& Moira Bianchi: a regency house party
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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Sou Ellen, mas por que não ser Odete Roitman?

Olá,
Neste feriadão super alongado aproveitei para tirar umas férias do fla-flu político das redes sociais para finalizar um volume da série Cupidos em Devon e - tarefa cumprida com louvor - mergulhei nas maratonas. 
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Pleníssima com livro pronto e me dedicando ao hedonismo!
Sobre as crônicas de Frankenstein e de Lizzie Borden provavelmente farei posts depois. 
O nível de piração hj é outro. 
Falarei de... sexualidade feminina.
De novo, Moira?
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Deve ser o algaritmo do Google, toda hora me mostra o mesmo assunto. Fazer o que?
Veja só:


CASO 1: ODETE
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Maratonei os capítulos da semana de Vale Tudo. Já falei que é minha novela favorita de todos os tempos? Então, essa semana, Odete, a melhor vilã da vida, dá um show. Chora, tira o lenço de seda francesa da bolsa, faz mimimi, uma graça. Coitada, foi pega com a boca na botija. 
Armou com seu lover para ele se infiltrar na Paladar, empresa da purgante Raquel Acioli e envenenar a maionese - salada de batata e cenoura. Pausa para rir da ironia dos autores! Deve ser por isso que SEMPRE desconfio de maionese!! Então, Raquel descobriu, desconfiou do novo empregado, um monte de coincidências, acabou indo na TCA (empresa de aviação de Odete) e pegando-a na hora que pagava o pilantra para ele sumir. Um freje!
Os cetinhos purgantes acusam Odete de todos os nomes, usam 'cafetão', 'gigolô', 'michê', 'rapaz que ganha a vida na horizontal'. Era novela das 8 que passava às 8 da noite, né? 
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Odete, acuada, se faz de vítima até conseguir bolar uma escapada e assim que consegue, mostra as garras. A cena que dura uns 3 capítulos termina com ela dizendo para os bonzinhos: 'Vocês podem sair da minha empresa agora quietinhos com o rabo entre as pernas ou esperar a polícia chegar e descobrirem o quão poderosa eu sou.'
Uau, né?


CASO 2: ELLEN
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Comecei depois a maratonar Mr. Selfridge com certa preguiça pq são 4 temporadas longas. Estou adiando essa série faz tempo, é uma das que meu hubs não se interessa, então só verei quando der. Para fugir dela vi o documentário no Netflix mesmo no qual se baseou o seriado, umas 2 horas de duração, que é ótimo. Hubs pegou no meio, me fez recomeçar, adoramos. Sei os spoilers então, sei o que Harry recebe no final (da vida), final e sei que ele merece! Mal pai, mal marido, loko, mas visionário, comerciante de primeira, revolucionário.
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Mesmo assim, ver como ele renega a esposa americana em prol da lover Inglesa artista de teatro dói, irrita, dá raiva. Me peguei torcendo contra a moça que está só defendendo o seu. Ela faz limonada com o limão, pq vamos e venhamos, trabalhar na horizontal não há de ser moleza - perdão pelo trocadilho.


Daí é que veio minha piração. 

Por que imediatamente odiei a amante sem nem conhecer a esposa que mal foi apresentada na série?
Sei o que acontecerá com a amante famosa (as amantes famosas) de Selfridge, mesmo assim me recusei - a princípio - a entender minha miga mulher e ver no explorador homem o problema. A série coloca o empresário visionário como o pobrezinho que só queria vencer na vida seduzido pela harpia e EU CAÍ!...
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Rose e Jenny Dolly, gêmeas, em 1927. 
Por que Odete Roitman só pode ser dona de suas vontades e contratar um michê/garotão/gigolô por ser a vilã? Ela não tem direito de ter um amor? Ou uma companhia que seja?...
Leila se casa com Marco Aurélio por companhia...
Sei que quando ela se apaixonar de verdade, será pelo vilão pilantra mor e aí, bang bang I hit the ground, bang bang that awful sound, bang bang, Leila shot me down... 

CONCLUSÃO que chego: De novo, primeiro nos anos 80 e agora nos 2010, as mulheres ainda são punidas por sua sexualidade. Por ter desejo, gostar do tchaca-tchaca-na-butchaca, usar o que Deus lhes deu, etc, etc.
Chega, né?


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Essa é AMALDIÇOADA por ter desejo... Td bem, é doida. Mas mesmo assim...
Olha, nem vou na Colina Escarlate, filme LIIIINDO, mas oh, que massacre feminino... 
Não, lá não vou.

Enfim, minha piração é como somos manipuladas a, ainda, nos tolir. Como sabem, estou super enfiada na era Vitoriana, agora saindo da metade do século XIX, e vejo cada vez mais que, apesar de todas as muitas modernidades, nas convenções sociais as mulheres são tão tolidas quanto.
Sim, usamos saias mais curtas, decotes maiores, menos camadas, podemos ir a praia quase nuas, trabalhar e escolher não casar. Mas ai de quem quiser ter amante... O que?... Sem namorado fixo?
No epísódio antigo de The Big Band Theory que vi também esse finde - choveu no Rio e não posso correr, estou com o pé machucado - Sheldon faz estimativa de quantos parceiros Penny teve na vida e Amy pergunta na lata: 'Você é uma vagabunda?'





De miga para miga, o preconceito está lá, de cara...

Aff, mais 200 anos para nos livrarmos dessa escravidão?
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esperar sentada, né, migs?
até mais...

aviso: todas as imagens achadas no google em pesquisa: 'victorian lady', 'odete roitman namorado', 'mr selfridge', 'selfridge real lover', 'crimson peak', 'sheldon first date'

domingo, 26 de agosto de 2018

Cartas em 1800, whatsapps hoje

Olá,
eu e minha partner in crime, Lucy Dib, estamos nos últimos preparativos para lançar nosso ROMANCE HISTÓRICO 'CARTAS à DORA' e isso me faz pensar muito na importância das cartas na época que situamos nosso livro, a segunda década do século XIX.
Kilburne - Penning a letter
wiki
Como sabem, eu não consigo deixar Jane Austen em paz - é um vício - então cá estou na Regência, os anos em que a Inglaterra foi governada pelo Príncipe gorducho e beberrão devido à doença de seu pai, o rei George III.
Lucy também não vai muito longe de Austen, achei mais uma metade dessa minha grande laranja literária!
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national trust colletion
Apesar de ser pouco querido, motivo de infindáveis piadas e viver em difícil convivência com a Ton (nem sabemos o que é ser governado por alguém assim, né?), o Príncipe George foi responsável por várias reformas bacanas em seus anos de governo - como regente e como rei depois da morte de seu pai.
Austen dedicou Emma ele - com certa má vontade - já que o gorducho comilão era seu fã (como eu e a torcida do Flamengo). Há até recibo de pré-venda. Ele encomendou Emma antes de ser publicado, sabia?
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carrybeans feat info salons group
Mas quero falar de cartas, tão absolutamente importantes - tão comuns nos séculos passados como nós mandamos mensagens de whatsapp hoje. Eram torpedos uns anos atrás quando lancei '45 dias na Europa com Sr Darcy' e e-mails... E perceba: eram consideradas rápidas, seguras, reservadas e sigilosas. 

Austen deixou muitas cartas, trocava com vários parentes e amigos. Estão editadas em livros bacanas ou disponíveis no Gutenberg para quem quiser 'ouvir' mais dela e suas observações mordazes de sua vidinha mundana da Era Regencial.


gutenberg
Uma amiga já me perguntou: 'O que acha de Cassandra? Não gosto dela! Queimou as cartas de Jane, como pôde?'

Nem respondi, acho. 
Cassandra (a irmã de Jane) estava no seu direito já que eram comunicações sigilosas entre as duas. 
Esse costume, aliás, era muito corriqueiro assim como mantemos senha em nossos telefones, deletamos e-mails e limpamos conversas de whatsapp. Sei, está sorrindo pq faz isso de vez em quando, certo?  
Cartas guardadas em um baús poderiam ser encontradas e lidas, Lembra do Primo Basílio? Em nosso livro Cartas à Dora, o misterioso 'M' que envia cartas anônimas à moçoila, tem esse hábito de queimar documentos... 
Woman Reading a Love Letter by Auguste Toulmouche
Nesta crônica no link, o Jane Austen World chama atenção para um detalhe de Lydia e Kitty de Orgulho e Preconceito que eu nunca havia notado. 
Não sei como pode isso: tantas vezes já li, vi, esmiucei, sonhei, adaptei e TODO DIA descubro novidades em O&P. Enfim, a crônica fala de UM CÓDIGO entre as irmãs: sublinhar trechos. O que esses significariam? 
Provavelmente importância, como hoje em dia?
Ou segredo secretíssimo?
Seria o que Jane e Cassandra usavam e por isso tantas cartas foram queimadas?
Corri na minha estante e tirei meu livro - em pesquisas gosto de usar o livro de papel para sublinhar e deixar um post it coladinho. peguei minha edição bilíngue que ganhei de uma amiga queridíssima, e olhe o que achei na tradução:
Acho que a tradutora LEU AS CARTAS DE LYDIA para saber o que ela contava! ahahaha Conhecendo Lydia, nem duvido do conteúdo!
Mas Austen disse 'cartas muito cheias de linhas sob as palavras, para ser feitas públicas'. Hmmm, fiquei pensando... 

Quantos segredos haviam escondidos nas cartas, huh?
Um simples billet doux podia ser uma carta bomba!
Poucas linhas e... boom! Acabou com sua vida! Uma ameaça, um segredo, uma proposta!
Um spoiler!
Para bom entendedor...
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etsy
Cartas eram coisa tão corriqueira que romances eram escritos em forma de missivas - são os chamados EPISTOLARES. (Epístola vem do grego antigo 'mensagem', 'ordem escrita'. Texto escrito em forma de carta, para ser correspondido a uma ou nenhuma, mas se distinguindo desta por expressar opiniões, manifestos, e discussões para além de questões ou interesses. Wikipedia) Meu favorito absoluto é Lady Susan, mas Evelina é o máximo! E tantos outros como Drácula; e os que são desenvolvidos através de cartas como Nunca te vi, sempre te amei e... Cartas à Dora ! Meio epistolar, meio narrativa.

Eu sempre adorei cartas - papel, envelope, selo, correio... Adoro! Tive PENPALS pelo mundo na adolescência - ainda tenho até hoje, são mais de 30 anos de amizade! Éramos estudantes, hoje sou arquiteta e escritora, meu amigo é desembargador no tribunal da União Europeia.
Imagine o valor das cartas quando não havia outra maneira de comunicação?
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The Love Letter Painting by Jessie Elliot Gorst
A CARTA EM SI:
Era caro!
Boas penas custavam grana, especialmente de ganso que eram consideradas melhores. A pessoa tinha que apontar com um canivete ou faquinha de maneira a segurar a quantidade certa de tinta (ponta grossa ou fina?). Lembra de Miss Bingley se oferecendo para apontar a pena de Mr. Darcy? Tenho que rir pq, ó, q piriguete! Nem tenho coragem de escrever isso hoje em dia! hahaha
Se a pessoa morava no campo, poderia quebrar um galho com penas das aves de casa, mas a qualidade...
Ponteiras de metal eram ainda mais caras e difíceis de encontrar. Ah, se houvesse um comerciante interessado em expandir esse negócio... *spoiler alert*

Papel, nem se fala. Era bem caro, mesmo mesmo. Já viu aquelas lindas maravilhosas cartas de Austen em que ela escrevia primeiro na horizontal certinho, mas como o assunto não acabava ela continuava na vertical por cima do que já tinha escrito? hihihi Genial!
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jane austen world
Antes do mata-borrão (aquele pesinho de rolar sobre o que estava escrito para ajudar a secar a tinta), a pessoa tinha que espalhar areia, esperar um pouquinho, recolher, soprar.
Daí dobrar porque não usavam envelope e lá ia mais uma folha como proteção. Mais $. Tem um monte de sites e videos ensinando a dobrar como na época, um loosho. 
Depois vinha o chique: selo de cera. 
Sinete com seu brasão - ou da família, bastão de cera, algum jeito para não fazer sujeira e pronto.
Olha esse video: ensina a fazer com lápis cera e tubete de festa infantil. Já vi lindos com moldes feitos de cola quente.


O misterioso 'M' enlouquece a pobre Dora usando sinetes diferentes e até, olhem que homem é esse, alternando cores de cera!

Então, se você recebesse uma carta gorda era sinal que: 
1- o remetente era rico pois tinha fundos para muito papel, tinta e pena;
2- o remetente era culto pois conseguia compor longo texto;
3- você tinha meios ($) pois antes do 'Penny Post' era o destinatário quem pagava para receber. Igualzinho ao nosso início dos celelulares;
4- Quanto maior o carta, mais cara.


Era melhor ser conciso e discreto.

Entende porque 'a carta' de Mr.  Darcy em O&P é AQUILO TUDO? Ele entregou em mãos, planejava fazê-lo, de forma que não contava em fazer a moçoila pagar para receber, maaaas escreveu a esmo, botou o coração para fora, gastou $$$ com Lizzy. 
Ele é O CARA, como o mocinho diz no meu conto 'Pera, uva, maçã ou salada mista?' no 'Querida Jane Austen'.
Esse link tem mais um mooonte de detalhes bacanas sobre os práticos das cartas.


A ETIQUETA:
Como, na época, era o meio mais comum de comunicação, era também forma de apresentação. Pela maneira como se expressava, uma pessoa tinha avaliadas sua cortesia, cultura, traquejo social e 'noção' - ah se fosse assim ainda hoje!... imagine como seriam diferentes os posts no facebook?
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A Girl reading a letter by Candlelight, with a Young Man peering over her shoulder
by Joseph Wright of Derby
Para quem tinha dúvidas -e dívidas-, haviam os manuais de correspondências com exemplos para serem copiados. Nessa época, os manuais começavam a se popularizar; quando chega nas meninas Devon da minha série Cupidos em Devon - uns 50 anos à frente - aí existia manual para tudo! E como elas são trabalhadas na mutretagem, isso vai dar o que falar.


Não que Dora seja santa...
Ou que lhe faltem amigas...
Nem tramoias...
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Vittorio Reggianini, 'The Letter'
Dora poderia até ensinar umas mutretas para as meninas Devon, acho...Voltando...

Na Regência, época de Dora e o misterioso M, uma moça solteira só poderia falar com um rapaz se fosse formalmente apresentada a ele - quem não lembra do fofo Mr. Tilney virando o Pump room de Bath do avesso para ser apresentado a Catherine Morland? 
Se para falar com um rapaz ela precisava ser apresentada E estar acompanhada SEMPRE, imagine trocar correspondências (sigilosas) com um ser do sexo oposto? Não mesmo!

Correspondências eram trocadas entre 
parentes, 
moças que tinham alguma intimidade, 
homens de negócios (ou fazendo negócios) e 
no caso de noivos, as adoráveis cartas de amor.
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Leonid Osipovich Pasternak, The Passion of Creation, c. 1880s
Mas se eram PROIBIDAS para trocar com contatinhos, ninguém fazia, né?
Aham.
NINGUÉM mandava carta para um paramour combinando encontros ou fazendo juras de amor.
Não...
'Eclipse do coração' começa com uma charada assim, como amantes poderiam se comunicar se um deles deverá viajar para longe? Dúvida cruel...
Princess Elizabeth by Sir William Beechey
E em 'Cartas à Dora', se são 'CARTAS ANÔNIMAS' que 'M' manda para Dora, como eles fazem para se comunicar sem destruir com a reputação da moça?


Já falei de mutretas?
Ih, melhor parar ou lá vou eu soltar spoilers...
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pinterest

bjs



sexta-feira, 16 de junho de 2017

Sitting with Jane

Hi there,
we're in full speed here preparing our Bicentenary celebrations, meanwhile we enjoy the lovely benches on 'Sitting with Jane' trail...
Oh, how I wish we could import some... Rio de Janeiro sure need a healthy dose of love...
Here are some of my faves so far:










We do miss you, Jane Austen!...


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Living a dream

This week I was invited to a delightful lovely event: Live in 1799 for a few days. Oh, how nice this might be... I can imagine how that must be like... all in costume playing the part. *sigh*


It's the pink lovely book in the middle. The grin is mine! ;)

'Lizzard' has dreamed about his in '45 days in Europe with Mr. Darcy', here's how it was:

"He opened a heavy door and her senses were awash immediately. Faint lighting, smell of candles and live music, all aside from their clasped hands. From the other side, the door could not be noticed and Lizzy thought about how an old palace worked in its daily routine. She had seen it on TV but this was the real thing.

‘We usually watch these parties from that balcony.’ He said pointing the turned off flashlight. ‘There is a small bridge that if we stay really close to the side we can see the ballroom without being seen. Shall we?’

It was amazing to see normal people playing dress up. They were so happy dancing quadrilles, the musicians completely attired, the ladies had fans and some men even had wigs! Lizzy was as happy as a child in Disneyland for the first time.

Darcy stood behind her to prevent Lizzy from stepping into view and unable to resist, hugged her waist to whisper in her ear several interesting things: the man hidden behind a curtain typing on his phone; the lady taking big gulps of punch; the guy trying to look into a lady’s cleavage. She giggled and leaned back into his chest to ask a question or make a comment, delighting both of them with the proximity.

‘This must be great, don’t you think?’ Lizzy asked him. ‘To go back in time… Have you ever done that?’

Darcy scrunched up his nose. ‘Once. And I hated it.’

‘Oh, come on…’ Lizzy whined.

‘Those breaches… I could never wear those near you, for instance.’ He said before he remembered they were not as intimate in person as they were in his head. Something had to be done, and fast. ‘Come, I will take you as close as I can.’ He said ungluing their bodies.

Darcy pulled her by the hand into doors and parlors, down another dark steep set of stairs and they arrived in a den illuminated only by the light coming from outside the windows. She couldn’t see much but could smell candles burning close by.

‘Trust me?’ He asked."

instagram.      follow me @moirabianchiauthor

The 'Georgian house party' will take place in November, there are dinners and day events, even a Gothic night! Oh, how much I'd love to be there... Brazil has never been so far down south...

Ok, it's Georgian, not Regency. Right, I get that. 
Winter, in period clothes for a Brazilian- cruel. I get that too. 
Convincing hubs to gavotte around in breaches: impossible. But a girl can dream, right?

And... there will be a Regency house party too! 
In August!
That's summer!
At Kent Church! *faint*
Oh. My. God.

Why, oh why, real is not closer to pounds??? $$$ 
I know, everything is six times more expensive for us. Darn!


I know exactly what you're thinking: Austenland. Yeah!... Not that I'd like to find a Mr. Noble (ha!) or anything but I can only imagine how amazing it must be to talk to people who do this, how interesting, how fun, how many plots could come out of this!...

I'm so sad here...
If you're closer, go! If you do, send me pics! And snapchats! And everything else! 



Meanwhile, I write...
Trying my hand in Regency. It has had good reviews...

See ya.
*sad Moira says bye*