Moira Bianchi: Compras, liberdade feminina e black friday: adoro!

domingo, 29 de novembro de 2020

Compras, liberdade feminina e black friday: adoro!

Olá!

Black Friday chegou e passou, mas o Natal bate à nossa porta. Além de uva passa, parente serpente e show do rei RC, essa época significa:

COMPRAS!

Comprando anel de noivado, Bertha ficou famosa por ter dedos extremamente finos' - gravura da metade do século 19 - disponível na Amazon

Sabe qual é a importância desse 'hobby' para o universo feminino?

Ajudou muito o desenvolvimento das empresas de cartão de crédito, sim, mas ir às compras agiu principalmente no tocante da conquista da independência feminina.

Passear livremente

As mulheres eram confinadas às suas casas que não eram apenas confortáveis, mas consideradas o único lugar seguro para elas. Essa proteção era mais figurativa do que literal; na época, apenas ser olhado por uma pessoa “indesejável” era considerado um insulto a mulheres “respeitáveis”. Então, era comum o comércio a domicílio.

Antigamente, mascates visitavam casas vendendo de tudo um pouco: fitas, botões, tecidos, móveis, serviços de cabeleireiro, retratista, etc. Era assim na época de Jane Austen, aqui no Brasil Colonial, nos EUA. Bem me lembro da visita do mascate na minissérie Alias Grace (passado no Canadá de 1843). Já viu?

tumblr


Vale lembrar o que já comentei aqui em outros posts, a situação feminina nos séculos 18 e 19 era muito diferente da nossa no século 21. Naquela época, a mulher era um pacote que devia ser carregado para cá e para lá pelo homem da família - fosse ele pai, irmão, sobrinho, cunhado. Sair de casa sozinha era proibido, elas deviam estar sempre acompanhadas por um parente ou uma chaparone, essa função sim poderia ser ocupada por outra mulher - criada, mãe, preceptora, avó. Liberdade elas tinham dentro de casa - mas nunca na frente de criados. As mais empobrecidas tinham mobilidade porque precisavam trabalhar para sobreviver, iam e vinham cumprindo ordens dos patrões, viviam do sexo ou das artes (ambas funções condenadas) e com isso, estavam mais expostas aos riscos oferecidos pelos homens tarados. 

Parece exagero e bobeira, mas não era. Se tiver saco, leia este artigo que compila arquivos de tribunais do final da era Vitoriana e Eduardiana, a tendência de questionar a respeitabilidade feminina e julgar a vontade delas de adequadamente resistir (ou não) aos avanços sexuais masculinos.

A vendedora de modas Bénard - 1769 - wiki


Mas o assunto aqui não é tão espinhoso. A invenção do ato de fazer compras como experiência, lazer, forma de passar tempo agradavelmente foi muito importante para os direitos das mulheres que empurrou diretamente a ascensão dos centros comerciais de lojas, confeitarias e restaurantes. Os shopping centers de hoje eram os quarteirões de lojas elegantes - que existem ainda.

Esses lugares foram fundamentais, pois abriram as cidades modernas para as mulheres e deram-lhes áreas onde elas, como os homens, poderiam vagar à vontade

Para muitas mulheres na era Vitoriana, especialmente na Grã-Bretanha, sair para fazer compras significava um gostinho de liberdade e ponto de partida para entrada na vida pública. A historiadora E. Rappaport em seu livro Shopping For Pleasure explica assim: “A respeitabilidade e a posição social de uma família dependiam da ideia de que a esposa e a filha de classe média permaneciam separadas do mercado, da política e do espaço público, então a mulher compradora era uma figura especialmente perturbadora.”

Foi mesmo um tipo de escândalo social, uma revolução, quando no final do século 18 e no 19, os centros urbanos passaram do domínio masculino que se dedicavam política e negócios para a frequente visita feminina. As mulheres pouco tinham presença pública, podiam ir a galerias, ao parque e exposições nos museus com um acompanhante masculino, e algumas mais ricas faziam compras. Com a industrialização e a revolução manufatureira do século 19, que produziu móveis, talheres, roupas e etc e tal em volumes assombrosos. A explosão na variedade e disponibilidade de bens de consumo significou que a crescente classe média poderia repentinamente comprar coisas apenas pelo prazer. A quem caberia essa árdua tarefa de escolher o que comprar? Às mulheres, claro.

loja de vidro em Londres, Pellatt and Green's. 1809


Se eram elas que ficavam em casa, normalmente seriam elas a saber o que a vida doméstica precisava e com isso, nasceu um passatempo. Logo, as donas de casa começaram a vagar pela cidade sob o pretexto de comprar coisas. Por esta nova definição, “comprar” nem sempre envolveu uma compra real. Tratava-se dos prazeres de admirar, ver os pontos turísticos, as exibições, as pessoas. 

O mundo era dividido em duas esferas durante a era vitoriana, e essas fronteiras eram rígidas: os homens possuíam centros urbanos, as mulheres possuíam salas de estar.

Este desequilíbrio de poder era considerado necessário para manter a ordem social.

Os varejistas urbanos receberam as mulheres com entusiasmo a ponto de inventar lugares como a loja de departamentos, onde as mulheres podiam fazer compras com conforto, cercadas de amenidades e semiparticulares. O seriado Mr. Selfridge conta o passo-a-passo desse raciocínio, como ele percebeu que somente oferecendo segurança ele conseguiria convencer as pessoas - em especial mulheres - a frequentar sua loja.

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“Ao fornecer um motivo - fazer compras - para que as mulheres apareçam sem escolta em público, bem como providenciar espaços seguros como banheiros e salões de chá onde as mulheres possam se reunir ou sentar-se sozinhas sem medo de serem molestadas por homens ... as lojas de departamentos também tornaram isso possível para as mulheres deixar o espaço doméstico da casa e reivindicar o centro da cidade “, escrevem os sociólogos Sharon Zukin e Jennifer Smith Maguire.

Mas muito antes das lojas de departamento, a cidade precisou se reconfigurar para receber essa nova demanda, as mulheres compradoras não tinham onde almoçar ou o banheiro. Mas logo, escreve Rappaport, feministas multiformes pressionaram o governo da cidade a instalar banheiros públicos. Clubes e casas de chá surgiram para as mulheres comerem entre as compras.

O normal era entrar na loja, cumprimentar o dono/vendedor e entregar uma lista do que a mulher precisava, se despedir e sair. O sujeito se ocuparia de separar tudo, embrulhar e mandar entregar na casa da madame e cobrar ao marido. Com o tempo, a mudança social permitiu que elas passassem tempo nas lojas escolhendo, experimentando, apreciando o passeio.

a tentação

the independent


Com essas mudanças surgiram novos males sociais como um surto de furtos em lojas. Autoridades, médicos inclusive, chegaram à conclusão que, por se tratar de ações (contravenções) perpetradas por mulheres, muitas abastadas, se tratava uma condição médica relacionada ao útero e inventaram a doença “cleptomania”. Klepto (roubo) e mania (mania) é um termo pela que descreve ladrões que agem impulsivamente surrupiando itens desnecessários por pura insanidade. É um comportamento caracterizado por irresistíveis e involuntários impulsos involuntários. A pessoa é “forçado a roubar” devido a uma doença mental, não por falta de fortaleza moral. Devido à percepção de que tal comportamento afetava apenas mulheres afetadas (atá!), explicações no final do século 19 ligavam o comportamento a doenças uterinas ou tensão pré-menstrual quanto possível causas. 

Com o aumento da variedade de roupas, alimentos e utensílios domésticos, as compras tornaram-se uma importante atividade cultural no século XVIII. Uma tentação também. Há até quem faça uma conexão da compra e venda durante o período e com os muitos bens de luxo e as plantations de escravos na América do Sul e no Caribe. O maior poder de compra e queda gradual dos preços levaram ao aumento da demanda por novos produtos de consumo como açúcar que na Grã-Bretanha, por exemplo, dobrou entre 1690 e 1740, enquanto o preço do chá caiu pela metade. Mas a maior disponibilidade de tais luxos tinha um lado mais sombrio. As importações de algodão em bruto, açúcar, rum e tabaco originavam das Américas e do Caribe escravocratas, onde africanos escravizados como sua principal fonte de trabalho.

Desde o período georgiano, descrito por historiadores como a "era das manufaturas", homens e mulheres britânicos passaram a ter acesso a uma gama estonteante de coisas materiais. Com as melhorias na tecnologia de transporte e fabricação, as oportunidades de compra e venda tornaram-se mais rápidas e eficientes do que nunca. Mais produtos criaram a necessidade de mais compradores para sustentar uma nova economia de consumo. Em resposta, as lojas decidiram ter como alvo um novo mercado: a mulher próspera. Se as mulheres tivessem um lugar seguro e socialmente aceitável para fazer compras, raciocinaram os varejistas, elas aprenderiam sobre e comprariam novos produtos. E como uma coisa puxa a outra que puxa uma que puxa a outra, vilas e cidades passaram a crescer rápido e as compras se tornaram uma parte importante da vida cotidiana, uma atividade cultural por si só. Para atender às demandas, apareceram nichos, como as muitas lojas refinadas em elegantes distritos, por exemplo Strand e Piccadilly, em Londres, e em balneários como Bath e Harrogate.

Nos bairros mais pobres, dezenas de lojas competiam entre si também representando um importante centro de atividade social na maioria das comunidades. As feiras semanais de produtos agrícolas e pecuários também eram eventos importantes na maioria das cidades (hoje ainda é assim, né?), junto com a agitação diária de vendedores ambulantes de todos os tipos de produtos por alguns centavos: doces, peixes, frutas, vegetais e uma variedade de produtos domésticos. Crianças vendedoras de flores eram comuns, outras também pediam moedas em troca de varrer a rua para damas atravessarem (não esqueça que com cavalos e carruagens, as ruas eram cheias de estrume. Éca!), e outras funções.

The Flower girl - J G Brown, 1877


As fachadas das lojas eram projetadas para atrair a atenção dos passantes e atrair os clientes para dentro. Janelas em arco exibindo mercadorias, placas penduradas, luzes brilhantes, espelhos e anúncios comerciais coloridos se tornaram características padrão do varejo no início do século.

Muitas lojas atendiam especificamente a gostos refinados, e comprar nelas passou a definir o status social de uma pessoa. Milliners, armarinhos, ourives e vendedores de móveis, entre outros, todos apelaram aos gostos mais recentes entre os ricos. Um visitante de Londres no final do século descreveu 'um mundo de placas de ouro e prata, depois pérolas e joias derramando seu brilho deslumbrante, manufaturas caseiras do gosto mais requintado, um oceano de anéis, relógios, correntes, pulseiras, perfumes, vestidos prontos, fitas, rendas, gorros e frutas de todas as zonas do mundo habitável '.

The repository of Arts, Literature, Commerce, Manufactures, FAshions and Politics, 1809


A maioria dos varejistas se especializava em produtos específicos: tecidos, livreiros, fabricantes de perucas, meias, por exemplo. A maioria dos comerciantes emitia cartões convidando pessoas de uma área local para atrair clientes e melhorar sua reputação. Os clientes que entravam em uma loja podiam manusear mercadorias no balcão da loja e eram estimulados a experimentar as mercadorias para sentir os tecidos mais recentes, por exemplo, ou para experimentar relógios ou simplesmente relaxar em móveis novos. Como hoje, a experiência geral de compra era frequentemente tão importante quanto a qualidade dos próprios produtos.

No seriado Sr. Selfridge, o plot da personagem Agnes começa quando ela é vendedora e deixa a cliente manusear luvas em uma lojinha. Apesar do seriado se passar em 1908, é tomado como uma novidade, a liberdade de tocar em mercadorias e acaba por nortear a visão comercial de Selfridge.

Roupas e moda eram muito importantes, um único item de roupa frequentemente representava o item mais caro nas posses de uma pessoa e novos itens menores como golas e punhos geralmente eram muito valorizados. As roupas de lã, pesadas e difíceis de limpar, começaram a desaparecer gradualmente a partir da primeira metade do século. Estes foram substituídos por tecidos de algodão estampados mais baratos que foram primeiro importados da Índia e posteriormente fabricados na expansão do comércio têxtil britânico no norte da Inglaterra. 

uma pausa para Mr. Thornton, please

Norte e Sul minissérie, pic do giphy - Não é neve, é fuligem de algodão da tecelagem dele.


As roupas de algodão permitiam aos homens e mulheres comuns uma escolha maior de roupas leves e coloridas, duráveis, fáceis de lavar e, portanto, mais higiênicas para o usuário. 

Cada vez mais havia opções variadas de itens à escolha para compor a vestimenta. Para homens de todas as classes, terno de três peças: calça, colete e casaco longo, camisa de babados, meias e cravat. Para as mulheres, corpete, anágua e saias, vestidos, luvas, parassol, bonnet, etc, etc. Os tecidos mais baratos eram impressos com desenhos florais ou estampados, embora os itens caros fossem feitos de seda e bordados ou acolchoados. 

Muitos homens perdem a paciência em dias de compras muito extensos, mas as mulheres geralmente adoram. Eu goshto muito e meu Hubs se aproveita disso: desde que casamos, ele nunca mais comprou uma peça de roupa; fica tudo comigo. Assim era desde sempre, acredito. 

Por isso coube às mulheres essa revolução de ir às compras.

Bom gosto e paciência

E não se limitava a vestuário, livros, etc; comida também teve parte nesta evolução. A maioria das cidades desfrutava de produtos frescos como resultado da expansão do comércio interno. Londres - como um porto marítimo movimentado - tinha acesso regular a frutos do mar, frutas e vegetais frescos também chegavam das hortas e pomares dos condados de origem nas proximidades, e outras cidades, outras cidades mantinham mercados agrícolas e pecuários semanais.

Comer e beber continuava na moda entre os ricos, mas mesmo para os membros mais pobres da sociedade, comer fora era possível. A maioria das cidades do século 18 tinha uma variedade de lojas de culinária e tavernas onde as refeições podiam ser compradas a baixo custo e bebidas como café e chocolate podiam ser consumidas. Em meados do século, havia cerca de 50.000 estalagens e tabernas na Grã-Bretanha atendendo a todos os tipos de clientes. Os cafés, em particular, tornaram-se grandes centros de sociabilidade, onde se discutia política e se realizavam transações comerciais. Muitos bancos e seguradoras, como o Lloyd's de Londres, devem suas origens a essa "cultura do café" do século XVIII.

Tal como aconteceu com a comida, ao longo desse período os objetos da vida cotidiana que antes eram caros demais para todos, exceto para os ricos, tornaram-se gradualmente acessíveis às massas. Variedades mais baratas e produzidas em massa de muitos itens domésticos estavam agora ao alcance do homem e da mulher comum.

A prosperidade e a expansão nas indústrias de manufatura, como cerâmica e metais, aumentaram drasticamente a escolha do consumidor. O  trabalhadores que comiam em travessas de metal com instrumentos de madeira, poderiam então jantar na porcelana Wedgwood. Os consumidores passaram a exigir uma série de novos produtos domésticos e móveis: facas e garfos de metal, por exemplo, assim como tapetes, carpetes, espelhos, fogões de cozinha, potes, panelas, relógios, relógios e uma variedade estonteante de móveis. A era do consumo em massa havia chegado.

prato vintage Wedgwood, sec 19 - £245,00 no ebay (R$ 1.750,00)

Para as mulheres, tudo mudou realmente com a invenção das lojas de departamento. Luxuosos palácios de varejo iluminados por milhares de lâmpadas a gás, grandes vitrines de vidro plano, recheadas de peles, luvas e tecidos, e de música tocada ao vivo artistas contratados foram os primeiros espaços urbanos onde as mulheres podiam circular sem a “proteção” dos homens fora de casa. Por mais que as mulheres gostassem de ser atendidas por vendedoras cuidadosamente vestidas ou relaxar nos assentos dispostos para conversar sobre suas compras com as amigas, elas estavam experimentando um novo tipo de liberdade.

Como era esperado que as mulheres de classe média e alta saíssem às ruas apenas acompanhadas, muitas lojas, restaurantes e locais públicos eram fechados ou mesmo proibidos para damas sozinhas. A etiqueta apropriada desencorajava as mulheres de se demorar nas calçadas, uma dama de bom comportamento deveria se vestir de maneira discreta, ter modos discretos, ser quase invisível em público.

O conceito de espaço seguro para mulheres perderem tempo avaliando itens e por conseguinte, comprando, levou à criação de um tipo totalmente diferente de loja, um ambiente mais feminino, por assim dizer.

respeitável, atraente, convidativa e bonita

Loja de departamentos Wanmakers inaugurada em 1876. Philly, USA. pic do pinterest

>> a loja de departamentos, não a mulher <<

Muito diferentes das monótonas lojas onde os homens costumavam se reunir,  as lojas de departamento eram grandes, limpas e atraentes, com muitos tipos diferentes de produtos sob o mesmo teto, organizados em seções. E seus inventores perceberam algo que os varejistas anteriores não perceberam: fazer compras podia ser divertido.

Varejistas experientes como Harry Gordon Selfridge e Rowland Hussey Macy fizeram dessas lojas uma extensão da casa de família, a fim de garantir às mulheres que fazer compras ali não prejudicaria sua reputação. Com uma equipe predominantemente feminina, as lojas apresentavam móveis luxuosos, tapetes, poltronas e confortáveis ​​vestiários privados. Os preços eram fixos, de modo que não se esperava que as mulheres barganhassem ou, em alguns casos, até lidassem com dinheiro - as cobranças eram enviadas depois, geralmente aos maridos (venda a crédito, né?). As lojas contavam com guardas de segurança e se tornaram, nas palavras do dono da loja de departamentos de Boston, Edward Filene, um... 

“Éden sem Adão”

Quanto mais caseira a atmosfera, maior a probabilidade de uma mulher permanecer ali. O Emporium em São Francisco, por exemplo, contava com: 

-berçário, 

-pronto-socorro, 

-correio, 

-salão de beleza 

-biblioteca. 

O Marshall Field's em Chicago tinha um escritório de informações em grande escala e apresentava vários lugares para as mulheres jantarem e tomarem chá. E separar salas para fumantes e até mesmo entradas oferecia aos homens um lugar para se divertir sem perturbar ou colocar em risco as mulheres dentro de si.

perfumaria da Harrods Londres, 19o3 - pinterest


As compras logo se tornaram uma forma popular de as mulheres saírem de casa. De repente, era socialmente aceitável que as mulheres estivessem na rua e tudo mudou. Restaurantes e teatros que antes eram fechados para mulheres sozinhas perceberam que elas também podiam ser clientes e começaram até ofereceram bebidas alcoólicas - uma inovação que acabou com outro tabu social. Mais mulheres começaram a usar o transporte público, frequentar saguões de hotéis e até ir a bancos.

Com essa mobilidade recém-descoberta veio o poder econômico também. Essa nova economia criou empregos para as mulheres e possibilitou que mulheres solteiras vivessem e trabalhassem fora de suas casas, sem colocar em risco sua reputação. 

As ricas compradoras geraram mais empregos para as mais empobrecidas, um círculo virtuoso de feminismo - uma tem liberdade de sair de casa para comprar para outra ter liberdade de sair de casa para vender. 

fashion plate Harrods Londres - wiki


Com o passar dos anos, as mulheres se tornaram as principais consumidoras de suas famílias e as marcas começaram a disputar sua atenção e seus dólares. Depois que as mulheres se tornaram compradores, elas sobrecarregaram o mercado. Hoje, até 80% de todas as decisões de compra do consumidor são tomadas por mulheres - uma ilustração do imenso poder desencadeado pelas lojas de departamentos e pelas gerações de mulheres que seguiram os primeiros compradores das lojas de departamentos.

Ironicamente, porém, as lojas de departamento que ajudaram a transformar as mulheres em potências de compras com um poder de compra de até US $ 20 trilhões em todo o mundo podem estar em seus dias de declínio. A consumidora hoje presa mais por atendimento personalizado e itens exclusivos. Nem vamos falar dessa época estranha de pandemia quando tivemos que comprar remotamente e felizmente ajudamos quem vendia o que produzia.

livraria Messrs, Lackington, Allen & Co. 1809


Gostou disso tudo? Já sabia de um tanto?

Bacana, né?

Outras pesquisas históricas estão aqui.

Minha lojinha no facebook e instagram tem as promoções de livros para minha black friday. 



até mais!

pesquisei aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, e em meus arquivos pessoais.

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