segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Sintonia fina

Olá,
Ontem, dia dos pais, meu hubs escolheu passar o dia em casa conosco & o Netflix. Eu, que já tinha ido à missa das 7 encontrar meu querido pappa, fiquei feliz em escolher títulos. Testamos algumas estreias até chegar na Sociedade literária e a casca de batata de Guernsey

Faz algum tempo q evito ler, parece q tudo - até um livro sobre a história das joias q comprei na Bienal do Rio do ano passado - me coloca no moedor de carne emocional. Ainda não tenho estabilidade emocional para lidar com narrativas de relação pai-filha incrivelmente inseridas em qq estória e/ou história. Somado a este impedimento muito dolorido, possivelmente por ele, ando produzindo muito. A minha série de romances Históricos anda a todo vapor, a sequência familiar de tretas e mutretas e amores está se desenvolvendo tão bem q me enche de tesão escrever.

Já falei antes sobre meu receio de fazer copycat, só isso já seria motivo suficiente para dar um tempo na leitura. Foi para me tirarem de um grupo de autores nacionais determinados a fazer auto-jabá...

Então, quando Guernsey começou, achei graça a personagem principal ser ‘Ashton’... em Eclipse do coração há uma personagem coadjuvante Ashton q tem gde importância na narrativa e conforme a série avançar, ela será pivotante. Ao contrário da Juliet Ashton de Lilly James em Guernsey (não li, então sei como ela é no canon), Kat Ashton é ‘mousy’, nervosinha, frequentemente repete o que fala. Assim:
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O nome veio de uma lista de batismos populares no final do século XVIII e início do XIX, muitos dos meus personagens vêm de lá. Lugares e títulos vem de mapas mesmo, especialmente históricos. Prefiro evitar pessoas reais pq não faço biografias, reluto em dar voz e diálogos a quem realmente existiu.

Mas esse sobrenome -Ashton- não é a única sintonia q meus romances históricos encontram. Notas explicativas de encerramento, disclaimers, etc também me aparecem como coincidências.  

Bem, vivo em um mundo globalizado, as referências estão aí para serem descobertas e consultadas sem precisar ir fisicamente na Biblioteca do Congresso de Washington ou a Nacional aqui do Rio.

Como tenho muito cuidado em não copiar ninguém, me resguardo. Todas as obras são registradas assim q fecho um draft bom o suficiente para enviar para editores/betas. Por isso, tenho segurança de que posso provar minha boa fé com facilidade - se houver necessidade. No caso da Ashton, por exemplo, o primeiro registro da obra é de 2015! Como a série está muito adiantada, metade dos livros já tem registro de propriedade intelectual, inclusive.

Minha primeira obra, Friendship of a Special Kind, tem um disclaimer oferecendo às amigas autoras de JAFF possíveis passagens q algumas identificassem similares, era uma homenagem a quem me ensinou a gostar de JAFF. Muitas leram em primeira mão, até. 

Citações eu faço sempre, aviso na página de copyright (pode procurar!), isso não me incomoda. As linhas e cenas que o subconsciente recicla e a gente escreve achando q é nossa ideia original sem se dar conta é que me mata de medo... Q vergonha! E como acontece!
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Enfim, essa sintonia, culpa talvez da supervisão que o Google faz na nossa vida nos mostrando assuntos q procuramos mais, nomes e pessoas, é que me intriga.

E a Guernsey, gostamos. Claro! 
Cartas, livros, cicatrizes de guerra, love... como não? 
Mas achava que a vida de Juliet ia seguir em frente, não apostei no happily ever after apesar de ser previsível. 
Por que? Ué, a vida não para, né? Nem sempre conseguimos o que queremos e o coração quebra mesmo. 
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Mas, la nave va.
Até mais!