& Moira Bianchi

segunda-feira, 11 de julho de 2022

Persuasão: Capitão Wentworth

 olá!

Está chegando a hora da estreia e vamos mergulhar nos personagens?

Hoje te trago ela, o melhor homem de Austen:

Capitão Frederick Wentworth


 Frederick Wentworth é capitão da Marinha Real, tem uma irmã casada com um Almirante que arrenda a propriedade dos Elliots, a família de Anne. Quase uma década antes do romance começar, Wentworth e Anne tiveram um romance relâmpago tão intenso que ele fez a proposta de casamento. Mas como ele não tinha fortuna e sua vida na Marinha era incerta e insegura, a linda e rica Anne terminou com ele, deixando-o de coração partido e orgulho machucado.

Objeto das afeições de Anne, o capitão Wentworth é um galante oficial naval que, bem-educado e cortês, fez sua própria fortuna subindo na hierarquia naval – é um trabalhador. Ele valoriza constância, praticidade e firmeza de espírito nas mulheres, características que farão uma boa esposa da Marinha. Embora o capitão Wentworth seja quase universalmente querido e respeitado por sua natureza gentil e atenciosa para com outros, Sir Walter, pai de Anne, o despreza por seu nascimento "inferior".

características

O capitão Wentworth é o protótipo do 'novo cavalheiro' (para a época). 

É um homem de boas maneiras, consideração, sensibilidade, galanteria, independência e bravura. Tudo isso faz dele um oficial naval respeitado. Ele fez sua própria fortuna com trabalho duro e bom senso, e neste ponto vemos que Jane Austen faz a comparação com o pai de Anne, o esnobe bonachão Sir Walter, que desperdiçou o dinheiro que lhe veio através de seu título. 

Sem terra ou nobreza, o capitão Wentworth não é o par tradicional para uma mulher da posição de Anne Elliot, mas excelentes qualidades pessoais são suficientes para superar o abismo social entre eles.

No romance, o capitão Wentworth se desenvolve, eventualmente superando seu orgulho e vergonha por ter sido recusado uma vez, a fim de fazer outra proposta ardente para sua amada. Este desenvolvimento é um sinal de um futuro promissor para seu relacionamento. 

Como o almirante Croft, seu cunhado, que permite que sua esposa conduza a carruagem ao lado dele e o ajude a dirigir, fica subentendido que o capitão Wentworth se submeterá a Anne durante todo o casamento. Austen vê esse tipo de parceria igualitária como um casamento real tal qual ela nos mostra com os Gardiner em Orgulho e Preconceito.

ranço

O esforço é muito valorizado no mundo do capitão Wentworth. 

Podemos vê-lo nos olhos do querido Dick Musgrove, que havia servido no navio de Wentworth. Quando Dick aparece na conversa, Anne percebe pelo sorriso de Wentworth que, como capitão, ele "provavelmente se esforçou para se livrar de [Dick]" (cap 8). O histórico familiar de Dick como parte da segunda melhor família do distrito não significa nada a bordo do navio: o que importa é que ele era um preguiçoso.

Então, quando, na história de fundo do romance, Anne rompe o noivado, Wentworth a julga como uma covarde por ser tão facilmente persuadida. Ele vê apenas como ela age, não as preocupações por trás disso; ela não o rejeita simplesmente por ordem de Lady Russell, mas porque acredita que é a coisa certa a fazer. O foco de Wentworth na ação negligenciando as razões de Anne faz com que ele tenha uma falsa ideia da personalidade dela. Esta é uma das razões pelas quais ele não volta para ela, mesmo quando é rico.

Quando os caminhos de Wentworth e Anne se cruzam novamente, ele se deixa envolver por uma moça que é o oposto dela: Louisa Musgrove. Nova e inconsequente, Louisa gosta de ser observada e ouvida enquanto Anne tende a observar e ouvir. Como Louisa tem personalidade e gênio forte conseguindo arrumar sua irmã com Charles Hayter ou organizando uma viagem em família para Lyme, Wentworth acha que ela tem firmeza de caráter e isso, em sua mente, se traduz em confiabilidade. Ele pode confiar que ela é uma pessoa decidida, muito diferente dos cordiais que ouvem conselhos, mudam de ideia e não há como saber o que eles farão a seguir. 

Wentworth diz a Louisa:

"É o pior defeito de um caráter muito submisso e indeciso, nenhuma influência sobre ele pode ser confiada. Você nunca tem certeza de que uma boa impressão é durável; todos podem influenciá-la." (cap 10)

O problema de Wentworth com pessoas abertas à persuasão é que ele não pode usar suas ações atuais para prever o que farão a seguir, porque são guiadas por outras pessoas em vez de estabelecer princípios internos.

As opiniões de Wentworth sofrem um abalo no acidente de Louisa em Cobb. Sua imprudência e a responsabilidade dizem a Wentworth que algo não está certo com a maneira como ele vê o mundo. Talvez seja bom ouvir conselhos vez por outra.

O desenvolvimento de Wentworth ao longo do romance deve muito a Anne. Esse self-made man teria feito os mesmos avanços sem a ajuda do empurrão que a rejeição dela lhe deu

o self-made man

Quando Anne conhece o capitão Wentworth, ele é um jovem corajoso e sonhador convencido de que tem grandes coisas pela frente, mas não tem muito a mostrar.

Ele não tinha fortuna apesar de ter tido sorte em sua profissão; mas gastando livremente, o que vinha de graça, não tinha guardado nada. Estava confiante de que em breve ficaria rico: cheio de vida e ardor, sabia que em breve teria um navio, e logo estaria numa situação que o levaria a tudo o que desejava. Ele sempre teve sorte. (cap 4)

Então, o que Wentworth tem é a crença de que ele terá sucesso. Ele conta com a sorte e, embora pense que ela vai durar, dificilmente pode-se culpar Lady Russell por não querer apostar a felicidade futura de Anne na incerteza. 

Todas as suas expectativas otimistas, toda a sua confiança tinham sido justificadas. Seu gênio e ardor pareciam prever e comandar seu caminho próspero. (cap 4)

De coração partido e orgulho rasgado, o Capitão Wentworth se dedica à busca pelo sucesso de maneira que talvez não o fizesse se Anne fosse sua. Usou de muita inteligência, decisões arriscadas, e trabalho duro - além da sorte sua amiga. Mais tarde descobrimos quando eleencontra o sucesso pela primeira vez no Asp, "um navio que não serve para nada" (cap 8) e pronto para afundar a qualquer minuto. Wentworth teria embarcado em tal navio se ele não estivesse movido a ranço, mas em vez disso pensasse que Anne o estava esperando em casa? 

É impossível dizer.

O que quer que tenha sido, o que temos no momento em que o romance começa é um Wentworth que está se saindo muito bem na carreira. O que lhe falta em família influente e bons contatos, ele compensa em riqueza e carisma. Seu "ar" (cap 20) é tal que até Lady Dalrymple o admira. Sua capacidade de converter até mesmo Sir Walter no final do romance mostra o quanto dinheiro e estilo são importantes na sociedade aristocrática, e sugere que a hierarquia social pode estar mais aberta a mudanças do que parece inicialmente. 

Então, ficamos com a dúvida: 

Foi Anne quem inadvertidamente construiu esse Wentworth 

tão digno de se casar com ela?

fonte: meus arquivos pessoais, study.com, schmoop, reddit, spark notes

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domingo, 10 de julho de 2022

Persuasão: Anne Elliot

 olá!

Está chegando a hora da estreia e vamos mergulhar nos personagens?

Hoje te trago ela, a flor de Persuasão:

Anne Elliot

A protagonista do romance, Anne Elliot é a filha do meio de Sir Walter Elliot, um baronete de uma família socialmente importante na região devido ao título, o menor na hierarquia da nobreza, e à propriedade, Kellynch, que é sede da família. 

características

Calma e reservada, mas inteligente e prática, Anne vê a tolice nas gastanças de seu pai. Porque ela não é a mais bonita nem a mais esperta de suas filhas, Sir Walter muitas vezes ignora Anne, menosprezando-a e descartando suas opiniões. Mas ao contrário de seu pai, Anne se orgulha de praticidade, intelecto e paciência.

Em contraste com suas duas irmãs e com as outras jovens personagens femininas do romance, Anne é sensata, atenciosa com os outros e humilde – nisso Jane Austen fez Anne destoar. 

Como a maioria das heroínas de Austen, Anne é espirituosa, inteligente e atenciosa. Em uma de suas cartas, Austen se referiu a ela como "uma heroína que é quase boa demais para mim". 

Anne é feminina e delicada, embora não possua nada do que Austen vê claramente como as características negativas de seu gênero como ela usou e abusou em Lady Susan: malícia, inconstância, histeria. Pelo contrário, ela é equilibrada em situações difíceis e constante em seus afetos. Tais qualidades fazem dela a irmã desejável para se casar; ela é a primeira escolha de Charles Musgrove, Capitão Wentworth e Sr. Elliot.

aparência

Embora Austen muito francamente diga que a flor da juventude de Anne murchou e que ela não é a mais bonita das moças do romance, Anne vai se tornando mais atraente quando suas melhores qualidades são florescem no decorrer da trama. Anne se orgulha de sua aparência e fica profundamente magoada depois de ouvir que o capitão Wentworth acha que ela mudou para pior. 

ações

Embora Anne busque o amor como qualquer outra moça de sua época, ela sabe de seu dever para com sua posição social e da prudência de fazer um casamento adequado que lhe garanta subsistência confortável. Por isso, em sua juventude, ela quis agradar aos que a cercavam, e se deixou ser persuadida a colocar seus verdadeiros desejos em segundo plano. 

Mais madura, Anne ainda assume sua responsabilidade e dever como membro da classe alta. Ela entende e respeita a importância de bons casamentos e se ofende com a perspectiva de alguém tão baixo quanto a Sra. Clay entrar em sua família casando com seu pai. 

Ela está consciente da estrutura social onde está presa e embora possa buscar alguma flexibilidade, ela nunca desafiaria as estruturas. Isso fica claro no final quando  Anne conclui que ela estava certa em ter se deixado persuadir por Lady Russell, mesmo que o conselho em si tenha sido equivocado. 

A conclusão implica que o que pode ser considerado o defeito de Anne, sua capacidade de ser persuadida pelos outros, não é realmente um defeito. Fica a critério do leitor concordar ou discordar disso. Mas, no geral, ela deve ser altamente considerada; 

Ela equilibra dever e paixão de forma composta e respeitosa e por isso é digna de admiração.

Laços de família: Anne e os Elliots

Conhecemos Anne pela primeira vez como uma integrante menor da família Elliot composta de pai viúvo e 3 filhas.

A mais velha, Elizabeth, é solteira e favorita de seu pai. A mais nova, Mary, é casada com um homem de boa família. A do meio, Anne está perdida neste círculo. 

Antes ricos, os Elliots enfrentam severas perdas financeiras. Isso se torna aparente na reação inteligente e atenciosa de Anne aos problemas financeiros de seu pai. Enquanto Sir Walter lamenta, Anne trabalha com a amiga da família, Lady Russell, para chegar a um novo orçamento virado para o "lado da honestidade contra a ostentação" (cap 2). Quando seu pai decide ignorar suas sugestões e se mudar para Bath, Anne não tem escolha a não ser seguir o plano, apesar de Bath ser seu lugar menos favorito no mundo. Vale lembrar que nesta época, as moças solteiras eram responsabilidade de homens (pai, irmãos, maridos, sobrinhos) e por isso, só lhe restava seguir ordens.

Aos poucos, Anne consegue conquistar seu espaço. Quando finalmente chega a Bath, depois das confusões de Lyme Regis, ela já ultrapassa os limites do que sua família deseja. Um bom exemplo disso é que, enquanto Sir Walter, Elizabeth e até Lady Russell gostam do Sr. Elliot, Anne não confia nele.

Mesmo que ela não consiga identificar por que seu instinto lhe diz, ou apresentar qualquer evidência da sua desconfiança, ela ainda segue sua própria opinião.

Talvez sejam suas experiências em Lyme, ou talvez o foguinho do amor que Wentworth reacendeu nela, mas algo dá a Anne coragem que ela não tinha antes. Quando ela insiste em preferir visitar a Sra. Smith do que puxar saco de Lady Dalrymple, Anne também está se escolhendo seus próprios valores do que os de sua família. Também mostra coragem e impulsividade quando Anne dá um passo à frente para falar com Wentworth no concerto enquanto seu pai e irmã o ignoram.

dependência 

Anne depende do pai e da irmã mais nova, frequentemente é jogada de um abrigo para o outro. Eles dependem dela para companhia e disposição para sempre ser ajuda. A vida tranquila, útil e monótona de Anne foi o que ela construiu como forma de sobreviver desde que sua chance no amor foi embora.

Mesmo que os Elliots eventualmente parem de torcer o nariz para o capitão Wentworth, o casamento de Anne com ele é um passo definitivo para longe de sua família e para a independência (especialmente porque o Sr. Elliot, o herdeiro de Kellynch, é a principal alternativa). 

De certa forma, durante a trama, vemos Anne florescer e voar para longe do que lhe aprisionava.

É incerto no final do romance o quanto Anne continuará a lidar com sua família quando não depende mais deles para comida e abrigo.

relacionamento de Anne com Wentworth

É fácil imaginar porque Anne se apaixonou por Wentworth. Sua franqueza e falta de vaidade ou esnobismo devem ter sido como um sopro de ar fresco para uma garota criada na abafada casa dos Elliot.

É menos fácil, mas ainda é possível entender, porque ela desistiu dele. Ela era jovem, queria fazer a coisa certa e confiava em Lady Russell para guiá-la. Mesmo conseguindo não ficar amargurada com Lady Russell por levá-la a perder o que acabou sendo seu grande amor, ela passa os próximos oito anos repetindo essas cenas em sua cabeça e desejando que elas tivessem sido diferentes. 

Foi realmente a coisa certa a fazer? Agora Anne acha que não, mas ainda insegura, teme o que poderia ter acontecido se ela tivesse ido contra todos os outros e se casado. Anne já havia desistido da vida de mulher casada independente da família por criar a sua própria quando Wentworth voltou.

Então, tê-lo por perto levanta uma possibilidade que é tão tentadora quanto dolorosa. Ela deveria ousar esperar que ele ainda se importasse com ela, ou isso seria apenas uma decepção ainda pior do que o fracasso da primeira vez? O passado daria a ela algum direito a um tratamento especial por parte dele?

Quando fica claro para Anne que Wentworth está intencionalmente ignorando-a dói fundo e torna óbvio que ele não foi esquecido nem perdoado, ela tenta lidar com a situação reprimindo suas próprias emoções e fingindo que elas não existem. Quando o filho de Mary, Charles, se machuca, Anne aproveita a chance de cuidar dele – e fugir do que teria sido seu primeiro reencontro com Wentworth.

O que era para ela de fato? Apenas o suficiente para fazê-la evitar a festa, passar o tempo enquanto cuida do jovem Charles pensando no que Wentworth pensa dela e corar sempre que seu nome é mencionado. Ao nos mostrar o contraste entre o que Anne se convenceu de que deveria sentir e o que suas ações mostram sobre como ela realmente se sente, o romance sugere que Anne está se enganando ao pensar que poderia ser indiferente a Wentworth.

A presença dele Wentworth a perturba. Embora isso possa ser emocionante, também é aterrorizante. Há também a dor e o constrangimento em potencial de agir de acordo com esses sentimentos e chegar a Wentworth apenas para ser rejeitada, sem mencionar que todos descobrirão seu sofrimento secreto, tornando-o ainda mais difícil de suportar. Embora as tentativas de auto-ilusão de Anne possam parecer pateticamente inúteis, como mecanismo de enfrentamento é certamente compreensível.

Finalmente, graças acidente de Louisa e ao subsequente noivado com o capitão Benwick, Anne finalmente consegue reconhecer para si mesma que ainda ama Wentworth. Além do mais, ela percebe que, maravilha das maravilhas, ele também a ama.

Então, por que Anne não age? Talvez depois de oito anos, esperar mais algumas semanas para ter certeza de que ela acertou desta vez não pareça tão ruim. 

Seja qual for o motivo, Anne adota a abordagem indireta, fazendo comentários aos outros sobre sua indiferença ao Sr. Elliot ou as afeições imutáveis das mulheres, na esperança de que Wentworth entenda seu verdadeiro significado. Se o fizer, Anne pode saber que ele é tão observador dela quanto ela dele. O que ele é – tanto que no final ela nem precisa dizer a ele que ainda o ama, já que ele pode dizer apenas olhando para ela. Ela está sendo mais e óbvio, ou sua visão melhorou? Talvez um pouco de ambos.

Anne e o auto-sacrifício

Anne não ocupa o centro das atenções e tende a evitar se exibir. A ação do romance é principalmente impulsionada por outras pessoas, enquanto Anne observa, ouve e responde. 

Em casa com o pai e a irmã, ela é "ninguém": "sua palavra não tinha peso, sua conveniência era sempre ceder – ela era apenas Anne" (cap 1). Talvez ser "apenas Anne" seja uma escolha sábia na casa dos Elliot - se Anne de repente começasse a fazer exigências, parece mais provável que ela acabasse em brigas e mesmo assim, não conseguiria nada.

Mas a auto-abnegação de Anne é mais profunda do que apenas manter a paz em uma casa já cheia de egos. Quando sua irmã Mary exige uma visita, ela fica feliz em brincar de babá de um hipocondríaco chorão.

Ser reivindicada como um bem é menos ruim do que ser rejeitada e Anne ficava feliz por ser considerada útil.

Como a felicidade não é uma opção para ela na circunstância de solteirona, o dever de ser útil para os outros se torna a melhor opção. 

Uma vez que Anne se instala em Uppercross, ela continua a se acostumar, pois todos aproveitam o ouvido atento de Anne para compartilhar seus problemas, e ela faz o possível para oferecer simpatia. O foco de Anne em se tornar útil às custas de ter algum tempo para si mesma aparece para aqueles ao seu redor como uma virtude (na medida em que eles percebem). Isso também significa que ela não tem muita liberdade para crescer e se desenvolver como indivíduo.

Então vem o acidente de Lyme e Louisa, e Anne está pronta para fazer um sacrifício altruísta para pessoas que não merecem. Mas então, através do egoísmo de sua irmã Mary, ela é enviada de volta para Uppercross e depois se junta ao pai e à irmã em Bath. 

Nesta hora é que começamos a ver uma mudança na trama e em Anne porque ao invés de pacientemente cuidar de sua rival, ela se vê objeto das atenções do homem que agora é, aos olhos de sua família, o solteiro mais cobiçado do mundo.

Quando Louisa está seguramente noiva do capitão Benwick, Wentworth se junta à diversão em Bath, e logo a apagada Anne tem os olhos de dois homens sobre ela. Trazer a ação do familiar eixo Kellynch-Uppercross para o mundo desconhecido de Bath tira Anne do mesmo velho ciclo de invisibilidade e dever, abrindo um espaço para Anne se ver como mais do que uma ferramenta cujo único valor está em sua utilidade para os outros.

Quando Anne finalmente consegue superar todos os obstáculos em seu caminho e se reunir com Wentworth, parece que seus dias de auto-sacrifício finalmente ficaram para trás, e ela pode ser feliz por si mesma em vez de ver a felicidade como espectadora. 

Talvez o final feliz de Anne sugira que um pouco de egoísmo pode ser uma coisa boa, afinal.



fonte: meus arquivos pessoais, study.com, schmoop, reddit, spark notes

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terça-feira, 5 de julho de 2022

Persuasão é o melhor romance de Jane Austen

 olá,

hoje eu venho cheia das polêmicas!


Dentre todas as obras de Jane,
existe uma melhor do que a outra?

se existe para você, é seu GOSTO ou é um fato universalmente conhecido?

Nesta jornada por Persuasionverso, eu achei vários artigos interessantes, esse é um deles. O autor defende porque Persuasão é melhor, mais denso e emocional.
Vamos lá!
Persuasão é o melhor romance de Jane Austen

Versão traduzida por Franciele Souza e adaptada por Moira Bianchi do artigo publicado no ‘The Conversation’ em novembro de 2017 por Robert Morrison da Queen’s University de Ontario – Canada. Leia a versão original aqui.

Apesar da popularidade de Orgulho e Preconceito, Persuasão é a história de amor mais comovente que Jane Austen contou pois fala dos patinhos feios – uma segunda filha de um membro da baixa nobreza que ama um homem trabalhador. Pense o que isso significava na época (1818, Inglaterra): dependendo da família, uma segunda filha não teria a mesma educação da primeira visto que os esforços de assegurar um bom casamento seriam concentrados na mais velha. E um homem que precisava ganhar seu sustento com trabalho duro tinha muito menos prestígio que um herdeiro.

Assim são Anne e Frederick. 

Anne Elliot é a segunda filha do absurdamente vaidoso baronete Sir Walter Elliot de Kellynch Hall. Frederick Wentworth é um oficial na marinha britânica durante as guerras Napoleônicas. Oito anos antes do início do romance, Wentworth pede Anne em casamento e ela o aceita após um breve e intenso namoro, apenas para ser persuadida por seu pai e sua amiga mais velha Lady Russell, a romper o noivado. Wentworth, irritado e intensamente ferido, volta ao mar, onde realiza uma série bem-sucedidos ataques a navios inimigos, e acumula uma fortuna de prêmio em dinheiro.

Quando Napoleão abdica pela vez em abril de 1814, Wentworth retorna à Inglaterra e logo faz uma visita à sua irmã, que agora vive próximo a Anne. No período em que Wentworth esteve fora, Anne não encontrou ninguém que se comparasse a ele, e definhou ao ponto de que agora, aos 27 anos, é uma solteirona de juventude em declínio.

Muitos críticos argumentam que, como resultado do sofrimento e arrependimento, Anne já está “madura” quando o romance começa, enquanto isso o rico e despreocupado Wentworth tem muito a crescer antes de reconhecer – ou melhor voltar a reconhecer – o valor dela.

Pelo contrário, apesar de tudo o que os divide quando ele retorna, Anne tem tanto a aprender sobre o amor quanto Wentworth, e sua jornada rumo à reconciliação deles contém tanta confusão quanto a dele. 

De fato, parte do enorme apelo de Persuasão é a capacidade de Austen em transmitir as maneiras pelas quais Wentworth e Anne movem-se em direção um ao outro, mesmo quando seus vários erros, flertes e suposições parecem afastá-los ainda mais.

A reconciliação deles é a melhor cena de Austen, e ela sequer nos conta em diálogos diretos – assim como em Razão e Sensibilidade.  Seria esta uma carga muito maior do que declarações explícitas?

Tudo acontece no penúltimo capítulo, (cap 23), e começa quando Anne e Wentworth estão ambos em uma recinto em White Hart, uma  pousada em Bath. Em uma mesa ele está escrevendo uma carta enquanto ela convensa com um amigo em comum, Capitão Harville, sobre homens, mulheres e constância.

Harville acredita que os homens amam mais profundamente do que as mulheres. Anne tem uma visão oposta, e mesmo não mencionando Wentworth ou sua própria circunstância, tudo o que ela diz é com ele em mente.

Ela não dividiu com ninguém sua dor dos últimos oito anos e sem querer, deixa a angústia extravasar.  “Nós certamente não nos esquecemos de vocês, como vocês nos esquecem”, diz ela a Harville mencionando os perigos e aventuras da vida de um marinheiro. “Talvez seja o nosso destino e não o nosso mérito. Não podemos evitar. Nós vivemos em casa, quietas, confinadas, e nossos sentimentos nos sobrepõem.”

Wentworth, ainda escrevendo sua carta, ouve os comentários de Anne e sabe imediatamente que ela está falando sobre o relacionamento deles e sobre tudo o que foi perdido.

Sem que nós leitores percebamos, ele pega outra folha de papel e começa uma segunda carta na qual registra seus sentimentos em relação a ela enquanto ela pronuncia os dela em relação a ele – ambos falam ao mesmo tempo sem se direcionar um ao outro diretamente. 

As palavras dela morrem no vento em uma conversa fiada, as dele são deixadas sobre a mesa na carta quase escondida, na esperança que ela ache e as leia.

Ralph Waldo Emerson, ensaísta e crítico americano do século 19, se opôs aos romances de Austen porque os achou "presos na malditas convenções da sociedade inglesa, sem genialidade, sagacidade ou conhecimento de mundo."

Mas Austen sabia que o amor é a maior preocupação da vida, naquela época como agora, e em Persuasão, 

ela faz o mundo inteiro de Anne depender de uma única carta. 

É um momento que demonstra tanto o peso quanto o apelo duradouro de sua arte.

Se Wentworth ama Anne, ela tem um futuro que se estende até os mares. Se não, ela tem apenas um passado que a consumirá cada vez mais. Ela lê a carta. Ele a ama. A alegria dela é inexprimível. A nossa também.

Além disso, Austen conseguiu contar tanto a Anne quanto ao leitor de forma simultânea!

“Você trespassa minha alma", diz a carta de Wentworth. “Eu sou metade agonia, metade esperança. Diga-me que não é tarde demais, e que tais sentimentos preciosos desapareceram para sempre.  Ofereço-me novamente com um coração ainda mais seu, do que quando você quase o partiu oito anos e meio atrás.” Anne está exultante.

Durante o romance, ela foi transformada, de desbotada para florescida, de ninguém para alguém, de "só Anne" de sua família para "Anne" de Wentworth.

Persuasão é o último trabalho publicado de Austen. Ela o começou quando tinha quase 40 anos de idade, e quando o finalizou ela estava a um ano de sua morte.  Talvez por isso não seja surpreendente que ele seja o seu romance mais curto, mais sutil e apaixonado.  "Depois de uma longa imersão na obra de Austen" o novelista Martin Amis escreve , 

“descobri que o ritmo de pensamento dela invadem inteiramente os meus." 

É, Austen faz isso conosco.

Em sua mistura do público e do pessoal, nas ruminações de Anne e pirraças de Wentworth, Persuasão explora tanto o tormento do silêncio quanto o valor da esperança.


fonte: meus arquivos pessoais, study.com, schmoop, reddit, saprk notes

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JUVENÍLIA em BOX ESPECIAL DE LIVROS FÍSICOS

 olá, venho com boas notícias!

A JUVENÍLIA EM LIVROS FÍSICOS!


Este projeto é muito querido para mim, já te contei aqui.
Para coroar o esforço e o aprendizado, preparei livros físicos em versão caprichada.
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sexta-feira, 1 de julho de 2022

Persuasão: as chaves para entender o último romance de Jane Austen

 Olá!

Entramos em JULHO e agora já podemos começar a fazer contagem regressiva para o novo Persuasão!


Eu continuo estudando detalhes, fofocas e aprofundamentos do romance. Te conto aqui, claro.
Neste post eu te trago...

AS CHAVES DE PERSUASÃO

No início...

Começamos no presente, mas olhando para o passado. Anne já havia sido noiva do capitão Wentworth, mas terminou com ele porque sua família e conselheira desaprovaram. Essa situação inicial é um pouco estranha porque depende de uma grande ação já ter acontecido oito anos atrás. A separação de Anne e Wentworth significa que ambos os personagens tiveram muito tempo para pensar e podem estar prontos para fazer as coisas de maneira diferente na segunda vez. Ou não.

Eles estão afundados em ranço

Tanto Anne quanto Wentworth se alimentam desse passado, e ambos vêem aqueles dias felizes em cores mais sombrias. Anne se arrepende de ter rejeitado o capitão Wentworth; Wentworth está com raiva de Anne por rejeitá-lo.

Quando Wentworth aparece novamente, Anne está presa na dolorosa posição de ver seu ex flertar com as garotas Musgrove, enquanto ela tenta se convencer de que não o quer mais de qualquer maneira. 

E então, no desenrolar da trama, a póbi Anne vai para Bath, que ela odeia; com sua família, que é desagradável; sendo seguida pelo Sr. Elliot, que ela suspeita não ser o que parece. É muita sofrência junta!

Conflito

O capitão Wentworth sabe que a casa que sua irmã alugou é da família de Anne, e mesmo assim ele aceita o convite de ir se hospedar lá. Por que?

Quando ele retorna àquelas bandas, os Elliots se mudaram (claro, se alugaram a casa), mas Anne ainda está por perto. Então ele começa a cortejar Louisa Musgrove na cara dela. Estabelecem então uma guerra fria.

Anne e Wentworth conseguem falar um com o outro, e no entanto estão no mais puro conflito interior. Eles querem fingir que não se importam um com o outro, mas essas emoções conflitantes e irritantes continuam aparecendo.

Complicação

Lyme é o lugar onde tudo vai para o brejo. (cap 11) Louisa acidentalmente quer impressionar o bonitão Wentworth com sua vivacidade, se joga cai e sofre um ferimento na cabeça, enquanto o Sr. Elliot conhece e logo se interessa por Anne.

A insistência de Louisa em pular nos braços de Wentworth, embora ele insista que é obviamente perigoso, o faz começar a ficar azedo com a impetuosidade dela e reavaliar o espírito gentil de Anne. Mais tarde, os mesmos ímpetos o fazem quase obrigado a se casar com ela – e ele nem viu que estava sendo comprometido. 

Para tornar as coisas ainda mais complicadas, aparece o Sr. Elliot, um primo de Anne, se mostrando interessado nela. Para piorar a vida de Wentworth, o primo tem o peso do favor da família e dinheiro atrás dele. 

Neste ponto, mesmo que Wentworth quisesse mudar de ideia e ir atrás de Anne, ele tem seu envolvimento com Louisa e seu rival Sr. Elliot para resolver primeiro. Ele fica engessado, de certa forma.

Personagens se revelam aos poucos

- Wentworth percebe que Louisa é tolamente teimosa enquanto Anne é atenciosa e competente: é justamente o comportamento de Louisa em Lyme que faz com que Wentworth comece a ver Anne com outros olhos, o ranço vai dando espaço para admiração – diferente do que ele sentia pela bela menina rica antes, agora ele a vê como uma mulher centrada. Ele reconsidera seus preconceitos e percebe que ouvir os conselhos dos outros não é tão ruim (especialmente quando esse conselho é não mergulhar de cabeça na calçada).

- Anne percebe que Wentworth ainda a ama:  O ciúme de Wentworth ao ver a atenção do primo Sr. Elliot para com Anne o faz ter certeza que ainda se importa com ela. Anne nem acredita e tem medo de esperar um reencontro. O leitor vai a loucura! Eu amo quando ele ouve que ela teve outros pedidos de casamento, dá para ouvir as engrenagens do ciúme mexendo dentro dele!

Cap 10, durante uma caminhada, Louisa conta:

‘Ela (Mary) tem muito do orgulho da família Elliot. Gostaríamos tanto que Charles tivesse casado com Anne. Suponho que você saiba que ele queria se casar com Anne?

Depois de um momento de pausa, o capitão Wentworth disse...

― Você quer dizer que ela o recusou? 

― Oh! sim; certamente. 

― Quando isso aconteceu? 

― Eu não sei exatamente, pois Henrietta e eu estávamos na escola na época; mas acredito que cerca de um ano antes de ele se casar com Mary. Eu gostaria que ela o tivesse aceitado. Todos nós teríamos gostado muito mais; e papai e mamãe sempre pensam que ela o rejeitos por obra de sua grande amiga Lady Russell. Eles acham que Charles pode não ser instruído e erudito o suficiente para agradar Lady Russell e que, portanto, ela persuadiu Anne a recusá-lo.”

- Sra. Smith explica as motivações secretas do Sr. Elliot

Quando a Sra. Smith conta que o Sr. Elliot é realmente um safado fica mais fácil para Anne justificar para sua família e amigos porque se decidiu por Wentworth.

Clímax

Acontece em Bath, em meio a visitas socialmente aceitáveis, concertos e visitas a confeitaria. (cap 13)

Este clímax, isso é tão tranquilo quanto a natureza de Anne – sem grandes explosões ou beijos apaixonados, apenas com observação, conversas e pensamentos. 

Quando ambos assistem a um concerto em Bath, Anne percebe que Wentworth ainda a ama e Anne descobre pela Sra. Smith que o Sr. Elliot é um vilão. No entanto, essas revelações combinadas permitem que Anne veja claramente os dois rivais por sua afeição sob as máscaras que eles estão colocando e se decida sobre o que ela precisa fazer para chegar ao seu próprio final feliz.

Suspense

Embora Anne tenha descoberto os sentimentos de Wentworth, ele desconhece os dela – afinal, Anne é uma pessoa quieta. Sem ter a intenção, ela o deixa em suspense, sem saber se o aceitaria de volta. 

Anne, coitada, está tentando dar dicas para Wentworth de que ela não gosta muito do Sr. Elliot, mas nem ela nem o leitor têm certeza se ele vai juntar suas pistas e resolver o mistério.

Desfecho

Wentworth escreve uma carta para Anne explicando seus sentimentos por ela e expressando sua esperança de que ela ainda o ame também; Anne encontra Wentworth na rua e, caminhando juntos, ela revela seu amor.

Aqui é onde tudo entre Anne e Wentworth se resolve, quando eles finalmente conseguem revelar seus sentimentos um pelo outro – depois de todos os problemas que tiveram para chegar tão longe. Neste ponto, é similar ao que acontence com Lizzy Bennet e Mr. Darcy em Orgulho & Preconceito. Jane  gosta muito de caminhadas, é onde ela deixa os personagens darem um salto – o que faz a estagnação de Fanny Price em Mansfield Park ainda mais interessante. 

Conclusão

Anne e Wentworth superam a desaprovação inicial de sua família para se casar.

O último capítulo amarra a maioria das pontas soltas. A família de Anne e até Lady Russell aceitam o casamento com Wentworth, a Sra. Smith resolve seus assuntos financeiros. 

As únicas notas de incerteza são se a Sra. Clay conseguirá seduzir o Sr. Elliot, e se uma guerra virá para estragar a felicidade de Anne.

Qualquer maneira de amor vale a pena, qualquer maneira de amor vale amar

Anne e Wentworth, Louisa e Benwick, e Henrietta e Charles Hayter se casam; Sr. Elliot e Sra. Clay podem se casar também... 

Mais velhos e mais sábios, Anne e Wentworth conseguem resolver as coisas pela segunda vez. Apenas para tornar as coisas mais seguras, todos os seus rivais também acham um amorzinho. A única deixada de fora é Elizabeth, a irmã megera, que repete o passado e é esnobada pelo Sr. Elliot em favor de sua ex-amiga do peito, a Sra. Clay que era pretendente de Sir Walter, pai delas. Viva a justiça poética.

fonte: meus arquivos pessoais, study.com, schmoop, reddit, saprk notes

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Aqui você acha minhas PESQUISAS SOBRE JANE AUSTEN , 

inclusive os outros posts de Persuasão

Orgulho e Preconceito reescrito e Brazuca!

leia agora mesmo 

Julho movimentado na JASBRA

 Esse mês ninguém dorme em Minas Gerais!

A JASBRA está preparando um mês cheio de cursos de aprofundamento em Austen Nation.

Eu entrei no Curso de PERSUASÃO, estou super animada!





Julho é o mês de falecimento de Jane (dia 18),
então a JASBRA organizou um evento de Homenagem


A Jane Austen Sociedade do Brasil, em parceria com a Academia Mineira de Letras, tem o prazer de oferecer uma Homenagem ao Legado de Jane Austen! 
Evento gratuito e sem necessidade de inscrição! 
Será no dia 18 (data da morte da escritora) de julho às 19:30 na sede da Academia Mineira de Letras, localizada à Rua da Bahia, 1466, Belo Horizonte - MG. 
Serão emitidos certificados digitais aos participantes. 



Você sabe do livro de Homenagem ao BICENTENÁRIO DE FALECIMENTO
'QUERIDA JANE AUSTEN'.
Adriana, da JASBRA, assina a introdução
saiba mais aqui

Outro curso, esse de GENTE GRANDE, começa em Julho
JANE AUSTEN E AS QUATRO ESTAÇÕES


PRESTA ATENÇÃO!!

Ministrante: Profa. Dra. Adriana Sales

O minicurso apresentará o panorama da vida e obra de Jane Austen, proeminente escritora inglesa do século 19, bem como as principais características dos seis romances escritos por ela. Veremos como a passagem do tempo, as estações do ano e suas nuances, tornam-se elementos importantes na construção das personagens e na tessitura das narrativas das seis principais obras de Jane Austen.

Objetivo
Apresentar a vida e as obras de Jane Austen e suas nuances com relação às estações do ano.

Aula 1 - 04/07/2022
Panorama da vida e obra de Jane Austen
Verão: Emma

Aula 2 - 07/07/2022
Outono: Razão e Sensibilidade
Inverno: Mansfield Park

Aula 3 - 11/07/2022
Inverno: Persuasão
Primavera: Abadia de Northanger

Aula 4 - 14/07/2022
Primavera: Orgulho e Preconceito
Considerações finais e encerramento

✏ Minicurso
Aulas síncronas às segundas-feiras e quintas-feiras de julho de 2022, das 19h30 às 21h30, com exposição, análise e discussão sobre as obras de Jane Austen. Haverá leituras compartilhadas pela mídia do Classroom da turma, com acesso aos textos do curso, antes das aulas síncronas.

✏ Avaliação
Frequência e participação nas discussões e atividades propostas durante o curso.

✏ Ministrante
Adriana Sales é Doutora em Estudos Linguísticos pela Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais. É especialista em Jane Austen pela Universidade de Oxford (2010). Atualmente é professora de inglês e suas literaturas no Ensino Médio e Graduação em Letras do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG). É fundadora e presidente da Jane Austen Sociedade do Brasil desde 2008.
E-mail: aszardini@gmail.com
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/44023205974506



UAU, né?

E para completar, a 
JUVENÍLIA chegou em livro físico !