sábado, 24 de novembro de 2012

Só se for agora

Olá, bom domingo.

Não, não vou falar de samba! Mas esse bordão é ótimo. E a música do capítulo de hoje tem uma levada de samba pop... Dá vontade de dançar sambando...


hot rio chick

E cabe direitinho na adolescência e juventude. Por juventude quero me referir aos 'inte' porque depois que passamos aos 'inta' nós aprendemos que vale a pena esperar e pensar antes de agir - apesar de continuarmos jovens.


'Nem por você nem por ninguém, eu me disfaço dos meus planos. 

Quero saber bem mais que os meus vinte e poucos anos.'


Quero falar de imediatismo e ansiedade. Aos vinte não nos consideramos nem imediatistas nem ansiosos, mas somos. Temos pressa de chegar a algum lugar, qualquer lugar; pressa de começar logo o 'depois'. E somos cartesianos: preto é preto e branco, ah... branco é branco!
black and white 

Não vamos fazer desse post uma analogia ao Mr Grey, ele já teve seu espaço. Mas realmente somos cartesianos aos vinte. Quem não se lembra de discussões sobre o bem e o mal com amigos que acreditam que o bem é a versão deles e não a nossa? Eu me lembro de várias... vixi! Mais do que gostaria.


O refrão de Fábio Jr. lá no começo é muito bom e um excelente exemplo de amadurecimento para mim. Eu não gosto da música - apesar de adorar 'Caça e Caçador', 'Quero só você' e admitir que Fábio Jr. tem muita presença de palco não sou fã dele - então, não gosto de 'Vinte e poucos anos', mas agora nos 'inta' consigo ver alguma poesia na letra. Minha visão já mistura brancos e pretos e agora eu penso antes de abrir minha boca.

Sr Darcy e Lizzy estão no auge do imediatismo e ansiedade. Ele acabou de fazer dezoito anos e está conquistando uma gata linda de vinte e quatro. Lizzy está terminando a faculdade e apaixonada por um carinha novinho. É... parece que eles têm mesmo muitos ponteiros a acertar...

E Fábio Jr nisso?                                          *sorriso maléfico*    
Olha a música do capítulo de hoje!...


NOTA: Com esta fic eu não pretendo de maneira nenhuma agredir ninguém nem fazer apologia à corrupção de menores. Eu apenas segui livremente a música que adoro - Eduardo e Mônica do Legião Urbana - fazendo cálculos a partir do verso: "Ela (Mônica) se formou no mesmo mês que ele (Eduardo) passou no vestibular". Numa licença poética, Darcy já começa com 18 e não com 16 como na música.

leia a primeira parte aqui.

eduardo e monica songfic orgulho e preconceito
Parte 2
classificação MA (+18)

Eu tô vidrado, apaixonado totalmente acelerado
Mudou tudo aqui dentro de mim





Logo no dia seguinte ao que seguiram caminhos diferentes, Lizzy e Darcy já estavam com saudades de seus idílicos momentos juntos. O prazer de encantar e se deixar encantar, descobrir-se no outro enquanto viajando num delicioso flerte os havia viciado.
Nem mesmo a distância geográfica conseguiu mantê-los separados. Eles se telefonaram todos os dias, várias vezes por dia. Qualquer assunto era assunto. Darcy convidou Lizzy para passar uma semana – pelo menos – em Pemberley, mas de Meryton onde passava uns dias de férias com a família ela tinha que voltar para Yale e continuar sua bolsa de pesquisa.
Ele conseguiu uma folga antes do ano letivo começar e passou alguns dias em New Haven perto dela. Inicialmente, quando Darcy lhe telefonou para avisar que iria encontrá-la, Lizzy não sabia como lidar com os sentimentos confusos dentro do seu coração. Claro que ele era lindinho e fofo, mas deixá-lo ir ao seu encontro no campus era oficialmente aceitar que eles tinham um rolo.
“Você está vindo para cá?” Lizzy perguntou ao telefone sentindo um gelo na espinha. Ela levantou da mesa onde separava documentos e fazendo sinal para o colega de tarefa saiu para falar do corredor.
“Pois é... Eu consigo uns quatro dias essa semana antes das aulas começarem na terça. Então pensei em ir visitar o campus de Yale de quinta a domingo.” Darcy disse com um sorriso no rosto antecipando o momento de tê-la nos seus braços novamente.
“Visitar o campus?” Ela perguntou levantando uma sobrancelha.
“E ver a minha deusa.” Ele disse num meio sorriso de lado que ela não viu mas ouviu.
“Essa semana?” Lizzy perguntou denovo para ganhar tempo.
“Sim, Liz. Hoje é terça, então depois de amanhã.” Darcy respondeu.
“Depois de amanhã! Cacildis, tá em cima!” Lizzy exclamou.
Darcy começou a duvidar da sua certeza que ela ia adorar revê-lo. Fazia quase um mês desde que eles haviam se despedido na porta do hostel onde ela estava hospedada em Boston e ele estava louco para encontrá-la novamente. Mas Lizzy parecia estar reticente.
Como ele não respondeu, Lizzy se sentiu obrigada a achar sua voz.
“Eu tenho que terminar umas tarefas na pesquisa... acho que vou ficar meio ocupada até a hora do almoço de sexta...”
“Se você prefere que eu não vá, me fala.” Darcy disse temendo a resposta que ela lhe daria.
fanfic em portugues

Lizzy sentiu sua nuca quente nos intermináveis instantes que levou para decidir. “Vem sim. Gostaria de te ver de novo...” Ela disse em voz baixa, olhando para os próprios tênis.
“Você não parece estar muito feliz com a minha visita, Lizzy.” Ele disse pensando que seria melhor comprovar de uma vez por todas se o seu pai tinha razão quando lhe garantiu que ela só tinha tirado sarro com a cara dele. “Fala logo, Lizzy. Rápido como tirar um band-aid.” Ele pensou.
“Will...” Ela suspirou. “Vou ser sincera. Eu adorei te conhecer... e os dias que passamos juntos em Boston. De verdade. Mas não tenho certeza se devo querer te ver denovo. Sabe, eu estou terminando a faculdade e meu horário para o ano que vai começar já está uma loucura, a pesquisa agora está ainda mais puxada por causa do prêmio que ganhamos e tem o estágio da H&S...”
Darcy ficou mudo enquanto controlava sua irritação e decepção.
“Isso tudo é desculpa, não é?” Ele perguntou depois de uns segundos.
Ela suspirou de novo. “Não exatamente.”
“Mas?” Darcy perguntou impostando a voz e fechando a mão livre em punho para manter sua voz num tom baixo.
“Mas tem o óbvio, né Will?” Lizzy falou irritada com o moleque.
“Óbvio.” Ele repetiu franzindo o rosto.
“É! Você é um menino e eu-“
“Pára.” Ele a interrompeu levantando um pouco a voz. Lizzy bufou do outro lado da linha. “Sua razão para não saber se pode querer me ver é a minha idade?”
“Eu posso ser presa, sabia?” Ela falou como se o acusando de um crime.
“Eu já fiz dezoito. Lembra?”
Como ela poderia esquecer os beijos que trocaram naquela noite? O frisson da lembrança suavizou sua voz. “Mesmo assim. Eu sou seis anos mais velha que você-“
Percebendo sua chance, Darcy foi direto e acertivo.
“Vou chegar a New Haven na hora do almoço de quinta. Você com certeza tem direito de parar para comer quando está cumprindo horário na pesquisa. Onde te pego para almoçarmos juntos?”
E assim estava decidido que ele iria ao seu encontro para passarem mais alguns dias juntos antes que suas obrigações acadêmicas os mantivessem separados.
Lizzy arrumou tempo para ficarem juntos o máximo possível e entre outros inúmeros programas levou-o a exposições de fotografia, um de seus hobbies. Ávidos um pelo outro, eles combinaram de fazer alguns cursos juntos.
Com o início das aulas, Darcy ficou ainda mais taciturno, se concentrando em suas notas. Assim ele podia ter todo tempo livre nos finais de semana para dirigir até New Haven sempre que possível. Graças a Deus ele estava no último ano e tinha regalias como finais de semana livres, carro e carteira de motorista.
darcy taking photo fanfic em portuguesOs cursos de fotografia que fizeram em New Haven e Nova York foram curtidos ao máximo e Lizzy descobriu que seu hobby favorito tinha mudado, agora era fotografar o perfil de Darcy. Nada mais tinha a mesma graça. Ele a convenceu a fazer natação para dividir o hobby dele e ela teve que treinar durante a semana para tentar acompanhar a força de suas braçadas largas.
Parecia impossível, mas Darcy cresceu ainda mais durante os meses seguintes. Lizzy achou ainda mais engraçado a sua situação de corruptora de menores e Darcy teve ainda mais raiva da sua pouca idade. No final do ano, Darcy passava de 1,90m e Lizzy estava firme nos seus 1,68m.
Para os amigos dele, Darcy era um super-herói. Além de ser o líder natural do grupo devido à sua disposição taciturna e sisuda, ele sempre era a voz da razão apesar de não ser o mais velho de todos. Ainda mais agora que ele estava namorando uma gata maravilhosa que estava na faculdade! Seis anos mais velha! Caidinha na dele!
Ele sacudia a cabeça, reprimindo um sorriso quando os amigos falavam na Lizzy, sempre deixando claro que não iria tolerar nada desrespeitoso com relação a ela, mas no fundo nem ele acreditava na sua boa sorte. Lizzy era uma deusa. E era dele.
Para os amigos dela, Lizzy estava enlouquecendo. Com tantos gatos na faculdade, um monte deles dando em cima dela, ela estava perdendo tempo com um garotinho que mal tinha saído das fraldas.
‘Você sempre quis chocar todo mundo, Lizzy. É quase previsível isso. ’ Elinor a acusou entre copos de chope um dia após as aulas.
‘O que isso quer dizer mesmo?’ Lizzy torceu o nariz. Ela estava sentada entre suas amigas em uma das mesas do agradável Botequim da Austen.
‘Que você está curtindo com cara desse garotinho rico!’ Mary King, sua amiga de várias matérias traduziu num risinho.
‘Ah, qual é? Por quê? Não posso estar mesmo interessada no Will? Só porque ele é mais novo? Que antiquado!’ Ela respondeu rindo e gesticulando.
‘Papa anjo!’ Elinor acusou.
Mary Poppins do mal!’ Mary debochou para o riso das três.
‘Elizabeth, isso não tem mais graça. Nunca teve na verdade. Está na hora de você parar com essa brincadeira. ’ Uma voz séria deu a ordem.
As três amigas pararam o riso e olharam para cima. Bill Collins estava de pé atrás da Lizzy e olhava seriamente para ela, uma expressão que ao mesmo tempo misturava mágoa e superioridade nos seus olhos. Lizzy torceu os lábios, mas não respondeu.
‘Vem, vamos para o meu apartamento. Temos que conversar e resolver logo essa perda de tempo. Somos namorados desde o colégio. Vamos ficar juntos sempre, sabemos disso. ’ Ele disse.
‘Bill... ’ Lizzy suspirou, arrumando uma mecha de cabelo atrás da orelha.
‘Vem Lizzy. Estou pedindo. ’ Collins tentou mudar de tática.
‘Não, Bill. A gente era. Passado. ’ Lizzy disse olhando para ele com paciência.
‘Não. A gente é e vai continuar sendo. Você precisava de um tempo para se divertir e tudo bem, eu entendi. Agora chega. Vem?’ Ele estendeu a mão, certo de que ela a alcançaria.
Uma das coisas que mais irritavam Lizzy em Bill Collins – à parte da sua mãe superprotetora, megera e enxerida – era seu ar de superioridade, de dono da verdade. ‘Eu sei o que é melhor para você, menina bobinha quatro meses mais nova que eu. ’ Ai, que falta de saco.
‘Bill, olha pra mim. ’ Lizzy falou, tocando no braço dele. Ele piscou bem devagar, como se apreciando o contato físico dela. Ela tirou a mão imediatamente. ‘Bill, já era. Estou em outra.’
‘Em outra? Fala sério, Elizabeth. Um pirralho rico. É isso? Dinheiro?’ Ele acusou se inclinado para a frente.
‘Bill, caramba! Entende logo: eu não quero você!’ Enlouquecida pela acusação de ser interesseira Lizzy levantou a voz e as pessoas nas mesas mais próximas se viraram para eles. Ela corou. ‘Qualquer outro relacionamento que eu tenha não lhe diz respeito. A única coisa que pode te interessar com relação a mim é a distância. Entendeu?’ Ela completou controlando a voz.
Foram necessárias ainda algumas semanas de total desprezo para que Bill Collins entendesse seu recado. Essas semanas também foram necessárias para dissuadir Darcy da necessidade de proteger Lizzy de seu ex namorado, que para seu desepero via Lizzy mais do que ele próprio. Lembrar que Bill poderia apreciar o delicioso sorriso de sua namorada ou encurralá-la a qualquer momento destruía o humor de Darcy cotidianamente.
Para os demais amigos, Lizzy teve que explicar e engolir muitas brincadeiras até que o fato de ela sair com um cara mais novo não fosse mais novidade.
Apesar da curtição dos seus amigos, Darcy e Lizzy continuaram juntos. Trocando beijos cada vez mais ardentes toda vez que se encontravam e carícias que beiravam o perigo, mas que Lizzy ainda conseguia controlar.
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Ele passou o Dia de Ação de Graças com os Bennetts em Meryton e Darcy se encantou ainda mais com ela quando foi apresentado à adorável tradição de trocar cookies que a família tinha desde que Lizzy era uma menininha mimada que exigia chocolates de presente. Para acalmar um de seus ataques quando ela tinha quatro anos, a avó lhe deu umas palmadas e depois a levou para fazer cookies durante a festa. Depois disso, todo ano a família trocava cookies dando graças que Lizzy não estava dando piti.
Darcy achou delicioso ver que Lizzy também tinha um infantil.
De início, foi difícil explicar para Fran e Tom Bennett que o namoradinho de sua filha mais velha e gênio promissor das finanças tinha tão pouca idade. Fran só se convenceu quando Lizzy contou do pedigree que Darcy fazia parte.
‘Momla, não tem nada a ver com grana.’ Lizzy disse olhando a mãe ansiosamente enquanto Fran apertava os olhos vendo Darcy ajudar Kitty a dar banho no cachorrinho dela.
‘Elizabeth, nunca pensei que você ia me dar trabalho nissoNos estudos você sempre foi ótima, graças a Deus. Mas você sempre foi selvagem, corria pela vizinhança, subia em árvores, me desafiava...’ Fran disse e tomou um gole do seu café. ‘E quem diria que você também ia me dar trabalho com namorados...’
Lizzie bufou.
‘Menina, primeiro o paspalho filho da megera. Agora um garotinho rico.’ Fran sacudiu a cabeça e estalou a lingua. ‘Você dorme com esse menino? Eu e seu pai vamos ter que te tirar da cadeia um dia desses?’ Mãe perguntou sarcástica, mas realmente preocupada, e a filha corou.
cachorrinho tomando banho
‘Não!’ Lizzie disse um pouco alto demais e Darcy se virou da pia da varanda para olhar para ela franzindo a testa. Ela sacudiu a cabeça e sorriu de lábios fechados para ele. Ele concordou com a cabeça e perdido nos olhos de Lizzy só se virou quando Kitty deu um gritinho feliz vendo o cachorrinho tentar fugir das mãos de Darcy.
Fran suspirou infeliz olhando de um para o outro vendo a troca de olhares e percebendo que a coisa era mais séria do que ela tinha imaginado quando Elizabeth avisou que traria o namoradinho novinho para o fim de semana.
‘Pelo menos é rico.’ Ela grunhiu.
‘Mãe!’ Lizzy a repreendeu.
‘Ah Lizzy, pelo menos eu sei que você não está sustentando um garotão!’ Fran debochou da filha, mas podia ver que Darcy realmente gostava dela e que Lizzy correspondia.
Tom precisou passar tempo com o moleque para se convencer que ele não era um maconheiro doido. Ele trancou Darcy na sua biblioteca na intenção de humilhá-lo com sua coleção e conhecimento de literatura, mas teve uma surpresa ao ver que o menino era muito culto para sua idade. Ele citou autores e contou da biblioteca de sua fazenda que seu avô tinha orgulho de ter dado continuidade. Pemberley tinha um vasto estoque de livros - alguns em primeira edição - que os ancestrais vinham colecionando por gerações. Tom teve certeza que Lizzie não estava enlouquecendo quando Darcy contou que leu Julio Verne antes dos dez anos de idade.
Kitty ficou encantada com Darcy. Quatroze anos mais velha do que ela, tudo que Lizzy fazia e falava era perfeito aos olhos de Kitty, ainda mais quando ela arrumou um namorado bonito e atencioso que a ajudou a dar banho no cachorrinho rebelde ao invés de ignorá-la como Bill fazia.
O Natal, Lizzy foi passar com os Darcys em Pemberley. O lugar era lindo, ainda mais todo branco com a neve de dezembro. Mas ela ficou um pouco intimidada com a família, a imensidão e riqueza das instalações.
Logo que a conheceu Darcy Sr foi muito atencioso, mas não conseguia esconder sua desconfiança com a óbvia adoração de seu filho mais velho pela linda Elizabeth. Ele podia ver pela agonia do filho que Lizzy o vinha mantendo em rédea curta, apesar dos hormônios do jovem de dezoito anos. Ela era mulher feita e senhora de si, enquanto ele bebia reverencialmente tudo que ela falava ou fazia.
Helen, irmã de sua falecida esposa, madrinha de Darcy e mãe postiça ficou ainda mais desconfiada.
Darcy manteve os ‘pais’ sob supervisão, preocupado se eles falariam alguma coisa que desagradasse Lizzy. Ele os avisou pelo telefone antes que chegasse com Lizzy que ele não toleraria nenhuma alfinetada desnecessária, que ela era muito importante para ele e que ele estava dando um duro danado para convencê-la a ficar ao seu lado.
Assim que Darcy e Lizzy chegaram a Pemberley, Darcy chamou os ‘pais’ no escritório e explicou a situação.
‘Eu gosto dela, e a diferença de idade não é problema para mim. ’ Ele disse muito seriamente andando pelo escritório com as mãos entrelaçadas atrás das costas.
‘Mas ela é muito velha para você, Willy. Você pode ter qualquer namorada que quiser entre as meninas do clube. ’ Helen, com um sorriso condescendente no rosto, disse do sofá onde estava confortavelmente instalada. ‘Tantas estão atrás de você... ’
‘Tia Elly, você fala como se eu pudesse abrir um armário de namoradas e tirar a que eu quiser.’ Darcy sacudiu a cabeça.
‘Quase isso! As meninas ficam ligando lá para casa perguntando quando você chega de férias!’ Helen riu.
‘Eu gosto da Lizzy e é com ela que vou ficar. ’ Darcy disse resoluto.
‘Meu filho, ela não me parece muito à vontade... ’ Darcy Sr disse. Ele sabia que a melhor maneira de argumentar com o filho era racionalmente.
‘Não está. Mas vai ficar. Eu gosto dela e ela gosta de mim. ’ Darcy disse.
‘Menino, isso não é como escolher um brinquedo na loja!’ Helen levantou a voz.
‘Quem te disse que eu penso assim, Tia Elly? Eu tenho muito respeito pela minha namorada e exijo que você tenha também. ’ Darcy franziu a testa. ‘Pai, acho melhor conversarmos a sós. ’ Ele disse ao pai, obviamente dispensando a opinião da tia.
Helen protestou e reclamou, mas deixou pai e filho a sós. Darcy então explicou ao pai como se sentia em relação à Lizzy e como ela se sentia. Argumentou que o pai teria a chance de conhecê-la pessoalmente e ver que ela realmente gostava dele. Contou da dificuldade de se controlar quando a sós com ela e que Lizzy tinha mais autocontrole que ele. Darcy Sr riu e deu alguns conselhos para o filho, mas teve que admitir que tinha gostado da moça.
fanfic em portugues lizzie bennetVendo a interação apaixonada – mesmo que contida – entre eles, Darcy Sr aprovou o namoro e apelidou Lizzy de ‘Boneca’ porque ela se encantou com a coleção de antigas bonecas de louça que estava em exposição no salão de baile. Pemberley era uma grande fazenda e tinha importância histórica para a região, então alguns cômodos ficavam abertos para visitas em datas especiais.
Para Darcy, tê-la em Pemberley era simplesmente maravilhoso.
Durante o feriado, Darcy e Lizzy passaram todo o tempo juntos. À parte das noites, quando cada um dormiu no seu próprio quarto apesar das insistentes tentativas de Darcy. Eles viram filmes abraçados na sala de cinema, cavalgaram quando o tempo permitiu, fizeram passeios nos campos brancos. Qualquer assunto era importante e interessante o suficiente para eles.
Na enorme biblioteca, eles passaram algumas tardes lendo e roubando beijos ou simplesmente sentados na bay window apreciando a linda vista dos campos cobertos de neve.  Como o banco da janela era estreito apesar de muito confortável, Darcy sentava e abria os braços para que Lizzy se acomodasse no colo dele.
‘Você é levinha!’ Ele brincou, sacudindo as pernas e fazendo-a pular.
‘Ei! Pára com isso, gigante!’ Lizzy protestou, segurando o braço dele para não ser jogada no chão. ‘Suas pernas é que são muito fortes. ’
‘Gosta?’ Ele perguntou chacoalhando as sobrancelhas.
‘Claro! Mas pára de me sacudir!’ Ela implorou.
‘Gosta, mas não quer ser minha cheerleader...’ Darcy reclamou num sorriso maroto. Era uma discussão recorrente entre eles, que ela torcia muito discretamente durante as competições de natação dele. Quando ela ia, porque muitas aconteciam em dias de semana.
Lizzy se virou para comentar e Darcy aproveitou para lhe roubar um beijo.
Essa discussão acabou trazendo à tona a diferença de idade e de situação financeira entre eles. Darcy acabou lhe explicando que Pemberley seria dele quando completasse vinte e um anos.
‘Will... Toda a propriedade?’ Ela falou surpresa, se virando no colo dele para olhá-lo nos olhos.
 ‘É uma tradição de família. Pemberley é passada de primeiro filho a primeiro filho.’ Ele disse arrumando uma mecha de cabelo dela atrás da orelha. ‘Richard vai herdar os investimentos da minha mãe, eu herdo Pemberley. Da parte dela. Do meu pai, a gente divide tudo. ’ Ele deu de ombros e chamegou o pescoço da Lizzy
‘Meu querido...’ Ela suspirou. ‘A gente é tão diferente. ’ Lizzy falou, fugindo da sua boca no pescoço dela.
‘Ih, Liz. Nem começa. ’ Ele balançou a cabeça e apertou os lábios numa linha de desaprovação.
‘Mas somos. Semana que vem eu tenho trabalho. Você está de férias da escola!’ Lizzy gesticulou com as mãos para enfatizar a situação ridícula.
‘E daí? Assunto velho, gostosa. Pára com isso. ’ Darcy sacudiu a cabeça.
‘E ainda mais você é milionário. Ou vai ser.’ Lizzy torceu os lábios.
‘Também tenho que trabalhar.’ Ele argumentou.
‘Estagiando na presidência da sua própria empresa, meu querido...’ Lizzy fez uma expressão pesarosa.
‘Meu amor, você sempre acha algum problema para a gente. Pára. Chega. Não vou deixar você escapar de mim. Eu te amo. Sou louco por você. ’ Darcy disse se inclinando para frente na intenção de colar suas bocas.
‘Will!’ Lizzy se inclinou para trás e levantou as sobrancelhas. Ela apertou os braços dele onde segurava, reagindo à surpresa da revelação.
‘Ah, você já sabia... ’ Ele falou todo sexy no ouvido dela.
Mais uma vez Lizzy teve que lutar contra o tesão dos dois e parar antes que eles ultrapassassem a linha imaginária na cabeça dela. Pela lei não seria proibido, mas ele era tão novinho... Estava cada vez mais difícil controlar a libido dele. E a dela, se ela tivesse que ser sincera.
Apesar de estarem alocados em quartos separados, toda noite Darcy dava um jeito de ir até o quarto da Lizzy. Na primeira noite ele foi levá-la leite morno e biscoitos, para garantir que ela dormisse tranquila. Ganhou uns selinhos por isso.
Na segunda noite ele lembrou que ela tinha comentado sobre um livro de Julio Verne e então ele procurou o livro na biblioteca e foi levar para que ela lesse antes de dormir. Roubou algumas bitocas e uns amassos por isso.
darcy e lizzy namorando
Na terceira noite ele bateu na porta dela sem motivo, só porque sabendo que ela dormia no quarto do final do corredor, não conseguia ficar longe. Nessa noite Lizzy não conseguiu se segurar e eles acabaram na cama, (praticamente) totalmente vestidos, mas ardentemente entrelaçados.
Quando ele soltou sua boca tempo suficiente para ela falar, Lizzy perguntou olhando diretamento nos olhos dele pela luz fraca que vinha do abajur.
‘Will, você é virgem?’ Ela prendeu a respiração esperando pela resposta.
‘Quê?’ Ele perguntou horrorizado e humilhado. Ele sentia suas bochechas em chamas e odiava que ainda por cima, mesmo no quarto escuro, ela pudesse ver que ele estava corando.
‘É, não é?’ Ela mordeu o lábio inferior.
Darcy queria morrer de vergonha. E raiva. Ele estava finalmente na cama com sua deusa sensual, em Pemberley seu lugar favorito no mundo, e ela estava preocupada – não, ela estava certa que ele era virgem.
‘Não!’ Ele respondeu ofendido.
‘Mmmmm...’ Lizzy torceu os lábios desconfiada.
Deitados de lado e de frente um para o outro, ele se inclinou para longe dela e passou a mão no cabelo, nervoso. Darcy imediatamente ficou preocupado com seus atos amorosos com ela. Ele parecia assim tão inexperiente? Tão bobo? Tão inadequado para ela? “Droga!”
‘Não sou virgem, Elizabeth. Verdade. ’ Ele disse sério.
‘Will, não tem problema. Não é hoje nem agora que você vai ter que mostrar serviço. Fica tranquilo, não precisa me convencer de nada. ’ Lizzy disse e fechou os olhos. “Tudo errado, Lizzy toda errada.” Ela pensou consigo mesma. Lizzy ainda tinha dúvidas se queria isso para ela, essa função de educadora.
Darcy sentiu um choque no peito. O que isso queria dizer? Que ela não o queria? Não era o que parecia. Dois minutos atrás ela estava adorando tudo que eles estavam fazendo na cama. Não estava?
‘Elizabeth, não sou virgem. Há mais de um ano. Antes de te conhecer já tinha saído com duas garotas diferentes. Para transar.’ Ele tentou de novo, se explicando.
‘Verdade?’ Ela levantou as sobrancelhas.
‘Juro. ’ Ele falou, traindo sua idade.
Lizzy sorriu. Garotinho fofo e gostosinho. Ela suspirou mais uma vez. E como era gostosinho... Darcy se inclinou para frente e capturou os lábios dela novamente.
‘Se você está achando que eu não sei nada, me ensina. Sou ótimo aluno. ’ Ele sussurrou.
Lizzy soltou um misto de gargalhada e grunhido que virou suspiro quando ele atacou seu pescoço e acariciou suas costas por dentro da sua blusa.
Darcy só foi para o seu quarto às cinco da manhã, antes que a casa acordasse.
Depois disso, sempre que possível, eles dormiam juntos vestidos no clássico pijama dividido e estavam ainda mais unidos.
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O aniversário da Lizzy coincidiu com uma semana de férias e Darcy lhe convenceu a aceitar passagens para Europa. Deu muito trabalho e levou quase dois meses, mas ela concordou e munidos de uma mega mochila cada um, eles embarcaram para aproveitar dez dias visitando Itália, França e Áustria.
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Apesar dos protestos de Darcy eles ficaram em albergues em Veneza e Paris. Lizzy deixou claro que ela não era uma rica mimadinha e que só poderia arcar com a viagem se fosse no esquema de mochileiro, então sim: eles iriam se hospedar pelo menor valor possível. Eles tinham reservado vagas em dormitórios unisex, e tiveram que dormir separados em Veneza.
Lizzy não quis assumir, mas ficou um pouco intimidada com a falta de segurança. Dormir nos braços fortes do seu namorado novinho já estava marcado nela. Para compensar eles andaram abraçados pela romântica Veneza e ela teve que aturar Darcy de pé ao lado do gondoleiro cantando em Italiano no passeio pelos canais. Lizzy pressionou até ele confessar que tinha ensaiado por semanas a música italiana que cantou, pensando só em fazê-la rir.
Quando chegaram ao albergue de Paris, conseguiram um quarto misto com duas camas de solteiro. Na primeira noite Darcy estava destruído de cansaço. Desacostumado da vida de mochileiro, ele deitou e quase imediatamente pegou no sono. Da sua cama Lizzy ficou um tempo observando seu perfil enquanto ele dormia.
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Dava para ver como seu rosto já tinha mudado nesses últimos nove meses. Ele estava mais alto, mais forte por causa das competições de natação, mais maduro. Um pouquinho mais maduro. Ainda era novo, muito novo para ela. Mas tão irresistível. Ainda por cima era rico. Nossa, em que confusão ela tinha se metido.
Na segunda noite, Darcy deitou antes dela e ficou esperando Lizzy voltar do banheiro coletivo. Dormir a noite toda juntos em uma cama de solteiro era mais desconfortável que romântico para um gigante desconjuntado como Darcy, mas ela era irresistível para ele. Quando ela chegou ao quarto e trancou a porta, ele levantou o lençol para que ela deitasse com ele. Ela sorriu e sacudiu a cabeça, mas aceitou.
Durante a noite, com medo de jogá-la no chão, ele a levantou e passou-a para o canto de modo que ela ficou entre ele e a parede. Ela resmungou, mas muito cansada não acordou. O desafio de dividir a cama com Lizzy foi recompensado quando Darcy acordou de conchinha com ela, sua bunda redonda e gostosa aninhada na virilha dele.
Lizzy tinha um grande amigo na Áustria e Darcy teve que lidar com um ciúme tão visceral que mal lhe permitia respirar.
‘Will, não seja bobo. Gardy é meu amigo. ’ Lizzy disse ajustando a enorme mochila nas costas enquanto eles saíam da estação de trem que os havia trazido de Paris a Viena. Lizzy tinha conversado excitadamente com Hans Gardiner pelo celular antes mesmo de entrar na cidade.
‘Amigo o caralho. Eu não quero saber desse cara perto de você. ’ Darcy fechou a cara e parou na frente dela como uma muralha, pés afastados e fincados no chão, sua mochila abandonada ao seu lado.
‘Ih... Que bobeira.’ Lizzy virou os olhos e livrou seu cabelo longo do peso das alças da mochila.
‘Bobeira? Você chama esse cara de ‘amor’ na minha cara, planeja nos hospedar na casa dele...’ Darcy foi contando as ofensas nos dedos.
‘Dos pais dele.’ Lizzy levantou um dedo em riste.
‘Lizzy, não!’ Darcy sacudiu a cabeça de um lado para outro e cruzou os braços sobre o peito.
‘Will, essa discussão é tão deprê... ’ Ela apertou os olhos e a boca. ‘Qual é o problema? Gardy é meu amigo desde... ’ Lizzy mordeu os lábios. ‘Desde sempre. ’
‘Fala.’ Darcy ordenou. Ela já a conhecia o suficiente para saber que ela estava medindo palavras.
‘O quê?’ Ela perguntou inocente.
‘Fala, Lizzy. ’ Ele insistiu.
‘Nada. Esquece.’ Ela abanou a mão no meio deles.
‘Droga. Eu odeio quando você faz isso. Fala logo. Esse babaca é seu amigo desde... ’ Darcy olhou para ela com raiva, fazendo força para não a deixar quebrar contato visual com ele. A melhor chance que ele tinha para ganhar essa parada era mantê-la sob pressão. ‘Desde que você dormiu com ele. É isso, não é?’
‘Não!’ Lizzy franziu a testa. ‘Claro que não. ’
‘Fala logo. ’ Darcy se preparou para ouvir o pior. O pior para ele era saber que sua namorada o tinha trazido para rever um ex.
‘Tá bem.’ Lizzy perdeu a paciência e engrenou no sarcasmo. Olhando para cima com raiva ela disse: ‘Hans Gardiner é meu amigão desde que ele visitou um amigo que fez intercâmbio na minha escola enquanto você ainda estava no jardim de infância brincando de massinha!’ Ela terminou quase aos gritos, irritada com o ciúme bobo de Darcy, os braços presos ao lado do corpo e mãos em punho. Entre ela e Gardy havia somente amizade. Nos últimos anos, pelos menos.
‘Puta merda, Lizzy! Assim não dá para conversar com você. Toda vez que você sabe que eu tenho razão você vem com essa da nossa diferença de idade. Caralho!’ Darcy levantou a voz traindo seu autocontrole.
Lizzy grunhiu e abraçou o peito na defensiva. Mas antes que ela tomasse ar suficiente para retrucar ele continuou.
‘Quer saber? Não vou cair nessa. Nem eu nem você vamos ficar hospedados na casa do seu amiguinho. Essa viagem é para comemorar o seu aniversário comigo.’ Ele apontou para o próprio peito. ‘Comigo. Eu sou seu namorado. Eu aceitei essa história de mochileiro porque você ficou tão incomodada em aceitar as passagens que eu te dei. Agora chega. Pelo menos nos últimos dias nós vamos ficar em um hotel. ’ Darcy ordenou.
‘Quê isso? Pirou? Vai me dar ordens agora?’ Lizzy o desafiou com as mãos na cintura fina.
‘Vou. Tá resolvido.’ Ele passou a mão pelo cabelo, frustrado e puto da vida mas fazendo força para segurar a onda. Era a sua Lizzy, ele estava na Europa com sua Lizzy. ‘Você tem o poder de me tirar do sério o tempo todo. ’
Lizzy levantou as sobrancelhas para ele com cara de deboche.
‘Liz...’ Darcy chegou perto e a abraçou contra a sua vontade apesar da mochila. Ela tentou inutilmente sair do abraço grande e forte dele por alguns instantes até que se deu por vencida e aceitou. Mas não retribuiu o abraço. ‘Liz, eu te amo. Detesto brigar com você, mas você é muito cabeça dura. ’
‘Ah, não! Por favor... ’ Ela reclamou.
‘Pára... Shhh... ’ Darcy beijou a testa dela.
‘Você é muito folgado, sabia moleque?’ Ela tentou se livrar do abraço novamente. Ele resistiu. Não tinha jeito, ele era muito maior e mais forte que ela.
fanfic em portugues darcy lizzie
‘Sabia. E vou te beijar agora até você acalmar esse seu fricote de tia velha. ’ Ele baixou a cabeça em direção aos lábios dela.
Ela virou o rosto para cá e para lá e ele acompanhou, sem soltar o abraço apertado em que a mantinha. A briga acabou em risos e Darcy acabou conseguindo o que queria. Suas duas últimas noites na Europa foram desfrutadas em um ótimo hotel três estrelas em Viena – Lizzy não quis nem ouvir falar em alguma opção mais luxuosa - dormindo em uma confortável cama de casal com sua namorada gostosa de recém-completados vinte e cinco anos.
Apesar de dormirem dividindo um pijama, suas consciências venciam toda noite. Mesmo que à duras penas. Darcy estava cada vez mais fissurado em Lizzy e ela por sua vez mal se aguentava. Ele tinha crescido e estava ainda mais bonito, mais forte e mais carinhoso. Ele aprendia rápido o pouco que ela ensinava e ainda por cima, de vez em quando fazia uso de táticas escusas.
Uns meses atrás, ele tinha precisado argumentar muito para que ela aceitasse o pijama dividido. Agora, vê-la andando de calcinha pelo quarto de hotel era uma tortura deliciosa. Para convencê-la a chegar a uns amassos mais quentes em Viena, ele teve que jogar sujo. Muito sujo.
Primeiro, logo que fizeram check in, e tinham que se arrumar para encontrar o tal amigo, ele se despiu no quarto e desfilou nu até o banheiro. Lá, ele ‘esqueceu’ a porta aberta enquanto tomava banho.
Lizzy se remoeu e suspirou e contou até vinte. Mas resistiu.
Depois do jantar com o amigo, que para surpresa de Darcy era um cara muito legal e também namorava uma mulher mais velha, ele escondeu a camisa de pijama que ela usava para dormir no fundo da sua própria mochila. Ela se lamentou, mas estava tão cansada que pegou com uma camiseta branca simples qualquer e foi para cama.
fanfic orgulho e preconceito pride and prejudice
Na manhã seguinte Darcy a acordou aos beijos e os amassos foram inevitáveis. A camiseta branca foi logo descartada, mas Lizzy não aceitou que a calcinha ou a cueca saíssem. Darcy ficou satisfeito com o que conseguiu, foi um avanço e tanto. Ele tirou proveito desse passo como se fosse o grande prêmio da competição de natação.
Eles beijaram, mordiscaram, lamberam. As mãos tiveram liberdade para acariciar e explorar. As pernas estavam livres para se entrelaçarem e prenderem. Darcy escorregou pela cama com um sorriso maroto nos lábios e beijou seu caminho pelo ombro da Lizzy, clavícula, peito, seio direito depois o esquerdo. Ele parou e apreciou a beleza dupla que até então só tinha visto por acidente, agora ele podia contemplá-los. Não só com os olhos, já que atendendo a pedidos dela ele provou e imediatamente ficou viciado nos seus mamilos cor de vinho. Continuando seu caminho de beijinhos ele chegou ao seu estômago, barriguinha seca, quadril até que a ouviu prender a respiração.
Darcy esperou o protesto que não veio, então ele beijou o elástico da calcinha preta, abaixo do umbigo dela, bem no meio. Ela estremeceu, ele riu baixinho. E continuou beijando, um centímetro mais baixo a cada vez. Quando ela abriu as pernas para que ele beijasse seu clitóris, Darcy achou que o tão esperado dia tinha finalmente chegado.

Ele controlou sua excitação, passou um dedo sob o elástico lateral da calcinha e acariciou o que estava beijando. Lizzy se contorceu e gemeu. Ele foi à loucura e tocou-a com a língua. Mas quando ele se arrumou na cama para puxar a calcinha dos quadris dela, ela sentou e sacudiu a cabeça.
‘Não, meu amor.’ Ela sussurrou, o rosto vermelho de tesão e susto. Por um segundo, quase havia perdido o controle.
‘Liz...’ Darcy tentou, ainda acariciando-a com o dedo e o rosto colado na sua calcinha.
‘Não.’ Ele sussurrou de novo e chegou para trás na cama, se livrando da tentação dos seus dedos compridos e inacreditavelmente hábeis.
No resto do dia, os dois até tiveram dor de cabeça. De susto, de frustração, de desejo reprimido.
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Por Lizzy, Darcy aprendeu a beber sem fazer papel de bobo, já que tinha que frequentar lugares com ela. Muitas vezes ele teve que usar sua altura avantajada para se fazer respeitar. Mas mesmo com sua aparência carrancuda os amigos dela ainda tinham suspeitas sobre eles. Com o tempo, os amigos dela o conheceram melhor e o ‘pinto de um dia sério demais para sua idade’ acabou fazendo amigos entre os amigos dela.
Com a aprovação dele em Harvard, a vida deles ficou muito mais fácil, mesmo que por alguns meses. Só 190 km distantes um do outro, muito mais perto que Nova York, eles podiam se ver quase todo dia. Alguns dias eles jantavam juntos e até dormiam no dormitório da Lizzy que tinha horários e responsabilidades acadêmicas bem mais puxadas que as dele.
Lizzy se formou quatro meses depois que ele entrou na faculdade. O escritório H&S lhe ofereceu uma ótima colocação como trainee e ela se mudou para Boston. Ainda mais perto um do outro, Darcy e Lizzy eram inseparáveis.
No mesmo mês, Darcy finalmente completou dezenove anos. Como presente, Lizzy comprou ingressos para assistirem a um show antológico do Dire Straits em Nova York. Assim eles poderiam comemorar o aniversário dele e de namoro em grande estilo. Darcy adorou o presente, e sorriu de orelha a orelha com a satisfação dela em comprar um presente assim caro com seu salário no seu primeiro emprego desde que se formou.
Com algum trabalho ele a convenceu a aceitar que ele pagasse pela hospedagem – ‘Desde que em hotel normal e não uma loucura como o Waldorf Astoria’ - e assim eles chegaram à Nova York para comemorar que o ‘moleque’ estava ficando mais velho. Darcy mal conseguia conter sua excitação, pensando em ficar hospedado com sua deusa sensual em um hotel novamente.
Fazia um ano que ela era o centro do universo dele e ainda assim eles não transavam. Aos poucos ele foi conseguindo ficar mais íntimo dela, beijos mais intensos, carícias mais quentes, dormir juntos e com menos roupas, ele ficava nu perto dela mas ela só lhe permitia ver seus seios. Darcy sempre tentava ganhar mais liberdade com ela e comemorava quando conseguia avançar mais um sinal vermelho.
Lizzy estava inegavelmente apaixonada e cada vez mais atraída sexualmente por ele. Darcy era lindo e charmoso, forte e carinhoso. Mas ela ainda se sentia travada quando ele tentava convencê-la a fazer amor. Um rala e rola mais quente era inevitável e absolutamente delicioso, mas sexo?...
darcy carNaquele fim de semana como combinado, ele foi pegá-la na porta do seu escritório pontualmente às sete da noite de sexta feira, orgulhosamente dirigindo o presente que seu pai havia lhe dado: um majestoso Porsche Boxster cinza metálico. Lizzy ainda não tinha visto, o carro tinha acabado de ser entregue no campus da faculdade há alguns dias e ele tinha feito questão de mudar os planos de ir à Nova York de avião em prol de estrear a ‘máquina’.
Lizzy teria preferido ir de avião. Ela ainda estava se adaptando à nova realidade como funcionária, apartamento recém-alugado, responsabilidades. Cansada e tensa ela chegava a casa tão tarde que durante essa semana nem tinha conseguido encontrar com Darcy. De carro, ela não poderia cochilar e teria que ficar atenta à estrada mesmo que ele estivesse ao volante. Ele dirigia bem, mas mesmo assim ela não conseguiria relaxar.
Quando ela chegou ao lobby do prédio do seu escritório quase uma hora atrasada, Darcy estava encostado no carro esperando impacientemente, apesar de manter a pose de homem mais velho que não demonstra as emoções. Mas logo desfez a irritação vendo o sorriso nos lábios dela.
‘Will! É lindo!’ Lizzy exclamou com as mãos no pescoço.
‘Oi, meu amor. Gosta?’ Ele sorriu orgulhoso tanto do carro quanto da namorada. Como ela era gata vestida para trabalhar.
‘Nossa!...’ Ela exclamou e cobriu a boca com as mãos.
Darcy sacou logo que lá vinha problema pela expressão nos seus lindos olhos escuros. ‘Olha lá. Não me vem com o papo de pirralho rico e mulher de classe média de novo. ’ Darcy cruzou os braços sobre o peito e fechou a cara.
‘Mas é isso...’ Lizzy apertou os lábios.
‘Entra no carro e vamos embora.’ Ele sacudiu a cabeça, se recusando a entrar na mesma discussão mais uma vez. Muito galante, ele se virou e abriu a porta do carona para ela. ‘Mas primeiro, me dá um beijo... faz cinco dias que não te vejo.’ Ele abraçou sua cintura e puxou-a contra seu peito.
Algumas horas depois, no lobby do hotel bacana na Sétima avenida, ignorando o bico de desaprovação de Lizzy, ele apresentou seu cartão de crédito e pediu as reservas em nome de ‘William Darcy e namorada’ impostando a voz e enchendo o peito de orgulho com sua definitiva maioridade que seria alcançada em vinte e uma horas.
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O porte de Darcy lhe dava ares de mais idade e como todo homem que ama uma mulher mais velha ele começou a fazer questão de parecer mais velho. Ele tinha mudado o corte de cabelo para agradá-la e para parecer que tinha uns vinte e dois, vinte e três anos. Agora com mechas mais longas, ele mantinha o cabelo penteado para trás durante a semana, mas Lizzy podia arrumar num ‘bed hair’ usando suas mousses e pomadas de cabelo. E como ela tinha vidros e vidros dessas coisas! Era uma ótima desculpa para ter acesso desobstruído ao corpo dela. Após o banho ele sentava e ela tomava lugar no meio das pernas dele para lhe arrumar os cabelos. Enquanto ela trabalhava, ele tinha liberdade para abraçar, apertar, beijar e devorá-la com os olhos.
Uma vez no quarto de hotel, ele pediu que ela arrumasse seu cabelo para ver se ela aprovava o corte que ele tinha feito durante a semana. Era um pretexto para prendê-la entre suas pernas.
‘Will!’ Lizzy riu e se remexeu tentando sair.
‘Meu amor, quero meu presente de aniversário hoje. ’ Ele ordenou como uma criança mimada, olhando para cima e prendendo o olhar dela.
‘Ué, tá na minha bolsa. Você não quis guardar com você... Vou pegar os ingressos. ’ Ela falou com uma mão de cada lado do rosto dele e se virou para alcançar a bolsa.
‘Não, Liz.’ Ele continuou a segurar o olhar dela. Como ele adorava aqueles olhos negros e expressivos. ‘Quero meu presente de verdade. ’
‘Hã?...’ Lizzy franziu a testa.
‘Dezenove, Lizzy. Não sou mais seu moleque. ’ Ele falou sério.
Lizzy corou.
‘Faço dezenove anos em vinte horas e trinta minutos.’ Ele checou o relógio. ‘Definitivamente maior de idade. Ninguém pode te acusar de agir contra a lei.’ Ele falou, já acariciando o bumbum dela, o queixo colado na sua barriga. ‘E eu não pretendo deixar você sair do quarto até lá.’
‘Mas nós temos ingressos para o show em... ’ Lizzy teve que fazer força para conseguir contar as horas até o show da noite seguinte enquanto tentava resistir às mãos tão inexplicavelmente habilidosas de Darcy. ‘Dezessete horas. ’ Ela mordeu os lábios para não deixar um gemido lhe escapar.
‘A gente só vai sair para o show então.’ Ele decretou beijando um de seus seios por cima da blusa.
Lizzy sorriu e não havia mais como resistir. Eles estavam muito próximos, muito apaixonados, a maior parte das pirações com relação à diferença de idade resolvidas.
Ela relaxou nos braços dele e ele aproveitou para abraçá-la com mais força. Lizzy que já estava acariciando a cabeça dele se remexeu entre as pernas de Darcy dando a ele desculpa para puxá-la até encostar na virilha dele.
Ele já estava em ponto de bala, sempre estava quando perto dela. Assim, sem camisa, descalço e sentado na cama enquanto ela estava toda gata de saia justa preta e camisa branca acinturada; Darcy estava quase indo à loucura. Quase sempre ele não via nela uma mulher mais velha, a tia que ele a acusava de ser quando eles discutiam; mas desde que ela começou a trabalhar ele estava ficando cada vez mais seduzido pela sua maturidade. Incrível como uma mulher tão sensual, tão maravilhosa aceitava sair com ele. E ele nem transava com ela!
Foi aí que ele teve uma revelação: ela era tão doida por ele quanto ele era por ela! Lizzy estava esperando ele ficar mais velho! Essa revelação lhe encheu de coragem e os hormônios de adolescente tomaram conta de Darcy.
fanfic em portuguesEle esticou a coluna e capturou os lábios da Lizzy num beijo interminável enquanto alcançava atrás dela o zíper da saia que abriu, deixando-a cair no chão. Mas ele só viu a calcinha de renda branca quando abriu o último botão da blusa e a empurrou para trás dos ombros dela, e o maravilhoso sutiã de renda apareceu. Era um conjunto novo. Ela tinha planejado isso.
Darcy não conhecia esse conjunto. Ele conhecia a maior parte das lingeries dela. Apesar de nunca ter ficado totalmente nua na frente dele (para não brincar com fogo), Lizzy andava de calcinha e sutiã pela casa enquanto se vestia. Como ela levava horas para escolher a roupa que usaria, Darcy frequentemente a via assim, e adorava. Na Europa eles dividiram quartos de albergue e hotel. Na casa e dormitório dela, quando dava, ele discretamente fuçava a gaveta de lingerie dela para dar munição à sua imaginação. Esse conjunto branco de renda definitivamente era novo. Por dentro, ele urrou de felicidade.
Ele chegou para trás e puxou-a até que ela ajoelhou na cama na frente dele. Com os rostos nivelados, Lizzy olhou bem nos olhos profundos do garotinho por quem ela tinha se deixado apaixonar. ‘Eu te amo, Will’.
‘Eu sou louco por você, Liz. Vem.’ Ele respondeu e deitou, levando-a sobre ele.
Lizzy montou sobre a cintura dele, apoiou as mãos aos lados da sua cabeça e se inclinou para beijá-lo. Dessa forma ela estava dando a ele liberdade total para acariciar seu corpo; e ele fez isso. Seus ombros que ele beijava sempre que ela os deixava nus numa camiseta, seus seios que tiravam-lhe o fôlego sempre que os via, sua cintura que ele segurou firme e puxou até que suas virilhas se encontraram.
Os dois gemeram e Lizzy imediatamente começou a se mover, incendiada pela sensação do bunchage de Darcy. Como ele ultimamente não fazia questão de facilitar as coisas para ela e andava nu sempre que tinha chance, ela já tinha visto que ele era bem dotado, mas agora ela estava se dando a chance de aproveitar. E como era perfeito.
Nesse momento eles não tinham seis anos de diferença, ela não era experiente (com dois namorados somente) e ele não era um garoto rico mimado. Eles eram Darcy e Lizzy fazendo amor pela primeira vez.
Ela guiou a mão dele dentro da sua calcinha e mostrou como gostava de ser acariciada, ele aprendeu a lição e experimentou um pouco mais até que ela tirou a mão dele e levantou para tirar o sutiã e calcinha. Darcy arrancou a calça jeans e a cueca em um único movimento desesperado.
‘Você tem camisinha?’ Lizzy perguntou levantando as sobrancelhas. ‘Eu pensei em comprar amanhã. ’
Darcy sorriu. ‘Tenho, minha deusa. ’ Darcy se contorceu e alcançou a mochila na cadeira ao lado da cama. “Ela pensou em comprar camisinha para mim! Uau!”
‘Mas não aquelas que vêm rolando desde o Dia de Ação de Graças, né?’ Ela perguntou contendo o riso.
Darcy corou.
‘Você deixou a mochila aberta no meu quarto em Meryton, lembra? Na Europa também.’ Ela sorriu. ‘Era para que eu visse, não era?’
Darcy riu.
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‘Sem vergonha!’ Ela acusou num sussurro enquanto voltava para cama e para cima dele.
‘Tarado por você, minha deusa. ’ Ele respondeu nos lábios dela.
Eles realmente só saíram do quarto para ir jantar e assistir ao show na noite seguinte.
Para os dois, sua realidade utópica, sua quimera virou mitologia concreta. Agora eles eram um casal de verdade.
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Para apaziguar as neuras da Lizzy com relação à grana e para surpresa do pai, Darcy começou a trabalhar na faculdade. Ele entrou para a incubadora de empresas e logo deslanchou um projeto audacioso no mercado futuro de ações. Durante os anos de Harvard ele trabalhou duro fazendo seu negócio funcionar e properar, apesar das limitações do programa estudantil de negócios.
Lizzy fazia carreira exemplar na H&S. Era a protegée do seu chefe e sócio fundador do escritório, Coronel Forster que cada vez lhe dava mais responsabilidade na empresa. Em três anos, quando Darcy começou seu último ano de faculdade, ela foi promovida a chefe de setor e com o bônus teve dinheiro para comprar um apartamento em Boston.
‘Um apartamento meu, Will! Só meu!’ Descalça, Lizzy saltitava na frente do sofá quando chegou ao apartamento dele perto da faculdade. No dormitório, ele não poderia receber Lizzy quando quisesse, então Darcy optou por um flat nas proximidades. Isso significava algum trânsito pela manhã e à noite, mas para ele não era nada comparado com a possibilidade de poder ficar junto à sua deusa quando quisesse.
‘Parabéns, meu amor!’ Darcy sorriu encantado com a alegria dela. Mesmo depois de quatro anos juntos, para ele ela era o que havia de melhor no mundo. A mais bonita, mais sexy, mais inteligente. E aceitava ser dele, só dele.
‘Olha, já até sei o que vou procurar. Um quarto, sala grande, muito sol. Você vai poder guardar seu camelo na cozinha, naqueles ganchos bacanas, sabe?’ Ela foi falando enquanto perambulava pela sala do flat, contando as qualidades do apartamento fantasma nos dedos. ‘Chega desse sofrimento de deixá-lo no depósito e encontrar um pneu furado que nem na semana passada. Também tem que ter garagem para a Duke.’
Darcy apertou os olhos, mas não comentou. Ele concordava com a mãe dela que andar de moto, mesmo que na curta distância entre Boston e seu flat em Cambridge, era perigoso. Ele preferiria que ela aceitasse trocar a Duke por um carro.
‘Parece perfeito. Em qual bairro? Eu gosto de onde escolhemos para você alugar.’ Darcy falou, se espreguiçando no sofá. Tinha sido uma sexta-feira dura, com provas e seminários para apresentar. Além da incubadora. Ele estava exausto. Só pensava em contar com a ajuda da sua linda namorada para relaxar.
‘Pode ser. Gosto de lá também. ’ Lizzy concordou. Quando ela se mudou para Boston, Darcy tinha ajudado a escolher um apartamento que ela pudesse pagar com seu salário e que fosse bom o suficiente para ela morar sozinha. Pelo menos durante a semana, por que ele chegava na sexta à noite para ficar até segunda pela manhã. ´Mas talvez um lugar mais charmoso... South End?’
‘Concordo. Juntando com a minha metade, dá pra gente comprar um de dois quartos, meu amor. Um escritório em casa seria ótimo para nós dois. ’ ele falou cruzando os braços atrás da cabeça e se esticando no sofá. Para Darcy estava claro que ele dobraria o bônus dela e assim teriam valor suficiente para comprar um apartamento descente.
‘O quê?’ Ela parou no meio da sala, seu sorriso congelado dos lábios.
‘Pensa. Daqui a alguns meses eu termino minhas matérias, só vou ter que prestar algumas provas e vou precisar trabalhar mais em casa. ’ Ele deu de ombros.
‘E?...’ Lizzy perguntou.
‘E?...’ Darcy perguntou de volta. “Lá vem.” Ele pensou.
Ela torceu os lábios e inclinou a cabeça, olhando para ele.
‘E a gente podia morar junto. ’ Ele continuou. ‘Não teremos mais necessidade de morar longe um do outro por que eu não virei à faculdade toda hora.’ Ele deu de ombros de novo, como se convidá-la para morar junto fosse a coisa mais natural do mundo. Não, não um convite: uma conclusão óbvia.
‘Não, não, garotinho. Meu apartamento. Meu. Minha grana. ’ Lizzy balançou o dedo na frente dele.
Garotinho! Você nunca vai esquecer isso.’ Ele grunhiu e passou as mãos no rosto. Darcy estava tão cansado que não ia conseguir levar uma guerra de inteligência com a língua afiada da Lizzy. Ele fechou os olhos e apoiou a cabeça no encosto do sofá. ‘Juntando grana dos dois daria para comprar um apartamento maior. Mas se você preferir me excluir... ’
‘Nada disso, Will. Sem chantagem. Meu primeiro imóvel. Só meu. ’ Lizzy explicou, gesticulando mesmo que ele não visse porque estava de olhos fechados.
Darcy levantou a cabeça e olhou para ela. ‘Tá. Mas seu primeiro imóvel pode ser o nosso primeiro imóvel. ’ Ele falou olhando-a atentamente, já preparado para brigar.
Lizzy abraçou o peito e virou de costas para ele. Virou-se de volta e tomou ar para falar, mas mudou de ideia. Ele levantou as sobrancelhas e abanou a mão indicando para ela continuar. Ela suspirou fundo e decidiu ir tomar água para esfriar a cabeça.
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Como explicar ao herdeiro de milhões a importância de se ter dinheiro suficiente para comprar o próprio apartamento aos vinte e nove anos? Ele já havia nascido com uma propriedade de dezenas de milhões de dólares que rendia quase dois milhões por ano presa à sua chupeta. Lizzy vinha de classe média, seus pais pagaram sua faculdade com poupança guardada por anos, ela sempre trabalhou durante a escola e a faculdade.
Darcy era garotinho rico, berço de ouro. Ela tinha a suspeita que ele só trabalhava na incubadora para agradá-la. Ela gostava disso, que ele fazia esforço para ser mais pé no chão, principalmente que ele fazia esforço para agradá-la em qualquer coisa. Mas eles eram muito diferentes.
Também, ela vinha pensando muito nos próximos anos. Darcy sempre teve planos de fazer seus MBAs na Inglaterra, ele nunca escondeu isso. Nem a família dele. Da última vez que eles estiveram em Seattle, Darcy Sr inclusive começou uma conversa sobre quais cursos ele deveria escolher e quais poderiam ser interessantes para Lizzy.
Na ocasião ela concordou com a cabeça, sorriu e agradeceu a atenção, mas não comentou. Quando chegou em casa, ela procurou informações e viu que até seria possível financeiramente uma temporada de seis meses na Inglaterra e nada mais. A não ser que ela quisesse perder seu ótimo emprego e abrir mão da carreira que vinha construindo.
Sem falar no seu relógio biológico. Darcy estava chegando a vinte e três, ela já estava próxima dos trinta...
‘Liz?’ Darcy chamou e só então ela percebeu que estava perdida em seus pensamentos na cozinha por vários minutos. ‘Cadê você?’
Por um instante ela teve uma crise de pânico pensando na possibilidade de perdê-lo. De que ele fosse em frente com seus planos traçados em seu berço de ouro e ela ficasse para trás.  Sem pensar mais ela voltou para sala e montou no colo dele.
‘Will?’ Ela falou com urgência.
O sorriso preguiçoso que ela adorava sumiu do rosto dele quando ele percebeu a urgência na voz dela.
Lizzy segurou seu rosto com as duas mãos e o beijou. ‘Will, esse apartamento é meu. Só meu, entende? Eu preciso ter a certeza que eu posso andar sozinha, que eu... ’ Ela piscou para conter lágrimas idiotas que teimavam em marejar seus olhos. “Que eu vou conseguir viver sem você quando chegar a hora.” Ela pensou, mas não achou força para falar alto. Seria como admitir para si mesma que a possibilidade era latente.
‘Calma meu amor. ’ Darcy beijou seus olhos. ‘Calma. É só um apartamento. Só o primeiro. ’ Ele sorriu gentilmente na intenção de acalmá-la.
Mas as palavras dele só fizeram com que ela tivesse mais certeza de que a validade deles estava próxima do fim como ela tinha concluído na cozinha.
Ela sorriu e fez que sim com a cabeça, mas ficou triste.
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Lizzy encontrou um apartamento da maneira que planejou, mas só fechou negócio depois que Darcy viu e aprovou. Como presente para a casa dela – Darcy era morador e não proprietário – ele lhe deu o mobiliário do jeito que ela escolheu.
lizzie flat fanfic pride and prejudiceO ‘open house’ foi uma festa que reuniu os amigos dele e dela. Tinha muita gente festejando, e gente tão diferente quanto o grupo de mauricinhos herdeiros ricos, os colegas de escritório dela, os antenados, os motociclistas vanilla e o pessoal do mercado financeiro. Tinha tanta gente que o pequeno apartamento de um quarto, sala, banheiro grande e cozinha econômica teve que ficar de porta aberta para que todos conseguissem respirar.
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Música:
Quero toda noite - Fiuk e Jorge Ben Jor
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No próximo capítulo (última parte):



'" 'William é tão engraçado! Ele acabou de me contar uma estória de viagem hilária.’
‘Car, você poderia convidá-lo para ir passar uma temporada na Ásia com você...’ Sua mãe disse trocando olhares de soslaio com Helen.
‘Claro, querida! Seria ótimo para ele aproveitar uns meses descansando, fazendo programas de jovens. Ele é tão novinho e já trabalha tanto nessa empresa que ele inventou na faculdade.’ Ela estalou a lingua e sacudiu a cabeça desaprovando os esforços de Darcy. ‘Imagina se um garoto que vai herdar tanto precisa trabalhar!’
Helen sabia que Darcy fazia questão de parecer mais velho e mais responsável para agradar Lizzy, para que ela não o achasse infantil. Para Helen, qualquer coisa que Darcy fizesse para Lizzy era ruim então ela não perdia oportunidade de expressar sua opinião.
‘Eu ia adorar! Imagina um homem forte daqueles para me proteger!...’ Caroline disse e roubou um olhar na direção de Lizzy que voltou a ler seu livro parecendo não ouvir a conversa que obviamente era direcionada a ela.
coração apertado fanfic em portuguesDesde que chegaram, essa Caroline estava se insinuando para Darcy - na frente da Lizzy ou não. Se não fosse o desespero de mãe e filha em conseguir um casamento para uma das duas ou ambas, Lizzy estaria mais incomodada. Mas elas não poupavam seu charme para nenhum homem, nem Richard, nem Darcy Sr, nem para Matlock o namorado da própria Helen.
‘Você deixa William me proteger dos selvagens asiáticos?’ Caroline perguntou a Lizzy muito cinicamente e se inclinou para frente estendendo a mão para tocar o seu braço."

leia na íntegra aqui.

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A gente se vê!... bj