& Moira Bianchi: romances de época
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sexta-feira, 6 de novembro de 2020

SOVINICE é imperfeição nossa de cada Natal

 olá, tudo bem?

Trago novidades muito bacanas!

Sim, o ano de 2020 finalmente está acabando e com ele, as festas e um livro novo! Yay!



A série LORDES IMPERFEITOS que componho com minha querida amiga LUCY DIB começa com o vício da SOVINICE, o apego ao material, sujeito muquirana, mão-de-vaca, pão-duro, sangue ruim. O CONDE SOVINA é dupla com o DUQUE MUQUIRANA.



Ainda não sabe que os Lordes serão sempre lançados de dois em dois? 

Aqui conto as fofocas todas.


Tá felizinha, né? 

charles dickens/ J Leech, F Barnard, 1843 - catawiki

Aposto que tá pensando em alguém olha grande. 

Ou é tu mesmo...

Particularmente, no meu caso, sovinice é um momento, não uma qualidade que me define, digamos assim. Por exemplo: 

com chocolate: sovina, sai pra lá. 

Com cerveja: generosa, divido, pega um copo aê, miga. 

Com Livro de papel: sovina, não empresto, vai que você não me devolve. 

Com Filme: generosa, claro, de boa, bora ver junto.

Existe na literatura um zilhão de bons personagens sovinas, quando criança eu amava o 'Seu Nonô Correia' da novela 'Amor com amor se paga' de Ivani Ribeiro, 1984. Ele era de matar, mão-de-vaca de irritar, era xingamento popular na época chamar os outros de Nonô. E quando acharam o tesouro dele! Nossa, foi lindo!

Ah, que saudades de quando as novelas tinham enredo, começo/meio/fim... Foi até difícil escolher o trechinho pra colocar aqui, se o do tesouro ou da geladeira fechada a cadeado, haha. Muito engraçado!

Pesquisando o tema para compor o Conde, descobri quase sem querer que a grande autora Ivanir inspirou o Nonô no Harpagão de Molière e aí, como esse já estava nos meus alfarrábios, as coisas se encaixaram. Assim, no meu romance dos LORDES IMPERFEITOS, o CONDE SOVINA, Ruby - a mocinha - provoca o Conde com essa peça de Molière - O avarento. Famosa desde o sec 17 quando foi lançada, encenada trocentas vezes, até pela turma da Mônica, ainda é bastante atual. Achei um resumo interessante (talvez um pouco truncado) no vestibular1 que diz: 'ciclicamente as civilizações fazem suas adorações ao Bezerro de Ouro'. Ouch! O enredo fala de um sujeito tão olho grande, mas tão olho grande, que decide casar o filho com uma viúva rica filha de cara rico, o problema é que ela é apaixonada por um pobretão. Eita!

E como os Lordes se passam na Inglaterra, pelo menos essa primeira dupla, e estamos chegando nas festas de final de ano, graças ao bom Deus, quero falar de...

UM CONTO DE NATAL

 ~ Charles Dickens ~

Mickey's Christmas carol, 1983. we heart it

Quantas vocês você já viu esse filme/desenho/meme na vida? É como a música de John Lennon e show de Roberto Carlos: se saiu do baú, chegou o Natal.

Um conto de Natal (A Christmas Carol. In prose. Being a Ghost Story of Christmas) foi lançado no *meu aniversário* do ano de 1843 (19 de dezembro) quando Dickens já era famoso, e desde o início foi um sucesso. Muito bem recebido, na véspera de Natal, 5 dias depois, já estava esgotado - 6k cópias- , em janeiro já tinha cópia pirata sendo vendida no mercado negro, e ele precisou começar uma campanha por direitos autorais. Um dia posso postar sobre isso, é bem bacana essa história da pirataria de livros na era vitoriana.

Para ele foi um alívio vender tão bem, estava em maus bocados financeiros depois de sua longa viagem para os EUA no ano anterior. Teria ele costurado uma obra comercial? Bad Moira, bad... Se foi, deu quase certo, pois no final de 1844 já tinha vendido mais de 15k cópias. Pena que ele não ficou com a grana toda, tinha que dividir com o editor, etc, etc. 

O homem que inventou o Natal, 2017 - pic de filmes dublados e legendados


Apesar do filminho fofo contar diferente, até existem evidências (não canta!) que ele construiu Scrooge se baseando em dois homens reais. 'De acordo com a BBC Arts, Dickens teve a ideia para o personagem depois que entendeu mal a lápide do comerciante chamado Scroggie durante um passeio ao redor de Canongate Kirkyard de Edimburgo, que é mencionado em seus rascunhos como um indivíduo triste e mau. Outra fonte potencial para o personagem é o famoso avarento John Elwes. De acordo com o Telegraph, apesar de ser extremamente rico, Elwes gostava de viver aquela vida insensível - racionando aquecimento, velas e até mesmo comia comida que estava estragando.' Éca!

Enfim, a saga de Ebenezer Scrooge e os Fantasmas do Natal nunca deixou de ser publicado até hoje, 377 anos nas paradas de sucesso, todo dezembro. 

Para quem não lembra, não viu encenado pelos Muppets, Trapalhões, Mickey Mouse, Barbie, Disney, A feiticeira, Esqueceram de mim, leu (como eu, assumo), aqui vai um resumo muito resumido do que é o enredo que fala de ganância, perdão, viagem no tempo, generosidade e compaixão: 'Scrooge é um velho mesquinho e egoísta que odeia o Natal. Num frio 24.12, ele toca o terror: é cruel com as pessoas que trabalham para ele, se recusa a doar para instituições de caridade e é rude com o sobrinho que o convida a passar o Natal com ele. De noite, Scrooge é visitado pelo fantasma de seu antigo sócio, Jacob Marley - e depois por três fantasmas do tempo: os fantasmas do Natal passado, do presente e do futuro. 

O Fantasma do Natal Passado leva Scrooge em uma viagem pelos Natais de seu passado, onde ele se vê como uma criança infeliz e um jovem mais apaixonado por dinheiro do que sua noiva. O Fantasma do Natal Presente mostra a família de seu funcionário Bob Cratchit, bem pobre e com o filho Tiny Tim, que está muito doente, mas cheio de ânimo; depois para ver as celebrações de Natal de seu sobrinho Fred - para o qual ele havia sido convidado, mas rejeitou ir. Finalmente, o Fantasma do Natal Futuro aterroriza Scrooge, mostrando-lhe visões de sua própria morte, sozinho. É mudo, pois o futuro é mutável, Scrooge é quem o fará por suas escolhas.

A jornada dos fantasmas no tempo ensina a Scrooge o erro de seus atos. Quando ele acorda no dia de Natal, emocionado e arrependido, compra muita comida e leva para a família Cratchit antes de passar o dia com o sobrinho, cheio das alegrias do Natal.'

tumblr
Pessoalmente, não sou muito ligada nesses contos de arrependimento profundo, let bygones be bygones. Sou rancorosa, perdoo, mas tenho dificuldade de esquecer. Tenho cá minhas desconfianças se Scrooge muda pelo medo do que o fantasma do Natal futuro lhe mostra, que claramente tem o maior impacto nele, porque ele vê que vai deixar tudo para outros gastarem ou porque se arrepende de verdade. Não obstante, reconheço o valor da obra de Dickens.

Veja bem, não sou estudiosa de Dickens, curto sua obra. Goshto meshmo de Orgulho e Preconceito de Jane Austen. Se você já veio aqui antes, já leu meus livros e romances gratuitos, sabe disso. Avalio O Conto de Natal como curiosa apaixonada da era Vitoriana. 

Muitas fontes teorizam o porquê de Dickens ter mirado e acertado direto no alvo, ele já falava desse tema em outras obras: a injustiça social na era Vitoriana, ele mesmo que teve origens pobres. Em Oliver Twist (1837-39) ele já tinha esmiuçado a vida dura da infância pobre nos cortiços e workhouses de Londres que (parece) comoveu até a rainha Victoria e o príncipe Albert (que desconheciam a situações de seus súditos, tsk, tsk). 'De certa forma, é uma história muito vitoriana de circunstâncias urbanas: extremos de riqueza e pobreza, indústria e incapacidade. Mas também ajudou a mudar a sociedade vitoriana, escreve a historiadora Catherine Golden para o blog do National Postal Museum. E é por isso que Dickens o escreveu.' Diz o Smithsonian Institute.

No Conto de Natal ele fala também de redenção e Natal, Então, digamos, são 3 os temas centrais da novella.

Humbug not to be spoken here, 1967 de A Feiticeira - christmas tv history

Injustiça social: Dickens tinha críticas severas sobre como a sociedade Vitoriana ignorava a pobreza de sua classe baixa. De um lado, estavam os ricos que gozavam de conforto e festejos de Natal e, do outro, as crianças forçadas a viver em condições terríveis em abrigos. Para nós hoje no século 21, amantes de 'romances de época', é muito difícil nos ligar nesta vertente da vida Vitoriana. Queremos ver ladies e lordes, bailes e chás das cinco, né? Mas a vida era muito mais dura do que ter que usar o bourdaloue entre as pernas para fazer xixi sem molhar as anáguas.

A forma que Dickens escolheu para destacar a injustiça da distribuição de riqueza foi fazer Scrooge se recusar a dar dinheiro para a caridade, mostrando assim o egoísmo dos mais ricos da sociedade vitoriana. As crianças que se escondem sob as vestes do Fantasma do Natal Presente são 'beliscadas' em vez de estarem felizes e alegres como gostaríamos que as crianças fossem. O Fantasma diz a Scrooge que os filhos são responsabilidade de toda a humanidade. Tiny Tim usava muletas, imagino que seja uma analogia à falta de condições normais de comparação entre as crianças ricas e pobres. Aqui temos que lembrar que, neste momento, as crianças começavam a deixar ser vistas como mini adultos. A criação começava a mudar, havia quem advogava a favor do direito de toda criança brincar e estudar, contra o trabalho infantil; era o início do raciocínio que temos hoje.

Depois, na hora do Fantasma do Natal Futuro, enquanto os ladrões vasculham os pertences de Scrooge, eles comentam sobre como ele tinha sido avarento na vida. Isso faz com que ele e o leitor apreciem as falhas de apenas pensar em si mesmo sem dividir com quem precisa e quando a gente morre, fica tudo para trás.

Barbie em A canção de Natal, 2008. IMDB

Redenção: É uma ideia sedutora, a de ser salvo do pecado ou do mal. Cristo é a Aliança, afinal de contas. Em Scrooge, vemos um homem que se transforma de um avarento ganancioso e egoísta em um personagem generoso e bem-humorado no final. Isso é o que queremos ver em todos os livros de romances, certo? Um arco de personagem que faça os 180º certinho. 

Scrooge vê (do verbo ver, enxergar; é levado pela mão para visitar o passado, o presente em outros lugares físicos, o futuro) ele vê o erro de seus atos com os fantasmas e é redimido por sua própria vontade de mudar. A mensagem moral da novela é que todos os seres humanos têm a oportunidade de se comportar de maneira mais gentil uns com os outros. 

Perceba que apesar do empurrãozinho dos fantasmas apontando o erro, a força de mudança vem de dentro, da vontade própria de Scrooge de mudar. Ele poderia ter perdido todo o dinheiro, então teria que mudar por força externa. Mas Dickens escolheu fazer com que ele tomasse a decisão de mudar.

The Muppets Christmas Carrol, 1992. smithsonian

Natal: O sobrinho Fred é sempre entusiasta do Natal, convida o tio, festeja e tal. Tiny Tim, o filho doentinho do empregado, é uma criança doente que acredita no espírito no Natal, que todos serão felizes na Noite mágica e tals. Dois personagens diferentes, um adulto e uma criança, um remediado e um pobre. Ambos homens, ok. Mas e aí?

Especialmente na era Vitoriana, o culto aos festejos de Natal começava a ser ampliado por conta de Victoria e Albert. Há anos já havia em Buckingham a tradição de montar árvores de Natal, a aristocracia também já fazia desde a rainha Charlotte, mas foram eles, Vic e Bert, com sua vontade de estabelecer a moralidade da vida familiar feliz, que popularizaram a coisa toda.

first christmas tree in Britain, 1946. Illustrated London news. wiki commons

Acredito que Dickens estivesse mirando neste abismo entre as crianças felizes em volta da árvore recheada e o menino doentinho no frio sem dinheiro para lenha na lareira ou comida farta.

Ao menos conseguiu estimular as doações à obras de caridade. Não sei (porque não pesquisei a fundo) se foram doações para limpar a consciência no momento do frenesi do lançamento do livro, mas sei de fonte confiável que Dickens era insatisfeito com o resultado da obra, ele esperava ter mudado a sociedade e juntado mais grana. 

Dickens pode não ter ficado rico $$ com a obra, 

mas tornou o mundo um pouco mais rico <3  de caridade.

Home alone, 1990. the new york times

No caso do filme Esqueceram de mim, que eu amei quando vi pela primeira vez, e amei muito assistindo o documentário sobre a produção Movies that made us, as teorias de quem e quais personagens são Dickenianos são lokas! Sugiro que você leia aqui. Eu sempre achei que era o vizinho idoso.

A história de Scrooge traz grande sabedoria, é fato. 

Durante as inevitáveis ​​épocas difíceis da vida, como esse incrível ano de 2020 que começou com água podre aqui no Rio e sabe-se-lá onde vamos parar, Deus nos proteja, as conexões humanas que temos com a família e amigos nos ajudam a superar. Eu contei e conto com azamigas, a família, a literatura, o século 19 e meus grupos de oração. Quando refletimos sobre quais valores de caráter são certos e errados, conseguimos perspectiva firme para seguir em frente. Os temas da obra são muito relevantes ainda hoje, talvez ainda mais agora em meio às mazelas trazidas à tona por conta deste distanciamento social. 

A Christmas carol, 2009 . tumblr

Com famílias e pessoas em geral separadas pela geografia e relacionamentos em perigo, distraídas pelo stress, sobrecarregadas de informações, mídia enlouquecida, redes sociais tóxicas e menor participação de comunidades espirituais e organizações cívicas, a conexão humana diminuiu. Vida louca, mano. Este declínio correspondeu a um declínio na alegria e aumento da ansiedade e depressão. 

A boa notícia é que não precisa ser assim. Podemos tirar um tempinho para refletir sobre a mensagem mais bacana de Dickens no Conto de Natal, talvez nem tenha sido a que ele considerou principal:

A VONTADE DE MUDAR POR CONTA-PRÓPRIA

design you trust

auto limpeza que fala, né?

Fazer um defrag, se livrar do lixo, renovar

Sovinice, só com chocolate. Com licença. Nisso eu posso!

E um livro novo para distrair a mente

e alimentar o coração!

Vai na Pitangus Editora ver datas e links.





bj, M.

mais sobre Natal Vitoriano, aqui

outras curiosidades & pesquisas históricas, aqui

pesquisei aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e meus arquivos pessoais.


quinta-feira, 16 de abril de 2020

Crianças Vitorianas e outras gracinhas

olá,
como vai sua auto-quarentena? Saudável espero.
Aqui tô quase subindo pelas paredes... Nesses momentos, escrevo ou assisto algo bacana. Na TV tenho Grace & Frankie, e nas escritas tenho uma outra pesquisa enorme que começou sem querer.
Na desgraça, C Barber, 1885

Estava procurando fontes bibliográficas para compor o próximo livro da série CUPIDOS EM DEVON, mas me distraí estudando o talento de artistas do passado.
Vou listar só alguns, mas acredite, estou há dois dias nisso.
Um lugar secreto - C Barber, 1892


O assunto é a infância, na verdade, a diferença de como as crianças eram vistas e tratadas na era Vitoriana comparado com atualmente. Na pesquisa, tentei não me ater às miseráveis, à população das favelas e cortiços porque esse assunto já foi coberto em outro volume da série, mas tem obra de arte que pega a gente pelo pé. 
Mesmo.

1- As meninas de Diego Velásquez, 1656
Um clássico. E que clássico!
Primeiro, gosto de me perder nele porque a infanta é peça central e são tantos detalhes de roupa e expressão facial, cabelo, roupa, animais... quando estou pesquisando, gosto de caçar respostas no detalhes. Esse Velásquez, porém, é coisa de profissional. 
Olha esse resumo (resuminho. Já passei 2hs aprendendo sobre ele!): Provavelmente é a representação do estudo de Velázquez no Alcazar Real de Madri durante o reinado do rei Filipe IV da Espanha, e apresenta várias figuras como se em uma foto. que interagem entre ou olham para a câmera. A jovem infanta Margaret Theresa está cercada por sua comitiva e Velázquez se retrata trabalhando em uma tela grande. No fundo, há um espelho que reflete o rei e da rainha em uma posição semelhante à do espectador - especula-se se eles estejam posando para o artista ou já estejam pintados. 
wiki
- No centro do primeiro plano, fica a Infanta Margaret Theresa aos cinco anos
- Aos lados ela tem duas damas de companhia: dona Isabel de Velasco, fazendo uma reverência à princesa, e Dona María Agustina Sarmiento de Sotomayor, ajoelhada oferecendo uma bebida de um copo vermelho, ou búcaro, que ela segura em uma bandeja de ouro. 
- À direita da Infanta existem dois anões: a alemã Mari Barbola e a italiana Nicolas Pertusato, cutucando um mastim sonolento. 
- Atrás deles está a dona Marcela de Ulloa, acompanhante da princesa, vestida de luto e conversando com um guarda-costas não identificado
- Na retaguarda e à direita, Don José Nieto Velázquez - o camareiro da rainha, "indo ou vindo" segurando aberta uma cortina - ele é visto somente pela câmera ou rei e rainha que posam para o artista. Está avisando algo à rainha? Veio investigar? Vai sair de fininho?
- No espelho, estão o rei Filipe IV e a rainha Mariana. Já pintados no quadro ou de pé olhando a cena. Será possível que todos estejam olhando eles e não o contrário?
- O próprio Velázquez está quase atrás da tela como se olhando o que vai pintar. Ou nos dando alô?

2- Escola de uma senhora de Thomas Weber, 1848
Essa é tão rica que leva tempo admirando. Uma senhora aparentemente humilde pelas roupas e casa, cercada de crianças (28?) ouvindo o mais alto ler. A casa é mal cuidada, a pintura está amarelada, há rachaduras, o piso é desigual, o tapete é velho. Mas ela tem toalha na mesa, touca de matrona, todas as crianças têm sapatos (parece), há bancos para quase todos.
Alguns parecem chorar, ou limpar os olhos, outros fofocam, três estão ainda na porta (fogem ou chegam atrasados?), a senhora acompanha o que é lido em um papel na mesa.
Seria uma escola comunitária?
Seria um orfanato?
tate

3- O varredor de cruzamentos de William Powel Frith, 1858
Depois que conseguir respirar depois de admirar as fachadas das casas geminadas altas, cheias de janelas, provavelmente ricas como de Belgravia e Mayfair, e os detalhes todos da roupa da dama e da carruagem atrás dela, aposto que parou no menino descalço. Eu fico horas, foi ele quem me distraiu da minha pesquisa inicial.
A pintura mostra um menino oferecendo o serviço de "varredor de rua" para a jovem mulher que procura uma chance de atravessar no meio do trânsito. Ok, vi isso logo de cara. Tipo. Porque ela tem as saias levantadas sem se preocupar se mostra os tornozelos como se olhando para ver de onde vem perigo e sei que cavalo se alivia onde quer que seja, nem liga para escolher o lugar certo. então aprendo que varredores eram comuns, trabalhavam na esperança de ganhar uma moedinha, como os lavadores de janelas ou malabaristas de sinal de trânsito hoje em dia. Ela não queria sujar a roupa, nem ser importunada pelo menino. Ou só desviava o olhar por segurança.

Os varredores eram frequentemente considerados incômodos, que eram pouco mais que mendigos. A mulher na pintura pode estar tentando ignorar o garoto. Esse era um tema comum nos comentários sobre os varredoros. Um cartoon de Punch de 1853, intitulado "o incômodo da vassoura de rua", retratava um infeliz homem de classe média cercado por garotos importunos estendendo as mãos por dinheiro. Em uma edição de 1858 do Building News, sentimentos igualmente negativos foram expressos "daqueles jovens ladrõezinhos de rua que, com as vassouras nas mãos, tomam posse de nossas travessias e constrangem a o público em geral, mulheres tímidas em particular". (wiki)
tate

4- Alimentando novos amigos de Émile Munier, 1882 
Olha essa gracinha! Me acompanha sempre, fonte de tanta inspiração. Na cama, com carinha de 'ui, fui pega no flagra!', dando seu café da manhã para três gatinhos. Note que ela e dois gatinhos têm laçarotes, a chamise de dormir é bordada, ela segura uma colher de prata, usa louças finas e decoradas, a cortina é de tecido brocado listrado, a colcha parece veludo e ela têm vários travesseiros. Ah, amo essa foto pintura!
wiki

5- As filhas de Edward Darley Boit de John Singer Sargent, 1882
É dito que Sargent pintou essa obra inspirado em 'As meninas' de Velázquez devido ao incomum posicionamento das garotas, dando mais ênfase a umas do que a outras. Esse era outro craque, um mestre da pintura com seus escuros e claros, quase contando que quanto menores, mais angelicais são as meninas - ou quanto mais próximas da idade de debutar, mais complexas, mais amigas das sombras.
Para mim, gosto das roupas, cabelos, modos um tanto acanhados nas maiores como se estivessem contrariadas (Vem cumprimentar a tia velha, Aninha!), a boneca da menorzinha, os vasos enormes da casa rica de quatro filhas (ou duas filhas e duas sobrinhas, preto e rosa)... Adoro!
wiki

6- Preparação para o ensaio de Seymur Joseph Guy, circa 1890
Essa é... uau.
A sombra.
O corpo nu.
A criada (ou mãe de luto?)
A expressão no rosto da menina
Uau!
wiki 


Mas essa não falo nada, essa mexe comigo... 
Que tal? 
Inspiração demais para uma quarentena só? 
até,
M


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segunda-feira, 18 de novembro de 2019

As Regras de Civilidade de George Washington

olá,
Faz tempo que nas minhas pesquisas para escrever romances históricos - ou de época? - encontrei essa curiosidade: regrinhas de etiqueta. Sugeri e a Fran topou estudar comigo.


Como os antigos gostavam de seguir listas de regrinhas!
George Washington no Museu de Madame Tussauds de Washington DC

No momento, estou trabalhando em um romance bem fofo com minha amiguxa Lucy Dib que tem um Conde que adora seguir regras. Ele tem lá suas razões, você vai entender...
Mas essas aqui, olha que maravilha, são de GEORGE WASHINGTON...
Aquele Americano, dos EUA, sabe?

George Washington (1732 - 1799), filho de imigrantes Ingleses, foi o primeiro presidente dos Estados Unidos, de 1789 a 1797. Seus principais biógrafos sempre exaltam seu excelente caráter, personalidade invejável, integridade, autodisciplina, coragem, honestidade absoluta, resolução e decisão, mas também tolerância, decência e respeito pelos outros. Teve papel central na fundação do país Estados Unidos da América, era devoto do republicanismo e da virtude cívica, até hoje é figura exemplar entre os primeiros políticos americanos. Sua imagem é ícone comum na cultura americana.
Funko amazon

Segundo a Foundations Magazine, as Regras de civilidade têm essa origem: Aos 16 anos, estudando com tutores em casa ao contrário dos irmãos que foram à escola, Washington copiou à mão 110 regras de civilidade e comportamento decente baseadas em um conjunto de regras compostas por jesuítas franceses no século XVI como parte de um exercício de caligrafia.



Algumas bastante óbvias, outras desatualizadas para o nosso uso diário, mas a maioria curiosa no universo de romances literários, as regras são exigentes, têm foco em outras pessoas em vez do foco direto em interesses pessoais, são os pequenos sacrifícios que todos devemos estar dispostos a fazer pelo bem geral e pela boa convivência em sociedade. Falam de respeito pelos outros, respeito próprio e  autoestima.


Era uma sociedade que prezava cortesia e cavalheirismo e ainda assim Washington lutou para libertar a colônia do Imperialismo Inglês que tanto valorizava o cavalheirismo. Foi ele quem liderou as tropas de insurgentes contra os ingleses e foi em nome dele que a capital foi nomeada e começou a ser construída em 1790.

Vamos lá.


As Regras de Civilidade e Comportamento Decente em Sociedade e Conversação
Do séc 16, mas importalizadas por George Washington no séc 18
Tradução de Francielle Souza em 05/02/2019 
letrinha original do menino Washington

1° Cada ação feita em sociedade, deve ser com algum sinal de respeito, para com aqueles que estão presentes;
2° Quando em sociedade, não coloque suas mãos em nenhuma parte do corpo, que não esteja usualmente descoberta;
3° Não exponha nada aos seus amigos que possa assustá-los;
4° Na presença dos outros, não cante consigo mesmo murmurando, nem bata com os dedos ou os pés;
5° Se você tossir, espirrar, suspirar, ou bocejar, não faça isso alto, mas reservadamente; e não fale enquanto boceja, mas coloque seu lenço sobre seu rosto e vire-se de lado;
6° Não durma quando os outros falam, não se assente quando os outros estiverem em pé, não fale quando deveria evitar brigas, não ande quando os outros se detiverem;
7° Não tire suas roupas na presença dos outros, não saia dos seus aposentos meio vestido;
8° No jogo e na disputa, é boa educação dar o último lugar, e não interferir levantando a voz mais que o normal;
9° Não cuspa no fogo, não se incline sobre ele, nem coloque suas mãos nas chamas para aquecê-las, não coloque seus pés sobre o fogo especialmente se houver carne nele antes; (acredito que se refere a cuidado com o risco, não brinque com o perigo);
displate

10° Quando sentar, mantenha seus pés firmes e nivelados, sem colocar um sobre o outro, ou cruzá-los;
11° Não se troque na presença dos outros nem roa suas unhas;
12° Não balance sua cabeça, pés, ou pernas, não erga uma das suas sobrancelhas mais alto do que a outra, não torça sua boca, e não cuspa na face dos outros por estar muito próximo dele enquanto fala;
13° Não mate insetos como pulgas, piolhos, carrapatos e etc, na presença dos outros; se você vir qualquer sujeira ou cuspe, coloque seu pé em cima com destreza, se estiver nas roupas de seus companheiros, leve-o em particular, e se estiver em suas próprias roupas, agradeça a gentileza de quem tiver retirado;
14° Não dê as costas para os outros, especialmente conversando. Não esbarre na mesa em que outros lêem ou escrevem, não se apoie em ninguém;
15° Mantenha suas unhas limpas e curtas, assim como suas mãos e dentes, mesmo sem demonstrar grande preocupação com eles;
16° Não encha as bochechas, não mostre a língua, esfregue as mãos, ou a barba, não estique ou morda os lábios, ou os mantenha fechados ou abertos demais;
17° Não seja bajulador, nem brinque com nada com que não se deva;
18° Não leia cartas, livros, ou documentos em companhia, mas quando houver necessidade de fazê-lo, você deve pedir para se ausentar: não se aproxime de livros ou escritos de outros, nem os leia a menos que sua opinião seja solicitada, nem observe enquanto outro estiver escrevendo uma carta;
19° Deixe seu semblante agradável, mas em assuntos sérios, um pouco grave;
Universidade George Washington

20° O gestual do seu corpo deve estar de acordo com seu discurso;
21° Não reprima ninguém pelas debilidades naturais, nem se delicie em colocar isso em destaque daquelas que já sabem de antemão;
22° Não se mostre satisfeito com o má sorte do outro, apesar dele ser seu inimigo;
23° Quando você assistir um crime sendo punido, você deve ficar internamente satisfeito; mas sempre mostre compaixão com o sofrimento do transgressor;
24° Não ria muito alto ou demais em nenhum espetáculo público. (Não atraia atenção);
25° Elogios desnecessários e afetação cerimoniosa deve ser evitada, no entanto, quando são necessárias não devem ser negligenciadas;
26° Ao tirar seu chapéu para pessoas distintas, como nobres, juízes, reverendos, etc, faça uma reverência, curvando-se mais ou menos de acordo com o costume da melhor educação e da distinção do receptor. Entre os seus semelhantes, nem sempre espere que eles devam começar com você primeiro. Mas tirar o chapéu quando não há necessidade é afetação, na maneira de saudar e ressaltar as palavras mantenha o mais simples como de costume;
27° É falta de modos cumprimentar alguém superior sem tirar o chapéu, assim como não fazê-lo a quem é devido. Aquele que se apressa em colocar o chapéu não faz bem, mas deve colocá-lo na primeira ou na segunda vez que requisitado; agora o que aqui é falado, no que se diz a respeito de comportamento e saudações em tomar um assento, e se sentar para cerimônias sem limites problemáticos;
28° Se qualquer um vier falar com você enquanto estiver sentado, levante-se embora ele seja seu inferior, e quando você apresentar os lugares, deixe que cada um fique sentado de acordo com seu grau de importância;
29° Quando encontrar com alguém de maior importância que você, pare e se afaste, especialmente se for em uma porta ou em em qualquer local reto para dar passagem a ele;
brainpop

30° Nas caminhadas, o lugar mais importante, em diferentes países, parece ser o lado direito, portanto coloque-se à esquerda daquele que deseja honrar: mas se houverem três andando juntos, a posição central é o local mais honrado. A parede é dada ao mais importante se dois andarem juntos;
31° Se alguém superar em muito os outros, seja em idade, estado ou mérito, e mesmo assim der lugar a alguém pior que ele, em sua própria hospedagem ou em qualquer lugar, ele não deve exclui-lo. E, por outro lado, ele não deve ser muito sério, nem oferecer mais de uma ou duas vezes;
32° Para aquele que for seu igual, ou não muito inferior, ceda seu lugar em seu alojamento e aquele que receber a oferta, deve primeiramente rejeitá-la, aceitando posteriormente, não antes sem reconhecer o não merecimento;
33° Aqueles que possuem respeitabilidade ou que possuem cargos, têm em todos os lugares a precedência, mas enquanto forem jovens devem respeitar aqueles que são seus iguais em nascimento ou em qualidades, embora eles não tenham nenhum cargo público;
34° É de boa educação dar preferência para aqueles a quem nos dirigimos, antes de nós mesmo e especialmente se estiverem acima de nós, sendo assim de maneira alguma devemos começar;
35° Deixe que seu discurso com homens de negócios seja breve e compreensível;
36° Artesãos e pessoas de grau inferior não devem fazer uso de muita cerimônia com os Senhores ou outros de graus superiores, mas respeitá-los e honrá-los grandemente, e aqueles de alto nível devem tratá-los com afabilidade e cortesia, sem arrogância;
37° Ao se dirigir a um homem de mérito não se incline ou olhe diretamente no rosto, não se aproxime demais, mantenha ao menos uma passada de distância;
38° Ao visitar o doente, não banque o médico, se não souber ocupar essa posição.
39° Ao escrever ou falar, dê a cada pessoa o seu título, de acordo com seu grau e sua posição habitual;
aquele botão para colar atrás do celular...

40° Não rivalize com seu superiores em discussões, mas sempre submeta seu julgamento aos outros com modéstia;
41° Comprometa-se a não ensinar seu semelhante a arte que ele mesmo é professor; isso é sinal de arrogância;
42° Deixe que as cortesias em cerimônias sejam apropriadas à dignidade com a pessoa com quem você conversa, pois é um absurdo agir igual com um palhaço e com um príncipe;
43° Não expresse felicidade diante de uma pessoa enferma ou em dor, para que esse sentimento contrário não agrave a miséria dela;
44° Quando um homem faz tudo que pode, embora não possa ser bem sucedido, não o culpe por isso;
45° Para aconselhar ou repreender qualquer um, considere se isso pode ser feito em público ou em privado; na hora, ou em algum outro momento futuro, em que termos fazê-lo e reprovar não mostra sinal de superioridade, mas faça isso com toda doçura e moderação,
46° Receba todas as admoestações com gratidão, a qualquer hora e lugar, mas depois não se sinta culpado, leve o tempo e espaço necessário para deixá-lo saber o que lhe foi dado,
47° Não zombe nem caçoe de qualquer coisa importante, não faça comentários afiados e se você soltar alguma coisa espirituosa e agradável, abstenha-se de rir. (Não faça piadas de algo que é importante para os outros);
48° Naquilo que você reprova o outro, seja você mesmo irrepreensível, o exemplo prevalece mais que os preceitos;
49° Não use linguagem repreensiva contra ninguém, nem maldições nem injúrias;
a plantation dele tinha uma destilaria...

50° Não esteja pronto a acreditar em relatos soltos de depreciação de ninguém. (Não se apresse em acreditar em relatos ruins sobre outros);
51° Não use suas roupas, sujas, rasgadas ou empoeiradas, mas veja se elas foram escovadas ao menos uma vez por dia, e tome cuidado para não se aproximar de nenhuma impureza;
52° Em seu vestuário seja modesto e se esforce para acomodar sua natureza, em vez de procurar admiração, mantenha seu vestuário semelhante ao seus iguais, da mesma forma que são civis e ordeiros com respeito ao momento e ao local;
53° Não corra pelas ruas, nem ande muito devagar, não ande com sua boca aberta, ou balançando seus braços, chutando terra com seus pés, nem nas pontas dos dedos, nem dançando;
54° Não banque o exibido, procurando ver em todos os lugares se sua aparência está boa, se seus sapatos se encaixam bem, se eles combinam, e se suas roupas caem bem em você;
55° Não coma nas ruas, nem na casa, fora das horas corretas;
56° Se associe com homens de bons méritos se você estima sua própria reputação; porque é melhor estar sozinho, do que em má companhia;
57° Ao andar para cima e para baixo em uma causa, faça isso apenas em companhia de alguém melhor do que você, a princípio dê a ele o lado direito, e não pare até que ele o faça, e não seja o primeiro a girar, e quando você girar, deixe seu rosto virado para ele. Se ele for um homem de grandes méritos, não ande emparelhado com ele, mas de alguma forma atrás dele; mas ainda assim de uma forma que seja fácil dele se dirigir a você;
58° Permita que sua conversação seja sem malícia ou inveja, por isso é sinal de uma natureza tratável e louvável: E entre todas as causas de paixão (no sentido de alteração, raiva, emoção) permita que a razão governe. (Permita que a razão comande suas ações.);
59° Nunca expresse nada impróprio, nem aja contras as regras morais diante de seus inferiores;
Bansky

60° Não seja presunçoso em insistir com seus amigos para descobrir um segredo;
61° Não diga coisas triviais e frívolas entre homens sérios e instruídos, nem questões e assuntos muito difíceis entre ignorantes, ou questões que sejam difíceis de acreditar. Não entupa seu discurso entre seus semelhantes ou superiores com sentenças inúteis;
62° Não toque em assuntos sombrios, em momentos de alegria, ou à mesa; não fale de coisas melancólicas como morte e desgraças, e se outros as mencionarem, mude o assunto se puder. Não conte seus sonhos, apenas para seu amigo íntimo;
63° Um homem não deve se auto-valorizar por suas realizações, ou qualidades raras de inteligência; muito menos por suas ricas virtudes ou parentescos;
64° Não faça gracejos quando ninguém estiver disposto a apreciar uma risada, não ria alto, muito menos sem motivo, não ria da desgraça de um homem, mesmo que pareça ter motivo;
65° Não profira palavras de ofensa, nem caçoe, ou zombe seriamente de ninguém, apesar de ele dar ocasião;
66° Não seja perverso, mas amigável e cortês; seja o primeiro a saudar, ouvir e responder & não seja melancólico quando for momento do contrário;
67° Não diminua demais os outros, nem esteja excessivamente no comando;
68° Não vá onde você não sabe se será bem-vindo. Não dê conselhos se não for questionado & quando for, faça isso brevemente;
69° Se dois estiverem disputando, não tome partido de qualquer um, sem restrições; e não seja obstinado em sua própria opinião, e indiferente ao maior lado. (Não tome partido de ninguém em uma discussão. Seja flexível, e vá com a opinião da maioria.);
George Washington Bridge liga NY a New Jersey

70° Não repreendas as imperfeições dos outros, isso diz respeito aos pais e superiores;
71° Não olhe com espanto as marcas e manchas dos outros, ou pergunte como surgiram. O que você pode falar ao seu amigo em particular, não fale na presença dos outros;
72° Não fale em uma língua desconhecida na presença de outros, mas na sua própria língua, assim como fazem os elegantes, e não os vulgares; assuntos importantes devem ser tratados com seriedade;
73° Pense antes de falar, não pronuncie errado, nem fale muito apressadamente, mas ordenadamente e distintamente;
74° Enquanto outro estiver falando, esteja você mesmo atento e não perturbe a audiência se alguém hesitar em suas palavras, não o ajude, nem o encoraje sem que seja pedido, não o interrompa, nem responda até que o discurso tenha terminado;
75° No meio do discurso não questione do que se trata, mas se você notar qualquer interrupção por causa da sua chegada, pode instigar gentilmente que ele continue. Se uma pessoa de importância, aparecer enquanto você estiver conversando, é elegante repetir o que foi dito antes;
76° Enquanto estiver falando, não aponte seu dedo para aquele que você discursa, não se aproxime demais, especialmente do rosto dessa pessoa;
77° Trate com homens sobre negócios no momento apropriado & não cochiche na presença dos outros;
78° Não faça comparações e se alguns dos companheiros for elogiado por algum ato de virtude, não elogie outro pelo mesmo. (Não faça comparações entre si);
79° Não esteja inclinado a relatar notícias se não souber a verdade de antemão. Na narrativa das coisas, você ouviu o nome, nem sempre o autor. Nem sempre há um segredo a descobrir;
Washington escravocrata? Sim...
Deixou muitas almas ainda presas em seu testamento, a serem soltas somente após a morte da esposa que por sua vez morria de medo de ser assassinada por isso já que era proprietária dos escravos e único empecilho à liberdade daquelas pessoas...
80° Não seja entediante ao discursar ou na leitura, a menos que você encontre companhia que esteja satisfeita;
81° Não seja curioso para saber os relacionamentos dos outros, nem se aproxime daqueles que falam em privado;
82° Não se empenhe em fazer aquilo que não pode, mas seja cuidadoso em manter sua promessa;
83° Quando sustentar um assunto faça isso sem paixão & com discrição, no entanto seja você mesmo a fazer;
84° Quando seu superior se dirigir a qualquer indivíduo, ouça com atenção, não fale, nem ria;
85° Na presença daqueles que são superiores a você, não fale até ser solicitado, então se levante ereto, tire seu chapéu e responda em poucas palavras;
86° Em disputas, não deseje tanto derrotar os outros, assim como não dê liberdade para todos expressarem suas opiniões e submeta o julgamento à parte superior, especialmente se eles forem os juízes da disputa;
87° Deixe que sua carruagem se torne um túmulo para um homem, sente-se e esteja atento a tudo que seja falado. Não contradiga cada coisa que os outros disserem;
88° Não seja entediante em discursos, não faça muitas digressões, nem repita com frequência o mesma maneira de discursar;
89° Não fale de quem está ausente, pois isto é injusto;
E a LENDA DA CHERRY TREE de GEORGE WASHINGTON?
está nos CUPIDOS EM DEVON... Um dia falo dela...

90° Ao sentar para uma refeição, não cuspa, tussa ou assoe seu nariz, exceto se houver extrema necessidade disso;
91° Não demonstre grande prazer em obter vitórias. Não se alimente com ganância; corte seu pão com uma faca, não se apoie na mesa, nem ache defeitos no que estiver comendo;
92° Não pegue sal ou corte pão com sua faca suja;
93° Entretendo qualquer um na mesa, é decente oferecer-lhe carne. Comprometa-se a não ajudar os outros indesejados pelo Mestre;
94° Se você molhar o pão no molho, não molhe mais do que o pedaço que colocará na boca, e não assopre seu caldo na mesa, mas espere até que ele esfrie por si mesmo;
95° Não coloque sua carne na boca com a faca em sua mão, nem cuspa os caroços de nenhuma fruta no prato, ou sob a mesa;
96° É impróprio se inclinar sobre a carne, mantenha seus dedos limpos e quando eles estiverem sujos, limpe-os no canto do seu guardanapo;
97° Não coloque outro pedaço em sua boca, até que o primeiro seja engolido, não deixe que os pedaços sejam maiores que sua papada;
98° Não beba ou fale com sua boca cheia; nem observe você enquanto estiver bebendo;
99° Não beba nem muito devagar nem muito apressadamente. Antes e depois de beber, enxugue seus lábios; nem respire com muito barulho, pois isso é falta de civilidade;

100° Não limpe seus dentes com o guardanapo da mesa, garfo, ou faca, mas se os outros o fizerem, deixe que eles o façam sem espiá-los;
101° Não lave sua boca na presença dos outros;
102° Está fora de necessidade requisitar companhia frequentemente para comer; nem há necessidade de beber aos outros toda vez que beber;
103° Na companhia dos seus superiores, não demore mais tempo comendo do que eles; não descanse seus braços, mas apenas suas mãos na mesa;
104° É direito do mais importante da companhia desdobrar seu guardanapo e pegar a carne primeiro, mas ele deve começar a tempo de permitir com destreza que o mais vagaroso possa ter tempo hábil;
105° Não fique irado à mesa, aconteça o que acontecer. Se você tiver razão para ficar, não demonstre; mostre um semblante alegre, especialmente se houver estranhos, pois o bom humor faz de um prato de carne uma festa;
106° Não se coloque na cabeceira da mesa; mas se for o seu lugar, ou que o dono da casa assim desejar, não discuta, no mínimo você incomodará os companheiros;
107° Se outros falarem à mesa, seja atencioso, mas não fale com carne em sua boca;
108° Quando falar sobre Deus e de Seus atributos, fale com seriedade e com reverência. Honre seus pais naturais mesmo que eles sejam pobres;
109° Deixe que sua recriação seja máscula, não pecaminosa;
almofadas estampadas

110° Trabalhe para manter viva em seu peito aquela pequena centelha de fogo celestial chamada consciência.
**--**
E aí?
Que tal?
Com certeza algo disso será ou foi inspiração nos meus romances históricos. Já leu? Estão aqui!

Eu e Fran ainda temos mais alguma parcerias guardadas... hehe

bj, até mais.
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