sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Amor de verão em Paraty - parte final

Olá! 

Ainda no clima olímpico? Eu estou!

Tudo muito legal, muito empolgante... Até tenho me esforçado mais no meu jogging matinal. A gente torce pelos nossos atletas, mas acabo torcendo por todos os atletas, tanto esforço, tanta coisa deixada de lado para estar lá...

Mas da próxima vez, é nossa a parada! Falou, brother?

 

Nós vamos arrasar! Vai ser o máximo ver a cidade em festa! Mal posso esperar!




Aí bicho, a gente vai dar show de bola! Tudo bem, temos um monte de trabalho pela frente, mas tá no papo!

Em tempo: reviso isso durante a RIO 2016. Ta tudo lindo, o Boulevard Olímpico arrasando, Museu do Amanhã e MAR de babar. Ainda tem muito a ser feito, mas estamos curtindo! ;)


Em clima de festa também estão Sr Darcy e Lizzy... Vamos à sua festança de Réveillon?


Como William Darcy poderia ter conhecido Lizzy Bennett

última parte (unbeataed)
clique aqui para 3ª parte
classificação Adulto (+18)/relacionamentos homossexuais são mencionados 


Cenas do capítulo anterior: Will e Lizzy estão a caminho do resort de luxo para a festa de Réveillon com seus amigos. E o feriado de Ano Novo está chegando ao fim...
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É força antiga do espírito
Virando convivência
De amizade apaixonada
Sonho, sexo, paixão
Vontade gêmea de ficar
E não pensar em nada ¹


Às dez da noite, chegaram ao resort para uma festança comandada pela Timbalada.

A festa era maravilhosa com excelente buffet e música incrível. O salão muito bem decorado e recheado de pessoas bonitas, caipirinhas deliciosas, tambores contagiantes que pareciam bater dentro do peito das pessoas e o cara lindo abraçando sua cintura por trás enquanto ela dançava, o conjunto deixou Lizzy extasiada.


À meia noite, quando os fogos começaram, ela gargalhava e abraçava os amigos de infância desejando um Ano Novo feliz e sucesso e paz e saúde e tudo mais.

‘Um pouquinho alta, gata?’ Darcy perguntou vendo graça quando ela veio abraça-lo alguns segundos depois da meia noite.

‘Tô!’ Ela riu se pendurando no seu pescoço para lhe dar o melhor beijo que ela poderia, como se a magnitude desse beijo decidisse o futuro do seu ano que estava começando. ‘Vai querer reclamar, gato? Feliz Ano Novo!’

‘Você nunca vai me ver reclamando de um beijo como esse, nunca!’ Ele disse rindo pela primeira vez adorando ter uma ficante. Esses dias com ela haviam sido sensuais e divertidos como todos os encontros deveriam ser, ele pensou sentindo uma pontada de pena por ver que o tempo andava contra eles, mas espantou o pensamento e se inclinou para beijá-la de novo.

Depois de uma longa sessão de abraços e desejos de feliz Ano Novo, Lizzy voltou para os braços de Darcy.

‘Vamos ver os fogos da praia?’ Ela pediu, ele concordou imediatamente.

O barulho ensurdecedor de dez minutos de fogos a fez Lizzy ainda eletrizada. Seu coração batendo acelerado, ela achava que esse sem dúvida estava sendo o Réveillon mais empolgante que já tinha tido na vida. Darcy era um cara lindo, romântico e sexy; mesmo com seu jeito caladão ele sabia exatamente o que falar para ela. Na sua cabeça, tinha só uma coisa faltando nessa noite (quase) perfeita. Quando ele a convidou para um passeio na praia sob a luz da lua, Lizzy teve certeza que ele sentia a mesma coisa.

Darcy estava conseguindo controlar sua excitação bem,  era mestre nisso já que tinha horror de deixar alguém perceber o que sentia. Desde que sua mãe morreu e todas as pessoas que conhecia se acharam no direito de consolá-lo, aos doze anos ele concluiu que o melhor era manter seus sentimentos para si mesmo. Mas Lizzy estava tão feliz, entusiasmada com a festa, girando seus quadris na frente dos dele enquanto dançava, rindo... E os beijos dela, ah...


Ela era perfeita, só uma coisa estava faltando, mas não tinha nada que ele pudesse fazer. Se ela ainda dissesse ‘não’, ele teria que se contentar em acariciar suas curvas gostosas sobre o provocante vestidinho branco. Ela devia saber o seu poder sobre ele, ele pensou.

Acharam uma tenda de massagem com uma sunbed em uma ponta recolhida da praia exclusiva do resort, um cantinho tão bom quanto poderia ser. 


Ela chegou perto e abraçou a cintura dele subindo nas pontas dos pés para alcançar sua boca. Apesar de nunca ter gostado disso, ele sempre achou que cinturas eram para ser abraçadas por homens, ele gostou. Quando ela beijou seu queixo colando seus corpos para não perder o equilíbrio, ele decidiu que era maravilhoso ter sua cintura abraçada pela Lizzy.

Do queixo dele, ela passou a beijar os cantos da sua boca, seu rosto, seus olhos e enquanto isso as mãos dele estavam livres para explorar o corpo dela. Depois de passear pelas costas nuas, Darcy achou lugar no seu bumbum.

A partir daí, foi como se eles tivessem ensaiado. Ensaiado fazer amor.

Mãos acariciaram e despiram roupas, bocas beijaram e morderam, estavam prontos e desesperados um pelo outro. Darcy deitou Lizzy na sunbed e observou hipnotizado ela tirar o vestido sobre a cabeça em um movimento só para deixa-lo ver o conjunto de lingerie vinho muito sexy. Sua boca ficou seca, suas mãos tremeram – ela era linda.
 
‘Posso?’ Ele perguntou depois de pigarrear para limpar a garganta. Ela concordou sem ter muita certeza do que ele estava pedindo, mas concordando de qualquer maneira.

Ele esticou os braços e tirou a calcinha dela, ainda hipnotizado só que agora pela depilação desenhada. Ela tirou o bustiê e de repente ele tinha diante dos seus olhos a visão que vinha ansiando desde que a tinha visto pela primeira vez.

 ‘Agora é a sua vez, gato.’ Ela murmurou.

Ele arrancou a roupa em um segundo jogando a camiseta e o short para os lados. Depois foi direto beijar os joelhos bonitos, as coxas, quadris, barriga e gastou tempo em seus seios. Ela já tinha permitido que ele beijasse seus seios antes,  mas agora ele podia devorá-los. 


Os gemidos dela que já o haviam tirado do sério, agora estavam o levando à loucura. Também ela estava enlouquecida, puxou-o pelos cabelos até que colaram as bocas e abriu as pernas para ele se acomodar. Ele colocou somente uma das pernas entre as dela, temendo que perderia o controle se assumisse posição.

‘Por favor, me diz que você trouxe camisinha...’ Ela implorou.

‘No bolso da minha bermuda.’

‘Pega?’ Ela sussurrou nos lábios dele.

Ele tremeu enquanto colocava a camisinha, a visão dela assim nua, iluminada pela luz da lua e pronta para ele era exatamente o que vinha sonhando esses últimos dias. Quando deitou sobre ela devagar para aproveitar todos os momentos, ela suspirou fundo e ele gemeu.

‘Diabo de mulher gostosa!’ Ele murmurou e ela riu.

Ela riu outras vezes, e ele riu com ela. Algumas vezes ele a calou com sua própria boca, outras ela o calou, até que as três camisinhas que ele tinha foram gastas.

O sol nascente os encontrou chamegando abraçados, sussurrando carinhos um para o outro, assim como todos os amantes fazem quando não querem se separar. Até que Lizzy teve uma idéia.

‘Você já viu um filme chamado ‘Antes do amanhecer’?’ Ela perguntou fazendo carinho no peito dele com o nariz.

‘Não. ’ Darcy sacudiu a cabeça com os olhos fechados, sorrindo.

‘Filme de mulherzinha, muito romântico, eu adoro. ’

‘Estou curioso por que de alguma maneira esse filme deve estar conectado com nosso paraíso.’ Ele disse em voz rouca, beijando os olhos dela.

‘Um Americano conhece uma Francesa no trem perto de Viena e eles passam um dia juntos – é o último dia dele na Europa. Passam a noite juntos também... ’

‘Já estou vendo a semelhança…’ Ele disse fazendo graça e esticando a mão para acariciar um dos seios dela.

‘Espera, tem mais!’ Ela riu e se contorceu. ‘Eles decidem não trocar números de telefone, nem sobrenomes. Mas concordam em se encontrar em Viena no ano seguinte. Tipo ‘Tarde demais para esquecer’. Muito romântico.’ Lizzy terminou com um suspiro teatral.

‘Muito romântico. ‘ Darcy concordou e ficou mudo olhando para o nascer do sol.

‘Pensei que a gente podia tentar uma coisa assim... ’ Ela quebrou o silêncio alguns minutos depois. Como ele continuou calado, ela confundiu seu pesar em saber que ela não queria encontrá-lo de novo como sinal que ele não queria vê-la nunca mais. ‘Quero dizer, só se você quiser... A gente poderia marcar de se encontrar em Nova York ou qualquer coisa assim quando você vier da Inglaterra... Ou a gente poderia tentar marcar alguma coisa pelo Facebook... ’

Precisou ainda de algum tempo para que ele respondesse. ‘Claro, se você quiser. No mirante do Empire State?’ Ela deu uma risadinha sem graça, ele suspirou. ‘Topa um banho de mar?’ Ele perguntou se apoiando no antebraço para beijar seus seios. Ela sorriu e balançou a cabeça.

No mar morno e calminho, totalmente isolados, eles fizeram amor mais uma vez apesar de estarem um pouco doloridos. As camisinhas já tinham acabado, Lizzy teve que fazer um esforço para calcular seus períodos e chegou a conclusão que era seguro, ele confiou nela. Estava muito apaixonado para duvidar, ainda mais com ela enrolada nele e movendo tão deliciosamente. A última camisinha tinha sido usada num sexo desesperado e rápido, estavam intoxicados um com o outro e gozaram muito rápido. Dessa vez foram bem devagar, aproveitando que as pernas atléticas dele podiam suportar os dois contra o balanço delicado do mar manso.


Para ambos, foi uma despedida agridoce.

Voltaram à sede do resort abraçados e andando bem devagar pela beira d'água quando o sol já brilhava alto. Os outros do grupo – agora um grupo grande de americanos – esperavam no jardim em uma mesa grande resguardados sob um grande ombrelone tomando café da manhã.

Darcy e Lizzy, evitando se separar de qualquer forma, sentaram juntos em um sofá para tomar café.

Mas era hora, primeiro de Janeiro era o último dia no Brasil para todos e eles então só tinham a viagem de volta para Trindade para ficar juntos. Darcy segurou a mão da Lizzy durante todo o caminho de volta e não soltou até que se despediram no portão do camping.

Seu amor de verão estava oficialmente encerrado. Doce e fugaz. Inesquecível por algum tempo, mas irrelevante em suas vidas. 

Ficaram com um gosto amargo, mesmo assim.


Nem duas horas depois, Darcy voltou ao camping gritando por Lizzy e olhando dentro de todas as barracas pelo caminho. Quando ela ouviu e preocupada procurou de onde vinham os gritos por seu nome, ele já havia incomodado várias pessoas. ‘Liz, eu não quero droga de filme romântico nenhum. Isso é asneira! Eu quero te ver em casa assim que chegarmos. Eu quero te ver antes de ir para Inglaterra e quero que você vá me visitar lá.’ Ele falou com a voz alterada pela urgência inclinado para frente ficando ainda mais perto do seu rosto compensando a considerável diferença de altura.

‘Will...’ Lizzy olhando para cima sorriu de lado a lado.

‘O que você me diz?’ Darcy perguntou ansioso, esperançoso com o sorriso lindo dela.

‘Claro!’ Ela riu. ‘Achei que você tinha namorada e que não quisesse me encontrar de novo. ’

‘Não tenho. E a partir de agora, você também não tem. A não ser que seja eu. ’ Ele disse e roubou um beijo na boca. ‘Você não tem, tem?’ Perguntou com medo da resposta.


‘Não, terminei há dois meses... ’ Ela respondeu encantada com o entusiasmo dele.

‘Agora tem, eu.' Sorriu deixando os minutos de tristeza com a despedida sumirem da sua memória, só havia espaço para alegria. 'Agora me dá seus endereços, números de telefones, eu quero tudo. ’

Eles trocaram endereços, números de telefones, até CEP. Do alojamento dela em Yale, da casa dos pais dela e da avó, da casa do pai dele, do apartamento em Cambridge e até da fazenda dele. Sse beijaram de novo, demorado e intensamente e depois roubaram beijinhos – muitos.

Finalmente os caras de Seattle buzinaram no portão do camping e ele teve que ir.

Ao caras de Seattle voltaram ao resort e de lá pegaram um helicóptero até o aeroporto do Rio. Os amigos de Meryton foram rumo à rodoviária do Rio e depois pegaram seu voo para casa.

Mas, apesar da diferença nas maneiras de viajar, tanto Lizzy quanto Darcy levaram muito mais na bagagem do que haviam trazido.

... Isso é o que poderia ter acontecido, mas não aconteceu. 


Dashwood nunca visitou o Rio, apesar de sempre ter sonhado com essas férias. Um namorado o levou às ilhas Phi Phi na Ásia e ele ficou encantado com a beleza do lugar.

Sem a sua viagem, a rede de propaganda boca-a-boca nunca foi iniciada, os amigos dos amigos nunca falaram sobre Trindade, Gerard nunca conheceu Diego e o Trinity Babel nunca existiu.

E Darcy só conheceu Lizzy mais de dez anos depois, em um restaurante mexicano, uma semana antes de 4 de Julho em Meryton. Mas isso são outros quinhentos.





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E aí? Gostou?

É um conto, one-shot. Curtinha, sexy e fofa. Quando escrevia, para o alívio da minha Beta Enid, eu mantive curta e sem angústia. Só uma estorinha para passar o tempo e colocar um sorriso em nosso rosto. Quem não teve um amor de verão?

Já visitou Trindade? Eu adoro!
Paraty então? O máximo!
Muito obrigada por acompanhar. Eu adoro feedback... Comenta, vai?

Até,


Aviso: imagens do Google, fanfic minha.