terça-feira, 31 de julho de 2012

Cloud 9

Darcy is super happy, Lizzy´s had a huge break thru, a few months' jump, jewels, flashbacks, youth dreams.


Ladies and gents, this is Cloud Nine

Welcome!

Mr Darcy is soaking up the sun, preparing to warm Lizzy up.

When writing How William Darcy persuaded Lizzy Bennett to love again Frienship of a special kind - FOASK - I had a sudden inspiration and wrote these chapters while writing their time in Seattle, just after 'Hunsford'. This jump made my Beta crazy but I had to put it on paper (and sent it to her): Darcy and Lizzy talked to me so clearly, with so many details...

Well, maybe not these, but these details look yummy...

This is the point where Darcy's plans start to work out, when he starts to live the life he had been dreaming of living with his love.

By def, Cloud 9 is: 

Noun

  1. (idiomatic) A state of happiness, elation or bliss; often used in the phrase 'on cloud nine'. "He was on cloud nine for days after she agreed to marry him."

    Oops! Lizzy agreed to marry Darcy? Really? Don´t think so... 

    Wiktionary also says Cumulonimbus... We learned to fear that here in Brasil...

So, what´s Cloud 9 for you?

Your favorite shop on sale?

The book's sequel you've been waiting is finally coming out?

Spending time with your longtime-longed-for friend?

Your favorite song on the radio in the middle of bad traffic?

Having a great party?

Taking that dreamed about vacation?

Meeting lovely people who share a hobby with you?

A box of chocolates?
Hard work finally rewarded?
Sarah, Kitadai, Thiago: medalha, medalha, medalha!
Mr Darcy?

YOUR Mr Darcy?

Or reading a good fanfic?


Which one is yours?

See ya!

Disclaimer: Same as always, most pics are Google´s, but some dear ones here are mine, from my very own Cloud 9 moments. *happy sigh*

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Amor de verão em Paraty - segunda parte

Oi, oi, oi!

Estou aqui curtindo o verão, digo, inverno no Rio. Pelo menos 30º, caramba!

Darcy congela novela das oito
E quem não quer largar tudo e ir para praia, né? Nossa, nada mais gostoso que matar tempo na praia, no meio de um dia de semana. Mmmm...

Adoro ser turista... Mas como aqui no Rio de Janeiro eu sou local e não turista só posso suspirar de inveja quando vejo gringos vermelhinhos como camarão no metrô, carregando suas indisfarçáveis garrafas de água de 1,5lt. 

luggage Elizabeth Bennet
Olha a mala da Lizzy... Quero dizer, a bagagem da Lizzy... Vc entendeu, né?

Pelo menos posso escrever sobre Mr Darcy e Lizzy sendo turistas aqui pelas nossas bandas. Yay! 

Como prometi, segue a segunda parte da estória do amor de verão de Mr Darcy e Lizzy. Serão 4 partes, a primeira postada na semana passada e as outras duas nas próximas semanas. Espero que esteja gostando.


Como William Darcy poderia ter conhecido Lizzy Bennett

2ª parte (unbeataed)
clique aqui para 1ª parte
classificação Adulto (+18)/relacionamentos homossexuais são mencionados 


vacations sexy Bennet
Olha a Lizzy aí na Tirolesa, curtindo todas em Paraty e Trindade.
Cenas do capítulo anterior: Will e Lizzy acabaram de se conhecer por acaso em Trindade, Paraty -RJ. Infelizmente ele falou demais e ela ouviu, o que criou um mal estar entre eles apesar da óbvia atração que sentiram. Agora eles estão prestes a se conhecer formalmente. Será que Darcy vai conseguir desfazer mais esse mal entendido?

O grupo de Seattle está de molho na piscina natural do Cachadaço e de repente os amigos de Meryton aparecem saindo da mata às gargalhadas.
---


 Luz do fim de tarde¹
Meu rosto encontra a luz
Não posso compreender
Não faz nenhum efeito


Jane, sempre preocupada com o bem estar alheio, tentou começar uma conversa. Ao ver Charlo alvo de deboches e picadas ela nunca conseguiria resistir à tamanha oportunidade de ajudar. ‘Puxa vida, sinto muito... Você está se sentindo mal?’

‘Meu orgulho está mais ferido do que qualquer outra coisa.’ Charlo respondeu franzindo o rosto numa careta quando sentou um pouco afastado de Jane na enorme piscina natural sentindo o arde e cura da água do mar no seu traseiro prejudicado. ‘Para falar a verdade, dói um pouco sim...’ Gemeu.

‘Você não viu o formigueiro?’ Jane perguntou em voz preocupada pensando em como poderia ajudar esse estranho que de alguma maneira lhe era familiar. Afinal de contas, os dois tinham a língua materna em comum nessa terra estrangeira.

‘Não, tinha um monte de folhas e eu decidi sentar numa pedra…’ Mas antes que Charlo pudesse se explicar, Lizzy chegou perto rindo e abanando o rosto com sua camiseta em uma tentativa vã de espantar o calorão.

‘Ele estava distraído, curtindo com a nossa cara!’ Falou em uma risadinha irônica sentando perto de Charlo nas pedras em volta da piscina.

‘Elas estavam fazendo corpo mole!’ Charlo reclamou igualzinho a uma criança mimada fazendo queixa dos amiguinhos para a professora enquanto Dennie explodia em riso.

Jane riu com eles também; os três amigos eram muito engraçados. Devem ser amigos há um tempão, ela pensou. Lizzy ficou contente que a loura bonitinha estava pelo menos tentando ser simpática com eles; e nessa viagem Lizzy estava disposta a fazer novos amigos, conhecer tantas pessoas novas quanto possível. O grupo de mauricinhos espalhados ao redor da piscina nem tentou falar com os amigos de Meryton, só o lourinho pelo menos sorria para eles.

‘Sou Lizzy, aquela ali tirando os tênis é Dennie, e esse bundão é Charlo. Somos Americanos. ’

‘Na verdade sou Inglês, mas Americano de coração. ’ Charlo disse num sorriso.

‘Ai, que bom! Nós somos Americanos também! De onde vocês são?’ Jane ficou encantada em descobrir que eles realmente eram mais próximos dela do que os outros estrangeiros nesse paraíso exótico.

‘Meryton, Massachusetts. Já ouviu falar?’ Lizzy perguntou sorrindo.

‘Desculpe, não. Conheço Boston. E Nova York. ’ Jane disse se desculpando.

‘Isso aí, Costa Leste!’ Lizzy tenotu ser simpática fazendo esforço para não franzir as sobrancelhas bem feitas.

‘Eu sou Jane, esse homem lindo aqui é meu namorado Charles. ’ Ela falou olhando para Bingley e acariciando seu rosto.

‘Fala, Celtics!’ Bingley disse no sorriso contagiante que era sua marca registrada se referindo ao time de basquete.

Dennie que entrava na piscina e sentava do outro lado de Charlo franziu as sobrancelhas indignada. ‘Red sox, faz favor!’ Para ela, Bingley citar basquete e não baseball era como um xingamento.

Lizzy se acomodou na pedra mesmo e tirou seus tênis e meias rindo com Jane e Charlo.

Jane continuou. ‘O moreno alto lá no fundo é Will; o fantasma pálido ao lado dele é seu irmão Ricky...’

‘Mariners aqui!’ Ricky gritou virando a cabeça para mostrar o emblema em seu boné e Darcy balançou a cabeça sem sorrir nem tirar os óculos escuros. Estava indeciso entre chegar perto e se desculpar ou se acovardar e ficar onde estava na esperança de que morena linda não o reconhecesse. Ele a reconheceu instantaneamente.


‘A gente se divertiu setembro passado, né?’ Dennie sorriu de soslaio implicando com Ricky sobre a partida que seu time ganhou do deles.

Com isso, Darcy decidiu ficar onde estava mesmo, ele é que não ia pedir desculpas para ninguém que debochava do seu amado Mariners.

‘Não cante vantagem, Sawx! Tem sempre volta!’ Ricky advertiu debochando do sotaque dela e Dennie riu.

‘Então…’ Jane disse balançando a cabeça para a besteira sobre baseball. ‘... Os gordinhos aqui são Thorn de camiseta na água... ’ Ela balançou a cabeça de novo para a vergonha de Thorn em mostrar suas banhas em público, ‘e Chris. Lá daquele lado, o magricela tentando pescar como um urso é Julius. ’

‘Olá, meninas!’ Chris as cumprimentou educadamente. ‘E amigo.’ Ele disse tocando seu boné como um cavalheiro tocava sua cartola no passado.

Julius acenou do canto direito da piscina onde os peixinhos nadavam. ‘Pessoal, vocês têm que vir aqui! A gente pode ver os peixes, mesmo sem óculos!’

Apesar de todos se mostrarem muito educados, o único que chegou perto foi Thorn que logo engrenou num papo com Charlo deixando Dennie e Lizzy para conversar com Jane. Elas descobriram que tinham amigos em comum online e que tinham souberam sobre Trindade da mesma maneira.

Bingley estava contente em permanecer giboiando de olhos fechados; acariciando as costas de Jane enquanto ela estava feliz fazendo amizade com as meninas da Costa Leste. Assim as férias estavam ótimas para ele; num paraíso com sua adorada Jane.

Darcy estava hipnotizado com Lizzy, não conseguia tirar os olhos dela. A maneira como ela balançava as pernas atraentes para molhar os pés na água, como brincava com a longa trança de cabelo escuro, o sutiã de biquíni colorido e o short que ela não tirava. Só os óculos escuros redondos tipo Lennon o aborreciam, ele queria estudar a bela expressão de seus olhos negros da mesma maneira que estudava sua boca enquanto ela falava ou ria. E ela ria à beça.

‘Distraído, general?’ Ricky perguntou usando o apelido de infância, quando Darcy era um menino sisudo lhe dando ordens.

‘É… Lembra que eu te contei do meu fora e que uma princesa tinha me ouvido?’

‘Xinxeiros!’ Ricky falou rindo e agitando água em volta dele.

‘É ela. E fala baixo.’ Darcy cochichou entre os dentes, ocupado em observar Lizzy se inclinar para frente para sussurrar alguma coisa no ouvido do Charlo, que explodiu em uma risada.

‘A loira alta ou a morena gostosa?’ Ricky perguntou, balançando as sobrancelhas.

‘A deusa de biquíni listrado. ’

Elizabeth Bennet Darcy sexy bikini

A entonação tanto quanto a expressão que Will usou fizeram Ricky virar a cabeça para olhar diretamente para ele. ‘Deusa?’ Ricky perguntou levantando as sobrancelhas. ‘Talvez você devesse oferecer um sacrifício para ganhar o perdão dela!’ Ele fez graça.

Darcy considerou a idéia.

Logo em seguida o barqueiro chegou para levar os caras de Seattle de volta e ele não gostou de deixar as belas curvas emolduradas no biquininho de dar água na boca para trás. Para seu aborrecimento ela só tirou o shortinho preto quando eles já estavam entrando no barquinho, então a única coisa que Darcy conseguiu ver foi um vislumbre dos lacinhos que seguravam a calcinha aos quadris dela.


Mais tarde naquele dia, os amigos de Meryton se juntaram aos novos amigos que fizeram no camping para um fim de tarde e noite em Paraty. O casal de Indianos tinha ouvido falar de um restaurante típico da sua terra no Centro Histórico e convidaram Lizzy, Dennie e Charlo para experimentar.

Foi um programa maravilhoso. As ruas e prédios coloniais, o passeio de charrete, as pessoas bronzeadas, boa música nas ruas, bons drinks: tudo ótimo.  E foram apresentados à caipifruta vendida em barraquinhas na rua. Primeiro Dennie provou de kiwi, Charlo de abacaxi e Lizzy de morango; na segunda rodada eles provaram uva verde, goiaba e maracujá enquanto os Indianos não saíram do limão. Todos ficaram tentados à uma terceira rodada, mas desistiram já que a vodca doce subia rápido.


Os caras de Seattle acomodaram-se no mesmo bar da noite anterior, preguiçosamente aproveitando a brisa morna vinda do mar. Mas, vendo Darcy amuado, Jane decidiu intrometer-se.

‘Você está ainda mais calado do que de costume, amigo.’ Disse na sua maneira amável.

‘Estou, amiga?’ Darcy sorriu achando graça na sua doce e leal amiga de tantos anos.

‘Tá, sim… Será que é por causa da minha nova amiga de infância, Lizzy a Yallie?’ Ela perguntou num sorriso de lado.

‘Yale, é mesmo?’ Darcy levantou as sobrancelhas surpreso (e satisfeito) em saber que sua deusa era de uma universidade tão boa. ‘Vocês conversaram à beça, pareciam mesmo se conhecer. ’

‘Ela é muito simpática; você deveria tentar falar com ela ao invés de ficar só encarando. ’ Jane implicou tomando um golinho da sua cerveja.

‘Tão óbvio assim? Você acha que ela percebeu?’ Darcy inquietou-se na sua cadeira, de repente preocupado.

‘Uma garota percebe quando um cara fica interessado, especialmente um cara alto e bonitão com você. E... Ela estava curiosa sobre você... ’ Jane sorriu.

 ‘Nem tenta ser malandra, Jayjay. Você não sabe fazer isso.’

Jane deu uma risadinha. ‘Ela me perguntou se você estava puto de estar aqui porque você está sempre de mau humor, franzindo a testa. ’ Jane deu de ombros. ‘Eu só não sei de onde ela tirou que você estava de mau humor. ’

Darcy franziu a testa realmente contrariado. Ele tinha achado que ela não o tinha reconhecido, mas parecia que sim - muito bem.

‘De qualquer maneira, eles não estão aqui hoje. ’ Jane continuou. ‘Lizzy, Dennie e Charlo. Eles foram jantar no Centro Histórico de Paraty. ’

Darcy bufou infeliz com sua má sorte, mas Thorn estava ligado na conversa deles. ‘Vamos também, então! Genial!’ Falou como se fosse uma idéia óbvia e bateu palmas alegremente chamando a atenção dos outros.

‘Vamos também para onde, Fatman?’ Darcy perguntou irritado com a intromissão, usando o antigo apelido para aborrecer Thorn.

‘Paraty! Vamos encontrar eles lá. Eles são nossos amiguinhos agora, então...’ Ele falou maliciosamente.

Thornton mal podia esconder sua excitação em encontrar Charlo novamente e Darcy achou bastante conveniente já que não estava bem certo como se sentia sobre Lizzy. Talvez estivesse interessado nela somente porque tinha sido grosseiro e ela tinha ouvido; ou talvez porque ela fosse uma gostosa. Então, pegando carona na excitação de outra pessoa, ele incentivou o grupo a passar a noite em Paraty. Pertinho, menos de vinte quilômetros, eles poderiam chegar lá em meia hora – tempo de sobra para aproveitar a noite no Centro Histórico.

Darcy e Julius assumiram os volantes já que estavam sóbrios, e o grupo de Seattle chegou a Paraty no início da noite.

Mesmo tendo visto o mesmo show na Praça da Matriz, eles não se encontraram com os amigos de Meryton. A Praça estava lotada, assim como as ruas em volta. Como não havia mesas nos bares próximos, eles tiveram que achar um recanto na porta de uma loja de artesanato e beber de pé. Os caras de Seattle raramente bebiam alguma coisa além de cerveja, talvez se ousassem teriam visto o pessoal de Meryton nas barraquinhas de caipifruta.


Só no dia seguinte, na visita às cachoeiras, foi que Darcy encontrou Lizzy de novo.

O passeio de jipe pelas trilhas durava seis horas e passava por quatro cachoeiras e uma destilaria de cachaça, mas o cheiro da mata fechada e as curvas das trilhas não estava fazendo nada bem aos estômagos e ressacas dos amigos de Meryton. As cabeças doíam, os estômagos davam piruetas e a estradinha continuava a chacoalhar o jipe.

Quando finalmente chegaram à primeira parada, a linda cachoeira Poço das Andorinhas com sua água gelada e o constante barulhinho de água caindo, Lizzy estava praticamente passando mal. Tão enjoada e suarenta que mal percebeu outros dois jipes no mesmo local. A mão que a ajudou a passar pelas pedras para chegar à água só lhe chamou a atenção porque não soltou a sua imediatamente após ela pisar em segurança no mato.

‘Está se sentindo bem? Parece meio tonta.’ Uma voz grave perguntou perto do seu ouvido.

‘Mais ou menos… minha cabeça está meio que girando.’ Só aí que ela olhou para cima e viu o Babaca bem pertinho dela. “Will, o nome dele é Will. E ele é lindo, que voz sexy.” Lizzy pensou consigo mesma. ‘Bebi demais ontem à noite.’ Ela disse fazendo careta e engoliu em seco. 

Darcy riu. ‘Consegue andar sozinha?’

‘Sim, obrigada. Will, né?’

Ele concordou com a cabeça. ‘Lizzy’. Ele disse, ela concordou com a cabeça. E se arrependeu do movimento.

Lizzy precisou gastar uns minutos acalmando seu estômago o suficiente para tirar a legging, a camiseta, tênis e meias; e finalmente entrou na água. A força da cachoeira aos poucos limpou sua ressaca e ajudou a organizar seus pensamentos. O raio de sol filtrado pelas árvores batendo direto na piscina de água fria justo onde ela escolheu para sentar e bater papo com Jane também ajudou muito, e ali elas ficaram observando os turistas dos três jipes alegremente se esbaldando na água.

Na segunda parada, quase uma hora depois, Lizzy estava se sentindo ela mesma de novo. Somente a partir dessa hora ela conseguiu observar Darcy.

Ele a ajudou de novo, duas vezes na verdade: primeiro quando ela descia do jipe e depois com seu equilíbrio. Para chegar à traiçoeira cachoeira do Tarzan eles tinham que atravessar uma ponte de cordas sobre o rio, então Darcy aproveitou para ficar o tempo todo ao lado dela e ela adorou a atenção. Riram de nervoso quando a ponte balançou e eles quase caíram, e mais ainda quando Lizzy cantarolou o tema de Indiana Jones enquanto eles continuavam com mais cuidado.

‘Você está de bom humor hoje, Will. ’ Flertou enquanto tiravam a roupa perto da água. Lizzy estava começando a se preocupar com a segurança dos lacinhos do seu biquíni, essa cachoeira parecia ainda mais forte que a primeira.

‘Eu estou sempre de bom humor…’ Ele respondeu a atacando com todo o devastador poder de seu sorriso cativante.

‘Não parece. Ah, vai ver falta a nuvem de maresia… ’ Ela levantaou uma sobrancelha e satisfeita em viu que ele corou de vergonha.

‘Lizzy, olha só… Eu quero me desculpar por aquela asneira. Eu sei que me ouviu, não queria ser grosseiro. Estava cansado da viagem e quando chegamos, fiquei surpreso com as coisas e-’

‘Tá bem. Já chega. ’ Lizzy levantou a mão para tocar o braço dele secretamente admirando seus músculos. ‘Eu já tinha desculpado com a sua primeira frase!’ Ela riu e retirou sua mão. ‘Foi engraçado ver sua surpresa. ’

Darcy corou de novo, mas foi salvo da conversa embaraçosa por um grito vindo da ponte de corda.

Depois da visita à destilaria, eles pararam para almoçar e visitaram a terceira e quarta cachoeiras. Na cachoeira do Tobogã, as pessoas se alternavam escorregando nas pedras e Darcy conseguiu arrumar um jeito de ficar perto de Lizzy mais que uma vez. Fez questão de ajudar tanto quando ela chegava à água depois da descida, quanto quando ela estava tentando começar a escorregar.

‘Vou ter que parar de te agradecer, Will! Ou então vou fazer isso o dia todo!’ Ela falou rindo.

‘De qualquer maneira, não vou parar. ’ Ele respondeu através de outro sorriso devastador que fez o estômago dela dar pinotes de novo.

Lizzy mordeu os lábios tentando pesar prós e contras rapidamente, mas acabou decidindo em num ímpeto. ‘Hoje à noite vai ter uma rave na praia. Vocês ouviram dizer? Vão?'

Darcy achou que ela estava linda assim, mordendo os lábios que para ele pareciam tão suculentos. ‘Eu vou, se você for. ’

‘Você vai, então!’ Ela disse meio sem jeito; ele era tão lindo e estava flertando com ela... Caramba, se não fosse a água gelada ela poderia ter desmaiado! ‘Te vejo lá mais tarde então. ’ Ela sorriu, ele respondeu.


Darcy Elizabeth flirt bikini

Continua...

¹ - A fórmula do amor - Leo Jaime 

E aí? O que está achando? O charme do Sr Darcy vai convencer Lizzy?

Clique aqui para ler a 3ª parte

Comentários?


Gostou do biquini da Lizzy? Eu também. Tá na Quincy.


Te vejo na próxima parte,
bj

terça-feira, 24 de julho de 2012

Manhattan Lofts for sale

Hello, hello!

Today, Hot Rio Chick babbles about real estate...

Does anyone know about a gorgeous Manhattan loft for sale?

Or townhouse, or penthouse, or spacious flat?

 

Mr Darcy and Lizzy are experiencing a cozy romantic Valentine´s at a posh hotel on chapter 34 of my story - How WDarcy persuaded LBennett... aka Frienship of a special kind - and there he decides to put his plan into action. Oops... almost a spoiler... 

To help the love birds, Hot Rio Chick searched the web to find some choices.

First, let's find inspiration on famous lofts.
24 years ago and it still looks like fun!
When talking about NYC, how not to talk about Carrie?

22 years ago: Still corny but a nice loft nonetheless.

And this is what HRC could come up with:

This gorgeous one looks like something Lizzy would love but Darcy wouldn´t... Since it´s not HER place...
This magnificent place looks too... white.
This one looks nice enough. Don´t you think?
Ahhh... That would be lovely!
Yeah Something Beautiful, why not? A New York brownstone! Sounds so lovely! Upper West Side, charming and upscale! THAT would fit Darcy´s rich wordliness and Lizzy´s originality. Holly Golightly, who always knew the right place to be and right thing to say, lived in one with Paul Varjak and Mr. Yunioshi.

It's useful being top banana in the shock department. 


But, the right flower to gift, is a Lizzy expertise.

Even the dudes know all about Lilly of the Valley. Right Trilby and Harty?
Lilly of the valley on his wedding lapel... Mr Darcy would like that idea!


You know what? Let love be, I mean, let Lizzy and Darcy be... Unill next chapter?







 bj

sábado, 21 de julho de 2012

Amor de verão em Paraty e em Português

Olá Darcy friends!
M&M! haha!

Hoje tivemos um delicioso Darcyncontro - Facencontro. Muito legal! Adorei.
Dayse arrasou! Alguma sortuda provou da boca... fiquei com o cangote!

As meninas são ótimas, muito divertidas. E é muito legal conhecer pessoas que só conversava on line e que têm tanto em comum comigo.
Esse, esse, esse, esse, esse ou esse. Gosto. Gostamos.

Darcy, por exemplo. 

Muitos agradinhos, muitos carinhos, bolo gostoso - afinal, quem será que ficou com a boca do Darcy? - e no final, achei que o tempo foi curto.
imãs, cds, marcadores, trecnhinho da estória
Depois de trabalhar tanto essa semana, passar um dia em São Paulo, bebê com dor de ouvido, festa de Bodas de Ouro (não minha, fui de convidada), essa reunião de Amigas Darcy foi show!
Olha só esse ambiente do CasaCor SP, o papel de parede é manuscrito. Ambiente totalmente Austen!
Apesar da semana louca, consegui preparar a primeira parte da versão em Português da estória curta e levei para a avaliação das meninas - espero que elas gostem. E que você também goste. 

Olha aí, quentinho (unbetaed):


Como William Darcy poderia ter conhecido Lizzy Bennett

1ª parte (unbeataed)
classificação Adulto (+18)/relacionamentos homossexuais são mencionados

Assunto de verão
Conversa de mulher
Leva a melhor, leva o affaire
Quem souber não complicar¹


É uma verdade universalmente reconhecida que a propaganda boca-a-boca tem grande eficácia, e ela poderia ter sido responsável por aproximar Will Darcy e Lizzy Bennett uns dez anos antes de quando realmente aconteceu.
John Dashwood era um dentista Inglês que sonhava em visitar o Brasil. Juntou coragem e dinheiro para um dia finalmente fazer as malas para o Rio de Janeiro na intenção de viver as melhores férias de sua vida. Chegando na cidade Maravilhosa ele mergulhou no clima descontraído, curtiu as boates, ensaios de escola de samba e até se apaixonou por um cara lindo. Esse cara, o carioca da gema Bira, apresentou Dashwood ao melhor do Rio – das diversas praias à região serrana. Mas o que realmente encantou o Inglês foi uma vila quase na divisa de São Paulo:Trindade.
Um distrito de Paraty, paraíso para ecologistas e surfistas com suas praias maravilhosas, trilhas ecológicas e cachoeiras que faziam de Trindade uma joia da Costa Verde.
Dashwood se encantou pela vila assim que desembarcou da van desconfortável que o trouxe do Rio de Janeiro. Um mês depois quando voltou à Europa, passou a falar sobre Trindade a todos que conhecia. Com o passar do tempo, seus amigos e os amigos dos seus amigos também visitaram e gostaram muito, postaram nos recém criados Facebook e Twitter; e então uma rede de propaganda boca-a-boca foi formada. Um desses amigos, o Francês Gerard, conheceu o amor de sua vida no Brasil e escolheu Trindade para viver.  O casal abriu um café que virou point na Rua Principal e, quando a querida Miss Jane dona da pequena livraria vizinha morreu, eles adicionaram uma loja de roupas ao café.
O café-lounge ficou conhecido como o hub internacional de Trindade por ser o local onde era possível ouvir várias línguas ao mesmo tempo. Trinity Babel – a Babilônia de Trindade – era um lugar bacana com luminárias penduradas sobre as mesinhas arrumadas próximas umas das outras. Lá, Gerard e seu marido Diego ofereciam ajuda de (quase) todos os tipos para turistas estrangeiros: pequenas refeições com tempero internacional, moda Brasileira unissex, câmbio, acesso à internet, telefonemas, informações, guias turísticos, aconselhamento, abrigo, um lar longe de casa, e acima de tudo, um lugar para ver e ser visto.
Trinity Babel foi o assunto da internet naquele ano, qualquer pessoa que se achasse popular já tinha ouvido falar no café-lounge. Como no início as grandes redes sociais eram meramente sites direcionados ao meio acadêmico americano; tanto Lizzy como Darcy tinham ouvido falar no lugar e decidiram passar o feriado de Ano Novo em Trindade para celebrar uma nova etapa em suas vidas.
Lizzy – Elizabeth Bennett, 19 anos – tinha acabado de entrar na famosa universidade de Yale, como havia sonhado desde ouviu seu querido avô lhe contar suas aventuras de estudante lá. Natural de Meryton no estado de Massachussets, Lizzy considerava que New Haven em Connecticut, apesar de não ser muito distante, era longe o suficiente de sua mãe controladora, de seu pai desligado e de sua irmãzinha caçula. Lizzy tinha decidido estudar finanças para a surpresa da família de professores de classe média que tinham orgulho de conseguir pagar uma universidade tão cara. 

Lizzie fly Rio
Lizzy estava tão excitada com a viagem que nem conseguiu ler o livro que levou com ela a bordo.

Will – William Darcy Filho, 25 anos – estava mudando de continente: de Seattle no estado de Washington nos EUA para fazer MBAs e especializações em Cambridge na Inglaterra seguindo os passos do seu pai. Como o herdeiro natural do império da família – Darcy Inc. – ele  deveria se preparar da melhor maneira possível para evoluir dos anuais estágios de verão na Presidência da empresa. Richard, seu irmão mais novo, também teria uma temporada na Inglaterra, mas para ele ainda restavam alguns anos de Harvard.

Darcy fly Rio
Will colocou os fones e ligou seu ipod, acostumado com vôos longos.

Mesmo tendo ouvido falar de Trindade e do Trinity Babel, Lizzy e Will nunca tinham ouvido falar um do outro. E por que deveriam? Uma linda garota de classe média da Costa Leste, espirituosa e de língua afiada; e um elegante e rico rapaz da Costa Oeste, sisudo e alto eram tão distintos quanto água e óleo.
Mas também é uma verdade universalmente conhecida, tanto quanto temida, que o destino sabe brincar com as nossas vidas.
Lizzy e seus amigos de infância Charleston Longborn e Dennise Lucas se uniram na aventura de visitar uma vila paradisíaca no Brasil. Economizaram por um tempão, fizeram trabalhos temporários e pediram à família que lhes dessem presentes em dinheiro. Agora estavam felizes da vida, há um dia instalados numa única barraca no simpático camping da Rua Principal de Trindade. Das cadeiras apertadas da classe econômica do vôo mais barato que conseguiram de Boston para o Rio; para a caótica rodoviária do Rio de Janeiro; para a viagem interminável no trânsito de fim ano; para a maravilhosa vista que a Costa Verde oferece a partir Usina de Angra até que finalmente chegaram a Trindade.
No camping conheceram Argentinos, Suíços, Brasileiros de todos os estados, até um casal de Indianos e estavam adorando tudo. Os amigos de Meryton tinham combinado que nessa viagem fariam amizade com todas as pessoas que encontrassem e todos os passeios possíveis. Logo que chegaram foram convidados para uma festa no Babel e lá foram apresentados ao ritmo irresistível do forró universitário que todos na cidade estavam ansiosos para dançar a noite toda – turistas e locais. Porém, por mais que lutassem contra, o cansaço os venceu e tiveram que ir dormir cedo. Ainda fusados, frustrados e envergonhados sua primeira noite no Brasil acabou antes das nove da noite na Costa Leste.
Na manhã seguinte, acordaram cedo e foram tomar café na padaria da Rua Principal, sempre lotada. Três sucos de laranja, três queijos quentes e três cafés depois, os amigos exploraram o que já estava aberto na Rua Principal e tomaram o rumo da Praia do Meio. Cinco horas depois chegaram à conclusão que precisavam de algumas brasilidades: um protetor solar mais potente, biquínis e sungas na moda e um almoço gostoso de peixe e camarão.
Gozando da lombeira pós praia e almoço, os amigos de Meryton acharam um cantinho para sentar na calçada do Babel, no meio da maresia que vinha do estúdio de tattoo vizinho e tomava conta de tudo. 
E foi assim que Will os viu pela primeira vez.
Vendo os três amigos de short e camiseta, balançando a cabeça como tartarugas ao som do reggae, Will se perguntou mais uma vez o que estava fazendo ali. Não que visitar o Brasil era uma má ideia, era ótima ideia.  Mas um point de bicho-grilo anunciado por redes sociais cheirava a roubada.
Seus amigos de escola Charles Bingley e John J. Thornton Terceiro, o convenceram, mas Will questionou todos os planos que foram feitos. A mãe do Thornton fez reservas para eles no melhor resort da região - que infelizmente era distante da vila de Trindade mais de uma hora. Sra. Thornton, advogada poderosa, achava que seu filho e seus amiguinhos – os meninos Darcy, o menino Bingley da rede de magazines, Julius de Bourgh do império farmacêutico e Chris filho da Construtora Brandon – iam precisar de um lugar seguro para ficar nessa loucura selvagem na América do Sul. Se ela soubesse, a Sra. Thornton teria reservado seis ao invés de cinco quartos porque Jane Phillips – dos aristocratas Philips de Seattle – estava com eles. Mas o quarto extra não iria fazer falta já que Jane e Bingley eram unha e carne desde que começaram a namorar, há um ano atrás.
Os caras de Seattle odiaram o resort assim que chegaram porque era exatamente igual a todos os outros resorts luxuosos que eles já tinham ficado. Will foi incumbido da tarefa de cancelar as reservas e convencer a agente de viagens do resort a conseguir acomodações para eles na vila. Depois de muitas tentativas, acharam vagas na melhor pousada da Rua Principal de Trindade, porém para seu desespero só dois quartos estavam disponíveis. Nenhum deles tinha dormido em um quarto coletivo antes. No colégio interno e na faculdade, cada um tinha um apartamento com quarto, banheiro e sala privativos. Estava claro que Jane e Bingley ficariam com um dos quartos. Aos rapazes então só restava se amontoar no outro.
‘Ou isso ou a gente fica aqui, caras. Vamos ter que pegar o touro à unha.’ Will disse franzindo a testa.
‘Ah, Will... E se eu quebrar uma unha?’ Jane, sentada no colo de Bingley, debochou da seriedade do amigo Darcy.
‘Você não tem que encarar nada, meu amor. Você é a mais bonita, mais querida... ’ Bingley engrenou nos elogios à namorada, gastando a paciência dos amigos.
Assim que os jipões de luxo alugados chegaram ao fim da serrinha e encontraram não somente uma praia linda, mas também uma pedra enorme que eles teriam que atravessar, eles tiveram certeza que Trindade era 'o lugar'. Tudo era muito pitoresco, até o futum de baseado vindo do estúdio de tattoo vizinho à famosa Trinity Babel.
Will achou que os três maconheiros sentados na calçada eram pessoas muito bonitas, tanto a loura alta com braços longos dobrados no seu colo, quanto o cara magrinho com o cabelo estranho tipo cantor de rap. Mas quem chamou a atenção dele mesmo não foi nem Dennise nem Charlo: foi a beleza morena de cabelos escuros com mechas ruivas e corpo violão. Bem, morena de certa maneira, já que sua pele avermelhada fez Will ter certeza que ela era tão turista quanto ele. Era uma pena uma garota tão bonita estar misturada com maconheiros, ele pensou. Então, quando Bingley fez um comentário inocente sobre como as pessoas eram bonitas em Trindade, Will não conseguiu segurar a língua e enfiou os pés pelas mãos.
‘Bonitas? Desde quando xinxeiros são bonitos, Bings? Nem vale a pena dar conversa para esse povo.’
Lizzy que estava concentrada em não fazer nada, deixando que a voz de Bob Marley a mantivesse no clima de férias, ouviu a grosseria e virou a cabeça na direção da voz forte de veludo. Ela apertou os olhos estudando o Deus Grego, alto, bonito, forte e esbelto, cabelo escuro e acabou encontrando... um olhar intenso. Não fazia sentido para ela, um cara tão bonito e tão babaca!
Will corou instantaneamente quando percebeu que Lizzy tinha ouvido o que ele falou e ela por sua vez também corou; ele a encarou quando percebeu que ela o havia ouvido. Lizzy quebrou o duelo de olhares primeiro e olhou para baixo e depois de volta, mas ele já tinha se virado e estava indo para a pousada do outro lado da rua.
‘Pessoal... ’ Ela disse aos amigos, ‘... vocês o babaca? Xinxeiros...’ Ela repetiu como um xingamento, fazendo uma careta.
‘Eu não ouvi nadinha.’ Charlo respondeu. ‘Estava muito ocupado admirando a variedade de bofes!’
‘Falou e disse… ’ Dennie emendou, falando enrolado como se estivesse dopada.
Os três amigos riram do deboche e mudaram de assunto, na mesma hora que Bob Marley deixou Gilberto Gil cantar a deliciosa ‘Não chores mais.’ Antes que os caras de Seattle voltassem à Rua Principal, a vez dos amigos de Meryton chegou e eles foram chamados no estúdio de tattoo.
Will não conseguia deixar de se sentir mal com o fora que tinha dado, especialmente porque a morena linda de olhos tão bonitos e uma boca maravilhosa tinha ouvido tudo. Ele ia ter que se desculpar ou então sumir dali. O que fosse mais fácil. Aumentando seu mau humor, o quarto que tinha sobrado para eles tinha um beliche, uma cama de solteiro e uma de casal.
Quando finalmente saíram da pousada para passear pela vila de short e t-shirts, os três maconheiros não estavam à vista, mas todos os bares estavam borbulhando de gente, música e animação. Os caras de Seattle adoraram a bagunça de gente jovem, a tarde quente e ainda mais a cerveja brasileira.
Encontraram por milagre uma mesa ótima em um bar de frente para Praia Brava, bem no começo da Rua Principal e se instalaram para beber e rir admirando as mulheres bonitas usando biquininhos que ainda estavam na praia nesse fim de tarde.
Os amigos de Meryton fizeram o passeio a cavalo que tinham planejado, orgulhosamente mostrando suas novas tattoos. Charlo fez um enorme ‘Gracias Padre’ em letras góticas nos seus antebraços, Dennie tinha asas nas costas e Lizzy fez um ‘Carp diem’ com duas carpas na sua lombar.
‘Putz, gatas cavalgando no por do sol!’ Ricky, o irmão dois anos mais novo que Will, falou no gargalo da sua longneck.
‘Darce! Tá vendo? Que maneiro, cavalgar! Quase como em Pemb, mas só que maneiro!’ Thorn debochou rindo e sacudindo seu corpanzil e cabelo Chanel.
Will grunhiu e tomou um gole da sua cerveja e estava para dizer ao Thorn que se ele achava sua fazenda era tão enfadonha ele não seria mais convidado para ir lá; mas perdeu o fio da meada quando reconheceu quem estava no último cavalo, um baio bem cansado. A morena linda! O balanço, o rabo de cavalo comprido dançando de um lado para o outro e o que era aquilo? Uma tatuagem na lombar! ‘Caramba!’ Ele resmungou para si mesmo.


Carp ou Carpe diem? Que trocadinho bem humorado!

Naquela noite, a vila toda foi para a Praia Brava para um luau de axé com tochas na frente dos bares e música bombando. Mesmo sem conseguir cantar junto, todos adoraram o ritmo. Talvez se pudessem entender a letra, tanto Darcy quanto Lizzy teriam corado quando percebessem que músicas falavam principalmente de amar e ser amado – especialmente de se apaixonar – algo que eles estavam a caminho de fazer.
Enquanto ficavam de olho um no outro, roubando olhares de soslaio quando achavam que o outro não percebia, Ivete Sangalo cantava: ‘Minha sorte grande, foi você cair do céu; é lindo seu sorriso, o brilho dos seus olhos, perfume de jasmim; entrou no meu espaço, mandando no pedaço; pegou me deu um laço, dançou bem no compasso, de prazer levantou poeira; poeira, poeira, levantou poeira.'
Foram para cama pensando um no outro. Lizzy espremida ao lado de Dennie na barraca pequena enquanto Charlo fazia amizade com um gato louro que ele tinha conhecido na praia. Will tentando o máximo para não encostar no irmão na cama de casal.



No dia seguinte, os caras de Seattle alugaram um barquinho para ir à piscina natural do Cachadaço e tentar lavar a ressaca da noite anterior enquanto os amigos de Meryton escolheram a trilha porque apesar dos mosquitos e galhos arranhando suas pernas, pegar a trilha era de graça. Lizzy chegou à conclusão que sua legging de ginástica teria sido mais apropriada que o shortinho preto.
Só quando uma galera de Brasileiros bagunceira foi embora, os caras de Seattle ficaram sozinhos na Cachadaço e finalmente conseguiram relaxar deitados na água verdinha e calma. Mas seu relax foi interrompido por uma risadaria histérica vindo da mata, seguida de um silêncio profundo. Eles não deram importância, fecharam os olhos atrás dos seus óculos escuros e bonés aproveitando o prazer absoluto de poder ter uma piscina natural exclusiva. Nem cinco minutos depois a risadaria recomeçou ainda mais alta e os três amigos de Meryton saíram correndo da mata praticamente sem ar.
‘Meu Deus!’ Exclamou Bingley levantando da água e protegendo os olhos do sol. ‘Vocês ok?’ Ele não falava nada de Português, e não estava certo se esses três falavam Inglês como ele, mas tinha que dizer alguma coisa.
Surpresos de encontrar a Cachadaço ocupada, os três amigos pararam tão abruptamente que quase se chocaram e  perderam a fala por alguns segundos. Mas a risadaria logo recomeçou.
Quando Lizzy conseguiu respirar de novo, ela disse (mais para Charlo e Dennie do que respondendo Bingley): ‘Eu estou ok. Não fui eu quem sentou num formigueiro!’
‘Nem eu!’ Dennie concordou e as duas recomeçaram a risadaria; enquanto o humilhado, puto e dolorido Charlo caminhava para o mar na intenção de colocar seu traseiro picado de molho na água salgada.
Will não conseguiu segurar o sorriso, tinha que responder ao riso encantador de Lizzy, e também à sua bela figura dentro de shortinhos, tênis e sutiã de biquíni. Ele reparou na camiseta que ela segurava, talvez tivesse tirado por causa do calorão. Ela usava um biquininho de listras coloridas perfeito para os seus seios poderosos, e ele mal podia esperar para ver o quê o shortinho preto escondia.






Fanfiction inspirada em Orgulho & Preconceito de Jane Austen. Postarei em 4 partes, uma vez por semana. Originalmente publicada em inglês. Adoro feedbacks. ;)

Disclaimer: imagens do Google, prosa de minha autoria.