quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Viajandões

Boa noite!

Chove lá fora e aqui, tá bem frio. 
Isso não combina com o Rio... a gente gosta mesmo é de calor - mesmo que a gente reclame dele.

Estou cheia de costura para fora, arrumando as coisas para levar meu bebê para Disney logo logo, então a versão em Português de '45 dias na Europa com Sr. Darcy' está em stand-by... pelo menos por alguns dias.

Mas, que tal uma espiadinha?




Como já disse, '45 dias na Europa com Sr. Darcy' é uma adaptação moderna linear e tão fiel quanto eu consegui fazer. Lizzy é Brasileira de 20 anos, espevitada e nariz-em-pé. Darcy é Britânico, 26 anos, taciturno e esnobe. Eles se conhecem em Amsterdam, depois Milão, depois Londres... mas espera, tem Espanha, Dubai, Índia, França... Os dois são mochileiros (um rico e outra classe média) e vivem de um carimbo a outro no passaporte.

Sem dar muitos detalhes, é uma estória fofa, sexy e divertida. 
                                                   Acho que está bem bacaninha... 
Vê só:




Pedacinho do Capítulo 1, primeiros esboços
Amsterdam.


...
Os Bennetts tinham planos de passear em família por dois dias visitando as fazendas de flores nos arredores da cidade e apesar de ter tentado, Lizzy não conseguiu se livrar de um programa de índio para o dia seguinte no Keukenhof. Charlotte  resgatou a amiga de uma maior chateação chegando com Caroline que ainda olhava de rabo de olho para Lizzy, seja lá porque. Logo o grupo de Ingleses partiu e as Brasileiras puderam conversar com privacidade.

‘Ah, Char... Você é tão má! Por que não me disse que esses chatos estavam hospedados aqui?’ Lizzy reclamou. ‘Eu teria pego os convites para o baile em qualquer outra hora, em qualquer outro lugar que nos encontrássemos...’

‘Eu não sabia também, Bennett. Eles não disseram nada antes, apesar de que tenho quase certeza que você mencionou o nome desse hotel quando conversamos..’ Charlotte disse pensativa. ‘Enfim, sabe o que descobri?’

Lizzy levantou as sobrancelhas.

‘William Darcy, ele é um dos donos disso aqui!’

‘O Prego? Não!... Esse hotel?’

Charlotte assentiu com a cabeça e Lizzy assoviou.

‘Ricaço. O outro deve ser também.’ Charlotte disse seriamente. ‘E até parece que eles estão grudados na gente!’

Exactaling!’ Lizzy imitou o gato safado de Alice no País das Maravilhas e as duas riram. ‘Dono! Lá se vai meu glamour...’ Ela fez bico.

‘Sei.’ Charlotte zombou. ‘Devolva o dinheiro que o hotel investiu no seu blog.’

Lizzy sacudiu a cabeça em negativa e sorriu.

‘Ele é parcialmente dono, na verdade. A tia dele tem a maior parte.’ Charlotte deu de ombros. ‘Aqui Srta. Reclamona, cinco convites para o baile.’ Charlotte entregou a Lizzy um envelope grosso de papel caro com um sorriso. ‘Foi tudo que consegui.’

‘Minha mãe vai pirar! Muito obrigadinha, amigucha!’ Lizzy disse e tentou abraçar Charlotte que deu um passo para trás.

‘Suadona!’ Ela disse franzindo o nariz.

‘Foi mal... corri mais de uma hora.’ Lizzy corou discretamente.

‘Eu sei de alguém que ia querer receber um abraço suado vindo de você...’ Charlotte disse em um sugestivo sorriso maroto.

Lizzy revirou os olhos. ‘Por obséquio, diga-me quem seria. A mulher esnobe que não consegue encontrar coragem para ficar com a Fernanda ou o Prego que está sempre com cara de quem chupou limão?’

Charlote sorriu. ‘Caroline não está de olho me você, oh irresistível Eliza.’

‘Eu odeio isso, é como a tia Philips me chama... Éca!’ Lizzy fingiu um calafrio.

‘É mesmo!’ Charlotte riu da amiga. ‘Mas eu estava falando de William Darcy, e você sabe! Nem vem!’ Ela levantou o dedo indicador para Lizzy. ‘Nem tenta desmentir. Ele está sempre de olho em você.’


‘Está! Que prego! Sempre procurando alguma coisa errada em mim… Acho que ele está esperando quando vou sacar a cobra que devo carregar no bolso já que sou uma selvagem das florestas Amazônicas. Ooh, uma anaconda!’ Ela deu uma risada maléfica e a amiga a acompanhou. ‘Sr. Naftalina é muito otário, nem desconfia que é um lagarto!’ Ela completou em um risinho.

‘Lizzy, você é de matar! Senti tanto sua falta nesses últimos meses.’ Charlotte disse mas resistiu a abraçar a amiga de infância. ‘Você vai me encontrar em Paris quando eu for transferida, certo?’

Calaro!’ Lizzy disse, olhar travesso brilhando. ‘Já até estou economizando. Noite passada eu deixei o Prego pagar duas cervejas para mim!’

‘Sua mãe não te ensinou nada? Uma mocinha não deve aceitar bebidas de estranhos.’ Charlotte caçoou. ‘Estranho danado de bonito e esnobe.’


‘Minha mãe me ensinou várias coisas. Que beber cerveja aumenta a barriga foi uma delas!’ Lizzy disse e elas riram. ‘Também que um estranho danado de bonito é de quem se deve aceitar bebidas!’
...

E aí? 
Promissor?


E vamo que vamo!

bj