina ligou o liquidificador misturando marguerita para todas.

‘Ah, Rafí, alguém tirando vantagem de Bele?’ Ariela riu. ‘Existe homem assim corajoso?’

Riram todas.

‘Átila trabalha para nós às vezes, faz segurança e ajuda a manter os flanelinhas longe, cuida dos paparazzis quando a noite de autógrafos é cheia de artistas famosos.’ Cibele provou o drink e levantou o polegar em aprovação. ‘Ele é totalmente seguro.’

‘Drogado.’

‘Viciado, coitado.’

‘Se o cara é tão bom, como é morador de rua?’ Bianca desafiou.

‘Acho que nem ele sabe.’

‘Quem tinha uns ratinhos ajudando, fazendo as coisas, costurando e tal?’ Cecília sorriu por cima da sua taça de marguerita. ‘Cinderela, né?’

‘A Bela da Fera tinha uns bules e xícaras.’

‘E Branca de neve uns passarinhos.’

Cibele levantou o dedo. ‘Alto lá! Olha o respeito!’

‘Então nem comento de bule, xícara, relógio?...’ A esta altura, as amigas estavam rindo fora de controle com a ajuda da tequila com suco de limão.

‘E tinha um candelabro cantor!’

Cibele revirou os olhos.
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estamos só começando...


sexta-feira, 24 de março de 2017

Bite my belly

hello,

so, after a long time away from my blog, I'm commiting myself to post at least once a day for a month. There's this VEDA thing, so I'll try a PEDA. Ha!

Let me not start on that, I'll have plenty of posts to mumble. 
Now I'd like to talk about Beauty and the Beast and its brouhaha.

First, I feel a bit awkward about posting my view on the Disney revamp because coincidentally I just released a book in Portuguese inspired by the old tale. It's a big project for me, kinda of a challenge I gave myself to write 6 romances frugally inspired by fairy tales - Beauty and the beast, Cinderella, Little mermaid, Little red riding hood, Snow white and Sleeping beauty. Although Cinderella was written before the others, Beauty and the beast start the series. I talked about the release dates with several literature friends and was convinced it was not 'ugly' to let my book out near the very famous movie. Still I feel awkward.

Anyway, I watched the movie this week and thought it a bit frustrating... It's a revamp! I read about it, why did it frustrate me to watch the same scenes from the cartoon? Can't say... Guess I expected a lot more, dazzling CGI, enchantment as in Cinderella, a compelling story line as in the 2014 movie, don't know.

But oh, how beautiful it is! The Beast's castle is breathtaking. I loved it! Gaton's tavern (I know it's not his, but it his big scene) is as cool as the one at DisneyWorld.

And we arrived at the belly bite... Oh, how much brouhaha about LeFou... Kudos to Disney for at least acknowledging there are gay people in the world but was it necessary to make a show out of it? Interviews, discussions, etc, etc... And he was the silly one enfatuated by someone who dispises him - I understood they had a romantic liaison like Gaston was the ultimate fuck boy. Couldn't LeFou be gay and have a healthy relationship?
Fuck boy bit his belly... Huh! :/

My friends said that if I told anyone what I really thought about the movie, they'd do horrible things to me (can't exactly remember what I was threatened with) but, in short, I liked Cinderella best.



See ya.