& Moira Bianchi

domingo, 25 de agosto de 2019

Sanditon - um resumo de personagens

Olá!
hoje é um dia feliz em Austen Nation, dia de estreia de seriado caprichado baseado em uma de suas obras! Oba!
SANDITON


Obra inacabada, curtinha, à beira mar, uma pena que ela não teve tempo de terminar... foi seu último trabalho, muito promissor...
Com o zum-zum-zum do lançamento do seriado, muita gente me perguntou que livro era esse. Faz sentido, Sanditon demorou a ser traduzido aqui. Daí, conversei com minhas amigas Darcy e organizamos um resumão carnudo.

Vou postar em duas partes, caso você prefira ler uma coisa ou outra. 
1ª PARTE: PERSONAGENS
2ª PARTE: CAPÍTULOS
Sugiro ler as duas, 
depois ler uma das traduções profissionais. 

Vale a pena, vai ver! Austen afiada, prometendo grandes segredos, mistérios, intrigas e fofocas. E romances com um herói misterioso.


Ao final, coloquei links para 
em PDF, KINDLE ou EBOOK.
e...
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Aqui estão eles, os ilustres Austenites da beira-mar.


Sanditon
twitter itv
Jane Austen, 1817
Um resumo bem-intencionado por Moira Bianchi em 2019
Revisão de Adriana Salles
Supervisão de Raquel Sallaberry

A princípio, eu pensei em traduzir os 12 capítulos (11,5), mas isso seria trabalho de profissional. Indicamos que leia o original ou traduções profissionais como esta e esta. Austen não é uma autora fácil e amigas especialistas de Austen Nation indicaram a boa ideia de fazer um resumão carnudo recheado de citações e alguns comentários que deixasse claro o tom irônico de Jane.

Lendo com cuidado, Sanditon parece quase amarga. Talvez Jane já estivesse sentindo demais a idade do condor (com dor aqui, com dor ali...). Vemos isso nos doentinhos Parker. Em discussões nos confins Austen Nation, cada Janeite tem uma opinião sobre o estado de espírito que ela deveria estar. Doente sabemos que sim, logo depois ela veio a falecer, mas será que ela achava que sofria de hipocondria ou escreveu sua falta de paciência com doentes imaginários por saber sofrer doenças reais e sem solução?

Sanditon é muito pequena, apresentando apenas os personagens principais e secundários. Quando o enredo começa a se desenvolver – bem no capítulo 12 – ficamos na mão. No entanto, parece que o tema central seria a evolução da sociedade, do velho para o novo. Talvez uma alegoria para a evolução das pessoas. A vila de pescadores deve virar um balneário elegante, mesmo que com muito esforço da parte dos organizadores. Murro em ponta de faca, ela parece dizer.

Por vezes, quando fala das parentalhas da rica, sovina e mal-educada Lady Denham, Sanditon faz pensar em um plano de vingança e cobiça tipo Agatha Christie (nascida somente 73 anos após o falecimento de Austen). Sei lá, um feels...

Enfim, vamos a la playa!
INTRO
Na edição da Gutenberg au, existe esta introdução:
“Sanditon foi a última obra em que Jane Austen trabalhou, e deixou inacabada no momento de sua morte em 18 de julho de 1817. O manuscrito sem título, escrito de próprio punho por Jane Austen, é o rascunho de uma obra de ficção substancial e em evolução. Totaliza... cerca de 24.000 palavras, é talvez um quinto de um romance completo ... James Edward Austen Leigh forneceu o manuscrito preciso sob o título 'The Last Work', na segunda edição de sua Memória de Jane Austen (1871), e RW Chapman publicou a primeira transcrição completa sob o título Fragmento de um romance em 1925 (Fragment of a Novel). No entanto, "Sanditon" parece ter sido um título não oficial usado na família Austen pelo menos a partir de meados do século XIX. Uma edição fac-símile em papel do manuscrito foi publicada em 1975, com uma introdução por BC Southam "

O site Wikipedia diz que ‘a cidade de Sanditon é provavelmente baseada em Worthing onde Austen se hospedou em 1805, quando o balneário começava a ser desenvolvido, em Eastbourne; ou em Bognor Regis, cujo fundador Richard Hotham foi a inspiração para o Sr. Parker.’

Antes da série da Itv (agosto de 2019), já houveram muitas continuações compostas por muitos autores. A mais famosa é a de ‘Jane Austen and another lady’. Mas também tem a de Anna Lefroy, dita sobrinha literária de Jane. Veja esta, esta, esta.


Este resumo teve como base a versão disponível no projeto Gutemberg , visitado em agosto 2019. Procurando online, se acha resumo mais isento, desprovido de comentários, como o do blog Austenprose em Inglês. Mas, neste caso, recomendo ler o original que é bem curtinho.

Personagens 
Descrição segundo (quase todas) palavras de Austen, na ordem de aparição. Quase todas são a visão de Mr. Parker, narrador e apresentador da sociedade para Charlotte. Alguns na opinião dela (Charlotte).
Note como alguns nomes são muito sugestivos, quase autoexplicativos: 
SANDITON – sand + town – cidade de areia
HEYWOOD – hay + wood – feno e madeira
LAMBE – lamb – ovelha, inocência

Mr. Tom Parker e esposa Mary
Cavalheiro de posses, trinta e cinco anos, alto, forte, saudável. Casado e muito feliz no casamento de sete anos, quatro filhos queridos, vindo de uma família respeitável e dono de pequena fortuna fácil, embora adquirida de maneira fácil. Sem profissão - sucedia como filho mais velho à propriedade que duas ou três gerações receberam e acumularam antes dele.
Sujeito boa praça, coração aberto; muito otimista - com mais imaginação do que juízo. Tinha também dois irmãos e duas irmãs - todos solteiros e independentes.
A Sra. Mary Parker, sua esposa, era dócil, mas não conseguia chegar o entusiasmo do marido.

Mr. Heywood
Homem de boa aparência, cavalheiresco, de meia idade, o proprietário do lugar onde os Parkers sofrem o acidente de carruagem – evento que abre o romance. Cultiva feno (hay), pai da heroína, Charlotte

Charlotte Heywood
Uma jovem muito simpática, de vinte e dois anos, a mais velha das filhas em casa e que, obediente à mãe, foi particularmente útil e gentil com os Parkers durante a estadia e convalescência. 
Segue com os Parkers, virtualmente estranhos, para uma temporada em Sanditon esperando viver boas aventuras.

Lady Denham
‘É de altura média, corpulenta, movimentos alertos, ar perspicaz de satisfação, mas não um semblante inaceitável; e embora seus modos fossem bastante francos e abruptos, como de uma pessoa que se valorizava por ser de fala livre, havia um bom humor e cordialidade sobre ela - uma civilidade e prontidão para se familiarizar com a própria Charlotte, e um coração de boas-vindas para seus velhos amigos, os Parkers, que inspiravam a boa vontade.’ Uma senhora muito rica (30mil libras anuais) de setenta anos, havia enterrado dois maridos, conhecia o valor do dinheiro, era muito admirada e tinha parentes pobres vivendo com ela.
Recebera o nome de Miss Brereton quando solteira, nascida na riqueza, mas sem educação. Seu primeiro marido foi Mr. Hollis, dono de grande parte da paróquia de Sanditon, incluindo uma rica propriedade e uma mansão. O segundo marido foi o falecido baronete Sir Harry Denham de Denham Park, da região de Sanditon, que apesar do título, não levou nenhum tostão da viúva já que ela era muito cautelosa com suas finanças. Supunha-se que ela se casara pelo título. Carrega o ressentimento dos herdeiros dos dois maridos falecidos.
Mr. Parker diz: ‘Às vezes há um pouco de auto importância nela, mas não é ofensivo e há momentos, há pontos, quando o amor dela pelo dinheiro é levado muito longe. Mas ela é uma mulher bem-humorada, uma mulher muito bem-humorada - uma vizinha amável e amigável, um caráter valioso, independente e alegre, e seus defeitos podem ser inteiramente imputados à sua falta de educação. Ela tem bom senso natural, mas bastante inculta. Tem uma boa estrutura saudável para uma mulher de setenta anos, e se dedica à melhora de Sanditon com um espírito verdadeiramente admirável. Embora de vez em quando, uma pequenez irá aparecer. Ela não consegue olhar para a frente como eu gostaria e se assusta com uma despesa insignificante do presente sem considerar os retornos que trará em um ou dois anos - teme pensar diferente.’

Sir Edward Denham
Atual baronete, sobrinho do falecido Sir Harry. Constantemente residia com a irmã em Denham Park tentando viver às custas da tia emprestada. Era um pobre para sua posição na sociedade. 
Homem bonito, de modos muito bons e desejo de prestar atenção e agradar. Falante, de ar superior à irmã. ‘O grande objetivo de Sir Edward na vida era ser sedutor.’

Miss Ester Denham
Irmã do baronete, Sir Edward, tinha renda muito pequena. Com o irmão, residia constantemente em Denham Park tentando viver às custas da tia emprestada.
Uma bela jovem, mas fria e reservada, dando a ideia de alguém que tinha orgulho de sua importância social e via sua pobreza com descontentamento.

Miss Clara Brereton 
 ...Charlotte pensava nunca ter visto uma moça mais bonita ou mais interessante.’ e ‘...Elegantemente alta, regularmente bonita, com grande delicadeza de tez e olhos azuis suaves, modos docemente modestos e ainda naturalmente graciosa...’ Parente bela, doce e pobre (outra) de Lady Denham, vinda de Londres desde a Festa de São Miguel (Michaelmas, final de setembro), uns seis meses antes, disputava a herança com Sir Edward.
Amável, educada, gentil, despretensiosa, conduzia-se com grande bom senso, e evidentemente tinha as afeições de sua protetora. 

Andrew (Velho)  Stringer e filho
Comerciantes locais de vegetais e frutas

Hillier
Família de meeiros que trabalha para Mr. Parker

Sidney Parker
Um rapaz muito inteligente, elegante e de habillé na moda, com grande capacidade de agradar, tem presença de espírito. Seu único defeito é viver demais no mundo para fixar residência em um lugar. Vinte sete ou oito anos, muito bonito, com um ar decidido e simpático, semblante animado.
O irmão, Mr. Parker, o idolatra e sonha em levá-lo para Sanditon. Tece muitos elogios a ele, mas às vezes usa ‘preguiçoso’ (idle) e ‘atrevido’ (saucy) quando Sidney não respondia suas cartas.

Susan Parker
Uma dos doentinhos da família Parker. Mr. Parker diz que eles têm problemas de saúde, uma variedade de distúrbios muito sérios. Têm constituições mais fracas que suas mentes fortes. Ela e a irmã são mulheres excelentes, úteis, têm energia e caráter. ‘Onde qualquer bem deve ser feito, elas se esforçam tanto que, para quem não as conhecem completamente, fica uma aparência extraordinária.’
A mais doente das doentinhas. Sofre dos nervos, de dores de cabeça, extrai dentes (como tratamento), sofre sangrias e aplicação de sanguessugas. É magra, desgastada pela doença e pela medicina. Tem um ar mais relaxado e uma voz mais calma que sua irmã.

Diana Parker
Uma dos doentinhos da família Parker. Mr. Parker diz que eles têm problemas de saúde, uma variedade de distúrbios muito sérios. Têm constituições mais fracas que suas mentes fortes. Ela e a irmã são excelentes mulheres, úteis, têm energia e caráter. ‘Onde qualquer bem deve ser feito, elas se esforçam tanto que, para quem não as conhecem completamente, fica uma aparência extraordinária.’
Sabe receitas para todos os males, indica remédios e tratamentos. Alcoviteira. De trinta e quatro anos, estatura média e magra; olhar delicado em vez de doentio; com um rosto agradável e um olhar muito animado. Modos parecidos os do irmão Tom em sua facilidade e franqueza, embora com mais decisão e menos suavidade. Muito ativa.

Arthur Parker
Um dos doentinhos da família Parker. Mr. Parker diz que eles têm problemas de saúde, uma variedade de distúrbios muito sérios. Têm constituições mais fracas que suas mentes fortes.
Tem vinte anos, é quase um inválido e é tão delicado que não pode se dedicar a nenhuma profissão. Sofre de lumbago e tosse, reumatismo, nervos, talvez fosse tísico. Sidney ri dele e suas queixas, pois pessoalmente é alto, robusto, largo e vigoroso apesar da tez pesada.

Mrs. Withby e filho
Bibliotecária, trabalha na livraria. De tão entediada pela falta do que fazer, ela lê os livros da própria livraria. 
Lista de clientes da última temporada: Mrs. Mathews, Miss Mathews, Miss E. Mathews, Miss H. Mathews; Dr. and Mrs. Brown; Mr. Richard Pratt; Tenente Smith R.N.; Capitão Little Limehouse; Mrs. Jane Fisher, Miss Fisher, Miss Scroggs; Reverendo Mr. Hanking; Mr. Beard, Solicitor, Grays Inn; Mrs. Davis and Miss Merryweather.

Mrs. Griffiths
Dona do Seminário de Camberwell que visita Sanditon com 3 moças. Uma mulher gentil e bem-comportada, que se sustentava ao receber e educar meninas e moças.

Miss Lambe 
A jovem herdeira rica, afro-descendente (half-mulatto), das West Indies. De longe a mais importante e preciosa das moças do Seminário Camberwell. 
Tinha cerca de dezessete anos, meio mulata, contida e doce, tinha uma criada própria, saúde frágil e era a primeira preocupação em todos os planos da sra. Griffiths.

Misses Beaufort, duas irmãs

Tinham beleza tolerável, figuras vistosas, modos determinados e olhar seguro; eram muito talentosas e muito ignorantes.


~ continua no resumo dos capítulos ~

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completo no formato que preferir




...
Olha tudo que meditei & bloguei sobre SANDITON na TV:
- O manuscrito original e a época de quando foi escrito: aqui
- Resumo do manuscrito original deixado por Austen: aqui
- Resumo dos personagens da minissérie: aqui
- O que achei dos primeiros capítulos: aqui
- Podcast CAFÉ COM JANE AUSTEN fala dos primeiros capítulos da minissérie: aqui
- Muitos questionamentos e incongruências: aqui
- Que final foi esse, Sanditon, sua loka? Com link para o PODCAST resenhando tudo: aqui
...

fiz mil pesquisas, muitos links no texto. Todos os videos são da itv postados no twitter.

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

9 ways to live Pride and Prejudiciously - Epilogue 2, the end!

hello, hello.
I thought so much about posting this epilogue with the other last week and didn't because Lottie and her granny needed their time. But then, work got me and suddenly it's friday...
Anyway, here it is, the final chapter, the happy ending all romances should have. right?

Let me take the time to thank you for your company along this ride with me, even though it took me so long to close this story. Hope you had a good time, laughed a little, smiled a bit, dreamt about Austen's P&P too. 

I'll have news soon, remember to return here to check!
Also, you can follow me on my facebook fanpage, profile, instagram and twitter.

Maybe someday this story will find its way into a neat brochure version, revised and extended... Who knows?
See ya!




Nine ways to live Pride and Prejudiciously
COMPLETE, modern (mostly), adult (you know me...), fun, fluff, heart healing stuff.
read chapter 13
or START from CHAPTER 1

CHAPTER 14
Advice for the young at heart 

‘And what is this dirt in your wedding album, daddy?’

wedding scrapbook
Williams smiled, lowered the tablet, pointed. ‘Love potion.’ He said sipping his morning coffee.

‘Be serious.’ Elizabeth, Lizzy, twisted her pretty nose. ‘Between wedding pictures, no one keeps a bag of dirt.’ The eight-year-old insisted. ‘I'll ask mommy.’ She twisted to dangle her little legs and jump from the kitchen counter’s tall stool. 

‘Let her sleep, Lizzy. When we return from the beach, we can wake them her up for lunch. Fitz kept her awake the whole night and she has important meetings at her office later today.’

‘Today is Saturday.’

‘She is her own boss, as I have my own clinic. We can choose our schedules.’

‘The baby whines too much.’

‘Because he is a baby, babies only know how to cry. You, the big sister, will have to teach him to speak, to ask these many questions…’

‘When will he grow enough to my school?’

‘Only when he turns 4. That’s the age accepted at Islamorata Kindergaten.’

‘I told everyone about him.’

‘Good!’ Williams smiled. ‘Now eat your french toast.’

She did for a while. ‘No one understood what is that mommy does in her office when she explained in Career day.’ She pursed her lips, her dad rose an eyebrow. ‘You should have been there instead; every day someone loses a tooth in my class, everyone would understand a dentist.’

‘But you do understand what Bertha does, don’t you?’

‘She thinks things for people who can’t think straight.’

‘She makes detailed plans for people who only have an idea but can’t make a business work, like a shop, a school, a restaurant. She imagines a problem and when it happens, she already has a solution.’

That satisfied her for a while.

‘Mommy always tells me about your surprise wedding.’ A pout. ‘She will tell me what is this in the bag.’

‘She'll say it's love potion because that’s what it is.’

‘Dirt? Ew!’

‘Herbs that grew too old, not dirt. Mom used to brew a magical tea to call me closer.’

‘You're kidding!’

‘No, absolutely true.’

The girl seemed suspicious, but her dad never lied…

‘Ask your godmother, she gave it to us.’ He challenged.

‘Auntie Lottie?’ Lizzy’s face lighted. ‘Uncle Finn said he’d bring her and cousin Charlotte to spend vacations with us.’

happy summers
‘If he said, they’ll come.’ Williams shrugged. ‘Then you can ask her about the love potion.’

‘Mommy likes to read bed time stories about good witches with love potions to me.’ She was still suspicious.

With a straight face, making an effort not to laugh, Williams nodded. ‘Exactly like those.’

‘And it worked, you married mommy.’

‘I was already near.’ He shrugged.  ‘But the tea helped dissolve her prejudice. It persuaded her we belonged together.’

‘I don't get it…’

‘Let me tell you when I met mom.’ He sighed choosing words. ‘We were in a reality TV show and I fell for her almost instantly.  Love at first sight thing.’

‘Lier, lier, pants on fire!’ Lizzy giggled.

‘Am not!’

‘Is too! Mommy told me you bought coffee from the shop where she worked!…’

‘Ah, but that's another story. The one I'm about to tell you is how I conquered her heart when she was wary and stubborn.’

‘When will you tell me the story where you and mom took our names from?’
Austen for kiddies

‘Ah, that’s a book, a romance.’ He smiled. ‘Quite thick.’ The girl pulled a face. ‘In a few years, you’ll love it.’

‘Mommy says that.’ The girl blinked in expectancy.

His smile grew. ‘So, we were on an island just like this one here where we live and…’

gfycat

~ the end ~

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Que livrinho EXTRAORDINÁRIO é esse?!!

Achei meio sem querer, nunca tinha ouvido falar, me apaixonei!
Ordinary, Extraordinary Jane Austen
Comum, Especial Jane Austen 
A história de seis romances, três cadernos de anotações, uma caixa-escrivaninha e uma garota esperta
Amazon tem

é um livrinho ilustrado de biografia infanto-juvenil muito maravilhindo da Harper Collins gringa. 

childrens book review

fireflies

On line eu achei imagens e fiquei tão apaixonada, já pedi!
Olhem mais!
fireflies

picture book playdate

fireflies
infobright
continuo fuçando... Esse também é uma fofura, é vem de uma série maravilhinda!

Pequenas pessoas, grandes sonhos Jane Austen
tem na Amazon também
JA books
goodreads
somerset house
barn
e a série...


ai, ai, meus dinheirinhos...
bj

Um dia na vida de Jane Austen

Olá,
hoje nesse dia cavernso de frio e chuva, meu livro novo - mais um Austeneite 9 vezes Orgulho e Preconceito - está disponível em ebook e comemorando, trago um post adorável da ANGLOTOPIA.

ebook kindle está aqui, google play também
Este romance, como já disse, nasceu da 
NECESSIDADE DE VISITAR os amigos de Pemberley & Meryton 
para CURAR MEU CORAÇÃO em um momento dolorido. 

Então, nada mais apropriado que visitar a própria Jane Austen na época do lançamento do livrinho inspirado na obra dela. Vamos?

UM DIA NA VIDA DE ... JANE AUSTEN 


SÉRIE DE ARTIGOS DA ANGLOTOPIA
UM OLHAR NA VIDA DIÁRIA NO FINAL DO PERÍODO GEORGIANO REGENCIAL INGLÊS

Publicado em 1 de junho de 2018 por Jonathan AQUI

Apoie bons textos sobre a Grã-Bretanha assinando a revista Anglotopia - disponível em versão digital e tradicional. Publicada trimestralmente e enviada para todo o mundo! Clique aqui para obter mais informações.

Nota: Esta é o primeiro de uma série de artigos da Anglotopia. Eu, Moira, apenas traduzi.
A fabulosa Anglotopia escolhe importantes figuras históricas britânicas para passar o dia típico na vida delas. A primeira é a grande e amada Jane Austen. Se você gostar deste conceito / série, por favor deixe um comentário aqui e na página original!
***

É pouco antes das seis horas da manhã de uma ensolarada manhã de primavera de 1798, e a srta. Jane Austen acorda ao som do coro de pássaros que circundam a Paróquia de Steventon. A vida está se agitando na aldeia, nos campos e prados que ficam ao lado da casa, mas dentro da casa paroquial, Jane é a primeira a sair da cama. Sua solidão matinal é temporária no entanto, e em pouco tempo, essa movimentada casa georgiana ganha vida.

Aos 23 anos, Jane mora com sua mãe, pai e irmã Cassandra na casa onde nasceu. Seu pai, George, é o reverendo da paróquia de Steventon, parte da pequena nobreza local. Sua família ostenta uma linhagem distinta, mas com o passar do tempo, a fortuna dos Austen foi desperdiçada. Para George Austen sobrou pouco além da magra renda provinda do trabalho na paróquia de Steventon concedida a ele por parentes mais ricos. Não obstante, apesar de suas circunstâncias modestas, Jane cresceu em relativo conforto, estabilidade e acesso a um meio social diversificado. Seus irmãos começaram a formar carreiras militares, Jane e Cassandra se beneficiaram de uma excelente educação, primeiro no internato Reading Abbey Girl's School e, mais tarde, em casa, onde Jane tinha acesso livre à biblioteca substancial de seu pai.

O ritual da manhã de Jane sempre começa com a prática do piano. Como todas as jovens de sua classe e idade, Jane deve demonstrar competência musical e tem uma paixão particular pelo piano. Até alguns anos antes, ela tinha tido aulas regulares com George Chard, organista da Catedral de Winchester e musicista altamente proficiente. No entanto, a competência musical exigia prática, e ela preferia aprender novas peças no início da manhã, a fim de evitar incomodar os outros membros da família. Esta manhã ela aborda uma sonatina do compositor francês Ignaz Pleyel, um favorito pessoal e uma escolha popular na Inglaterra georgiana.


Na época de Jane, o início da manhã era o momento de fazer as coisas e, às sete horas, toda a casa era uma colmeia. O pai dela já está no gabinete, organizando negócios e supervisionando as contas domésticas, a mãe dela está elaborando um planejamento para as refeições da semana seguinte. Apesar das circunstâncias relativamente modestas da família Austen, eles podiam se dar ao luxo de manter um pequeno exército de criados; no entanto, esperava-se que Jane e Cassandra aparecessem onde fosse necessário, e hoje, às oito horas, as duas meninas podem ser encontradas na cozinha, ajudando a preparar o café da manhã para o resto da família. A tarefa particular de Jane é preparar o chá, especialmente comprado (a um custo significativo) da Twinings em Londres, e um componente crucial na mesa de café da manhã da família.
studio inglesi

O café da manhã, para a família de Jane, é relativamente simples consistindo de pães, brioches, ovos e talvez alguns embutidos ou rosbife. A conversa em torno da mesa é animada e logo direciona para atualidades políticas do dia, particularmente os eventos em curso na França e na Irlanda. As meninas Austen são educadas em nível incomum em comparação com outras jovens de sua classe e oferecem opiniões diretas.

Depois do café da manhã, Jane retorna a sua mesa para escrever. As mulheres jovens da sociedade georgiana frequentemente se envolviam em correspondência com amigos e familiares que viviam longe, e as cartas eram um meio crucial de se manter atualizado com os últimos desenvolvimentos na sociedade. Hoje ela começa respondendo várias cartas recentes. A mais importante é uma de sua prima e cunhada Eliza de Feuillide, que se casou com o irmão mais velho de Jane, Henry, no ano anterior. A amizade de Jane e Eliza ficou famosa, e acredita-se que Eliza foi inspiração para o personagem-título da curta novela Lady Susan. Eliza viveu muitas aventuras no início da década de 1790 quando casada com um aristocrata francês, o conde de Feuillide, um monarquista francês que foi executado por revolucionários franceses em 1794. Jane e Eliza mantiveram uma longa amizade e escreviam uma para a outra regularmente.

À medida que o meio-dia se aproxima, Jane começa a sentir-se inquieta. Ela troca de roupa e sai ao sol para uma caminhada. A casa paroquial de Steventon ficava em meio a um belo cenário pastoril, e Jane era conhecida por seu amor pela natureza e por caminhar ao ar livre, um passatempo que aparece em muitos de seus romances. Ela também era uma jardineira entusiasmada, com um conhecimento prodigioso de botânica, e adorava passar horas no jardim considerável anexado à casa. Hoje ela passeia pela vila e pelo prado, pensando em novas histórias, inspirada pela última carta de sua prima e cunhada Eliza.
facebook

Tendo saído para passear, a mente de Jane é estimulada e ela retorna repleta de ideias para seu trabalho atual. Ela entra na casa ansiosa para pegar sua pena e retoma seu lugar habitual na sala de visitas. Nesta época, o papel era caro, então ela precisa ser econômica, e vemos sua escrita elegante cobrindo todos os cantos da página, adicionando novas folhas gradualmente à medida que as ideias e o texto se expandem. Ao lado dela está sua preciosa caixa de escrita, que viaja com ela aonde quer que ela vá, e contém papel, tinta e, o mais importante, rascunhos atuais de seu trabalho e idéias. Ela continua escrevendo, absorta em seu trabalho até que os visitantes interrompem e a hora do jantar se aproxima.
curiosidade: sabia que Jane Austen editava prendendo pedacinhos de papel com alfinete sobre o que já estava escrito? fofo! leia aqui.


No período georgiano, o jantar era a principal refeição do dia e geralmente era servido no final da tarde. No início do século 19, mais tarde, a hora do jantar estava mais na moda, mas para a família de Jane, o jantar sempre era servido às três e meia da tarde. Normalmente, o jantar consistia em dois pratos, com carne assada ou peixe, sopas e pratos doces servidos ao mesmo tempo. Hoje, no entanto, a família Austen está comendo uma refeição relativamente leve, um chá, em antecipação ao entretenimento da noite: um baile público nos salões da Assembléia local.

Às cinco da tarde, depois do jantar, a família geralmente se reunia para tomar chá e ler. A leitura era uma atividade compartilhada na casa paroquial, e o chá geralmente era acompanhado por um membro da família lendo em voz alta para o resto do grupo. Muitas vezes, o texto escolhido era uma das composições de Jane, e todos os seus romances publicados tiveram o primeiro público nos membros família. Hoje não é uma exceção, e Jane lê em voz alta seu último manuscrito, o mesmo que ela havia trabalhado no início do dia.

Qualquer outro dia, o chá pode ser seguido por um jantar leve e carteado, ou leitura adicional, mas esta noite é diferente. Os bailes locais eram sempre agradáveis, proporcionando às meninas oportunidade de socialização e oferecendo música, dança e jogos. Jane, cheia de excitação, veste um vestido de musselina branca com mangas bufantes e a família caminha a curta distância até a aldeia. 

jasna
Ao se aproximarem da Sala da Assembléia, o barulho e o entusiasmo podem ser ouvidos de longe, e Jane e Cassandra apressam o passo em emoção.
vittorio regianini
A família entra no local envolvidos em uma onda de barulho e conversa animada. A sociedade é variada, e Jane imediatamente vê um número de famílias de seu conhecimento. Os ambientes são iluminados com centenas de velas lançando uma luz suave sobre os convidados e iluminando a elegante arquitetura georgiana. Logo os músicos dão vida aos instrumentos e a primeira dança, o cotillion, começa. Na falta de um parceiro, Jane se acomoda em um dos bancos encostados nas paredes para assistir ao espetáculo. Essa dança complexa exigia considerável proeza física e prática, e fica imediatamente claro que alguns dos participantes são mais habilidosos do que outros. Jane e Cassandra sentam-se juntas, comentando sobre os vestidos das mulheres que conhecem e rindo dos movimentos desajeitados de alguns dos convidados. Elas logo encontram parceiros e se jogam na dança, que se torna cada vez mais vigorosa e acelerada.

Às nove horas, a música pára e todos os convidados se encaminham para a sala ao lado para o jantar. Uma grande mesa está repleta de carnes, tortas, peixe e frutas, e espera-se que se sirvam e sentem-se à mesa ou ao redor dela. A música e a dança garantiram a todos um apetite saudável, e a multidão de hóspedes famintos significa que Jane e Cassandra lutam para chegar perto da generosa distribuição disposta nas mesas. Seu pai, o reverendo Austen, permanece na sala ao lado, jogando cartas com os outros cavalheiros até que Jane é enviada (por sua mãe) para arrastá-lo para longe das mesas de jogo. Depois do jantar, a dança recomeça, embora a um ritmo um pouco mais lento, por conta do amplo repasto. Finalmente, por volta das onze horas, os convidados cansados ​​e satisfeitos começam a recolher seus casacos e ir para casa.

A família Austen chega em casa, ainda discutindo os acontecimentos da noite. Jane está cansada, mas, inspirada por um trecho de conversa, pega sua caixa de anotações e começa a cobrir uma nova folha de papel. Ela continua a escrever pela noite adentro, enquanto o resto da casa dorme até que a vela finalmente se apaga.
pic da Oxford library - mas a writing box dela está na British Library em Londres

***
Eu amei!
Achei mimosa e direta, sem floreios ou sentimentalismos.

Agora, inspirada, vou mergulhar em Austen Nation!
9 vezes Orgulho e Preconceito

bjs.

9 ways to live Pride and Prejudiciously - Epilogue 1

hello, hello.
It rains and the weather is awful here in Rio today, winter is here! Not even close to Winterfell, Rio is a lot closer to King's Landing - maybe the whole country, these days. Wonder when Drogon will want to show up here...

Anyway, this gloomy weather kind of mirrows Lottie's Epilogue the first of the two we'll have in this story.  

Have I mentioned the previous chapter wasn't really the finale?
Well, it kinda is of wasn't...  
*grin*



Nine ways to live Pride and Prejudiciously
COMPLETE, modern (mostly), adult (you know me...), fun, fluff, heart healing stuff.
read Epilogue 1
or START from CHAPTER 1

CHAPTER 13
So long, farewell 

A good night's sleep was heaven-sent, worth a king's ransom, Lottie always thought when she woke up rested and satisfied after a long and peaceful Belladama ride. 

It had been two nights and almost three days' sleep, but since she didn't have to worry about Bertha's shenanigans, Lottie felt perfectly rested. 

Maybe the wine she had before the ride didn't quite agree with her, she had an after-taste in her mouth. A finish as the experts say. A faded tang, not unpleasant, just… just melancholy of sorts.

A warm shower, a full breakfast, a heartburn tablet, clean perfumed clothes and she was ready to face humanity as a margarine commercial character wanders through springtime streets.


yoga pants with pockets!
Almost an hour later she perused the malls’ beautiful windows after running her errands considering the need for a new pair of yoga pants when she saw Bertha's mom inside a jewelry shop with a friend, a woman about her age. Not half a second later Janet stormed off the shop with a wailing toddler by the hand.

‘Oh, Lottie, thank God you are here! Bertha trusts you.’

‘Hi, Jan, what a coincidence…’ She answered in a grimace fearing the indignant child would be passed to her care.

‘Please, help my mom. I need to buy an ice-cream cone right this moment!’ Janet said in despair and was pulled away by the 40" tyrant. 

‘What do I know of jewelry?’ Lottie pursed her lips thinking about escaping before being called inside, but curiosity won. The importance of Bertha's trust was very intriguing in this scenario, indeed! ‘Hi.’ She smiled shyly.

‘Oh, dear Lord, Lottie!’ Bertha's mom raised her hands upwards. ‘Heaven sent you, girl!’ She leaned closer to the other woman. ‘She's Bertha's best friend since kindergarten, she'll know.’

‘Oh, how lovely!’ The woman sighed obviously relieved. ‘She'll know.’ A smile for the sales lady on the other side of the small table.  Between them, a velvet tray full of rings.

‘Bertha needs an engagement ring, Lottie. Which one of these?’

Astonished, Lottie frowned. ‘Wouldn't she need a fiancé first?’

‘My son!’ The other woman smiled. 

‘Are you Darrygh's mother?’

‘You know Junior! Of course, Bertha's friend!’ A face splitting smile. ‘Aren't they perfect for each other? We hooked them up, right?’ The women high fived chuckling. ‘I'm so happy for them!’

‘Is he proposing? Why won't he choose a ring himself?’ Lottie still puzzled. ‘ In Europe. Have they returned already? She didn't call me…’

‘Next week.’ Bertha's mom shoved her cellphone on Lottie's face. ‘Tell me if these aren't wedding bands!’

‘What?’

‘These two traitors married in England! Alone! After more than a year abroad, out of nowhere, last week she phoned me, Junior phoned her, both at the same time, to say that they were coming back. Like this!’ She snapped her fingers. ‘And will have an important thing to tell us in a family lunch, both families together. When they arrive here, they'll find a wedding ceremony waiting for them. Flowers, minister, guests - you'll get your invitation. We’re inviting all their friends, her coffee house colleagues, his associates at the clinic, sister who lives in Florida is already on her way. Everyone will be here.’


focus on the ring, the ring!
The women were in the brink of despair, Lottie felt something nag on her faded memory. The tang in her mouth returned. ‘Maybe you thought about wedding bands because Bertha has…’ She forced her sight, zoomed in the image. ‘Eight rings together on her left hand. Isn’t that weird for an engagement?’ She mumbled looking at the smiling couple in front of a big manor house, maybe Chatsworth. They hugged, he was behind her, only her hands were visible because she was holding his over her belly- Lottie's legs failed her as her grandmother's voice from the last dream she had just woken up a few hours earlier returned to her head.

‘I won't return, Carlota, yeens won't see me here in dreams anymore. But I'll be there.’

‘Why, gran? I love belladama rides because we can be together again!…’

‘Yeens love because of the romances, fool! Don't pull my leg!’

They chuckled together. 

‘Yeens will see me, but not here.’

‘It's safe. Bertha doesn't have any more belladama.’

‘Purdy girl let belladama fix her life. She listened, realized that she wanted the little family life she thought hindered her mother and sister. Allowed a good man reach her. Yeens deaf, she listened. I like them couple. 

‘Bertha and Darrygh?’

‘Bee and Dar.’

‘B and D. That's what you'll want engraved on the ring?’ The sales lady asked.

‘Yes. Now which one, Lottie. Help us choose!’

BellaDama. B and D. Lottie blinked. ‘Belladama.’ 

Eight rings, eight rides Bertha had had…

Holding her belly, a very happy handsome couple.


lovely
‘This one.’ The sales lady smiled pushing a thick gold band with tiny diamonds and a big rose colored pearl. ‘The Lady Susan ring.’

The women frowned.

‘That's what she said, Bela Dama, Fair lady. All our rings are named after great characters, and in this collection, the fairest of them all is Lady Susan. A classic, surely will please everyone. Excessively pretty, an uncommon union of symmetry, brilliancy, and grace.’

‘She's reincarnating.’ Lottie whispered. And shed a tear.



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