olá! Desde ontem só se fala da nova adaptação de Emma, um filme com lançamento para o ano que vem.
Pelo trailer, eu achei bem legal!
- Mr. Woodhouse divertido ao invés de paradão; - Emma debochada; - Churchil parecendo mais vilão do que nunca - já falei que IMO ele é o maior vilão de Austen; - mais que tudo: bonito que doi!
Achei uma lindeza!
o dedinho para abrir a porta da carruagem... o máximo!...
Muito mais louco do que qualquer um poderia pensar...
Falei da minissérie aqui e o livro aqui. A atriz que faz Emma, Anya Taylor-Joy foi a garota do interior amedrontada, tímida e inocente que era dada em casamento para um comerciante de açúcar de Amsterdam que tinha um segredo proibitivo para a época - século 16, acho - assim como sua irmã carrancuda e criados estranhos. O mistério rola quando essa garota apavorada começa a receber miniaturas, réplicas perfeitas da mansão onde ela foi morar depois de casada, incluindo das pessoas. Bem bacana.
Anya, que tem origem Argentina, tem aqueles olhões, parece mesmo estar com medo o tempo todo; uma pessoa desconfiada. Confesso que não tive curiosidade em assistir mais nada dela e fiquei com essa impressão da atriz na cabeça - uma personagem definiu a atriz. Quem nunca?
Quando vi que ela seria Emma, esperei um tipo de Gwyneth, Emma bobinha, aguada, maria-vai-com-as-outras, quase-mas-nem-tanto como no original. E... Que surpresa! No trailer do filme, ela é atrevida, debochada, divertida!
Adorei!
Tão colorida, amarelos, rosas, pregas, chapéus!
E os pintores Holandeses?
Do miniaturista...
Compara!
poster oficial x Joachim Patinir- A penitência de São Gerônimo - sec 16
Olá, Faz tempo que não faço lista para Papai Noel, mas esse ano vou fazer só para pedir uma casa de bonecas vitoriana! Ah, olha só que coisa mais maravilhinda!
Achei primeiro nesse blog aqui porque andei arrumando minha pesquisas pós-draft - sempre que acabo de escrever um livro (primeira versão chamada draft), tento organizar minhas muitas pesquisas para -se for o caso- usar depois, verificar, tirar dúvidas, confirmar datas, etc, etc. Daí, arruma aqui, arruma ali, me dei nisso!
achei tantas casas de bonecas vitorianas para comprar, que vou linkar todas!
amay e não consegui escolher qual gostei mais!
Entre todos os brinquedos inventados para a diversão das crianças, as casas de bonecas sempre exercem fascinação especial pela semelhança com a vida real. Mentes imaginativas podem acreditar ou recriar a identidade positiva de toda a família. Nos séculos passados, a manutenção de bonecas e bonecas tornou-se parte da educação domiciliar das meninas. Algumas casas de bonecas vitorianas, em especial, tinham mais que quatro cômodos, consistiam de três andares. No térreo, a cozinha e a sala de jantar decoradas com mobília primorosa, com o saguão intermediário e a escada que levava ao topo, uma porta de cada lado que levava a sala de visitas, uma sala muito grande se abrindo para outra, que era a sala de jogos das crianças, e pela qual passava a escada. No andar de cima havia uma passagem estreita em que a escada terminava. O quarto da mãe com uma porta que dava para o berçário, que era outra sala de grandes dimensões. E em muitas ainda havia cômodos de criadagem abaixo do andar social!
Vidinha de criança Vitoriana de Classe média
A rotina de uma casa comum era bastante regular. As crianças eram sempre colocadas na cama para dormir cedo; portanto, precisavam ser levantadas e vestidas cedo todos os dias. O café da manhã era servido e imediatamente depois, a mãe as visitava e elas estavam prontas para as aulas com tutores e preceptoras. Depois das lições – no ‘berçário’ (quarto das crianças) ou na biblioteca com uso das estantes de livros ou consolo da lareira; havia pausa para refeição. Então, aulas de novo, a menos que fosse quarta-feira ou sábado – no caso das crianças Devon-, quando eles tinham sempre algo a fazer – visita de uma amiga para o chá de uma casa de bonecas vizinha para as meninas, ronda nos meeiros com o pai para os meninos, ou algo desse tipo. Depois das aulas da tarde, eles eram preparados para o jantar. Então as crianças eram despidas e banhadas e roupas trocadas, comiam em companhia das babás e preceptoras. A mãe lhes visitava para desejar-lhes boa noite ou as crianças eram conduzidas até a antessala do jantar dos adultos para desejar boa noite a todos. Aos mais velhos era permitido ficar em companhia do pai e da mãe para música e cartas na sala de visitas até a hora de dormir. Uma feliz proprietária da casa de bonecas vitoriana brincava recriando essa rotina esperando que, quando adulta, tivesse vida tão regular quanto a de sua mãe.
essa era da rainha Victoria, atualmente em exposição em Kensington onde ela passou a infância
essas são algumas das bonecas que ela, a então princesa Victoria, fazia com ajuda da governess
Queen’s Dolls house
A Queen's Dolls House, no Castelo de Windsor, é uma das maiores, mais belas e mais famosas casas de bonecas do mundo. Um loosho! É uma réplica perfeita em miniatura de um lar aristocrático construída para a rainha Mary, avó paterna da Rainha Elizabeth II, bisavó do Príncipe Charles, tataravó de William e Harry, tetravó de George, Charlotte e Louis. A casinha, ou casona, foi feita pelo arquiteto britânico Sir Edwin Lutyens entre 1921 e 1924 e inclui contribuições de mais de 1.500 dos melhores artistas, artesãos e fabricantes do início do século XX.
Tem de tudo: a vida da criadagem ‘abaixo das escadas’, a alta sociedade do salão e da sala de jantar, uma biblioteca repleta de obras originais dos principais nomes literários da época, uma adega totalmente abastecida e um jardim criado por Gertrude Jekyll. A ideia de uma casa de bonecas veio da Princesa Marie Louise, neta da Rainha Vitória, como um presente para a Rainha Mary em reconhecimento de sua presença constante durante a Primeira Guerra Mundial. Rapidamente assumiu a importância nacional como um esforço emblemático para a inovação britânica e como um símbolo da renovação britânica do pós-guerra. A visão de Lutyens era capturar a vida em uma residência real em todos os seus detalhes reforçando o sentimento de nacionalismo, de home sweet home destruído com os horrores da guerra. Importantes industriais, fabricantes e artistas, muitos dos quais ainda hoje são nomes familiares, estavam ansiosos por se associar ao projeto único. Berry Bros de St James enviou dedais de champanhes, vinhos, destilados e cervejas para encher cada pequena garrafa, Rudyard Kipling, Thomas Hardy e A.A. Milne produziram obras originais escritas à mão para a biblioteca - Sir Arthur Conan Doyle criou uma história de Sherlock Holmes - How Watson Learned the Trick, especialmente para a Dolls ’House. Que lindeza!!! James Purdey & Sons doaram réplicas funcionais das armas do Rei George V, completas com estojo de couro e uma revista de 100 minúsculos cartuchos. E ainda tem uma limusine Daimler, Rolls Royce e um landaulet de sete assentos Silver Ghost de 1923 ostentando a supremacia da fabricação de motores britânicos na década de 1920.
Em toda a Casa das Bonecas, há lembretes de que esta não é uma residência qualquer. No salão, dois tronos prateados medindo uma polegada de altura se sentam lado a lado; a sala de jantar é decorada com arandelas de parede de prata, réplicas em miniatura das do Castelo de Windsor; e uma coleção de caixas de despacho de couro vermelho e verde, cada uma em relevo em ouro com a cifra real e "THE KING", adicionam a gravidade real à biblioteca. Existe até uma sala totalmente operacional para segurar as jóias da coroa - pesando 1 ½ libras, em vez de 1 ½ toneladas. Retratos reais incluem uma cópia da pintura de Winterbergter de 1846 da Rainha Vitória, o príncipe Albert e seus filhos, e retratos contemporâneos do jovem príncipe de Gales, Rei George V e Rainha Mary.
Os quartos domésticos e os quartos abaixo das escadas receberam tanta atenção quanto os grandes quartos acima. Na cozinha, 2.500 minúsculos pedaços de carvalho recriam um piso de madeira, uma chaleira de cobre feita de uma moeda de centavo King George V, com a cabeça do rei na base, no fogão e três ratos de marfim em uma ratoeira humanitária. estão sempre sob o olhar de um gato de cerâmica. Todos os detalhes da vida doméstica estão incluídos, desde papel higiênico, flocos Lux e Sunlight Soap, até uma lata de mostarda Coleman e uma garrafa de Lea e Perrins Worcestershire Sauce. Nos aposentos, os penicos podem ser vistos debaixo de cada cama, as prensas das calças aguardam o uso nos quartos dos homens, e o material de leitura está à disposição dos criados. Em uma carta de agradecimento a todos os envolvidos, rainha Mary descreveu a Casa dos Bonecos como "o presente mais perfeito que qualquer um poderia receber". Em 1924, a Casa das Bonecas foi exposta em Wembley Park como parte da Exposição do Império Britânico de Artes e Manufatura, onde foi vista por 1.617.556 pessoas que primeira vez puderam ter uma visão inigualável dos aspectos íntimos da vida familiar o que aproximou a família real dos súditos. No ano seguinte, a Casa das Bonecas foi colocada em exposição permanente no Castelo de Windsor, em uma sala especialmente projetada por Lutyens, onde permanece até hoje. Morreu? Morre não, visita aqui!
Mas essa não dá pra pedir ao Papai Noel, né?...
Tenho simancol.
Daí achei outra coisa: um livro como a Casa da Ninoca que meu filho tinha quando pequeno e amava!
Aliás, tenho várias opções indie e por editora - a pré-venda do Gatas&Ciladas está com desconto!!- se você estiver procurando presente para alguém especial! Hihi. Momento jabá. Passou. Toda essa busca por Casas de Bonecas me levou a finalmente assistir a 'The miniasturist'... Era uma das séries que vinha guardando para dias chuvosos ou longos invernos de deprê. O livro onde a série se baseia é esse.
Quando comecei, pensei: 'Ih, eita! Mais um Colina escarlate? Posso não!' Por causa do irmão esquisito com noiva novinha e irmã estranha sempre de mau humor. Mas ó... tots diferente. E a casa de bonecas que a Petronella ganha... Um mimo!
E o mistério das peças de mobília... Nem te conto. Recomendo.
sinopse: Petronella (Nella) Oortman, uma pobre garota de 18 anos do
interior holandês, chega à casa Golden Bend, em Amsterdã, do rico comerciante
Johannes Brandt, que se casou com ela um mês antes. Na casa de segredos ela
conhece a irmã asceta de Brandt, Marin, os criados Cornelia e Otto. Brandt,que a
trata mais como uma amiga do que como uma esposa, dá a ela de presente de
casamento uma casa de bonecas imitando a que eles vivem com seus nove cômodos
em miniatura, e ela contrata os serviços de um miniaturista local para
adicionar móveis realistas. A miniaturista, a quem ela nunca conhece, começa a
enviar seus bonecos e móveis que são incrivelmente precisos e até parecem
prever o futuro. Como uma teia de perigo gradualmente enlaça os personagens,
Nella se pergunta se o destino de todos está nas mãos do miniaturista. Legal, né? E sabe do que? Petronella existiu! Mas o livro e a série não são autobiográficos. O que significa...
A casa de bonecas existe!!!!
Está no Rijksmuseum de Amsterdam, eu vi quando estive lá. Bicho, é o ó de lindeza e maravilhidade!!
pintura da casa feita em 1710
Petronella Oortman, a original, era uma viúva rica quando se casou com o comerciante
de seda Johannes Brandt, com quem viveu em Warmoesstraat em Amsterdã. Como
outras mulheres ricas em Amsterdã, ela construiu uma casa de bonecas para ela,
que fez curadoria entre 1686 e 1710, decorando-a com materiais e miniaturas
caras. Naquela época, os senhores freqüentemente possuíam "gabinetes de
curiosidades" para armazenar coleções de vários objetos que haviam
adquirido em suas vidas e viagens: na verdade, esse gabinete pode ser visto na
pequena sala de recepção (que também ficava como funerária) na parte inferior. Na
Amsterdã da Era Dourada Holandesa, suas esposas ricas criavam bonecas como
símbolos de status.
A casa de bonecas contém nove quartos, mas apenas algumas
das bonecas restaram como a criança no berçário. Também estão faltando as
roupas de bonecas, que ainda eram visíveis em uma fotografia dos anos 1950. Willem
Frederiksz van Royen pintou um mural na sala de jogos e Johannes Voorhout
decorou a sala de tapeçaria. [Objetos de porcelana foram encomendados da China.
Há vários relatos de que Pedro, o Grande; o imperador russo,
tentou comprar a casa de bonecas quando ficou com a família Van Brant por alguns
dias durante sua segunda visita à Holanda, mas saiu, supostamente depois que tiveram
uma desavença sobre o preço.
E as Petronellas da Holanda gostavam mesmo era das casas de bonecas!
Outra, a Petronella de la Court foi uma colecionadora de arte holandesa
no século XVII. Ela se casou com seu primo, o comerciante de seda Adam
Oortmans, em 24-8-1649 em Leiden, e eles tiveram 10 filhos juntos e tiveram uma
cervejaria em Amsterdã. Viva la vida loka, né?! Ela, porém, é mais conhecida
por sua casa de bonecas, atualmente na coleção do Museu Centraal, em Utrecht.